Sapo24:
Rafael Pinto Borges é um dos promotores do grupo Nova Portugalidade, responsável pela organização da conferência com Jaime Nogueira Pinto intitulada “Populismo ou Democracia: O Brexit, Trump e Le Pen” que ontem foi cancelada pela direcção da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH-NOVA). Em entrevista ao SAPO 24 demarca-se de radicalismos, afirma peremptoriamente que considera o PNR "racista e xenófobo" e garante que a Nova Portugalidade integra pessoas de partidos do CDS, PSD, PS, MPT e PCP. Sobre a conferência, irá ser reagendada.
Tem simpatia por Salazar, mas não é salazarista. Aliás, as suas referências políticas vão de nomes tão distantes quanto são os de Charles de Gaulle, Hugo Chávez e Evo Morales, nomes que considera terem em comum o que fizeram"pela dignificação dos seus povos". Rafael Pinto Borges, um dos fundadores do grupo Nova Portugalidade que organizou a conferência com Jaime Nogueira Pinto intitulada “Populismo ou Democracia: O Brexit, Trump e Le Pen” que ontem foi cancelada pela direcção da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), militou até há pouco tempo no CDS, partido que trocou pela Juventude Popular onde faz parte do Gabinete de Estudos. A Nova Portugalidade, garante, é um movimento que repudia o racismo, a xenofobia e o colonialismo e que se afasta da globalização da economia para "abraçar" a da cultura. Na base da sua actuação, está a premissa que "os países de civilização portuguesa - aqueles que connosco se encontraram ao longo da História - formam uma só família humana".
Huummm...isto não me parece lá muito famoso, mas vamos a ver. Já é um passo, haver alguém que consiga pronunciar o nome de Salazar sem ser para o denegrir imediatamente. Depois, estraga tudo, mas pode ser que um dia perceba o essencial: Salazar foi o maior português do século XX e a sua obra merece ser estudada nas escolas como um exemplo de herói nacional.
Até isto poder ser dito, temos destes abrunhos a dizer coisas destas:
(...) o deputado do comunista, Miguel Tiago, escreveu no Facebook que “uma
democracia que tolera fascistas é suicida. Uma que os promove é falsa.”
A democracia verdadeira, para o abrunho é a que existia na antiga União Soviética. E mais nada. Talvez na antiga RDA também sirva de exemplo.
O comunismo em Portugal goza de uma protecção mediática que é abjecta e obscena porque esquece todos os crimes do comunismo que só têm comparação com o nazismo. É isso que toda a Europa pensa, diz e escreve menos aqui, com este PCP que é um fóssil do estalinismo mais empedernido e apesar disso louvado como um partido democrático, como os demais.
Arre!
Este fruto do abrunhismo faz de morto. Assim:
Acabo de ter conhecimento de que uma ameaça de boicote e invasão do
espaço onde, ao final da tarde de hoje, deveria realizar-se uma
conferência de Jaime Nogueira Pinto conduziu ao adiamento da sessão, que
deveria ter lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), da
Universidade Nova de Lisboa.
Como membro do Conselho de
Faculdade da FCSH, lastimo que a direção da escola tenha sido forçada,
contra a sua vontade, a tomar esta atitude, para salvaguarda da
estabilidade funcional da instituição.
E porque convém chamar os
bois pelos nomes, que fique claro que esta inadmissível atitude
censória, foi tomada por uma estrutura de estudantes identificada com o
Bloco de Esquerda.
Há meses, em Cascais, teve lugar um debate
público com três intervenientes: Jaime Nogueira Pinto, Francisco Louçã e
eu próprio. Ninguém se lembrou de boicotar a sessão. Claro.
Não quer perceber que o problema não é o Jaime Nogueira Pinto. É um grupo ter um nome como "Nova Portugalidade" e dizer bem do Salazar. Isso é que se torna imperdoável, em Portugal, e até os frutos do abrunhismo apoiam quem boicota apoiantes de Salazar.
Fica aqui a cópia da parte que interessa da acta de reunião de uns 35 alunos da FCSH que aprovaram por maioria de 24 a moção que impediu a reserva de uma sala para a conferência...
Os considerandos falam por si e atestam bem a noção de democracia desta gente que se afirma de esquerda...