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segunda-feira, 29 de maio de 2017

O fascismo verdadeiro não rima com Salazar ou Caetano

Em 23 de Outubro de 1970 a revista Vida Mundial dedicou um artigo extenso ao fenómeno do aparecimento do fascismo, por ocasião da "marcha sobre Roma" em 28 de Outubro de 1922 e que teria sido o inicio do fascismo na Itália.

O fascismo italiano dos anos vinte, único e verdadeiro, não foi copiado por cá, em Portugal, sendo por isso absurdo e fruto da conveniência politica dos comunistas e socialistas marxistas a aproximação artificial do salazarismo a tal doutrina que se esgotou na Itália.

Não obstante, a palavra "fascismo" é o passepartout de todos os democratas que querem vilipendiar o regime do Estado Novo e o que se lhe seguiu, de Marcello Caetano.

Vale a pena, por isso, saber o que foi o verdadeiro fascismo, mesmo em análise perfunctória e necessariamente sumária como é o artigo de uma revista:



Os mesmos apaniguados do comunismo que pegaram na palavra "fascismo" e a generalizaram em Portugal como sendo sinónimo de salazarismo foram os que proibiram um escritor que nessa altura ganhou o prémio Nobel, A. Soljenitsine e que foi denunciado pela União dos Escritores Soviéticos e expulso do convívio das figuras gradas ao regime comunista na então URSS.

No mesmo número da Vida Mundial dá-se conta do assunto em artigo de página assinado por António José Saraiva e no qual se denuncia a atitude censória do regime soviético como característica de um totalitarismo. António José Saraiva fora comunista...

Esta denúncia não impediu de forma alguma os vitais moreiras da época e outros comunistas que se arrependeram depois, nos anos oitenta, de reflectirem nas patranhas do comunismo soviético.

Portanto, não foi por falta de informação que não quiseram saber: foi porque não quiseram mesmo...e preferiram continuar a apodar o regime de Salazar como fascista. Ate hoje.

 
Portugal era tão fascista que logo em 1962 Salazar e o seu governo pensaram em aderir ao Mercado Comum, tendo pedido a abertura de negociações para tal. A história vem contada no mesmo número da revista em várias páginas. Na primeira aparece logo Rogério Martins, um dos "tecnocratas" do tempo de Marcello Caetano e que passou depois, em democracia, para governos do tempo do socialismo.



103 comentários:

Ricciardi disse...

Fascismos há muitos. Cada um tem a sua versão própria. Portugal também teve o seu. Não era o Italiano, nem o Alemão nem o Chileno... era o nosso. Um fascismozinho com a sofisticação inerente à ruralidade e à personalidade do nosso, tão nosso,salazarinho. Esgar desconfiado, austero, avarento, autoritário... menino, em suma, para por a mamã no prego para arrecadar uns tostões (sem opção de recompra).

Contudo sem taras equivalente a outros fascistas sênior.
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Eis alguns conceitos de fascismo que também, lá está, assentam como uma luva ao velho estado novo:

"Os fascistas procuravam unificar sua nação através de um Estado totalitário que promove a vigilância, um estado forte, a mobilização em massa da comunidade nacional, confiando em um partido de vanguarda para iniciar uma revolução e organizar a nação em princípios fascistas, hostis a todas as vertentes do marxismo, desde o comunismo totalitário ao socialismo democrático."
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"Os movimentos fascistas compartilham certas características comuns, incluindo a veneração ao Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo. O fascismo vê a violência política, a guerra, e o imperialismo como meios para alcançar o rejuvenescimento nacional."
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Rb

josé disse...

As palavras erradas dão muito jeito para as conveniências certas.

Fascismo só houve um e os restantes regimes autocráticos, quando existiram, foram diversos uns dos outros, mas tinham um ponto em comum: totalitarismo, violência sobre adversários, sem apoio legal e exacerbação de um nacionalismo xenófobo e racista.

Dentro desse quadro o salazarismo não tem qualquer semelhança por muito que se queira comparar a Mocidade Portuguesa à Juventude fascista ou os camisas negras do Rolão Preto com os fascistas italianos.

Os únicos que pretendem associar o salazarismo ao fascismo( e até o caetanismo de que nunca falam...et pour cause) são os comunistas de todas as esquerdas, incluindo certos socialistas que ainda respiram marxismo da juventude, como era o caso de Mário Soares.

Com base nessa amálgama, os seguidores e papagaios fazem o resto.

A Verdade que se dabe.

josé disse...

Que se dane. "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!", diz tudo do programa dos antifassistas que só pretendem diabolizar um regime que nunca foi fascista, nem nos pesadelos mais negros dos comunistas.

A Mentira, no entanto, rende sempre e os papagaios estão sempre alerta.

josé disse...

Esta discussão, porém, só tem interesse porque os comunistas e socialistas conseguiram impor um léxico especial em Portugal que desvirtua o regime anterior e cauciona o presente como sendo "antifascista"...mentindo sempre com a falsidade do costume.

josé disse...

Primeiro conseguiram associar o fascismo ao Mal absoluto, pondo de fora o Comunismo que foi bem pior e matou mais gente.

Depois associaram esse fascismo a Salazar e... pronto. Genial!

Miguel Dias disse...

"António José Saraiva fora comunista..."

Pode ter deixado de ser comunista e de acreditar numa utopia social, mas estalinista continua a ser... as raízes mentais ficaram para sempre dentro do cérebro dele, são imperecíveis.

josé disse...

António José Saraiva no fim da vida admirava Salazar pelo que fez. E escreveu-o. Ao contrário dos papagaios que aparecem onde calha, nunca disse que o salazarismo era o fascismo.

José Almada Negreiros idem, aspas.

Miguel Dias disse...

José,
não duvido que passou a admirar Salazar, também li um artigo dele nesse sentido. Mas o facto de reconhecer a obra de Salazar não entra em contradição com o facto de ser estalinista, e caracterizo o estalinismo enquanto atitude mental: arrogância, superioridade moral relativamente aos restantes, aviltamento de opositores. O estalinismo, ao contrário do leninismo, não foi uma ideologia/filosofia, ou seja, um conjunto de ideias sobre a sociedade ou o Estado, mas apenas uma tirania pessoal. Estaline provavelmente nunca leu, ou se leu nunca entendeu a teoria Karl Marx, estava apenas preocupado com o Poder. Portanto foi uma tirania pessoal caracterizada por certas atitudes mentais. Muitos antigos estalinistas, quando abandonaram o "Partido" deixaram de acreditar no "Amanhã" mas nunca deixaram de ser estalinistas.

Não possuo - como diria um pensador - um "olho mágico" que possa ler nas entrelinhas o que vai oculto na cabeça de um escritor, mas lendo alguns artigos de António José Saraiva noto que ainda possuí alguns resquícios de estalinismo. Como foi dito algures "Uma vez estalinista, para sempre estalinista".

José Domingos disse...

Já agora, Rolão Preto não esteve preso ou foi expulso de Portugal, por ser de extrema direita, isto no tempo de Salazar, ou que o mesmo Salazar, tivesse proibido os camisas castanhas de se organizar como movimento fascista.
De facto, estranho fascismo o de Salazar.

Floribundus disse...

o fascismo forneceu:

a Câmara corporativa ao salazarismo

a Concertação social à geringonça do monhé

para contrapor à luta de classe do pcp-be

Mussolini era socialista

ao contrário de Salazar que propunha a justiça social das encíclicas

josé disse...

O estalinismo é muito mais que isso que no fundo se resume a uma característica de personalidade.

Autoritários e déspotas sempre houve e haverá. O mal é terem oportunidade em ocupar lugar de poder.

O estalinismo é um mode particular de exercer o poder que o comunismo confere a quem ocupa o lugar de secretário geral de um comité central.

Cunhal tinha o mesmo tipo de propensão embora julgue que não era maluco. Era apenas sectário. Estaline era doido varrido e um criminoso nato.

E isso faz toda a diferença e não permite que se diga que um António José Saraiva era estalinista do mesmo modo. Não me parece. Era vaidoso, convencido e muito culto também. Mas não seria sanguinário como o outro, o modelo comunista do PCP.

Miguel Dias disse...

A palavra "facismo" para a Esquerda é fétiche, palavra mágica que serve para denegrir, ou caracterizar como maligno, tudo o que se opõe à sua fórmula milagrosa que salvará a Humanidade e permitirá uma sociedade de abundância ou de riqueza material. Como no Estado Novo não era permitido a existência política do PCP, e da esquerda socialista, o ódio ao regime de Salazar leva a que o uso da palavra facismo, pela Esquerda, se justifique só por tal facto.

Miguel Dias disse...

Erro meu no comentário anterior: deveria ter escrito fascismo.

josé disse...

Claro que é isso, esse efeito mágico. Mas é precisamente por isso, por essa Mentira que se torna necessário desmascará-la.

O problema é que os socialistas, comunistas e esquerdistas em geral comungam do mesmo léxico e a palavra mágica serve-lhes de igual modo.

Agora, passados mais de 40 anos nem querem pensar e mudar e admitir a Mentira como regra de conduta durantes estás décadas, nesse aspecto.

Por isso é que temos os papagaios por aqui a jurar que éramos fascistas.

Aprenderam a lenga-lenga e nem pensam duas vezes.

josé disse...

Quem diz fassismo é o Domingos Abrantes por causa dos dentes ralos, com aquele sibilar da palavra mágica.

O tipo desde os 15 anos que deve dizer fassismo como quem respira. Nem lhe ocorre classificar o regime de Salazar de outro modo.

