segunda-feira, 12 de julho de 2010

O tempo da justiça helvética

Sapo:

O cineasta franco-polaco Roman Polanski «não será extraditado para os Estados Unidos e as medidas de restrição da sua liberdade serão suprimidas», anunciou hoje a ministra suíça da Justiça.
Desenvolvimento
A ministra Eveline Eveline Widmer-Schlumpf explicou hoje, numa conferência de imprensa em Berna, que as investigações não permitem excluir «vícios» no pedido de extradição americano.
O advogado de Roman Polanski e os embaixadores americano, francês e polaco na Suíça foram informados da decisão.
Os Estados Unidos pediram a extradição de Polanski, de 76 anos, para que este pudesse cumprir uma pena por um crime de abuso de menor pelo qual foi condenado há 30 anos.
O realizador foi detido em Setembro de 2009 ao chegar ao aeroporto de Zurique, onde ia receber um prémio no Festival de Cinema da mesma cidade, e encontrava-se em prisão domiciliar no seu chalé em Gstaad, nos Alpes suíços, à espera da decisão judicial.
A acção a que se reporta o motivo da detenção de Roman Polanski reporta-se a 1977, quando o realizador foi detido em Los Angeles devido a uma acção judicial apresentada pelos pais de uma adolescente de 13 anos, Samantha Gailey.


Se fosse por cá, a demora de quase um ano, para se decidir que o pedido de extradição não se autorizaria, seria vituperada pelos sousas tavares do comentário judiciário, como escandalosa. Afinal, gastar quase 10 meses para dizer ao EUA que a extradição do cineasta não pode ser autorizada, para esses comentadores de jornal, é incompreensível. Tal como o Direito ou os pormenores jurídicos o são. O que não os impede de comentar como se fossem mestres da matéria.

4 comentários:

Unknown disse...

Já para não falar do folhetim Vale e Azevedo na justiça inglesa...

Domingos disse...

Caro José
O prazo de 10 meses na elaboração da resposta por parte da justiça suíça, não torna célere a justiça portuguesa.
Em Portugal estava era certamente tudo prescrito há muito tempo.

josé disse...

Domingos:

Pois não, mas a questão é outra: em certas matérias, que lidam com leis e regulamentos e direitos que devem ser ditos jurisdicionalmente, o tempo corre de outra maneira e isso tem de ser entendido, por quem escreve sobre o assunto.

Ou seja, o tempo da justiça é manifestamente desajustado do tempo mediático e é preciso entender porquê.

Karocha disse...

Pois o Valle e Azevedo!!!