Em várias páginas coligem-se estas três como introdução ao postal já publicado. São reflexões acerca do que existia antes do 25 de Abril de 1974, durante e o pouco depois que se prolonga até agora:
No Expresso desta semana Henrique Raposo escreve estas páginas muito interessantes a propósito de uma figura já desaparecida em 2009, João Bénard da Costa, cujas últimas manifestações públicas de relevo se fizeram no extinto Independente de MEC e Paulo Portas.
O que se escreve a propósito do desaparecido é um historial de uma espécie de quinta coluna que se instalou no interior do regime anterior, de Salazar e Caetano e lhe roeu os fundamentos.
Foram estes indivíduos os verdadeiros precursores do regime que temos e que é de algum modo hoje mostrado no Público:
O artigo concentra alguns nomes importantes no panorama dos opositores ao salazarismo e depois ao caetanismo, todos marcados pela influência esquerdista e marxista.
Muitos deles foram compagnons de route do PCP e do esquerdismo mais radical dos MES e quejandos. Em 1974 dominavam os media e foram eles, no fim de contas quem abriu caminho para o PREC que se passou a seguir.
Tendo sido companheiros de caminhada revolucionária do esquerdismo comunista e socialista foram eles quem adoptou a linguagem esquerdista que passou a dominar o léxico. Os comunista, só por si, não o teriam conseguido, porque era linguagem exclusiva do Avante e do O Militante que os socialistas de Mário Soares também usavam na palavra "fascismo". Não aprenderam outra para designar o regime...
O seu órgão de informação mais notório foi o Expresso e ainda hoje continua a ser. O actual presidente da República é um dos elementos do grupo, desde sempre.
Para compreender o regime que temos é preciso saber quem são estas pessoas e o que fizeram.