E durante esse tempo todo, O Militante e o Avante escreveram sempre fascismo para aqui e fascismo para ali.

Nem conhecem outra palavra para designar o regime de Salazar.

Se a palavra Comunismo tivesse metade da conotação negativa, os comunistas já tinham desaparecido.

josé disse...

E mereciam ter essa conotação. Daí o génio em conseguirem aguentar a palavra comunismo sem se envergonharem dos milhões de mortos, dos gulags, no totalarismo que só terá paralelo no nazismo.

Genial, o fenómeno.E só o conseguiu ser por causa dos papagaios que temos.

João disse...

Nós nunca tivemos fascismo. Tivemos alguns fascistas, o mais notório dos quais terá sido Homem Christo Filho. Mesmo em relação ao Nacional-Sindicalismo existem legítimas dúvidas. Basta notar que António José de Brito nem sequer considera tal movimento como fascista, e se atentarmos na sua argumentação é capaz de ter razão.

Miguel Dias disse...

José,

tem razão a palavra "comunismo" e o sistema comunista em geral nunca tiveram essa conotação pejorativa ou maligna como teve o "fascismo". Haverá várias explicações para tal facto, uma delas foi o facto de a URSS vencer o III Reich na II Guerra Mundial, tal vitória serviu para "limpar" a tirania comunista e o totalitarismo soviético durante muito tempo. O pacto Molotov-Ribentropp (Germano-soviético) em 1939 foi ocultado - negado mesmo - perante a opinião pública até aos anos 80 do século passado. O massacre de Katyn nas florestas da Polónia pelas tropas soviéticas foi atribuído aos alemães até à queda do Muro de Berlin... a mentira foi sempre uma estratégia para o alcançar um fim: a sociedade que eles preconizam como ideal. Os comunistas sempre tiveram um problema com a Verdade.

Se os campos de concentração soviéticos, e os territórios do Gulag, estivessem abertos ao público e acessível a qualquer turista ocidental para visitar, talvez essa imunidade comunista se dissipasse mais rapidamente. Em vez disso estão lá longe, nos confins da Rússia, num território inóspito e longe da vista. Os antigos países do Bloco de Leste sabem de História e o comunismo não goza actualmente de tal magia.

josé disse...

O fascismo é um fenómeno muito básico e populista. Salazar era nada disso e tal bastaria para estes papagaios terem um mínimo de bestunto para mudar de agulhas. Mas não mudam, mesmo assim.

Floribundus disse...

como dizia Jorge de Sena a republiqueta continua a ser

'torpe dejecto do Romano Império'

'é triste nascer, viver e morrer entre brutos'
Rodrigo da Fonseca

Floribundus disse...

sem vergonha
tripla monhé-beijoqueiro-centeno

os outros são figurantes

« O Estado português leva 95 dias a pagar as suas faturas, ocupando a segunda posição entre 29 países europeus estudados, segundo divulgou esta segunda-feira a consultora Intrum Justitia.

O relatório conclui que a Grécia é o Estado onde os atrasos no setor público são superiores (103 dias), seguindo-se Portugal e Itália – com 95 dias, uma situação que contrasta com a de países como o Reino Unido, Estónia ou Finlândia, nos quais a média de pagamentos no setor público se situa nos 22 dias.

O ‘Relatório Europeu de Pagamentos 2017’ da Intrum Justitita coloca Portugal também no topo da lista do Índice de Risco de Pagamentos, com um risco elevado de não vir a pagar as faturas (-1,08), ultrapassando a Irlanda, Itália e Grécia.»
in aeiou

Bic Laranja disse...

Camisas azuis.

Nem negras (de Mussolini) nem castanhas (as S.A. De Hitler). As camisas do Movimento Nacional Sindicalista do Rolão Preto eram azuis. A única cor que se justificaria, aliás: nacional e monárquica.

Curiosamente o Dicionário de História do Estado Novo do Rosas remete a entrada «Nacional Sindicalismo» directa e liminarmente para «Fascismo». Tem graça porque o Rolão Preto, pai do Nacional Sindicalismo (leia-se fascismo, portanto) acabou condecorado pelo antifascista Mário Soares por feitos à pátria. E Salazar... acabou fascista. Uma mentira cem vezes repetida...

Cumpts.

muja disse...

Pois dizem bem o Floribundus e o Bic.

Eu vou dizer outra coisa. Estaline não era doido varrido coisa nenhuma e quanto a ser criminoso nato tal tem de ser visto com nuances: sob que leis? As da União Soviética? Duvido...

Estaline teve de gerir uma situação complicada: mobilizar um país supostamente internacionalista, sem outras supostas raízes que as "de classe", para lutar em nome da pátria, contra um inimigo de determinação inexorável, vontade inabalável e disciplina de aço.

Em suma, teve meter o comunismo na gaveta e vestir à pressa o nacional-socialismo - o nazismo à russa, portanto.

Teve de pegar no homem novo de amanhã e trazê-lo à pressa para o hoje porque era preciso ir morrer na frente - e morre-se pela pátria, pela religião, pela família ou pelo rei - mas ninguém morre em nome dos operários do mundo inteiro...

A Segunda Grande Guerra ainda é chamada a Grande Guerra Patriótica na Rússia.

Foi sob Estaline que o cristianismo teve alguma folga depois da fúria inicial levada a cabo por "russos" de pátria alheia e outros "errantes". Aliás, há quem diga que ele era cripto-cristão.

É preciso ter algum cuidado para não cair nos mesmos erros de que acusamos os adversários...





muja disse...

É muito natural que os estalinistas admirem Salazar porque, dentro da seita, são os menos internacionalistas de todos - são os "do trabalho".

Apanhando-se orfãos de pátria alheia, com o derrocar do "paraíso na terra", ficaram confrontados com a realidade: pátria há só uma - a nossa e mais nenhuma. A solidariedade internacional não se faz fora das pátrias e das nações.

Os que dúvidas ainda tivessem, o desvio da esquerda do social para o "societal" - o feminismo, o gueisismo, e assim - lhas vem tirando há já algum tempo...

Subitamente, ficaram orfãos de pátria alheia e prestes a ficarem orfãos de pátria própria.

Se os estrategas - se é que os há - do PNR tivessem alguma coisa na cabeça mandavam bugiar a história do islão e martelavam sem descanso a linha económica, concentrando-se em recrutar esses desiludidos, porque esses militam e lutam.

Militantes e lutadores é o que qualquer movimento político precisa sempre, ainda mais quando é incipiente.

E largarem o "partido". Nenhum partido pode ser nacionalista - é uma contradição, pelo menos, nos termos.

Ricciardi disse...

Os salazaristas têm dificuldade em admitir, na verdade, que o velho estado novo foi uma espécie de fascismo. Mas não se prendam com palavras. Essa característica é mais condizente com os leninistas marxistas.
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Chamem-lhe o que quiserem para diferenciar o regime do estado novo com o regime italiano. Não mexe nem rapa o fundo à panela.
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A diferença prática entre esses regimes está apenas na intensidade. Por essa razão é que se pode dizer que o estado novo foi um fascismozinho. Partilhava conceitos básicos com fascismos à seria mas divergia nalgumas coisinhas. Coisinhas que tem mais a ver com as características do povo fascizado do que com o perfil do regime.
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O povo português tem uma característica que eu acho que já tem contornos celulares, genéticos. Quando se sentem mal com os governantes... desaparecem. Emigram. Basam. Poem-se na altera.
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Por essa razão, emigraram no período do estado novo mais de 2 milhões de portugas. Mais de 30% da população da altura fugiu do paraíso regimental. Não fugiram do fascismo. Fugiram do fascismozinho.
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Rb

muja disse...

Olha! Tomaste os comprimidos hoje? Pensava que já só te manifestavas quando o assunto é o querido líder 44.

O teu azar é que não há comprimidos que curem a ignorância... de maneira que continuas assim. Ignorante. E como não também não curam a aleivosia, continuas aleivoso. Socretino, em suma.

Toma nota, ó calhau impertinente:

No fascismo, o Estado submete-se ao Partido. É o Partido que domina o Estado.

Primeiro, no Estado Novo não havia partidos. Nem poucos, nem muitos, nem um. Portanto, as semelhanças acabam antes mesmo de começarem.

Segundo, a Constituição de 1933 era clara:

Artigo 4.º

A Nação Portuguesa constitui um Estado independente, cuja soberania só reconhece como limites, na ordem interna, a moral e o direito; e, na internacional, os que derivem das convenções ou tratados livremente celebrados ou do direito consuetudinário livremente aceite, cumprindo-lhe cooperar com outros Estados, na preparação e adopção de soluções que interessem à paz entre os povos e ao progresso da humanidade.
§ único - Portugal preconiza a arbitragem, como meio de dirimir os litígios internacionais.


Admitindo que percebes o que diz o artigo - o que duvido - vai lá agora buscar os respectivos alemães e italianos, que coloquem a soberania sob limite da moral e do direito.




josé disse...

"A diferença prática entre esses regimes está apenas na intensidade. Por essa razão é que se pode dizer que o estado novo foi um fascismozinho."

Será um pouco o que diferencia o PCP do PS...uma vez que este partido meteu o socialismo na gaveta logo que lhe cheirou a poder efectivo e real.

O salazarismo não foi fascismo como o socialismo não foi comunismo. Ou foi?

Socialismo democrático e salazarismo social serão assim faces de uma moeda mais equilibrada e moderada.

muja disse...

Eu diria que a diferença entre um Sócrates e este também deve ser de intensidade... Um conseguiu meter a pata no pote grande, este come restos...

