Tudo terá começado algures no início da governação José Sócrates e terá sido pensada uma estratégia de actuação por alguém que suportava este primeiro-ministro cuja idoneidade pessoal está agora exposta e bem à vista desarmada, para quem queira ver.
Quem terá sido esse alguém que é mais alguém que uma pessoa só?
Talvez haja duas pessoas capazes de responder a esta pergunta. Uma delas sabe a história toda, mas não a quer contar "sobre este assunto e neste momento". É Fernando Ulrich, provavelmente o principal pato nesta história. Talvez um dia se predisponha a explicar como foi possível o assalto ao BCP, através do Joe "fuck you" Berardo, com a complacência de muitos actores da banca nacional de então, incluindo o referido pato que deixou passar em branco o golpe Santos Ferreira/Vara; talvez até explique a razão de se ter nacionalizado o BPN até chegar ao "caso de polícia" do "Banco Insular" e a uma alegada "maior burla da história da Justiça portuguesa julgada até ao momento
O outro anda a contas com a justiça, não contará nada de momento. Não, não é o homem de mão, o pindérico Sócrates. É o outro, o dono daquilo tudo. É muito católico e portanto um dia arrepender-se-á para conseguir passar pelo fio de uma agulha. Esperemos, confiantes que um dia falará e pedirá perdão a todos nós que sofremos as consequência dos seus erros graves.
Quanto ao resto e ao pano de fundo temos isto há anos e anos: parcerias de sucesso...
Com estas parcerias, o Berardo teve largos tempos de antena para preparar o golpe no BCP, com entrevistas sistemáticas da Lourença da SIC, por exemplo. E o Expresso sobre estes assuntos é sempre muito parco em informação. Até os panama papers se molharam logo que as notícias não eram propícias.
Os jornalistas do semanário que destas coisas deviam saber melhor não podem contar: o emprego ficaria em risco e portanto a censura actual é mais eficaz que a do tempo antigo em que era prévia e de comissão feita de coronéis reformados.
Ah! E já me esquecia: há ainda outro que sabe, mas não lhe assiste memória alguma, a não ser para selfies com apoiantes.