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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Marinho e os betinhos

Daqui, InVerbis:

"Só betinhos e betinhas que nunca saíram dos seus escritórios de advogados de Lisboa, que não fazem a menor ideia sobre o que é a realidade do País, é que podem fazer este género de diplomas", declarou o bastonário da Ordem dos Advogados (OA) a propósito das alterações ao Código do Processo Civil (CPC) e da Lei da Organização do Sistema Judiciário, que entraram ontem em vigor.

Marinho e Pinto não gosta da ministra da Justiça. Nunca gostou, desde que esta está no Governo. Gostava mais dos Albertos do PS, vá lá saber-se porquê. Gostos, enfim.
Como não gosta não perde ocasião de a ofender pessoalmente com as tiradas de uma educação que usa à ilharga para lançar sempre que tem oportunidade. Marinho é um burgesso. Ponto. No caso, pouco interessa, porque é reincidente sem remissão na má educação e falta de chá que nunca tomou, coitado. Em Coimbra havia pouco disso e Marinho especializou-se em escrever para o Diário do Centro rábulas de alto teor vitriólico contra quem o apoquentava politicamente, para depois acaparar os mesmos que vituperava. A esta educação junta por isso a falta de vergonha.

Quanto ao teor do boquejo de hoje, é bom lembrar quem são os tais "betinhos" que fizeram a reforma do CPC. João Correia, advogado, foi o coordenador da comissão. É bom por isso dizer publicamente a quem Marinho e Pinto, o boquejão, chamou "betinhos":


O secretário da Comissão será o adjunto da ministra da Justiça Sérgio Castanheira e os vogais nomeados são António Geraldes (juiz desembargador da Relação de Lisboa), Armindo Mendes (advogado), Carlos do Rego (juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça), João Alves (procurador--adjunto), Júlio Caldas (advogado), Gabriela Rodrigues (juíza), Paulo Pimenta (docente do Departamento de Direito da Universidade Portucalense e advogado), João Paulo Marques (professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) e Miguel Teixeira de Sousa (professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e advogado). 

Este palerma ( não pode ser de outro modo porque se calhar nem sabe quem são os nomes da comissão) devia ter vergonha e enfiar a cara num saco de serapilheira, ao ler os nomes acima citados. Qualquer um deles lhe pode dar lições de Direito. Só por isso, o respeito de Marinho seria devido. Porém, Marinho e Pinto fala para os altifalantes da rua  mediática do jornalismo para quem é bacalhau basta.
É o mundo de Marinho e nada há a fazer.
De resto, a própria Ordem dos Advogados já deu um parecer sobre a revisão do Código e não consta que lá venha a qualificação de "betinhos" àqueles ilustres juristas...pelo que só Marinho se qualifica para a palma de ouro da má educação reiterada e atávica.

3 comentários:

Floribundus disse...

não sei a diferença entre civil e cível,
mas verifico que o burgesso continua civicamente ligado à selvajaria ou à barbárie

hajapachorra disse...

Muita gente, arriscaria a dizer 99% dos magistrados e mais de metade dos advogados (apesar de o lorpa ganhar eleições) pensa isso. Por que bulas ninguém o diz nos jornais?

Vitor disse...

É próprio daquele arruaceiro e tasqueiro. Já não fico suspreendido com nada do que diz, assim como já não fico surpreendido com o tempo de antena que esta comunicação social de "quem é bacalhau basta" lhe faculta.