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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A primeira testemunha de acusação de José Sócrates...

Jornal Económico:

O novo livro de Aníbal Cavaco Silva não poupa nas críticas a José Sócrates e revelações sobre o seu modo de governar. Nas quase 600 páginas de “Quinta-feira e Outros Dias”, mais de 300 são dedicadas ao pedido do ex-primeiro-ministro à Caixa Geral de Depósitos para conceder garantia “a uma certa empresa”, cujo nome não é revelado.

“Quando, seguidamente me contou que o Governo tinha pedido à Caixa Geral de Depósitos para que concedesse uma garantia de avultado montante para que uma certa empresa pudesse concorrer à concessão da autoestrada transmontana, percebi que não tinha tido sucesso no meu esforço didáctico sobre a afectação de recursos em tempo de escassez de crédito”, escreve o antigo Presidente da República. De acordo com o autor, José Sócrates afirmou que fez um pedido à Caixa Gera de Depósitos para dar garantias “de avultado montante” a essa tal firma
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 Cavaco Silva está a candidatar-se para figurar como primeira testemunha de acusação no processo Marquês. E é muito bem escolhido, porque sabe melhor que outros como as coisas se passaram em determinados assuntos de governação. Perguntado em julgamento sobre isso, terá de dizer a verdade se não for segredo de Estado.

46 comentários:

Carlos disse...


Como já li algures:

Tudo bem!

Mas, seria também importante ouvir este personagem sobre:

"Quinta-feira e Outros Dias Loureiro"...penso eu de que!

Ricciardi disse...

Portanto, o unico accionista da cgd (o estado) poe o seu banco a concorrer com os demais para dar garantia para uma concessão de autoestradas cujo beneficiário da mesma é o estado.
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Está bem. Se o accionista estado não chamasse a CGD a dar cotação para a garantia seria demasiado mau para ser verdade.
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É exactamente para estes efeitos que serve o banco público. Dar andamento a projectos de interesse público e privado.
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Por ironia do destino não foi a CGD que ganhou a operação. A garantia foi dada em consórcio. Temos pena.
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Rb

josé disse...

A questão é outra é mais comezinha: o então PM e acólitos andam a dizer que nunca interferiram nas decisões da CGD...

Ricciardi disse...

Não há interferencia alguma. O accionista (representado pelo governo) indica à administração que concorra à operação da garantia duma autoestrada.
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A administração do banco faz a sua análise de risco e decide dar ou não dar.
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O cavaco não coloca em causa a honestidade da operação em si, o que diz é que a afectação de recursos numa altura como aquela não era conveniente.
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O administrador da cgd disse que não houve interferência alguma em negócio algum. Cavaco não desmente nem deixa de desmentir nem se infere das palavras dele qualquer dúvida relativa a interferências.
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Rb

joserui disse...

"Uma certa empresa"? "Esforço didáctico"? Com uma testemunha destas não vamos longe José. E o esforço didáctico devia era tê-lo feito enquanto foi PM e trocava tudo por alcatrão e cimento (e eucaliptos talvez). Este começaria como testemunha e acabaria sentado no banco dos réus, ao lado do 44.

josé disse...

"Quando, seguidamente me contou que o Governo tinha pedido à Caixa Geral de Depósitos para que concedesse uma garantia de avultado montante para que uma certa empresa pudesse concorrer à concessão da autoestrada transmontana".

Nenhuma interferência, portanto. A lógica é uma batata.

Aníbal Duarte Corrécio disse...

"Quinta-feira e Outros Dias Loureiro"...

Sobre isso o que há a dizer é o seguinte:
que culpa tem Cavaco Silva se pessoas em quem confiou percorreram caminhos que não foram os dele?

Dito de outro modo: que culpa tenho se, por exemplo, um dos meus amigos, de um dia para o outro, começar a ganhar a vida de forma desonesta e corrupta ?

Cavaco Silva, ao contrário do que os comunistas e outros companheiros de estrada costumam vender, foi uma pessoa íntegra.

Embarcar nas ficções comunas? Não, obrigado!

