sábado, maio 20, 2017

As cançonetas da Eurovisão de outros tempos

Ao ler esta crónica de hoje, de Alberto Gonçalves, no Observador,  saudavelmente iconoclasta, dei por mim a sintonizar melodias antigas ouvidas de há 50 anos para cá e por esta época a propósito do Festival Eurovisão da Canção.

Tal Festival  já foi um acontecimento cultural e popular de importância singular há muitos anos, quando não havia internet e a televisão só tinha dois canais e a preto e branco.

Actualmente é um entretenimento semelhante a outros que  todas as semanas passam nas tv´s para preencher horário nobre nas noites de fim de semana.

Sobre a cançoneta que ganhou o festival da Eurovisão deste ano e que é portuguesa, cantada por Salvador Sobral pouco há a dizer: é uma boa canção pop e que mereceu ganhar, pela composição melódica e pela interpretação.
Quanto ao valor intrínseco e duradouro só o tempo  dirá o que vale, mas não irá muito longe nessa caminhada. Quem é que se lembra hoje de Smokey Robinson? Cantava coisas parecidas, às vezes...  

Nos últimos 50 anos, aliás e que me lembre, com auxiliares de memória, apenas três ou quatro  cançonetas merecem esse destaque e distinção do tempo,  já com mais de 40 anos:

Sandie Shaw- Puppet on a string, em 1967.
Dana- All kinds of everything, em 1970.
Abba- Waterloo, em 1974.


Em  1973 houve uma canção que não ganhou e que os espanhóis Mocedades cantaram- Eres tu.  A melhor canção de sempre desse Festival, na minha modesta opinião.
Depois dessas não me lembro de nenhuma outra que valha a pena lembrar e ouvir.

Estará Amar pelos dois ganhadora deste ano, ao nível de qualquer uma destas? Não me parece.

Então isto que hoje se pode ver nos quiosques de todo o país é um sinal de outros tempos...que pouco ou nada têm a ver com música, mesmo pop.


A música não é pirotecnia, pois não? Nem papel pintado, de parede.

Questuber! Mais um escândalo!