segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Os franceses, o esquerdismo e a pedofilia

Ao contrário de outros países, como a França, cujos intelectuais infuenciaram os de cá,  em Portugal não se dá atenção a certos fenómenos que tiveram tais personagens como protagonistas.

Os intelectuais de esquerda de cá, aliados a políticos da mesma igualha, calam bem no fundo as misérias, escândalos e horrores que testemunharam, alguns na primeira pessoa.

Tal revela-se desde logo nas opções político-ideológicas dos "conselheiros" tornados acácios deste regime e que assentam arraiais em instituições, algumas delas do Estado, em lugares proeminentes. Sem vergonha e sem que alguém lhes diga que estão nus e não deveriam ter a exposição que  lhes foi oferecida.

Quem os escolhe contemporizou sempre com uma certa ideologia de tolerância à intolerância dessa gente.

Em França, nesta primeira semana de Janeiro é uma revista de esquerda quem tem a coragem de denunciar estes tartufos e acácios que escondem quem foram para permanecerem na ribalta do bem-bom e do poder que lhes garante imunidades.

A revista Marianne desta semana:


Como cereja em cima deste bolo bolorento um caso singular: o do escritor Matzneff, um pedófilo assumido, agora denunciado por uma das suas vítimas. No caso, uma escritora conhecida- Vanessa Springora- que aos 14 anos foi seduzida por este "amador" de menores, na altura com 50 anos.


Este maduro poeta da prè-puberdade feminina foi na altura de 1977 o principal subscritor de um abaixo-assinado, referido no artigo da revista, na caixa "todos pedófilos?".
Teve então a companhia de celebridades intelectuais como Louis Aragon ( comunista), Roland Barthes ( o esquerdista das Mitologias), Sartre ( dispensa apresentações); Simone de Beauvoir ( idem aspas); Giles Deleuze ( filósofo, um dos influencers de um tal Eduardo Prado Coelho que era o epítome desta gente, por cá e que tresanda a Bloco); Jacques Derrida ( outro que tal, o da Desconstrução); André Glucksman ( antigo maoista...no tempo em que já havia o livro de Simon Leys); Guatari ( não sei quem é e não fui saber); Bernard Kouchner ( antigo comunista, médico "sem fronteiras"); Jacques Lang ( o que o nosso Carrilho queria ser); Leyris ( não sei quem é e não fui saber); François Léotard ( político); Sollers ( outro do clube daquele EPC e perito em linguagem indecifrável).

Quem topou toda esta gente à distância do mau cheiro que exalam as respectivas ideias foi Roger Scruton no livro Tolos, impostores e incendiários ( Quetzal, 2018, do texto original de 2015)
O texto assinado por estes intelectuais que influenciaram depois os esquerdistas de cá, defendia que se devia "ensinar o amor às crianças" acompanhado do desenho de uma menina em pose de fellatio a um adulto...

Foram estas ideias e estas práticas que conduziram ao assunto da Casa Pia, muito lá da casa de certos conselheiros acácios deste país. Todos de esquerda, como convém. Todos esquecidos disto. Todos seguros que ninguém os irá incomodar de novo.

Por isso andam aí, como se nada tivesse sido...

A revista Le nouveau Magazine Littéraire deste mês também dá destaque à personagem que foi vítima daquele Matzneff. O Le Monde também já o fez...


A capa é sobre os 10 intelectuais que "influenciam o mundo". Já não são aqueles citados, mas alguns andam perigosamente lá perto...como Badiou. Franceses? Há dois, mais uma...



Por cá, estes assuntos são tabu. Não admira porque quem sobre os mesmos poderia escrever, se calhar não pode.  Ou pode?

As tv´s, nem pensar! Alguém está a ver a sonsinha Lourencinha, da SIC,  os do Expresso ou mesmo do Público a meterem-se neste vespeiro que por cá ainda tem ninho?

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Opus diabolus