Carlos disse...

"Cavaco Silva, ao contrário do que os comunistas e outros companheiros de estrada costumam vender, foi uma pessoa íntegra."

ah,ah,ah...essa teve piada!

joserui disse...

Depende do que se sabe, a tese que não sabe de nada, nunca, o papel de sonso do regime. Assenta-lhe bem. E o Loureiro já andava implicado em tudo e mais alguma coisa e foi para conselheiro de estado se não me engano. Fora os outros. Era uma quadrilha uns furos abaixo da do 44. Concedo que pessoalmente ganhou pouco, ainda para mais com uma remorminha tão baixa.

Kaiser Soze disse...

Com os amigos que tem, o Cavaco conhece este tipo de gente.
Infelizmente, não é só o Cavaco...

josé disse...

"Era uma quadrilha uns furos abaixo da do 44".

Não muito. Apesar de tudo, muito menos vorazes e com maior cuidado em salvar aparências.

O tal 44 se não fosse a voracidade e a absoluta ausência de vergonha tinha-se safado.

Em vez de umas dezenas de milhões, se fossem meia dúzia, sei lá, talvez se safasse.

Josephvs disse...

Oh José num program do JGFerreira alguem disse os 20 milhoes eram o tip do iceberg :)

Daniel disse...

Cavaquinho...lérias em Dó da Ralépúbica

Ricciardi disse...

A ideia, José, foi outra. Apresentava-se a concurso da autoestrada apenas uma empresa. O governo quis que entrassem mais empresas para não ter de lançar um concurso com uma única concorrente que, sendo a única, fazia o preço que mui bem entendesse.
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O governo agiu bem portanto convidando mais empresas para orcamentar a obra.
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Pior seria se não tivesse promovido a concorrência devida e cruzasse os braços aceitando uma só empresa para fazer a obra.
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Acabou por não ganhar a segunda empresa, bem como dispensada a garantia da cgd. Mas a acção do governo deve ter baixado o custo da obra em benefício das contas públicas.
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Interferência só existiria se a CGD tivesse aprovado a garantia sem cuidados na análise de risco por mera decisão governamental. Ora, o presidente da cgd diz que nunca houve pedido para aprovação de garantias e creditos a empresa alguma, mas tão somente convite à análise dos mesmos, o que me parece ser obrigação do governo que representa o accionista estado.
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Rb

josé disse...

Tudo se esclareceria se houvesse acesso aos elementos numa comissão de inquérito à CGD.

A Geringonça não quer...

foca disse...

Se o Cavaco tem vindo falar do Dias Loureiro, BPN e demais, não faltariam aqui as mesmas personagens a criticar o teor, ou a forma, ou o conteúdo, ou o tipo de letra, ...

Assim pelo menos não finge ser o que não é e fala sobretudo do que presenciou e quer dar como testemunho.
Outros que escrevam sobre o criticável, como isso, o que envolve o genro, e o que quiserem.
Digo eu

Mas quando falarem dos filhos lembrem-se dos descendentes do Eanes, do Sampaio e do velho.
Quando falarem do BPN, lembrem-se do BES, do BCP, CGD e talvez do Totta, etc.

josé disse...

Não se pode dizer que não se interfere e quando isso se demonstra justificar que afinal é uma "boa interferência".

A lógica da batata é para batoteiros.

lusitânea disse...

Ó Ricciardi anda sempre bem informado de tudo o que tenha a ver com o ex-44.
Cá por mim só por ter deixado fazer a Lei da Nacionalidade já merece tudo o que lhe aconteça...porque é uma factura permanente e em crescimento tipo bola de neve...

joserui disse...

Bem informado? Eu começo é a desconfiar que este Ricciardi é na verdade o próprio 44. Não há outra explicação.

joserui disse...

