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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Morreu Al Jarreau

Aí pelos idos de 1984, no rádio FM da época,  um dia escutei uma voz ritmada em tom agradável e  instrumentação de luxo de centro comercial moderno. Mornin´ era a canção mais passada e entrou como droga mansa na memória musical.
As melodias do indivíduo que cantava e nem conhecia eram apelativas e mais tarde vim a perceber que os músicos acompanhantes eram a nata dos profissionais das sessões dos estúdios americanos: Jeff Porcaro, Steve Gadd, Michael Omartian e um naipe de "metais" acompanhado por instrumentos de época como o Fender Rhodes e outros synthetizers.

Em pouco tempo este disco não saía da mente musical que me acompanha e foi dos primeiros que comprei na época. O exemplar ainda é da Radio Triunfo, numa prensagem execrável que nem por isso estraga a música que lá vem. 


 

 A música de Al Jarreau ficou na memória e acompanhava muito bem com estas, dos anos setenta e oitenta, gravadas em cassetes em 1984, a maior parte delas do rádio em FM.



Fica aqui, por isso, a homenagem ao músico que morreu ontem, como pouco mais de 70 anos.


4 comentários:

Paulo Moreira disse...

L is for lovers, 1986, Al Jarreau produced by Nile Rodgers...Pleasure.
Real Tight...Diga lá José, o Nile era o maior a "misturar"...seja o que seja parabens pelo bom gosto...
By the away já é cliente do Tidal?

josé disse...

Tidal?

Assim que o streaming permitir 24bits por 192kHz, talvez. Para não falar em dsd que é o que uso agora, para gravar os meus discos de vinilo.

Ou então o muito esperado som MQA que promete o streaming do que foi gravado em estúdio e com a qualidade inerente. Aí sim! Serei cliente de quem o fornecer. Mas para isso tenho que arranjar um Mytech Brooklyn ou cousa que o valha.

A última leva de gravações em dsd é da discografia de Jethro Tull, a original da Island e da Chrysalis inglesa.

This Was ouvido no disco que tem o "olho" da island ( 1968) é outra coisa que nem a versão de algumas canções que aparecem depois em Living in the past consegue igualar.

Por isso mandei vir a versão de Stand Up na segunda prensagem da Island, rótulo pink. A primeira que também tem aquele "olho" da Island custa os olhos da cara. E tenho a versão americana da Reprise, em primeira prensagem, mas não me satisfaz.

Benefit é uma maravilha para os ouvidos antigos.

Aqualung idem e Thick as a Brick idem aspas.

E A Passion Play até ouço em versão digital 24/96, tirada de uma edição recente do disco. Muito boa, aliás.


Portanto, se conseguiu decifrar estas referências já sabe a onda que ando a surfar.

josé disse...

O som digital ouvido a menos de 24/192 não me satisfaz.O cd não me satisfaz.

Basta ouvir um disco que tenha por exemplo uma gravação de um bombo de bateria, como o que está gravado nos discos de Neil Young, Harvest ou Times fades Away e comparar a versão do vinilo ( sempre first press porque senão pode haver engano) com qualquer cd, em hdcd mesmo. Ou até a versão dvd-audio ou bluray ( tenho as duas do som do Harvest e já comparei) e ouve-se o que é para mim evidente: o vinilo aquece-me a alma sonora. É um prazer inaudito e que não tem paralelo espiritual.

Pedro Carvalho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.