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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A Esquerda bolorenta ideologicamente aziumada

A propósito de fenómenos recentes, como a desprivatização da TAP e da censura na televisão sobre a efeméride de 25 de Novembro de 1975, esta com requintes de sofisticação consensual nas próprias redacções submissas e veneradoras dos poderes de facto, apresentam-se dois artigos de 1977.

O primeiro, de O Jornal de 23 de Setembro desse ano, sobre a TAP e a semelhança dos problemas de então com os de agora, o que significa que em quase 40 anos ninguém foi capaz de os resolver e não o serão agora tão cedo, certamente.

O segundo é sobre a censura na televisão então única, sobre diversos aspectos que se assemelham muito ao que se passa hoje em dia nas diversas tv´s privadas e também na pública, com uma particularidade: não há agora documento escrito sobre o modus operandi porque o mesmo está subjacente à auto-censura que agora se pratica e cujo melhor exemplo recente é o da entrevista a José Sócrates.


Elemento comum a estes dois textos? A Esquerda comunista, particularmente o PCP. As greves da TAP de 1977, dos pilotos, podem nem parecer esquerdistas e meramente laborais sem laivos ideológicos. Mas ao longo das décadas foram sempre alimentadas pelos sindicatos, com destaque dos comunistas, para gáudio do PCP.  E os laivos ideológicos perduraram até agora, sendo aproveitados pelo governo que está, com a desprivatização "custe o que custar". A todos os contribuintes, claro.

A censura televisiva dessa altura procurava demarcar-se do esquerdismo comunista que se infiltrara em tudo o que era media, nos três anos anteriores. A desesquerdização comunista nunca foi levada a eito e com um mínimo de sucesso.
Por isso os tiques censórios mantiveram-se até hoje e a ausência de escrúpulos comunga da mesma lógica ideológica de então.

Em 11 de Março de 1977, dois anos depois do outro 11 de Março começava o trabalho insano e nunca concluído daquela desesquerdização comunista, como dava conta o Jornal.

A desratização comunista nunca foi concluída e pelo contrário deixou os ninhos todos intactos. Por isso pagamos agora as bancarrotas sucessivas.
Esta segunda geração de esquerdistas, ideologicamente mancos mas agarrados acusticamente aos mantras de outrora que ouviram aos pais e irmãos mais velhos vai destruir tudo outra vez.

Porca miseria.


5 comentários:

Floribundus disse...

com esta republiqueta o rectângulo chegou à sua doença terminal

por favor chamem o Padre para a Extrema-Unção

e de seguida o cangalheiro

Miguel Dias disse...

A Esquerda desejou implantar no País um modelo económico em que o Estado - leia-se uma nomenklatura, porque o Estado em teoria é abstracto mas na prática alguém desempenha funções e dita leis- tinha o papel controlador/manipulador da vida económica/social, não havendo lugar a actividades económicas espontâneas dos cidadãos nem possibilidade de empresas e vida económica independente da vontade estatal, por conseguinte o nepotismo, as sinecuras, os favorecimentos aos amigos do Partido/nomenklatura são a regra.

Não são as pessoas reais que possuem um papel activo e decisório nas suas vidas mas sim um Estado omnipotente - gerido por uma elite alheia à vontade das pessoas e das suas verdadeiras necessidades - que toma as decisões pelos cidadãos, controlando e limitando as suas opções. Este deficiente modelo e as suas consequentes deformações que provoca na vida social e económica são um dos mais graves problemas que Portugal enfrenta, não é possível desenvolver o País, e melhorar a vida dos portugueses, sem erradicar este nocivo modelo que o PREC instalou pós 1974.
Este era o modelo que vigorava na extinta URSS.

Miguel Dias disse...

As empresas para sobreviver em tal modelo económico não possuem alternativa - mesmo não o querendo - senão encostar-se ao Estado e mendigar os seus favores, porque não existe vida económica e financeira independente. Os Bancos e as Instituições Financeiras pela importância monetária, e de volume de dinheiro que movimentam, são um dos principais alvos desse controlo estatal, conforme estamos a assistir em Portugal.

Com todas as suas insuficiências e deficiências o modelo económico e social pré-1974, aperfeiçoado pelo "marcelismo" era mais benéfico para o País e para os portugueses.

josé disse...


"Com todas as suas insuficiências e deficiências o modelo económico e social pré-1974, aperfeiçoado pelo "marcelismo" era mais benéfico para o País e para os portugueses."


Para chegar a essa conclusão é necessário conhecer o passado e continuar a escalpelizar o que foi a Esquerda comunista em particular nos anos 1974 a 1976 e como evoluiu desde então.

Há quem pense o contrário e que isso não interessa para nada e até é folclore.

Pensar tal coisa não é mais que um erro. Porém, há quem se dedique a insultar os outros laborando nesse erro porque se julgam superiores no entendimento.

É pena.

josé disse...

Nem preciso dizer a quem me refiro e ao carácter relapso na pesporrência.