Ahahaha!

Zephyrus disse...

O fascismo era um socialismo... por muito que agora a Esquerda esperneie e ulule... um Jose Rodrigues dos Santos disse-o ha uns tempos e houve escandalo nacional!

O Estado Novo teve varias fases mas esta longe do estatismo que o fascismo defende... alem do mais ha a questao da raca... o Portugal de Salazar e de Marcelo Caetano nao era branco e ariano...

Um dos lados negros do estatismo que entao havia era o condicionamento industrial. Havia uma justificacao racional para o mesmo nos anos 30 mas com o tempo criou varios problemas e inequidades. Mas penso que estava a prazo em 1974 e acabar por cair na totalidade nos anos seguintes... com a preparacao para a adesao ao mercado comum e a propria influencia que viria do Reino Unido da Tatcher e dos EUA de Reagan.

muja disse...

Não vejo que o condicionamento industrial fosse estatismo ou lado negro de alguma coisa.

As políticas económicas de Tatcher e Reagen eram míopes e hoje temos a prova provada: liquidaram a indústria ocidental em nome do mercado livre.

O objectivo do condicionamento industrial era travar a tendência de criar indústrias assentes apenas nos salários baratos ou em produção de pouco "valor acrescentado", como agora se diz. O tempo veio dar-lhe razão: não conseguimos competir com países de terceiro mundo que não impõem as mesmas regras, condições de trabalho, salários mínimos, etc.

Pode discordar-se da forma concreta do instrumento, mas não contestá-lo nos princípios. Isto, claro, se se concordar que a indústria e a economia hão-de servir o interesse nacional em vez de os países servirem os interesses económicos.

Aliás, é mais uma intrujice deste liberalismo mumificado que se faz passar por novo e atraente: numa economia moderna é forçoso que o Estado intervenha e coordene minimamente a produção nacional. Isso não é socialismo, é governo esclarecido e responsável.

Naturalmente, os interesses económicos objectam porque existem, ou pretendem existir, num plano superior ao nacional.

E o resultado de os terem deixado é a divisão mundial da economia e do trabalho: países produtores como a China e países consumidores como os europeus. Só que consumir não é trabalho e não há trabalho que chegue no mero "serviço ao consumidor", daí as taxas elevadas de desemprego. É óbvio e evidente que o desemprego crónico dos países ocidentais corresponde aos sectores primário e secundário liquidados.

Floribundus disse...

o salazarismo baseava-se nas corporações medievais dos 'oficiais mecànicos'

formaram a Casa dos 24
tinham lugar privilegiado na Procissão do Corpo de Deus

sindicalismp católico donde saiu a maçonaria do Rito Escocês

Zephyrus disse...

O condicionamento industrial como referi e me parece teve o seu tempo... depois esgotou-se e criou problemas. Houve sectores que se acomodaram um pouco a falta de concorrencia com as consequencias que dai resultaram... alem do mais limitou o crescimento dos pequenos e a mobilidade social, que sempre foi muito limitada (ja o era antes do Estado Novo... quem nao tinha berco e queria subir emigrava).

A Tatcher e o Reagan eram miopes? A Tatcher privatizou o que por ca com Salazar e Marcelo era privado... ahah... nem tinhamos SNS mas os indicadores de saude melhoravam a olhos vistos gracas ao desenvolvimento economico e social. Muja, se a Tatcher era miope, o Salazar e o Marcelo Caetano que suponho, voce defende e admira, eram o que?

Zephyrus disse...

O tema do condicionamento industrial e complexo e o dito condicionamento passa por varias fases.

Ha medidas com que tem o seu tempo e nos anos 30 podera ter feito sentido do ponto de vista economico, tecnico e politico mas depois, parece-me, deixou de fazer.

Tendo Portugal uma produtividade baixissima ate fariam sentido medidas que foram tomadas naquela epoca adaptadas a nossa realidade actual de membros do mercado unico.

Um exemplo? Ha quem diga que poderiamos produzir o mesmo com um terco da actual area actual de eucalipto... obrigando a que cada exploracao tivesse uma area minima de x hectares e obrigando os pequenos produtores a agrupar-se em cooperativas... simultaneamente, a plantacao de eucalipto seria proibida fora das exploracoes... e os terrenos com eucalipto sem licenca deveriam ser limpos... objectivo? Aumentar a produtividade, combater o problema dos incendios e aumentando a produtividade, aumentar-se-iam de forma sustentada os salarios... ha excesso de "pequenos" em Portugal... e por isso a produtividade e baixa e os salarios sao baixos...

muja disse...

Eu não disse que Reagan e Thatcher eram míopes tout court. As políticas sim.

Porém, é necessário elaborar. Não é questão de privatizar nem deixar de privatizar ou até nacionalizar. Em si próprios, nenhum desses instrumentos é bom ou mau.

Salazar privatizou essas coisas que o Zephyrus diz? Ou elas apareceram como tal?

Há uma diferença grande. Uma privatização é um negócio - convém que se não faça com prejuízo para o Estado!

De uma forma muito geral é preferível que não tenha de ser o Estado a possuir as actividades económicas, quanto mais não seja porque há muito que fazer que só o Estado pode fazer. Mas seguir certos princípios cegamente é por vezes pior que seguir maus princípios...

E isto sem tocar nas questões estratégicas!

É preferível manter sectores estratégicos na mão do Estado, eventualmente com prejuízo para o erário público, se não houver particulares adequados. Mais uma vez: a economia deve servir o interesse nacional e não o contrário.

Creio que não estaremos assim tão desacordados, mas nunca é de mais clarificar.

muja disse...

Não disse que eram míopes, mas até posso dizer.

Não tenho nenhum na conta de excepcional e não sei se os poria sequer em "bom".

O conservadorismo dito económico não me seduz minimamente. Penso que é, nas mais das vezes, uma maneira encoberta de liberalismo - e a contradição nos termos devia, desde logo, causar suspeitas...

Zephyrus disse...

O liberalismo para funcionar implica que haja uma sociedade com fortes valores judaico-cristaos. Que nao existam apenas na aparencia. O liberalismo de hoje nao e o mesmo que havia decadas atras. As sociedades luteranas e calvinistas na questao dos valores eram e sao mais exigentes que as catolicas.

A nossa Inquisicao, por exemplo, nao puniu mentirosos, ladroes, bruxas... ela sim era a grande Ladra! Cerca de 70 a 80 dos casos eram relativos a judaismo...

Nas bases somos muito imorais para termos liberalismo mas tambem somos demasiado imorais para termos social-democracia... Salazar sabia-o e dizia-o por outras palavras, Marcelo tambem.

Eu sou liberal no plano economico, gosto dos anglo-saxonicos, mas se os copiarmos nao ira funcionar... temos de ter o nosso liberalismo adaptado as nossas realidades culturais... e aos vicios historicos das elites.

muja disse...

Tal como o Estado, as actividades económicas deviam estar limitadas pela moral e pelo direito.

Historicamente, os liberais sempre desprezaram a primeira em favor do último. E é fácil de ver porquê.

Aliás, o liberalismo enquanto doutrina política segue directamente do liberalismo enquanto doutrina económica e não o contrário.

muja disse...

Ehehe!

Quais são esses valores judaico-cristãos? Isso é um oxímoro! Nunca existiu tal coisa!

A inquisição não tinha nada que punir ladrões nem bruxas. O seu papel era de perseguir as heresias e era isso que fazia.



Zephyrus disse...

O comercio e a liberdade comercial sao actividades que vem de tempos imemoriais... com os devidos beneficios para a Civilizacao. Nos ate demos o nosso contributo e ha quem diga que fomos os pais da globalizacao. Regularizar de forma a proteger uns limitando o acesso a actividade a outros e algo que dispenso. Ha uns meses encontrei em casa num livro antigo um documento do seculo XVIII contra o Marques de Pombal, a defender a liberdade comercial. Claro que ha inumeras situacoes especiais. Ninguem pode nem deve exercer Medicina ou Ciencias Farmaceuticas sem diploma. Podem haver situacoes temporarias em que se justifique intervir, por exemplo, referi o caso especial da floresta. Se nao ha ordenamento, devido ao nosso clima com Verao quente e seco, todos saem a perder, devido aos prejuizos que decorrem dos incendios...

Mas nem os liberais ditos classicos defendem a selvajaria ou a anarquia... o Hayek ate diz que quando uma sociedade atinge um determinado nivel de riqueza pode e deve fazer gastos no "social".

Zephyrus disse...

O judaismo era uma heresia? Nao me parece. Ja o Catarismo, que nem existia por ca no seculo XVI, sim, seria uma heresia...

Sao os valores daquilo que o professor Pedro Arroja chama de Tradicao... nos quais se baseia a nossa Civilizacao europeia... e que foram bem cultivados por ca na Idade Media, em Toledo ou Salamanca... e que depois foram refinados e estendidos a toda a populacao pelo calvinismo e pelo luteranismo.

Zephyrus disse...

A Igreja recusou o pedido do rei D. Joao III para instalar a Inquisicao e foi depois de muita intriga e persistencia que autorizou mas nao nas condicoes que as elites portuguesas queriam... em Roma foi dito preto no branco que el-rei D. Joao III queria roubar os bens aos cristaos-novos por um cardeal cujo nome agora nao me recordo. A Igreja depois obrigou Portugal a moderar... diz-se que em Roma ficavam escandalizados com os abusos da nossa Inquisicao... tenho em casa copia de um documento do seculo XVI onde um frade portugues critica a Inquisicao espanhola por ser excessivamente branda e autorizar algumas obras... "mais papistas que o Papa".

