terça-feira, maio 23, 2017

A fronda da corte contra o Correio da Manhã

No DN de ontem, uma cronista que será jornalista ( jornalista não é apenas quem tem carteira mas quem exerce efectivamente...) publicou um escrito em que vitupera um órgão de comunicação social contra quem terá processos judiciais a correr. Acha que basta anunciar o "disclaimer" para se desobrigar eticamente da suspeição.
Não sei quanto lhe paga a administração do jornal para escrever aleivosias e vitupérios variados, mas no que ao Correio da Manhã respeita, escreveu para além do mais, isto:

Porque quem ataca o CM sabe o que o espera. Veja-se a tese de João Miguel Tavares: sim, o CM "errou" ao publicar o vídeo mas é "abusivo" caracterizar o projeto a partir deste e outros "erros". Porquê? Porque, diz JMT, tem "um historial importantíssimo no escrutínio do poder político e na denúncia da corrupção". Sucede que é a própria direção do CM, ao defender a publicação do vídeo como "jornalismo do melhor, sem medo, livre", a caracterizar o seu entendimento e prática e autoacusar-se de total desrespeito pelas regras, alardeando o seu sentimento de impunidade. Alegar que esta mesma direção é responsável por "um historial importantíssimo" é dizer "rouba mas faz". Ou seja, não interessam os meios, quantos atropelos comete, crimes, atentados éticos, vidas destruídas. Por outras palavras, o CM pode ser corrupto e corromper tudo, desde que faça o trabalhinho. Pode até financiar-se à custa de vídeos de miúdas a ser abusadas, e ai de quem o atacar por isso: JMT e o CM cá estão para nos acusar de conluio com corruptos e "ódio".
Perguntou Bruno Nogueira, no Mata-Bicho da RDP: se não se reage a sério, com consequências, a isto, vai-se reagir a quê? Vamos esperar que o CM mate e viole para pôr os vídeos no site?" Boa pergunta. E a resposta é: sim, vamos.
Nota: Tenho, a correr nos tribunais, processos contra a Cofina, empresa proprietária do Correio da Manhã e da CMTV. 

Hoje no Público, um antigo colega de redacção que agora também assina como cronista escreve em defesa da honra:


O argumento usado é apenas um: a dama de Formentera devia ter mais juízo e pudor porque foi apaniguada ( no mínimo) de um José Sócrates que agora se sabe do que gastava e a mesma deveria então saber melhor do que já admitiu e pelos vistos continua a fazer de conta que era inocentinha. A única justificação para a inocência que vi escrita foi sobre a crença cega que a fortuna de Sócrates deveria durar muito porque seria de família. Ora com família pindérica não se vê como alguém supostamente inteligente poderia acreditar que um primeiro ministro assim "tivesse massa" de tal proveniência, como a ingénua afirmou.

Essa ingenuidade que roça a patetice, pelo menos, deveria ser suficiente para a dama de Formentera recomeçar a trabalhar naquilo que supostamente saberá fazer...mas não. Continuou como se nada fosse com ela e ainda por cima em arroto permanente de postas de pescada que tresandam a peixe podre.

Evidentemente que tal atitude tem a complacência da "corte de Lisboa" afecta a estes ambientes, com destaque para os cortesãos nomeados no escrito daquela que representam o papel de lacaios.

Questuber! Mais um escândalo!