Jaime Nogueira Pinto, no livro que escreveu entre Fevereiro e Novembro de 1975 ( "Portugal- os anos do fim") e cuja primeira edição saiu em 1976, na Verbo ( a edição recente saiu agora, na d.quixote e tem uma II parte que não vi na primeira edição) traça um retrato a pastel do que foi a Universidade no tempo em que Marcello Caetano entregou a reforma do Ensino a Veiga Simão.
JNP acha que esta reforma foi um retrocesso em relação às universidades salazaristas e potenciou o que se veio a reflectir das "lutas estudantis" que posteriormente abriram caminho à esquerda que apareceu de repente logo nos dias seguintes ao 25 de Abril de 1974.
Na nota de rodapé da página 292 fala-se no reitor da Universidade de Coimbra, Gouveia Monteiro, um "compõe" que abriu caminho para que todas as esquerdas dominassem o meio universitário.
Na revista Flama de 20 de Março de 1970 foi publicada uma entrevista em este reitor, aquando da sua noemação pelo Governo de então e Veiga Simão em particular. Seriam estes os novos "ventos da História" e que agora ninguém conta, porque fazem a amálgama conveniente com o "fassismo"? Este fenómeno que ocorria nas Universidades no tempo de Marcello Caetano, não era nem podia ser reflexo de qualquer fascismo. Então porque continua a mistificação?
Por outro lado, o que se pode ler só pode dar razão a Jaime Nogueira Pinto...