terça-feira, 13 de julho de 2010

O jornalismo pinóquio

Depois de ontem ter parangonado que afinal o Pinóquio era outro, o jornal i de hoje dá-nos o desconsolo de verificar que o putativo boneco mentiroso pode muito bem ser outro que não o outro.
O imputado de nariz elástico, um tal José Manuel Marques, ouvido ontem pelo i, considera-se muito justamente ofendido pelo facto de lhe terem aposto o apêndice irregular e extensível, uma vez que " a minha última interveção neste processo foi em Dezembro de 1999, numa questão que nada tinha a ver com o Freeport".
A informação do i de hoje poderia ter sido recolhida a tempo de evitar a parangona de ontem?
Claro que podia...mas não era a mesma coisa e o jornalismo tipo Inês Serra Lopes ( que se há-de fazer?) é assim mesmo: vive do efémero que permite parangonas.
Mesmo que seja um jornalismo tipo pinóquio, com elasticidade suficiente para a meia verdade, retraída na meia-mentira apinocada. Um nariz de pinóquio, afinal não é um nariz?
E o i não acaba hoje mesmo por confessar que ontem já sabia que as testemunhas "identificam muitos pinóquios"?
De facto, pinóquios há muitos, seus jornalistas!

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