Zephyrus disse...

Muja tem vergonha do nosso lado judeu? A nocao linear do tempo, por exemplo, por oposicao a nocao circular dos pagaos e de seitas hereticas cristas veio do judaismo... se ha povo judeu na Europa sao os portugueses com as ideias de messianismos de Quinto Imperio.

muja disse...

Não defendem a selvajaria ou a anarquia na medida em que isso infrinja as leis. Se for só a moral o caso é muito diferente...

A liberdade comercial nunca foi um absoluto. Esteve sempre tutelada por uma autoridade, ou várias.

Isto é, nunca foi uma liberdade - foi sempre um privilégio. Um privilégio atribuído ou retirado pelo soberano. Podemos recuar quanto quisermos, desde os mercados medievais à Antiguidade Clássica.

Os liberais é que pretenderam - e pretendem - libertar-se dessas autoridades. Tanto que foram ao ponto de conceber uma doutrina política no sentido de subverter o próprio conceito de autoridade. É isso o liberalismo. E antes, ou a par disso, subverteram o conceito de propriedade - de tal forma que hoje em dia a confusão acerca dos dois conceitos - que estão intimamente ligados - é total.

Porque pode arguir-se que a autoridade é propriedade de natureza moral.

Um exemplo fascinante é o do dinheiro. Ninguém - e incluo nisto a esmagadora maioria dos economistas -, quanto mais o cidadão comum, sabe com clareza o que é o dinheiro. Esta confusão vem directamente da confusão acerca da noção de propriedade. Outra é a confusão acerca da natureza dos contratos. A maior parte das pessoas, hoje em dia, nem tem noção de que há contratos de várias naturezas.

Depois vêem-se as maiores tolices, por exemplo, acerca da usura - que tem a ver, especificamente, com a natureza de certos contratos e respectiva imoralidade que lhes é inerente.

É preciso ir aos escolásticos ou ao Magistério para ver estas coisas explicadas. Coisas que existem e se conhecem desde a Antiguidade. Os romanos conheciam-nas perfeitamente. Escusado será dizer que é muito difícil encontrar isto explicado em linguagem moderna.

Zephyrus disse...

A propriedade e um tema que merecia discussao aprofundada... penso...

A nocao de propriedade privada que temos em Portugal e algo moderna...

Ja nao me recordo quem foi o autor portugues quatrocentista ou quinhentista que fez umas reflexoes interessantes sobre este tema. A posse da propriedade so se justifica se houvesse uma boa administracao da mesma. A propriedade existia para servir a comunidade... diria eu em portugueses moderno. E curioso pois esta nocao aparece seculos depois no mundo anglo-saxonico protestante europeu... enquanto por ca desaparece...

Andamos ao contrario!

muja disse...

O caso da usura é paradigmático.

Foi das primeiras coisas em que a Igreja começou a tergiversar na sua própria doutrina. Os liberais gostam de dizer que as circunstâncias económicas se alteraram e que não havia todos estes instrumentos financeiros e que por isso, proibir a usura é antiquado e não faz sentido.

É falso. Já havia todos os instrumentos financeiros e mais alguns, que, aliás, não são muitos. Já havia sociedades, investimentos, parcerias, empréstimos, títulos e tudo isso já era codificado na lei romana.

A usura é um empréstimo garantido pelo devedor pessoalmente, que se chama mútuo, onde se cobra juro. É só isto e é sempre imoral. Um empréstimo garantido por qualquer propriedade nunca é usura - embora possa ser também imoral.

Contam-se às dezenas as definições de usura que li até perceber do que se tratava. É confusão total e não tem cor política.

Tudo isto releva da confusão acerca da noção de propriedade.

Zephyrus disse...

Quem inovou em termos financeiros e quem emprestava dinheiro era a propria Igreja... via Templarios... ainda hoje e simbolico que a igreja que deixaram em Londres esteja na City...

muja disse...

O judaismo era uma heresia?

Evidentemente que não. É, para o efeito, uma religião diferente.

Mas nenhum judeu foi perseguido pela Inquisição enquanto tal!

Quem foi perseguido foram os cristãos-novos - judeus que, supostamente, se haviam convertido. Ora, uma vez convertidos, qualquer desvio da ortodoxia podia ser considerado heresia.

Pagaram a duplicidade com a vida.

Podemos discutir se foi justo ou injusto exigir que se convertessem ou se fossem embora, mas os que escolheram ficar sabiam o que lhes era exigido. Mentiram e foram desonestos numa altura em que essas coisas eram levadas mais a sério e pagaram com a vida.

Zephyrus disse...

Uma das maiores transferencias de propriedade feitas em Portugal com grande prejuizo para o pais foi feita pelos tetravos e trisavos da nossa Esquerda. Com graves prejuizos para o pais...

Foram os liberais quando roubaram os miguelistas e as ordens religiosas! Para depois venderem os bens a preco da "uva mijona", como se diz na minha terra.

A outra foi feita pelo PREC... quarenta anos depois continua o martirio desse erro... com um grupo Espirito Santa falido, a electricidade nas maos dos chineses, a PT destruida, o pais sem capital...

Zephyrus disse...

"Podemos discutir se foi justo ou injusto exigir que se convertessem ou se fossem embora, mas os que escolheram ficar sabiam o que lhes era exigido. Mentiram e foram desonestos numa altura em que essas coisas eram levadas mais a sério e pagaram com a vida."

Como se sabe que mentiram? Alguns terao mentido, mas bastava uma queixa de um vizinho... sem direito a defesa. Ate Roma condenava estas regras.

muja disse...

De resto, eu não tenho nenhum lado judeu de que me envergonhar.

O cristianismo veio superar o judaísmo. Por isso há uma Nova Aliança e um Novo Testamento que se estende a todos os homens.

Os judeus é que escolheram - enfim, uns escolheram e os outros foram e são por esses obrigados a - não fazer parte da humanidade. Eles é que escolheram e escolhem segregar-se dela, cuidando que são eles a humanidade. O trágico é que não passam disso mesmo: homens.




muja disse...

Ó homem, se alguém se diz convertido ao Catolicismo e depois tem um altar a Jeová e um talmude em casa, é evidente que mentiu, não é?

Agora, admito que tenha havido abusos e que possam ter condenado pessoas que realmente se tivessem convertido. Mas pelo que vamos vendo hoje em dia, há-de perdoar o meu cepticismo...

Zephyrus disse...

E Portugal, o que escolheu?

Se entramos nesse caminho, nos tambem fomos castigados... pois nao cumprimos a missao e degradamo-nos do ponto de vista moral.

Eles sao tao parte da Humanidade quanto nos ou os chineses.

Quanto ao Cristianismo ser uma evolucao, nisso estamos de acordo. Uma evolucao em relacao ao judaismo e mais evoluido que o Islamismo.

Zephyrus disse...

Eles estavam ca desde os tempos do Imperio Romano.

A politica dos nossos reis ate D. Manuel I foi a que mais defendeu o interesse supremo do Reino.

Expulsamos parte da nata intelectual que depois foi ajudar os holandeses e os ingleses a desenvolverem-se. O preco foi um atraso na revolucao cientifica e depois industrial onde ate tinhamos sido pioneiros no sec. XV. A outra expulsao canalha foi feita pelo Marques de Pombal quando mandou embora os jesuitas.

Parece que em Portugal ha canalha que estando no poder goste de expulsar quem brilha.

muja disse...

Mas podemos ir ainda mais fundo nessa questão do absurdo dos valores judaico-cristãos.

Porque há quem defenda que o judaísmo é uma forma rara de politeísmo - esquece-me agora o termo rigoroso. Um politeísmo em que o deus proíbe os fiéis de adorar os outros deuses.

Um pouco como se um Zeus possuído por uma inveja irresistível, proibisse os gregos de adorar e até mesmo de reconhecer os outros deuses enquanto tais.

É uma tese muito interessante, que explicaria a tendência bizarra, quase - senão mesmo - patológica, para a segregação que existe nessa cultura ou culturas...

Zephyrus disse...

Tenho um livro muito interessantes "Los Judios" que comprei ha anos em Espanha. Aborda essa evolucao do conceito de Deus nos judeus, ate aos tempos modernos...

Mas isso nao e tema para uma caixa de comentarios, penso...

O Deus

muja disse...

Mas quem se considera separado da humanidade são eles! Eles é que se consideram a eles próprios - e só a eles - a humanidade, excluindo todos os outros homens.

Como é evidente, estão errados e, na prática, eles é que acabam excluídos dela.

O padrão é sempre o mesmo, porém: formam sempre comunidades segregadas, com autoridades próprias. Sempre. E encontram sempre quem lhes vá nessa conversa. Até os nazis. Havia polícia judaica nos guetos. E os campos de concentração eram geridos internamente por comités constituídos por eles e por comunistas. O Paul Rassinier - que esteve lá preso e foi depois deputado socialista em França - conta isso tudo no livro dele.

As pessoas toleram-lhes e foram tolerando-lhes essa tara e agora montaram um sarilho na Palestina que ninguém sabe como resolver...

Zephyrus disse...

Pois... ja li imenso sobre os judeus... e para mim permanecem um Misterio. Ha algo que certamente ultrapassa a minha compreensao.

De qualquer das formas sinto que ha tematicas que nao devem ser aprofundadas aqui e esta e uma delas. E algo que so aprofundo em privado e tenho as minhas razoes.

muja disse...

