quinta-feira, outubro 29, 2015

É apenas o Estado de Direito, pá!

Os "jornais de referência" de hoje são alheios aos problemas do "pasquim" Correio da Manhã a quem cortaram o pio, através de uma decisão judicial que implica uma censura efectiva. Segundo tudo indica e alguns especialistas já o disseram ( Costa Andrade, Rui Pereira, Jónatas Machado, Iolanda Brito, só para citar os de direito) a decisão é ilegal e inconstitucional.
 Um acto de censura deste calibre deveria fazer acordar o jornalismo nacional porque como diz a história do tempo da IIGG e atribuído a um alemão: "primeiro vieram buscar os comunistas..."

Aparentemente ninguém se incomoda.

 O DN nem quer saber do assunto porque Proença de Carvalho vela por trás da cortina e não perdoa deslizes.
O JN é do amigo Camões e não se vai ralar por coisa tão pouca e insignificante que envolve alguém que está inocente.
O Público (Pedro Sales Dias) trata o caso como um mero fait-divers enquanto Belmiro continuar a pagar ( "Defesa de Sócrates queria obrigar o CM a pagar 350 mil euros por  notícia").
O i ( Pedro Rainho) prefere tratar de outros temas do processo e ao mesmo tempo trata o caso do CM como mero assunto jornalístico próximo do fait-divers, tal como o Público.

Portanto, para esta "imprensa de referência"  ( de quê, afinal?) o Costa é que conta e o resto são tretas. Charlie foi em Janeiro e já vai há muito tempo...

Resta o visado Correio da Manhã:

E o assunto principal que está em jogo continua a ser este, estranhamento ignorado pela tal "imprensa de referência" ( referência de quê, afinal?)



O assunto, tal como em 2009, continua a ser o Estado de Direito. O jornalismo de referência ( de quê, afinal?) parece prescindir disso e prefere "o Costa"...

Questuber! Mais um escândalo!