segunda-feira, maio 29, 2017

O fascismo verdadeiro não rima com Salazar ou Caetano

Em 23 de Outubro de 1970 a revista Vida Mundial dedicou um artigo extenso ao fenómeno do aparecimento do fascismo, por ocasião da "marcha sobre Roma" em 28 de Outubro de 1922 e que teria sido o inicio do fascismo na Itália.

O fascismo italiano dos anos vinte, único e verdadeiro, não foi copiado por cá, em Portugal, sendo por isso absurdo e fruto da conveniência politica dos comunistas e socialistas marxistas a aproximação artificial do salazarismo a tal doutrina que se esgotou na Itália.

Não obstante, a palavra "fascismo" é o passepartout de todos os democratas que querem vilipendiar o regime do Estado Novo e o que se lhe seguiu, de Marcello Caetano.

Vale a pena, por isso, saber o que foi o verdadeiro fascismo, mesmo em análise perfunctória e necessariamente sumária como é o artigo de uma revista:



Os mesmos apaniguados do comunismo que pegaram na palavra "fascismo" e a generalizaram em Portugal como sendo sinónimo de salazarismo foram os que proibiram um escritor que nessa altura ganhou o prémio Nobel, A. Soljenitsine e que foi denunciado pela União dos Escritores Soviéticos e expulso do convívio das figuras gradas ao regime comunista na então URSS.

No mesmo número da Vida Mundial dá-se conta do assunto em artigo de página assinado por António José Saraiva e no qual se denuncia a atitude censória do regime soviético como característica de um totalitarismo. António José Saraiva fora comunista...

Esta denúncia não impediu de forma alguma os vitais moreiras da época e outros comunistas que se arrependeram depois, nos anos oitenta, de reflectirem nas patranhas do comunismo soviético.

Portanto, não foi por falta de informação que não quiseram saber: foi porque não quiseram mesmo...e preferiram continuar a apodar o regime de Salazar como fascista. Ate hoje.

 
Portugal era tão fascista que logo em 1962 Salazar e o seu governo pensaram em aderir ao Mercado Comum, tendo pedido a abertura de negociações para tal. A história vem contada no mesmo número da revista em várias páginas. Na primeira aparece logo Rogério Martins, um dos "tecnocratas" do tempo de Marcello Caetano e que passou depois, em democracia, para governos do tempo do socialismo.



Questuber! Mais um escândalo!