quinta-feira, 15 de julho de 2010

A golpada

Pedro Lomba escreve hoje na última página do Público um artigo sobre aquilo que designa, em anglicismo, os "rumores" sobre o banco BCP. Ou seja, os boatos que atingiram o coração do banco liderado por um grupo ligado ao PS. Cita um autor de Direito, Cass Sustein, que escreveu um livro intitulado Dos Rumores.

Na última parte da crónica escreve assim:

" Os rumores sobre a liquidez do BCP obrigaram a administração a publicar um desmentido formal e a apresentar queixa na PJ, para que o autor do boato fosse descoberto. Mas, se Susstein e a sua psicologia estiverem certos, o rumor de bancarrota do BCP tem um primeiro responsável: o próprio BCP. Por que nos é tão fácil acreditar num rumor letal como este, apesar de negado pelas autoridades? Porque esse rumor ajusta-se a tudo o que sabemos. A imagem pública granjeada pelo BCP tem sido a de um banco ao serviço do socratismo, a de braço financeiro do Governo que , com Vara no comando e outra gente ligada ao PS, ia a onda o GOverno precisasse, até para controlo dos media. A de um banco usado para fins políticos que nada tem que ver com a robustez e o prestígio do passado e cujas acções reflectem hoje esse valor. Há dez meses poucos eram os que comentavam em surdina que o BCP foi o grande golpe do regime de Sócrates. Hoje já ninguém hesita. Muita coisa não poderia ter sido feita nos últimos anos, se esse golpe não tivesse existido. Verdade que todos os rumores se combatem com factos que sirvam como contra-rumores, Mas verdade também que quando um banco sofreu o golpe político que o BCP sofreu, todos os rumores parecem possíveis e plausíveis, mesmo se o não são. Uma tragédia."

Escrito assim, falta apurar mais factos sobre o "golpe". E os seus verdadeiros autores e cúmplices. Não é só este famigerado primeiro-ministro cujo génio não chega a tanto. E por isso, impõe-se desde já a escrita de um livro branco sobre esta trapaça e os seus mentores.

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