E depois o pessoal embasbaca com as histórias de misticismos e com o secretismo e faz deles mais importantes do que são ou foram.

Alimentam-lhes essa tara.

Não tenho fascínio nenhum por eles, considero-os retrógados, atrasados e toscos. Tal como seria de esperar de gente que vive isolada do mundo há milénios e proibida pelas suas próprias leis de ganhar raízes seja onde for.

Basta ler os 200 Anos Juntos do Soljenitsine para se perceber a miséria em que eram forçados a viver pelos próprios chefes - não podiam aprender russo, não podiam aprender nenhum ofício, não podiam fazer nada a não ser casar e estudar lá o Talmude, apesar de lhes estarem abertas as escolas públicas. Por isso todos se tornavam comerciantes porque é o que faz quem não pode fazer mais nada nem fixar-se em lado nenhum.

E como os números não são línguas, provavelmente permitiam-lhes escapar às sentenças do Talmude.

Portanto, tenho muitas dúvidas que eles fossem a fonte de grande conhecimento a não ser em objectos que traficassem.

E a verdade é que a Igreja, por causa de terem sido o povo escolhido, sempre foi condescendente para com eles e com a religião deles. O que já não foi bem o caso para com os muçulmanos...

muja disse...

Pois, faça lá como entender. Também não tenho grande vontade para aprofundar essa temática porque, como já disse, acho que não tem muito mais que se lhe diga de substancial. É de ter piedade e pouco mais.

Já o liberalismo é outra conversa... Porque isso é erro que já traz séculos. E é tão ubíquo que é muito difícil não incorrer nele constantemente mesmo quando se tem noção de que existe.

E cada vez mais me parece que a história do capitalismo se confunde com a do liberalismo. Se é que um e outro não são a mesma coisa...

Nisto é que a erudição faz falta, porque de certeza que os antigos já se deparavam com isto.

Zephyrus disse...

Misticismo e Segredo ha em todas as religioes.

O Misticismo e uma via para libertar o espirito da carne e ultrapassar assim o castigo dos nossos pais Adao e Eva, condenadas a vida no plano material, com trabalho e sofrimento.


A Igreja Catolica tambem teve disso em doses ditas industriais e um caso paradigmatica esta aqui ao lado em Espanha com Santa Teresa ou os Jesuitas espanhois.

muja disse...

Sim, não estou a dizer que não tem. Estou a dizer que o pessoal embasbaca com isso.

Como os que vão à China e se tornam budistas e depois vêm com "grandes verdades" que, afinal, estão logo na primeira página de qualquer catecismo...

muja disse...

Se bem que no catolicismo é mais mistério.

Segredo é coisa que cheira logo a heresia eheheh! Tipo os gnósticos.

Mas lá isso eles têm muito. Daí também o fascínio.

O José tem a tese do fruto proibido dos comunistas. Se calhar é mais o fruto secreto. O segredo é que fascina, mais do que o proibido.

Mas a Zazie é que pesca mais destas coisas.

muja disse...

Há dias estava a ouvir um programa na rádio de um francês que é pianista, foi mestre da maçonaria e escreveu um livro sobre o assunto. Falava ele da Cabala e que quem lesse o Antigo Testamento segundo esses sistema teria grandes surpresas.

Há quem seja completamente apanhado por esse tipo de coisas.

A mim fascinam-me mais os segredos que o são por se terem perdido. Por exemplo o quotidiano dos povos de há milénios, ou as técnicas de engenharia dos romanos.

Se pudesse viajar no tempo era sempre para o passado, para ir ver como foi.

Zephyrus disse...

Os exercicios espirituais do Budismo nao deveriam supreender ninguem... tambem existiram no catolicismo e ja dei o exemplo dos Jesuitas e da Santa Teresa. Espantam-se com as historias de monjes budistas que levitam mas temos inumeros casos desses nos conventos portugueses e espanhois em seculos passados...


Zephyrus disse...

Eu tenho um livro da Penguin com comentarios sobre textos da Cabala. Li-o ha uns meses. Nao tive grandes supresas mas percebi a origem de alguns crencas populares que ha umas decadas ainda havia em Portugal.

Mas ha uma coisa que me faz alguma confusao.

O texto sagrado dos Cristaos, o Novo Testamento, foi escrito em grego.

Ja os livros do Antigo Testamento escritos em hebreu... o hebreu antigo pelo que percebi nao tem vogais... e isso torna confusa a definicao de um texto definitivo... e ai que entra depois a questao da tradicao oral na interpretacao dos textos e que alguns judeus terao fixado em livros, como os autores cabalistas sefardistas da Idade Media.

Zephyrus disse...

Mas a Cabala e rejeitada por grande parte dos proprios judeus... e ai entramos na grande problematica das seitas e dos grupos dentro do judaismo... os askanazi sao ate geneticamente diferentes dos sefardi, e depois temos judeus escuros, etiopes, judeus persas... e depois acabamos a perguntar, afinal o que e um judeu?

Floribundus disse...

Net

The Saint (TV Series 1962–1969)

josé disse...

Essa informação sobre O Santo está disponível, mas não permite saber desde quando até quando a RTP passou os episódios que eram apresentados à Segunda-Feira, precedidos de pequena charla do célebre "Inspector Varatojo" que tinha página escrita na Plateia dedicada a mistérios policiais.

As datas precisas não estão indicadas nem pela RTP nem no Google se obtém a informação directa.

Talvez em blogs a haja mas é preciso procurar...

josé disse...

E deveria ser a RTP a esclarecer porque tem essa informação, em princípio, nos seus arquivos.

O mesmo sucede com as restantes séries dos anos sessenta que são míticas:

Dr. Kildare, Bonanza, Os Vingadores, Chaparral, McCloud, Columbo, Olho Vivo, etc etc.

Floribundus disse...

social-fascismo actual

“Só 10% do total de agregados entregam ao Estado 70% de receita líquida do IRS. Será isto razoável? Será isto legítimo?”

Destaque do meu artigo de hoje no ECO – Economia Online. Sobre a injustiça da progressividade do IRS e alternativas diversas.


José casei a 1ª vez em 61 e morei 10 anos em Campodórique
foi aqui que vi o Santo com Moore
nada + encontrei na Net

vivemos na rebaldaria suburbana

Floribundus disse...

Bandalheira

O erro dos críticos de Passos Coelho
Rui Ramos
30/5/2017,
À oligarquia, basta um governo que faça contas para Bruxelas ver. Ora, isso Costa já provou que é possível com o PCP e o BE. Não precisa do PSD. Nem o de Passos Coelho, nem o de quem quer que seja.

Para os seus antecessores no PSD, Passos Coelho errou ao supor que tudo ia correr mal o ano passado. Não sei se Passos supôs mesmo que a maioria de António Costa não ia durar, ou que a anunciada “reversão da austeridade” comprometeria os equilíbrios orçamentais. Mas se supôs, não esteve sozinho. Inicialmente, a economia ressentiu o novo governo, o investimento caiu, a Comissão Europeia agitou-se nas cadeiras. A explicação é simples: toda a gente levou a sério o que as esquerdas tinham andado a dizer na oposição entre 2011 e 2015.

Ainda alguém se lembra? As esquerdas não desejavam apenas devolver num ano os cortes de salários e pensões que Passos Coelho se propunha devolver em dois anos. As esquerdas pretendiam desmanchar o ajustamento, repudiar a dívida, contestar o euro, encontrar uma alternativa ao crescimento baseado em exportações. Não lhes bastava que as coisas “corressem bem”. Rejeitavam a Europa de Angela Merkel, a Europa dos baixos défices, a Europa da flexibilização laboral. As actuais ideias de Emmanuel Macron seriam anátema para Costa em 2015.

Tudo isto, ainda por cima, parecia corresponder à “ideologia” das esquerdas. Por isso, é natural que, ao princípio, muita gente tivesse admitido uma mudança de rumo que, dados os constrangimentos financeiros do país, só poderia ser acidentada. O que menos gente previu foi que os partidos da actual maioria, para se manterem no poder, estivessem dispostos a deitar fora tudo o que tinham andado a dizer, por exemplo, sobre a relevância fundamental do investimento público.

Quase todos subestimaram a extrema fraqueza de Costa e dos seus correntes parceiros. Em 2015, precisavam do governo como de pão para a boca. Costa precisava de ser primeiro-ministro para continuar a sua carreira política, o PS temia ser ultrapassado por um Podemos português, o BE desesperava por não conseguir ser esse Podemos, e o PCP estava arrepiado com a hemorragia da CGTP. Nenhum deles podia correr o risco de continuar na oposição. E ao contrário das direitas, tinham tirado a verdadeira lição da Grécia: que a Comissão Europeia era indiferente à composição dos governos nacionais, desde que fingissem honrar as metas do orçamento.

Agora, o erro dos críticos de Passos no PSD é acreditarem que Costa só convive com os velhos inimigos do PS no tempo do PREC porque Passos, com a sua “perspectiva pessimista”, não suscita afectos no PS. Um líder do PSD despreocupado e folião seria logo abraçado por Costa como um meio de se “libertar” do PCP e do BE. É uma ilusão risível. Os críticos de Passos ainda não perceberam o que se passou: Costa descobriu um novo “arco da governação”, que lhe permite fazer o que é preciso para manter a correr o dinheiro do BCE, e ainda por cima com “paz social”. O PSD e o CDS não fazem greves, não marcham nas ruas, não inspiram bloqueios no Tribunal Constitucional, nem existem na televisão, a não ser através daqueles “comentadores de direita” que, por acaso, até apoiam Costa. Na medida em que não servem para criar “conflitos sociais”, o PSD e o CDS também não servem para garantir “paz social”. Para que quereria Costa a sua ajuda? Para fazer “reformas estruturais”? Mas quem precisa de reformas, quando o BCE dá dinheiro e o turismo alegra as ruas?

