No Sol do fim de semana, José António Saraiva acrescenta um pequeno capítulo ao seu livrinho de memórias, recentemente censurado por um tribunal nacional por causa da queixa de uma tal Câncio.
Este pequeno capítulo é um obituário por uma figura agora desaparecida, Nuno Brederode dos Santos e que era do PS inicial que em 1975 tinha um jornal oficioso que fechou por causa da greve dos tipógrafos comunistas. A República do PS que fechou nessa altura deu lugar à Luta do mesmo PS e por sua vez, falida tal Luta, apareceu logo um Portugal Hoje, dirigido por um tal João Gomes, no dizer do articulista, mais sectário que o Rego que dirigia o outro jornal e que de si já era sectário em demasia.
É ler para ver como se faz censura no regime democrático...
A diferença entre o antigo regime e o que o substituiu é apenas a falta de vergonha do substituto.