José isso é verdade, o 44 superou tudo em desplante e despautério (no que aliás é seguido de perto pela sua quadrilha). Mas do Cavaco, não se soube/sabe tudo. Foram milhões e milhões roubados, não acha por exemplo que o BES só negociou com o 44 e o PS. Para formação, veio mais dinheiro que para alcatrão. Veja lá os km de alcatrão que diz aí no jornal e faça as contas. Foram mais espertos e não tiveram a postura de donos do país, inimputáveis e inenarráveis. Mas roubaram tanto ou quase tanto.

josé disse...

O 44 não escreve na internet. Tinha os abrantes...

muja disse...

Pois, mas é pena... Tinha a sua piada ele andar aqui.

Ó machambas, andas abatido pá... Quem te viu e quem te vê...

Dantes era comentário por tudo e um par de botas, até fazias de conta que eras só pela justiça e que tinhas criticado tanto o Sócrates e tudo.

Mas agora só apareces quando é para defender o tipo. Precisas de uns suplementos ou quê?

muja disse...

Então e olha lá, se o governo lança um concurso, e se tinha interesse para a CGD concorrer, porque é que a administração não o fez?

Nas empresas com que lidas, enfim, seja lá de que maneira for, os accionistas é que dizem à administração - quando não são os mesmos - quais é que são os bons negócios e o que devem fazer?

zazie disse...

Pois é. Estive para ir buscar uma dessas onde ele jurava que nada tinha a ver com apoio ao Pinócrates mas apenas a "injustiça da preventiva".

Olhem só como se desmascara em 3 tempos.

Adelino Ferreira disse...

zazi, agora estiveste bem, este "bem" quer dizer à altura dos teus pergaminhos.
Segue em anexo o postal





http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2017/02/quanto-tempo-demorara-o-caso.html?m=1

Miguel Dias disse...

José Rui às 14:12 disse "(...)enquanto foi PM e trocava tudo por alcatrão e cimento..."

Meu Caro a rede viária nacional de então estava obsoleta e desfasada das reais necessidades da população, desfasada do consequente desenvolvimento das actividades económicas e sociais, portanto a criação de infra-estruturas no cavaquismo foi uma necessidade e não um luxo ou uma extravagância dispendiosa. Exagero nas obras e inaugurações - só para mostrar ao povinho obra material e palpável feita - existiu com o guterrismo.

Floribundus disse...

divida pública no final de Cavaco como PM
55% do pib

terminou a 1ª auto-estrada para o Porto

não construiu a barragem de Fozcoa
os 'calhaus' não deixaram
era tudo 'em patas ambientais'

o 'gajo' não tem o direito de ter nascido

Miguel Dias disse...

A criação, durante o Cavaquismo, de uma rede viária moderna e funcional, de acordo com as reais necessidades do País, e da População, foi um plano desenvolvido coerentemente, previamente estudado e não aleatório ou exclusivamente para o povinho ver. Não nego que possa ter havido exageros, sobretudo na fase final do Cavaquismo, mas a mentalidade e os objectivos subjacentes à obra em si eram muito diferentes da mentalidade vigente no Guterrismo.

Floribundus disse...

no paraíso social-fascista da Venezuela

a população perdeu em média 8kg de peso
devido à dieta imposta pelo maduro

joserui disse...

Caro Miguel Dias, só em parte verdade. O mesmo indivíduo que destruiu a agricultura e pescas por exemplo, veio depois como presidente dizer para o povo se dedicar à agricultura e o futuro era o mar. O Cavaco Silva é um parolo sem gosto e sem uma única ideia para o país — os seus governos tiveram todos os tiques do novo riquismo (é ver evolução de déficit e dívida por essa altura de milhões e milhões a entrarem). Pode ser muito competente como manga de alpaca, como líder é uma nulidade e sempre foi — e rodeou-se de um bando notório. Já sonso, não há outro igual na política portuguesa. Aliás o indivíduo diz que nunca foi político. Uma anedota.
Quanto ao plano coerente, só se for o que transitou do Estado Novo.

joserui disse...

A propósito do Abrantes de serviço aqui ao blogue, do Milhazes e dos comunas, um interessante artigo na New Yorker: Porque é que os factos não nos fazem mudar de ideias.

Miguel Dias disse...