À oligarquia, basta um governo que faça contas para Bruxelas ver. Ora, isso Costa já provou que é possível com o PCP e o BE. Não precisa do PSD. Nem o de Passos, nem o de quem quer que seja. Quando muito, dá-lhe jeito um presidente da república oriundo da direita, para não se imiscuir nas intrigas das esquerdas e para atiçar as intrigas no PSD. Os problemas do PSD ou do CDS não se resolvem, como parecem pensar os críticos de Passos, mudando de líder ou de “discurso” como quem renova o guarda-roupa. Não, não perceberam ainda o que se está a passar.

Ricciardi disse...

Oh meu caro Mujinha, afiança vexa que não havia um partido no estado novo.
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Pois, de facto, Salazar não quis usar o termo "partido" para designar a União Nacional. Como o regime era antiparlamentar e antipartidário a solução encontrada para ter um partido único foi não chamar-lhe partido. À boa maneira socializante donde alguns fascismos se inspiraram Salazar batizou de União Nacional ao partido único do regime.
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Para diferenciar o regime do estado novo com outros fascismos europeus eu só consigo notar um diferença substancial. O fascismozinho português não tinha ambições territoriais ou imperialistas, excepto em manter as colónias. A ideia de manter as colónias é muito diferente das ideias imperialistas dos outros fascismos. Não é propriamente uma intrusão mas antes a ideia de manter pela força uma coesão entre povos da mesma nação.
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Rb

josé disse...

"Para diferenciar o regime do estado novo com outros fascismos europeus eu só consigo notar um diferença substancial. O fascismozinho português não tinha ambições territoriais ou imperialistas, excepto em manter as colónias."

Quais serão os tais "outros fascismos europeus"?

O da Itália já vimos que não tem comparação possível. Será que houve ouros que ainda estarão para descobrir e aqui se descobriu a pólvora?

É que o nazismo não foi bem o mesmo que fascismo e esse tem uma diferença de vulto: era racista mesmo.

muja disse...

Eu não afianço nada, eu reconheço.

A União Nacional não era um partido. Nenhum membro da UN tinha vantagens ou privilégios em relação a qualquer outro cidadão para exercer cargos, políticos ou quaisquer outros, no Estado.

Tu é que tens de demonstrar que a União Nacional era, de facto, um partido. Isto é, que tinha qualquer semelhança de substância com qualquer partido existente ou passado.

Tu é que afianças que era um partido, sem dizeres o que consideras um partido, porque o teu intuito é a mera provocação.

Só que cretinos ignorantes como tu não fazem bons provocadores porque para tal é preciso, pelo menos, parecer que se sabe do que se fala...

Miguel Dias disse...

A série o "Santo" com Roger Moore está disponível versão DVD em Portugal pela Prísvideo. Lembro-me de à cerca de uma década (2005/2006) a ter visto à venda numa FNAC. Façam a pesquisa numa FNAC, resta saber se já estará esgotada.

Maria disse...

Muja, não posso deixar de o elogiar pela sua capacidade de ironizar com quase tudo, no caso com muito do que Ricciardi escreve e na minha modesta opinião com razão, ele que me desculpe. Farto-me de rir com as suas tiradas e nem imagina o quanto.

Mas não se trata de apenas ironizar. Isso toda a gente pode fazê-lo com mais ou menos piada e às vezes nenhuma. O Muja, além de o fazer com inteligência, acrescenta normalmente argumentos objectivos e válidos baseados nos conhecimentos profundos que possui em pràticamente todas as áreas da sociedade, desde a política à económica passando pela social e abrangendo de um modo pormenorizado e surpreendente a História das Nações, de todas as Nações e de todos os povos, não descurando as suas culturas e tradições, sendo tudo quanto escreve impossível de refutar.

Mas o que quero sobretudo salientar é que quando o Muja contra-argumenta, lançando em simultâneo umas dicas a "picar" os seus oponentes d'eleição, vide Ricciardi mas não só, o faz quase sempre com um sentido de humor desarmante e indo direito ao objecto pretendido e esta é uma particularidade que raramente bafeja o comum dos mortais, mas que compensa com sobras as pessoas superiormente dotadas e o Muja tem certamente consciência de pertencer a este rol de excepção, não é verdade?

Além da sua facilidade e rapidez espantosas com que bate forte e feio em alguém/algo que social ou polìticamente lhe cheire a esturro ou que revele falhas ou faltas nas descrições históricas descritas em literatura recente da autoria de 'historiadores' esquerdistas "anti-fascistas" omitindo ou distorcendo propositadamente a verdade dos factos sobretudo quando relacionadas com medidas e decisões políticas relevantes para a defesa e/ou desenvolvimento económico do país, tomadas por Salazar e Marcello Caetano, descritas de modo incorrecto ou deturpando intencionalmente a real motivação dos dois governantes, socorrendo-se de um humor cáustico digno de registo a que lhe soma provas inequívocas e irrefutáveis que o caucionam, colocando cada peça no seu devido lugar. Neste particular Muja é um repentista, tal como Herman José o é/era como humorista. Além do mais é ainda alguém cujos textos - ironizando ou não - são elaborados com saber e minúcia e deviam ser de leitura obrigatória por todos os portugueses de bem, mas também e principalmente pelos alunos de todas as idades, devendo meditar nos seus conteúdos não só pela actualidade política de que se revestem como pelas críticas genuínas que tece ao regime (adulterado) e ao sistema (corrompido), mas também pelo seu indubitável valor histórico presente e passado e ainda e não menos importante pelas denúncias políticas a nível nacional e internacional, não raro neles incluídas, a deverem ser sèriamente avaliadas e equacionadas mas nunca pelos poderes instituídos e sim por movimentos e/ou personalidades desligadas de partidos políticos e seitas e acima de qualquer suspeita, que tenham a coragem e a valentia de colocar a soberania e a independência do País e do Povo como um valor supremo a defender e pelo qual é mister lutar com prejuízo da própria vida.

muja disse...

Cara Maria,

o faro para o esturro vai-se treinando e, infelizmente, abundam as ocasiões. Tanto que, hoje em dia, o que vai sendo difícil é escapar-lhe e corre a gente o risco de deixar de saber o que é a vida sem esse cheiro constante.

O Rb é um provocador e deve levar a sério um décimo do que ele próprio diz, se tanto. Deve ser um tipo porreiro para beber uns copos.

Mas repete aqueles lugares-comuns que, infelizmente, muitos levam a sério e é preciso, portanto, rebater. Não dá para muito mais no caso dele, porque a provocação por si só não chega para tornar interessante uma discussão.

Mas há outros por aqui que é pena que não consigam ultrapassar os seus sectarismos e discutir abertamente, criticando onde há que criticar e reconhecendo o valor onde ele é devido, porque hão-de ter coisas interessantes para dizer.

contra-baixo disse...

lido algures:

"Nem que todos os cientistas sociais do universo afirmassem que em Portugal não teria havido um regime fascista isso não apagaria o facto de milhares de portugueses se terem definido a si e à sua acção de oposição ao regime como antifascistas."

muja disse...

Também há milhares de pessoas que se opõem à família real inglesa porque acham que são metade répteis. Logo, deve ser verdade...

O mais interessante, porém, é saber em que consiste, concretamente, o anti-fascismo. Por exemplo, o colonialismo é fascista?

Por exemplo este Avante de 1937 onde, a propósito de uma carta de Paiva Couceiro, se acusa Salazar de ser um traidor nacional por, alegadamente, querer vender as colónias a Hilter e Mussolini. Parece que, para quem escrevia o Avante de 1937, lutar pela independência de Portugal era conservar as colónias. Ou talvez o problema fosse o comprador...

https://www.dropbox.com/s/2prhbtu45n0kufq/Aborto_avante_60.pdf?dl=0

Já agora, vale a pena ler o pequeno artigo sobre o aborto na secção "Respostas da Redacção". Começa assim:

Porque é proïbido o abôrto na URSS?

Damos imediata resposta a esta pregunta, formulada por algumas operárias do Barreiro.

O abôrto é um acto inteiramente anormal e perigôso que tem roubado não poucas vidas e tem feito murchar não poucas juventudes. O abôrto é um mal terrível. Mas, na sociedade capitalista, o abôrto é uma mal necessário inevitável, bemfasejo até.


Lá pelo meio diz coisas assim:

Na U.R.S.S. não há desemprêgo, não há miséria - há abundância de produtos.

ou

Sêr mamã, é uma das grandes aspirações das jovens soviéticas. - E onde há uma espôsa que não quisesse sêr mamã sabendo que o mundo floria para acolher o seu menino? Sabendo que o seu filho não seria um desgraçado mas um cidadão livre da grande Républica do Socialismo?

E acaba assim:

Depois de discutirem amplamente a lei proposta pelo govêrno soviético, as mulheres, e todo o povo trabalhador, aprovaram essa lei que correspondia inteiramente às condições de existência livre e feliz que gozam os que trabalham na grande Pátria do Socialismo triunfante.



muja disse...

Por isso, ó contra-baixo, esclareça-nos as nossas mentes perversas fassistas:

O aborto é anti-fascista ou não é?

O feminismo é anti-fascista ou não é?

A família tradicional é fascista ou anti-fascista?

Se o abôrto não se justificava na União Soviética, por ser o paraíso na terra, justificava-se a homossexualidade?

