quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

A inquisição a Isabel dos Santos

Sábado, edição de hoje, dois artigos de opinião de dois jornalistas que respeito:





Ambos realçam o caso de alguns portugueses que mandam no país, através de instituições onde governam ou dirigem, se terem vergado ao poder económico do regime angolano do MPLA de José Eduardo dos Santos.

Porém, não tiram a necessária e lógica conclusão: se tal poder era ilegítimo e se desviou milhares de milhões que pertenciam ao estado angolano, em proveito próprio e da camarilha ( como dizia o MRPP) que rodeava e continua a rodear o regime angolano, então tudo é corrupção e todos são corruptos. Não é apenas a "princesa". E não será justo nem sequer legítimo que se extirpe um elemento e se deixem os outros à solta a continuar a fazer a mesmíssima coisa de sempre e ainda por cima armados em justiceiros.

Tal lógica impede a discriminação e isolamento de um elemento, mesmo a família e amigos,  de tal regime para satisfazer a sede de perseguição política do quem agora tomou conta do mesmísismo regime.
Isso, como Aguiar-Conraria escreveu ontem no Público é exactamente a mesma coisa que fizeram os líderes soviéticos a quem os precedeu: Krutschev a Estaline e depois Brejnev a Krutschev e seus apaniguados do Partido.

Não é possível fazer justiça, acusando e condenando a "princesa" por corrupção ( em Angola, entenda-se) e depois fazer repercutir por cá o crime de branqueamento de capitais que não existirá sem aquele.

Mais, se se insiste em investigar criminalmente ( por que crime, afinal?) a "princesa" , cai-se num paradoxo de denegação de justiça e prevaricação, em si mesmo também um crime : se assim for, será necessário constituir arguidos, como cúmplices, alguns destes indivíduos, identificados pela mesma Sábado:


Tudo que vejo à volta deste caso me parece uma simples inquisição a uma representante de um regime que sendo corrupto não pode ser investigado deste modo.
A inquisição, no século XVI em Portugal funcionou assim, também ( estou a ler o livro de Fernando Campos, A Sala das Perguntas, sobre o tema que implicou Damião de Góis, daí a lembrança).

Por uma simples razão: a Rússia de Putin não é melhor e a China actual não será muito diversa, apesar da sua formalidade milenária.

Estes regimes não se investigam porque é impossível: combatem-se pelas ideias e quando se colabora com eles mantêm-se as distâncias. Foi isso que Salazar e Marcello Caetano fizeram, como abaixo se poderá ler. Isso preservou a nossa honra e dignidade nacionais, mesmo à custa de uma pobreza que ainda assim se ia diminuindo ( em 1973 Portugal crescia economicamente mais que a China, actualmente).

Mas enfim, tudo isto é vão e vai começar o folclore no MºPº português, como de costume, nestes casos e que me parece ridículo.

Por mim prefiro esta análise cínica do problema e espero que aqueles jornalistas se lerem , reflictam bem nisto e abandonem o anti-salazarismo militante.

Estes recortes são de livros antigos e recordam o que Salazar pensava e dizia sobre Portugal e a independência de um país. Há muito mais, escondido, não editado, omitido por quem sabe disto ( por exemplo o actual PR) e por isso é importante reler, reflectir e mudar o país, principalmente a mentalidade esquerdista que tomou conta dele há décadas:





E também Marcello Caetano das suas Memórias de Salazar, publicado em 1977:







Nota apócrifa: a Sábado e os jornais de hoje omitem completamente o caso do nosso Vitorininho das malas de dinheiro de Macau e agora da Venezuela. E aqui não se trata de inquisição...

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Opus diabolus