segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A prevalência da esquerda: aquele abraço!

Este manifesto da esquerda portuguesa é exemplar. Até no jornal Público que hoje o publica. Os nomes que aí estão são os que prevalecem no espaço mediático e orientam ideologicamente todas as notícias.

É o estado da arte, actual, da sociedade portuguesa depois de mais de 40 anos de socialismo "democrático" tendo como compagnons de route táctiva a esquerda não democrática, aqui também representada.
O assunto é a questão da Catalunha e o pretexto é a decisão judicial sobre os crimes cometidos por alguns "rebeldes". Para esta esquerda tal significa a "judicialização da política", como significou no caso Lula e outros. A "legalidade democrática" deixa de fazer sentido, para esta gente, sempre que a esquerda se vê acossada por essa mesma legalidade que automatica e magicamente deixa de ser demoocrática. O critério é sempre o mesmo e basta pensar no caso Brexit e na decisão judicial correspondente para se comprovar tal critério.
Quando a democracia se quer popular, a legalidade deixa de fazer sentido. O Pacheco que o diga que nada aprendeu e nada esqueceu dos tempos dos m-l.


Está aqui subscrita quase toda a ganga da esquerda portuguesa que nos tem garantido miséria relativa, desgraças colectivas com as sucessivas bancarrotas e involução de costumes a la carte.
O povo em geral continua a votar nesta gente, por acreditar que são os melhores amigos dos pobrezinhos e representantes encartados da mais genuina inveja nacional:



Este que segue poderia figurar no cardápio da subscrição. Segundo o Público de hoje prepara-se para assinar o livro das condolências pela isenção decessa, ao ser nomeado Secretário de Estado do ministro Cabrita.

O percurso deste indivíduo, juiz Antero Luís, é interessante.

Em 1999 dava "aquele abraço" ao então juiz Fernando Negrão, aquando do diferendo deste com a maçonaria do PS.


Passados menos de dez anos, em 2005, com o primeiro governo Sócrates,  integrava ele mesmo tal maçonaria:

O novo director do SIS será Antero Luís, o juiz-auxiliar do Tribunal da Relação do Porto, que anteontem cessou funções de porta-voz do Conselho Superior de Magistratura (CSM). Isto se o CSM autorizar.
O magistrado esteve nos últimos anos nas varas criminais da mesma cidade, nunca tendo exercido qualquer cargo fora da magistratura. A cessação de funções do CSM foi terça-feira justificada com a sua nomeação para a Relação.


Em 2011 passou para secretário-geral na segurança interna...

Em Janeiro de 2011, o então ainda primeiro-ministro José Sócrates nomeou para director do serviço de informações, quem? O anterior director do SIS, o juiz Antero Luís. Foi assim noticiado e o actual komentador da CMTV Rui Pereira deve saber algo sobre o assunto, mas infelizmente não fala disso. Deve estar desmemoriado, desde o tempo em que frequentava o gabinete ornado com colunas, do seu colega Magalhães, no gabinete de funções no Estado. A Maçonaria estava sempre presente nisto:

O juiz desembargador Antero Luís, director do Serviço de Informações e Segurança (SIS), foi a escolha do primeiro-ministro, José Sócrates, para assumir o cargo de secretário-geral do Sistema de Segurança Interna. O nome foi sugerido pelos ministros da Justiça, Alberto Martins, e da Administração Interna, Rui Pereira.

Fonte oficial do Conselho Superior da Magistratura (CSM) confirmou ao DN que foi recebido um pedido de autorização para que Antero Luís possa renovar a sua comissão de serviço e continuar a exercer um cargo fora dos tribunais. O chefe das "secretas" deve assumir funções no final do mês de Fevereiro. O seu número dois, também desembargador, Horácio Pinto, assumirá as suas funções na cabeça do SIS

O presidente do CSM, Noronha do Nascimento, já deu o seu aval à nomeação de Antero Luís, mas a autorização ainda terá de ser ratificada pelo plenário do CSM, que se reúne na próxima terça-feira, dia 1 de Fevereiro. Antero Luís vai precisar que os membros do CSM lhe autorizem uma renovação de comissão de serviço a título excepcional, pois o juiz desembargador já "esgotou" o máximo de dois mandatos (seis anos), no SIS, que é o limite definido pelo Estatuto dos Magistrados.


Sobre Noronha Nascimento e o SIS e o filho daquele, já na altura de 2010 foi notícia...e evidentemente nada tem a ver com nada. Coincidências, apenas.

Depois de alhadas de que se safou, foi reconduzido à função de isenção e independência, para julgar, na Relação do Porto.

Agora retoma a vocação antiga: ajudante do poder político. Enfim, cada um é para o que nasce e quando se vira à esquerda o futuro está garantido. De fato, muito bem agasalhado. Armani.

E há mais novidades! Mário Belo Morgado! O ex-vice presidente do CSM é ajudante de ministro socialista!

Nem sei que dizer...porque já disse algumas coisas. E faltam outras. Nunca vi tanta miséria junta. Um juiz Conselheiro do STJ, com anos de função,  suspende temporariamente o dever de isenção e imparcialidade para fazer política por um partido socialista, ajudante de uma ministra que vai ser juíza Conselheira do mesmo STJ quando sair do cargo, tomando então pela primeira vez, as vestes de independência, isenção e imparcialidade que lhe são exigidas.

E ninguém se indigna.

Sem comentários:

Finito, Fernando Esteves