Os gays são fascistas ou anti-fascistas?

A liberdade sexual é fascista ou anti-fascista?

É que, a quem tem memória, dá mesmo ideia de que o anti-fascismo é, essencialmente, hipocrisia. Talvez por isso os auto-designados anti-fascistas passem mais tempo a querer apagá-la do que a debater os seus adversários políticos...

josé disse...

"Nem que todos os cientistas sociais do universo afirmassem que em Portugal não teria havido um regime fascista isso não apagaria o facto de milhares de portugueses se terem definido a si e à sua acção de oposição ao regime como antifascistas."

Isto é bem verdade, mas deve contabilizar-se pelo número de comunistas existentes na época: dez mil? Cinco mil? Dois mil?

Os restantes, incluindo os socialistas de boa cepa, a que rejeitou o marxismo como doutrina aprimorada pelo leninismo, nem sequer se exprimiam assim.

Portanto, essa citação vale nada.

contra-baixo disse...

Com eleições, ter-se-iam contado; Como não as houve toda a gente é livre de apresentar os números conforme lhes aprouver.
A forma como se exprimiam parece-me ser irrelevante e só não será se quisermos relativizar o anterior regime; concordará no entanto que este tinha na sociedade portuguesa um forte antagonismo (uma ampla frente democrática, independentemente das suas contradições) e que fez com que caísse de maduro.
O rigor histórico é importante e adiro facilmente à tese que o "nosso" fascismo não foi o mesmo que o fascismo histórico, isso, em minha opinião, não torna o regime de Salazar e Caetano (diferentes entre si, também) melhor nem desvaloriza os seus opositores. Acho.

muja disse...

Não vejo como não desvalorize os opositores visto que dizer que o Estado Novo era fascista é equivalente a dizer que era democrata.

Ora cada um entende o que quiser por ambos os termos.

O que, contas feitas, não é mais, portanto, do que ser contra o regime ou pelo regime.

Os que estariam por ele chamar-lhe-iam democrata; os que estivessem contra chamar-lhe-iam fascista.

Não saímos, portanto, do puro bota-abaixismo; típico, aliás, da mentalidade partidária.

A diferença é que poucas vezes o regime se reivindicou democrata, a não ser quando pretendia mostrar que o exercício quotidiano, real e efectivo das liberdades cívicas era em muitos casos superior ao de outros regimes auto-designados democratas; ou quando procurava demonstrar que o corporativismo equivalia a uma democracia - sempre qualificada como orgânica - no sentido em que incluía no processo político a representação dos interesses reais e organicamente constituídos da nação, nomeadamente através da Câmara Corporativa - o que é indiscutível.


muja disse...

Se não se contaram foi porque não se apresentaram a eleições sob pretexto de estarem viciadas.

Mas usufruíam da liberdade concedida para efeitos de campanha eleitoral para fazerem a sua agit-prop bota-abaixista; depois desistiam na véspera do escrutínio.


muja disse...

O que nunca houve foi uma crítica de jeito, substancial e concreta ao regime.

Era sempre com lugares comuns e chavões vazios: a falta de liberdade, o capitalismo, o fascismo, etc, etc.

Compreende-se porquê: criticar o que estava mal forçava a, implicitamente ou por omissão, reconhecer o que estivesse bem.

E isso é que não interessava nada a quem tinha por objectivo simplesmente derrubar o regime.

Verdade ou mentira?

Apresente-me uma crítica concreta às políticas de governo do Estado Novo como seria de esperar num regime democrático a sério, com referência a leis e medidas concretas. Dizer que o regime não era democrático não colhe porque a oposição, reivindicando-se ela própria democrata, não teria que fazer mais que aderir aos seus próprios princípios.

Os ingleses têm um governo sombra na oposição que não governa. Havia algum governo sombra ou alguma coisa que se parecesse na oposição ao regime? Porquê? Acaso faltaria informação, elementos de estudo? É esse o argumento?

josé disse...

Mário Soares no seu Portugal Amordaçado enuncia o que era a oposição ao regime, já no tempo de Caetano, em 1968:

"O Partido Comunista- o qual, com altos e baixos ia mantendo a sua actividade, graças a um grupo de permanentes e de funcionários que procuravam activar, com mais ou menos ´êxito simpatizantes e simples antifascistas-trabalho ingrato e duramente pago, tantas vezes, com as clássicas condenações em tribunais plenários"

A partir de 1964 surgiram a ASP ( Acção Socialista Portuguesa), os Comités-Marxistas-Leninistas e a LUAR que já vimos surgiu por geração espontânea do Emídio Guerreiro que depois foi do PPD em 1975.

Quantos milhares seriam? Cinco mil será contar muito por alto. Para 10 milhões de cidadãos é um representatividade nula.

A força do antifassismo vem apenas dessa expressão de oposição ao mítico fascismo.

Uma Mentira, portanto.

josé disse...

Quando morreu Salazar alguém pensou que tal seria a ocasião propícia para um 25 de Abril antecipado? Pensar, pensaram. Mas faltou-lhes o apoio popular. Não havia massas nem massa...

Uma tristeza estes antifassistas da 25ª hora. Uma miséria moral também.

josé disse...

Quando sucedeu o 25 de Abril, o Cunhal esperou lá fora dois dias para ver onde paravam as modas. Soares veio logo porque já tinha cá estado e a mulhes até participou no congresso da oposição no ano anterior em Aveiro.

Portanto ainda veio a medo e ficou muito admirado com a recepção em Santa Apolónia, motivada pelo fenómeno do "fruto proibido".

Mas não sabia dizer nada de especial a não ser usar o paleio comunista do "fascismo" e patati patata, porque vinha de França onde estava a expensas sabe-se lá de quem...

josé disse...

A pusilanimidade de certo povo lisboeta, das margens esqueristas manipuladas pela esquerda fez o resto, com o apoio amplo e maciço dos jornais todos esquerdistas.

josé disse...

E a RTP a preto e branco nem se fala: logo no dia seguinte repórteres sem gravata e a discursar o método antifassista aos microfones. Levou um par de dias a que a populaça achasse que tinha sido uma libertação e peras, do tal fassismo.


O discurso pegou logo de estaca e era todo, mas mesmo todo, de proveniência comunista.

É esse fenómeno que se torna curioso mas cada vez estou mais perto da verdade em saber como foi porque é por isso que tento recuperar memórias antigas.

josé disse...

A Censura Prévia, do caetanismo é uma das grandes responsáveis pela débacle que se seguiu. Quando foi possível a essa margem de comunistas exprimirem-se livremente não tinham ninguém para os contrariar porque se apresentaram como vítimas desse fassismo e as pessoas acreditaram nas propostas miríficas que lhes apresentaram de "amplas liberdades". A bancarrota seguiu-se logo dentro de momentos que duraram alguns meses.

josé disse...

Porém, uma coisa é certa e estes democratas deviam reconhecê-lo:

havia mais liberdade em geral no Portugal antes de 25 de Abril de 1974 do que hoje existe em Angola.

josé disse...

E esses mesmos democratas não se atrevem a chamar fascista ao Zedu e camarilha da filha e apaniguados.

Maria disse...

E esses mesmos democratas não se atrevem a chamar fascista ao Zedu e camarilha da filha e apaniguados. (José)

Pois não, se eles o fizessem acusavam-se a eles próprios e cínicos e hipócritas que são jamais o fariam. O Zedu foi colocado no poder pelo partido comunista soviético. Ele havia sido educado na União Soviética para, com o tempo e caso o deus deles o quisesse e o permitisse, vir um dia a assumir o longamente cobiçado poder em Angola para nesta perpetuar o comunismo, após o desaparecimento físico dos sucessivos dirigentes que o haviam introduzido. Como de facto veio a acontecer.

Angola rege-se por um único partido, o comunista, consequentemente trata-se de um regime fascista, como o soviético o era. Mas isto os comunistas cá do burgo nunca o admitirão sob pena de se desacreditarem. E o de Angola não é um regime ainda mais violento e sanguinário porque a União Soviética, seu idolatrado patrono e mentor, entretanto implodiu.

Maria disse...

Passam-se coisas muito estranhas e algo suspeitas com a internete, sobretudo se se fala de gente importante que cometeu crimes graves e que continua protegida pelo sistema. Como foi o caso. Tinha um comentário pronto para seguir mas precisei de largar o pc para ir buscar o jantar. Demorei menos de cinco minutos. Quando regressei aquele tinha-se eclipsado... Isto já me aconteceu várias vezes e é sempre que refiro nomes de políticos que estão a contas com a Justiça. Pelo visto é de mau gosto mencionar esses nomes. Pois...

Mas vou voltar à carga repetindo (mais ou menos) o comentário e referindo os ditos nomes.

Há algo que me tem intrigado e desde há muito tempo. Todos sabemos que na União Soviética e países limítrofes sob o mesmo regime as redes criminosas e particularmente a de pedofilia estavam terminantemente proibidas de entrar naqueles países. Se assim era, então por que motivo os comunistas portugueses nunca se pronunciaram sobre a entrada dessas mesmas redes criminosas no nosso país logo após o 25/4 e pelo contrário tiveram a sua total aprovação e toda a liberdade do mundo para praticar todo o tipo de crimes políticos, económicos e de sangue?

