quinta-feira, 16 de maio de 2019

O pirata com cara de pau

Camilo Mortágua, antigo pirata do Santa Maria anda por aí, agora a contar coisas da vida de antanho. Gaba-se dos feitos. Logo, deve assumir a condição de pirata. Hoje é à Sábado e diz que aprendeu entretanto uma coisa: "na política é um erro individualizar. A culpa nunca é de um só homem, mas de um sistema".



Portanto, um sistema. O deste pirata era o sistema comunista e provavelmente continua a ser . Quem o entrevista, tal como com Isabel do Carmo, acha que isto é puro idealismo romântico, provavelmente um reflexo do que os entrevistadores experimentaram e por isso se identificam com esta gente.
Quanto às consequências deste "idealismo romântico" contam para nada.

Sobre Salazar, o pirata anda mal informado. Provavelmente não leu o que se escrevia sobre Salazar em 1977 na revista Resistência. Nessa altura andava empenhado em idealismos românticos que passavam por confiscar propriedades a outros, como a herdade de Torre Bela.

Se lesse poderia saber que a fragilidade de Salazar não advinha da oposição do pai da pretensa namorada. E era coisa mais subtil e complexa do que um pirata, habituado a cobiçar o alheio,  pode entender:




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