Caro Josérui,

o meu comentário abordava a política de infra-estruturas implementada durante os Governos de Cavaco Silva, à sua necessidade para o futuro económico e social do País, e não relativamente à personalidade do político. Era necessária, ou não, a denominada "política do betão" do Cavaquismo? É essa a questão aqui, independentemente de ser implementada por um génio ou por um parolo, e o seu comentário das 00:10 foge à questão, partindo para uma crítica "ad hominem" à personalidade do então Primeiro-Ministro, independentemente da veracidade ou não dessa crítica.

joserui disse...

O seu também fugiu pelos vistos: Eu não falei só de cimento e alcatrão, falei também da questão do dinheiro para "formação" e há mais exemplos. Por essa ordem de ideias, também o povo precisava de "formação", ainda precisa, onde estão os resultados de milhares de milhões desbaratados? Para si a "política do betão" é o alfa e omega, como considera que era necessária, tudo está bem. Mas eu não tenho essa opinião, aliás considero a política do betão uma desgraça para o país, que não tem qualquer ordenamento, está feio, sem gosto e desbaratado.
De certeza que se consegue dizer o mesmo do Sócrates e do Guterres — não foi ele que inaugurou a Ponte Vasco da Gama? (Pelo menos deu para a maior feijoada do Mundo!). Aqui a questão é que o Cavaco Silva presidiu a uns governos medíocres, que ajudaram, e muito, a chegar onde chegamos. Como presidente da república foi outra nulidade. Isto não é ad hominem, é um facto e espero que a história lhe seja justa. Está bem assim e não podia ser de outra maneira.

luis barreiro disse...

O mário soares é que negociou meses e meses os acordos aquando da entrada de Portugal na CEE, é público que ele mandou os vários negociadores portugueses aceitarem todas as condições impostas pela CEE para assim poder assinar no mesmo dia que a Espanha.

E agora aparecem os iluminados dos zésruis a dizerem que a culpa é de quem teve que seguir esses acordos, ou seja a culpa não é de quem aceitou e assinou (mário soares) a culpa é de quem ficou obrigado ao que foi acordado (acavado silva).

Nesse tempo a agricultura e as pescas estavam ultrapassadas, devido ao prec e anos seguintes a agricultura e a construção naval parou. Em 86 a maior parte dos barcos eram do tempo da ditadura.

Ricciardi disse...

Mujinha, eu cá não me sinto rogado. Se a empresa é minha, a administração ou faz aquilo que quero ou vai de guias. Não tem muito que saber.
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No caso de empresas públicas tem de haver mais salamaleques devido ao facto de serem políticos a representar o accionista estado. Os políticos são apenas representantes temporários do accionista. Compreendo isso, aceito e acho que assim deve ser, principalmente no sector bancário. Mas não exageremos.
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Todos os dias os bancos recebem pedidos de crédito. E todos dias ponderam emprestar ou não atendendo ao perfil de risco.
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No tempo do estado novo nem haviam estes salamaleques. A interferência do poder político na banca e nas empresas era total.

E eu até compreendo isso já que os políticos não eram de facto representantes temporários do estado. Eram mesmo representantes perpétuos do estado. O estado e os políticos fundiam-se no mesmo caldo.
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Rb

muja disse...

Total é a tua tanga, isso sim.

Agora os accionistas é que andam a telefonar para as administrações a indicar o que fazer... Eheheh!

Essa aprendeste quando andavas a tirar o MBA da Muxima, não? Ou, se calhar, na tele-escola do canal 44?

joserui disse...

Camarada, a minha tese é que o PSD, designadamente o de Cavaco Silva contribuiu e muito para o estado actual do país. Que os quadrilheiros do PS têm mais desplante, mais o paizinho da pátria, o 44 etc, isso é pacífico. Ainda não determinei a ordem de grandeza.
Essa do "teve de seguir" é piedosa. Vai haver sempre o piedoso. A agricultura e pescas ultrapassadas, vinham do tempo do Estado Novo e o Cavaco Silva, com a sua larga visão estratégica… (preencher aqui).

joserui disse...

