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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Veja o Correio da Manhã do Brasil

 Veja, 29 de Julho de 2015:


 Veja 26 de Agosto 2015:

Semelhanças com Portugal? Quase todas, como se pode ler aqui, na Veja 9 de Setembro de 2015:


Na edição desta semana ( 21 de Outubro de 2015) da revista Veja, o problema sobre " a vez dele" que foi entretanto submerso, explica-se assim: no Brasil, tal como agora se prepara, procura-se abafar o caso que se agiganta.


E lá, numa revista como a Veja que tem décadas de existência e prestígio, há cronistas assim que explicam claramente o problema que lá existe e que por cá igualmente se manifesta em menor grau, felizmente, mas com algumas personagens que assumem de pleno direito todo o perfil do que por lá se passa.

Conclusão? No Brasil a corrupção é endémica, atinge os sectores e escalões mais elevados das elites e julgava-se incontrolável. De há uns tempos a esta parte há uma luz de esperança na magistratura e estrutura judiciária do país e tal é louvado publicamente.

Por cá, a corrupção é endémica em alguns estratos da elite política, a magistratura judiciária faz o que pode, sempre acicatada pela maioria dos media, criticada e vilipendiada e como se pode ler pelo postal abaixo um antigo presidente do STJ dedica o seu tempo jubilado a escrever sobre a hipótese jurídica de livrar um alto suspeito de corrupção de responder perante um tribunal comum, deitando abaixo, por arrasto, todo o processo organizado para tal.
Além disso, colaborou com um antigo PGR que foi notícia há cerca de um ano por ter-se encontrado com o antigo primeiro-ministro que o nomeou para o cargo, nas vésperas de este ser preso por corrupção. Perguntado sobre a circunstância e o insólito da situação, respondeu candidamente que conversaram sobre viagens e livros...
Ambos, há uns anos colaboraram juridicamente e com todo o sucesso que se conhece, no sentido de  subtrair tal primeiro-ministro a um inquérito criminal por suspeita de prática de crime de catálogo penal,o que era proposto por magistrados que investigaram os factos.
Que dizer disto?

4 comentários:

Floribundus disse...

aqui a ditadura dos coronéis
utiliza o eufemismo de democracia socialista

como dizia um poeta satírico romano
'todos têm o seu preço'

'um mamão lava o outro'

Terry Malloy disse...

Que dizer disto?

Que, por alguma razão, não percorremos ainda a "etapa civilizatória comum a todas as grandes nações" (Veja de 26 de Agosto de 2015) e, por isso, não atingimos ainda "a riqueza e a paz social".

No entanto, algo de fundamental mudou de 2013 para cá. Mas é uma criança frágil e está cercada por infanticidas...

foca disse...

Enquanto isso por cá a Cância está revoltada com os colegas do CM porque "revelam falsidades", mas mesmo assim acusa-os de quebrar o segredo de justiça (serei só eu que vejo contradição nisto?).

josé disse...

O segredo de justiça acabou, foi o que disseram os génios da defesa que se cobram bem e a preceito.

Como acabou, com a colaboração prestimosa do juiz Rangel, agora é que vamos saber o que se passou.

Vir com a ideia que o segredo de justiça é para respeitar quando tudo fizeram para acabar com ele é simplesmente de rir...

Sobre a veracidade da conversa entre as donas, espero para ler o Correio da Manhã.