E se na União Soviética o homossexualismo, o aborto, o consumo e tráfico de drogas e o mencionado pedofilismo eram práticas proibidas e os prevaricadores sujeitos a muitos anos de prisão e na pior das hipóteses a serem deportados para a Sibéria, qual a razão dos comunistas portugueses e de toda a extrema esquerda (os socialistas marxistas ficam fora desta equação porque estão naqueles implicados até à medula e o povo sabe-o), adoradores incondicionais do regime soviético e das suas rígidas leis, nunca terem denunciado a entrada no país destas redes criminosas que a esplendorosa democraCIA (estas três maiúsculas não foram propositadas mas vêm mesmo a calhar...) importou e a quem deu carta branca para se instalar no país e começar a praticar os mais nefandos e repugnantes crimes sobre crianças institucionalizadas com toda a liberdade do mundo e o beneplácito do poder instituído, ele próprio conivente com/e interveniente activo nos crimes cometidos? (Não esquecer que o comunista A.Costa que agora nos governa protegeu durante anos o seu amiguinho e pedófilo compulsivo P.Pedroso recebendo-o vergonhosamente em glória na Ass. da República após alguns meses de prisão e não satisfeito com o acto repulsivo colocou o outro amiguinho igualmente pedófilo compulsivo Ferro Rodrigues no segundo cargo político mais importante da República portuguesa!!! É preciso ter carradas de lata e decididamente nenhuma vergonha).
(cont.)

Maria disse...

Não parece crível, repito, não parece, que os comunistas portugueses tivessem estado comprometidos com estas redes criminosas ou participado em orgias pedófilas em clubes secretos - eles sempre tiveram muito cuidado com tudo o que mais tarde os pudesse vir a incriminar - mas que as conheciam e aprovaram, disso não pode haver a mais pequena dúvida. Cunhal era unha com carne com Soares e toda a política interna e externa era debatida e decidida entre ambos com todas as suas implicações, redes criminosas incluídas que e é bom não esquecer, podiam ajudar a derrubar o 'fascismo' sendo portanto permitidas e protegidas pelo regime, além doutros 'benefícios' secretos deploráveis que através da rede de pedofilia os políticos do sistema podiam vir (e vieram) a usufruir repugnantemente durante décadas.

Falta dizer que nos países ex-soviéticos, agora democracias, as redes criminosas de todo o género e as práticas supra-citadas e anteriormente proibidas, continuam rigorosamente a sê-lo nestes novos regimes, havendo apenas e sòmente alguma benevolência para com a prática do aborto e não em todos eles.

Sobre tudo isto o que têm a dizer os comunistas e extremistas anti-fascistas cujo percurso político no nosso país foi todo feito a exigir liberdade para com as aberrações e vícios dos mais cruéis e desumanos existentes ao cimo da Terra, com o fim de destruir o nosso povo e sobretudo a nossa juventude e que não obstante foi e é o exacto oposto do que se passava na sua idolatrada URSS e continua a passar-se na agora nova Rússia?

Num pequeno aparte, deve salientar-se que Putin não é nada parvo e além disso é um crente e sabe perfeitamente distinguir, dentro das leis despóticas que regulavam a antiga U.S., aquelas que beneficiando o povo deviam ser conservadas e as que não o fazendo deviam ser revogadas. E assim fez e é assim que ele governa. E até agora parece que bem, já que o seu povo o aprova.

contra-baixo disse...

" orgias pedófilas em clubes secretos"

De repente lembrei-me do Ballet Rose, não que seja importante ou que valha a pena associar ao anterior regime, apenas para lembrar que aonde há seres humanos há desvios de toda a espécie e que nada disto tem a ver com ideologias.

josé disse...

"De repente lembrei-me do Ballet Rose"

E que tal comparar este caso com o da Casa Pia? E que tal comparar o que fez o regime de então com o que o actual (Mário Soares, o mesmo que denunciou publicamente aquele, na Inglaterra)?

Que tal? Vamos a isso? Já o fiz aliás, por aqui.

Basta digitar as palavras certas no Google incluindo Joaquim Pires de Lima.

josé disse...

Ora leia s.f.f e depois diga qualquer coisa.

aqui

contra-baixo disse...

Vamos lá ver, a classe política é livre de dizer o que lhe apetecer. Cabe aos tribunais administrar a justiça com independência, se não o fizeram, não se atirem aos políticos mas sim a quem não cumpriu a sua função, estes, mais do que ninguém, deveriam fazer jus à máxima: os cães ladram e caravana passa.
Tenho no entanto que alguns, muito ou quase todos tem uma certa reverência por quem, em determinado momento histórico, impediu que um certo grupo profissional não fosse sequer beliscado. Não se pode ter tudo.

josé disse...

Há uma diferença de vulto entre os dois casos. No primeiro, dos ballet rose, o abuso advinha de indivíduos com poder político. O caso não foi abafado na sua essência ou seja, mediante as denúncias de uma das vítimas- e bastou apenas uma que merecu credibilidade- o poder político que era de ditadura e até poderia ter abafado tudo, não o fez e agiu.

Em democracia, perante um escândalo mil vezes pior, o mesmo que denunciou aquele caso contemporizou, escondeu-se, e através dos seus homens de mão no partido tentou ou tentaram mesmo abafar o caso, conseguindo-o porque os políticos safaram-se.

Esse paralelo tem que ser feito e quem fica mal é a democracia e o PS. Ao mais alto nível.

Maria disse...

É isso mesmo José, parabéns pela rápida e correcta resposta e por pôr os pontos nos "i's".


"De repente lembrei-me do Ballet Rose, não que seja importante ou que valha a pena associar ao anterior regime, apenas para lembrar que aonde há seres humanos há desvios de toda a espécie e que nada disto tem a ver com ideologias." (contra-baixo)

Faz muito bem em não o associar ao anterior regime. O Ballet Rose estava circunscrito a meia dúzia de entidades públicas e privadas (se tanto) e foi tratada pelo regime d'então com a celeridade e o rigor com que então todos os crimes públicos e privados ou desvios da moral pública eram tratados e consequentemente o Ballet Rose foi um caso pontual que nada tem a ver com a rede pedófila que o foi/é de Estado (e de muitas outras redes de cariz criminoso que inundaram Portugal duma ponta à outra, com o advento da 'democracia') e que foi introduzida no país pela mão dos 'grandes libertadores' do povo após o 25/4 e com ela toda a imundície política e moral que desde então, com a preciosa ajuda da classe política, grassa e prospera. Será que o contra-baixo se esqueceu (ou se calhar convem-lhe) que nesta rede de pedofilia de proporções gigantescas, foram dados como culpados por uma investigação aturada e corajosa, inúmeros políticos em exercício e outros tantos fora dele, bem como personalidades públicas e privadas com eles ìntimamente relacionadas? A identidade de muitos deles ficou no segredos dos deuses, mas os nomes de inúmeros políticos e gente importante da sociedade, do cinema, do teatro, das artes, da comunicação social, da televisão, etc., são do conhecimento público e pertenceram (e ainda pertencem?) a esta rede de pedofilia de Estado cuja introdução em Portugal reside na maçonaria portuguesa por via da francesa a que Mário Soares pertenceu (e que não teve pejo em afirmar pertencer-lhe, por diversas vezes), tendo aquela como elemento aglutinador e principal propulsionador, expandindo-a inimaginàvelmente até dominar/controlar todas as áreas governativas políticas e económicas do país. Maçonaria essa através da qual Mário Soares terá trazido e introduzido na portuguesa todas as suas normas e regras, práticas e vícios ocultos, os mesmos que se sabe acontecerem em todas as maçonarias à volta do globo (só alguns exemplos, primeiros ministros: o falecido Ted Heath inglês que recrutava crianças orfãs para o seu barco de recreio, abusava sexualmente delas e depois esquartejava-as e lançáva-las ao mar; presidentes da república: George Bush-pai a cujo bunker maçónico eram levadas crianças para serem abusadas sexualmente e depois matáva-las; senadores, deputados, membros proeminentes e secretários gerais de partidos, etc.) e que no nosso caso são desde há muito do conhecimento de todos os portugueses.

O contra-baixo quer comparar "isto", esta escandaleira de proporções bíblicas, que abrange a classe política de alto a baixo e que abandalhou o regime e inverteu o sistema desde o seu início, com que Portugal se tem vindo a debater em vão e que perdura há mais de quatro décadas, com o insignificante Ballet Rose? Por amor de Deus! Só por brincadeira de mau gosto ou por se ter uma inveja doentia e desmedida do Estado Novo.

Quanto a estes "desvios nada terem a ver com ideologias", aí é que está enganado. Algumas delas têm muito mais a ver do que aparentam, na verdade até ambos estão interligados. São as mais permissivas e malsãs que nos regimes democráticos desempenham um papel preponderante. Uma vez encontrado o terreno fértil e o ambiente político propício para se desenvolverem e prosperarem - e é só nestes regimes que isso acontece, por isso a democracia é tão endeusada pelas ideologias que dela dependem e às quais devem a sua existência - está encontrado o propósito para a sua razão de viver. O resto vem por acréscimo.

contra-baixo disse...

Não me parece que o caso Casa Pia tenha tido abafado, houve inquéritos, condenações, gente detida preventivamente, não pronúncias e absolvições; aliás tivemos nessa altura um PGR digno do cargo, cito de cor aquele aquela resposta de Souto Moura - o processo já está no JIC e o recordo-me do pejo que não teve em correr quem andava a bufar para a comunicação social sobre o processo (e que agora está aonde está sem ninguém dar por isso e que devia ser alguém importante).
Se alguma coisa falhou no processo CP, e não estou a dizer que isso tenha acontecido porque não sei, foi a justiça e os seu agentes, o resto são desculpas e especulações conspirativas.