Ò camarada Ricciardi, cada vez que fala do Estado Novo, devia lavar a boca com sabão macaco. Mas daquelas barras grandes.

Ricciardi disse...

Epá, oh muja, na tua não sei quem manda, mas nas minhas empresas mando eu. É assim a vida.
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Um gajo confere-lhes apenas certos poderes.
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O poder de decisão de crédito por exemplo.
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A decisão de crédito é um processo hierárquico. Vai do gestor de conta até ao analista de risco e, dependendo dos mongntes, ao director geral e administração nos casos de maior monta. Não há decisões solitárias. Se o crédito não de baixo, isto é, se vem directamente da administração o processo desce ao nível dos analistas e só depois volta a subir para decisão final. Um processo recusado no analista de crédito é recusado na administração.
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Rb

Ricciardi disse...

Não posso falar muito mal do estado novo porque foi nesse período que a malta ganhou e deu a ganhar dinheiro a sério.

muja disse...

Nas tuas "empresas", pois, admito que sim.

Há certas "empresas" em que a delegação é arriscada por certos abusos de usucapio...

Mas, nas empresas normais, se o accionista quer mandar no quotidiano - i. é, administrar - então faz-se administrador, ou gestor, ou director.

Até porque, juridicamente, há implicações.

Nas sociedades limitadas os accionistas detêm a propriedade, mas têm responsabilidade limitada, o que não é o caso dos directores, que são responsáveis pelas suas decisões.

Portanto, no teu mundo da tanga, o mundo nº. 44, o accionista pode telefonar ao director e mandá-lo fazer coisas e não só é tudo perfeitamente "legal", como quem não faz assim é tanso e honi soit qui mal y pense.

No mundo real, o director manda-o bugiar porque no caso de prejuízo avultado é ele que é chamado à pedra, enquanto o accionista beneficia da limitação da responsabilidade.
Se o accionista estiver descontente pode exercer o seu poder de nomeação da administração de acordo com a sua percentagem accionista e com os estatutos da empresa.

Hás-de ser cá um gestor...

joserui disse...

Tirou o curso de gestão em 44 lições.

joserui disse...

Está a parecer é que na cgd vai-se partir do princípio que o dinheiro desapareceu e acabou. Foi-se. Ninguém é responsável. Milhares de milhões da republiqueta das bananas.

Ricciardi disse...

Mujinha, o teu mundo é a lua. Só pode. Um diretor a mandar bugiar o accionista é coisa que não existe. Ao primeiro bujiamento vai de guias. Na empresa manda quem nela investe.
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Pelo que concluo: não tens, nunca tiveste e reza para que não tenhas empresas. A pensar dessa forma és enrabado por qualquer funcionário.
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Oh homem, nas nossas coisas mandamos nós. Sabes porque?
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Eu explico-te. É que as decisões dos diretores são pagas por ti. Quando a massa te sai do bolso pões os diretores a fazer o que queres fazer e não aquilo que eles acham que querem fazer.
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Rb
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PS. Ser teu funcionário deve ser porreiro.

muja disse...

Ahah volta para cubata mas é. Tu sabes lá a diferença entre uma empresa e um capoeiro ou as intrujices que metes aos pretos...

A orgânica das sociedades anónimas está regulada pela lei.

O directores têm responsabilidades que os accionistas não têm, ó pascácio. Se um director fizer merda, pode dizer quanto quiser que fez porque o accionista mandou, que a responsabilidade é dele na mesma.

Os accionistas mandam tanto nos conselhos de administração quanto os eleitores mandam no governo.

Podem escolhê-lo, mas não podem ditar a definição das políticas de gestão no dia-a-dia.

Quer dizer, com trapaceiros como o 44 e seus amigos, podem, claro. Mas isso é no mundo das cubatas e trapaças acima de qualquer suspeita.


E enrabado és tu ó pascácio xuxa, lá no teu PS tens muito disso. O querido líder deve saber orientar-te caso precises - já deves ter é passado do prazo...

Ricciardi disse...

Mujinha, és um cromo.
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Rb