Um bom artigo sobre os acontecimentos de Fátima e o modo como a Igreja Católica os racionaliza, no jonal i de hoje:
O Papa Bento XVI nunca se exprimiria como um bispo ( D. Carlos Azevedo) ou um padre ( Anselmo Borges) o fizeram.
Porém, não sabendo exactamente o que sucedeu em Fátima durante os meses de Maio a Outubro de 1917 procurou racionalizar os fenómenos relatados com a inteligência que lhe assiste ou assistia ainda nessa altura ( 2000) enquanto teólogo, doutor da Igreja.
O que aconteceu em Fátima, para ele foi "uma percepção interior que para o vidente tem uma força tal que equivale à manifestação externa sensível". Ou seja, uma ilusão. Não foi uma aparição mas foi como se o fosse. Enfim...doutores da Igreja que tentam racionalizar o que lhes parece inverosímel e só pela Fé se alcança.
Há um lado cauteloso nesta mensagem: as aparições não se compreendem e as explicações são o que são, mas continua a ser válida a mensagem de Fátima, transmitida por essa forma: oração, penitência e conversão. E portanto, como isso não contende com a doutrina da Igreja dos doutores da mesma, Fátima pode ser reconvertida nessa mensagem esquecendo hologramas ou projecções interiores simuladoras da realidade.
Quanto ao resto, tudo se explica pela psicologia de massas e pela psicologia idiossincrática e toda a gente pode ficar contente. Menos a Realidade...