segunda-feira, fevereiro 06, 2017

A famiglia, a propriedade, o Estado e os primos convexos

Há cerca de 40 anos apareceu na sociedade portuguesa uma famiglia arrivista, com raízes num passado distante de algumas décadas e cimentada por laços comuns entre as fratrias: a maçonaria, o anticlericalismo, o republicanismo laico e a liberdade ideologicamente delimitada. A famiglia socialista surgiu de um quase nada, em 1973,  mas tinha os antepassados ainda presentes num imaginário social que lhe conferiu a notoriedade desejada.
Em poucos meses tornou-se predominante na sociedade portuguesa, por escolha eleitoral e pela ausência de outras famiglias mais nobres ou capazes de lhe disputarem o poder de influência já disseminado pelos media nas décadas anteriores.
Tal famiglia tinha uns primos convexos que a envergonhavam frequentemente e em 1975 estiveram à beira de uma zanga próxima do cisma famigliar.

Esses primos convexos sempre quiseram fazer parte da famiglia alargada, cientes de terem ascendentes comuns,  do mesmo sangue ideológico e estirpe de cartilha. Durante quatro décadas porfiaram e  venceram agora,  finalmente,  as resistências exaustas dos primos degenerados que acabaram por os convidar para as festas famigliares.

O relato daquela zanga antiga tem sido pontualmente feito por quem a testemunhou, dando a sua impressão dos acontecimentos, nem sempre de modo objectivo mas com factos dignos de apreciação.

Saiu no final do ano passado o livro O caso do jornal assaltado ( Prelo) da autoria de Pedro Foyos, um dos jornalistas do República e do caso ocorrido na primeira metade do ano de 1975,  exemplo da zanga que um dos membros da famiglia ( Baptista-Bastos) declara no livro ter sido um "confronto desnecessário".  Efectivamente...

O livrinho é interessante, tem 326 páginas, custa o preço de um almoço médio para a classe média,  e recomenda-se a leitura destas passagens, sobre os membros mais notórios dessa famiglia que desde então subiu na vidinha como nunca outros o fizeram anteriormente. Tomaram cargos  no Estado, adquiriram propriedades a pulso, por cima da mesa e por baixo também. Alguns membros tornaram-se rendeiros permanentes do Estado que é de todos e que então assaltaram por via dos votos que lhes deram o poder de legalmente o fazerem. São os donos disto tudo, mesmo ideologicamente e bastaram 40 anos para ascenderem a tal posição de domínio superestrutural.

Veja-se então o álbum de famiglia com alguns nomes sonantes e o modo como chegaram ao pote desse poder miraculoso que transforma pindéricos em milionários.
Alguns, agarraram logo a "faixa-de-pano" e tornaram-se para sempre "porta-faixas-de-pano", como escreve o autor para elogiar o vitupério. A faixa- de- pano continua ainda nos dias de hoje a ser  sustentada, nas tv´s e media em geral, ou não fossem os parentes ideológicos quem neles manda...






Nesta foto abaixo pode ver-se o tal Bastos em pose estudada de futuro rendeiro da famiglia e que então dividia os membros famigliares entre "jornalistas" e "os outros".



Na Primavera de 1975, os primos convexos que faziam o jornal nas catacumbas tipográficas revoltaram-se contra os tios e sobrinhos desafectos e quiseram tomar a propriedade da famiglia, fazendo-a sua. Tal gerou a guerra de alecrim e manjerona que "era desnecessária"...como mostra o prelúdio das hostilidades...







A história desta desavença famigliar também é contada por estes ilustres membros da famiglia alargada, alguns parentes afastados, no livrinho:





É ler que se aproveita alguma coisa: pelo menos perceber como esta famiglia evoluiu e fez as pazes com os primos convexos.

Questuber! Mais um escândalo!