terça-feira, 29 de março de 2011

As mentiras continuam e vão continuar

Fica aqui um mail que recebi e que dá conta do problema que o primeiro-ministro José S. mai-los seus apaniguados não querem nem pensar. Preferem imputar a responsabilidade da crise para o capitalismo internacional, o PSD que é um partido irresponsável em criar agora uma crise política e patati patata. Segundo se pode ler, o líder do PSD foi muito contido na resposta a mais esta mentira soez deste contumaz. Disse que o PSD não aprovou o PEC IV e as medidas "não por irem longe de mais, mas porque não iam suficientemente longe”.

O PSD com este tipo de discurso confuso não leva na sua devida conta a capacidade de aldrabice de que o Inenarrável é capaz. E vai pagar as favas por isso. Os "boys" e "girls" às centenas ou milhares que se anicham nestes institutos estão obviamente pelo Inenarrável. E contra quem lhes quer cortar a colecta. E compreende-se: se fossem extintos os respectivos postos de trabalho que em muitos casos é a fazer de conta, ficavam como nunca se acharam: sem vidinha. E isso é insuportável. Portanto, irão fazer tudo por tudo por manter o lugar e o tacho. Vai valer tudo, mesmo tirar olhos de ver a quem quer mostrar o que valem.

O mail dava conta de um estudo do economista ÁLVARO SANTOS PEREIRA, professor da "Simon Fraser University", Canadá. Diz assim:

"Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.

Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa - que parece ser mais sensato - os mesmos serem pura e simplesmente extintos.

Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.

Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:

ORGANISMOS

DESPESA (em milhões de €)

Cinemateca Portuguesa

3,9

Instituto Português de Acreditação

4,0

Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos

6,4

Administração da Região Hidrográfica do Alentejo

7,2

Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias

7,4

Instituto Português de Qualidade

7,7

Administração da Região Hidrográfica do Norte

8,6

Administração da Região Hidrográfica do Centro

9,4

Instituto Hidrográfico

10,1

Instituto do Vinho do Douro

10,3

Instituto da Vinha e do Vinho

11,5

Instituto Nacional da Administração

11,5

Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural

12,3

Instituto da Construção e do Imobiliário

12,4

Instituto da Propriedade Industrial

14,0

Instituto de Cinema e Audiovisual

16,0

Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional

18,4

Administração da Região Hidrográfica do Algarve

18,9

Fundo para as Relações Internacionais

21,0

Instituto de Gestão do Património Arquitectónico

21,9

Instituto dos Museus

22,7

Administração da Região Hidrográfica do Tejo

23,4

Instituto de Medicina Legal

27,5

Instituto de Conservação da Natureza

28,2

Laboratório Nacional de Energia e Geologia

28,4

Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu

28,6

Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público

32,2

Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos

32,2

Instituto de Informática

33,1

Instituto Nacional de Aviação Civil

44,4

Instituto Camões

45,7

Agência para a Modernização Administrativa

49,4

Instituto Nacional de Recursos Biológicos

50,7

Instituto Portuário e de Transportes Marítimos

65,5

Instituto de Desporto de Portugal

79,6

Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres

89,7

Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana

328,5

Instituto do Turismo de Portugal

340,6

Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação

589,6

Instituto de Gestão Financeira

804,9

Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas

920,6

Instituto de Emprego e Formação Profissional

1.119,9

TOTAL.........................

5.018,4

- Se se reduzissem em 20% as despesas com este - e apenas estes - organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA.

- Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários.

- Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir."


7 comentários:

joserui disse...

José eu não gosto destes posts à laia popularucha... vejamos... que é isso de cortar 20% nestes institutos? Não é nada.
Em alguns, seria de cortar 100%. Noutros seria de aumentar 20%.
E mais do que isso: a estas dotações deveria corresponder uma determinada produtividade e resultados. Onde estão? Onde está essa avaliação?
Esse é que é o problema principal.
E toda a conflitualidade inevitável de se mexer nestas coisas e de reformas sérias e à séria, vai parar à justiça. Estamos conversados sobre o futuro para as próximas décadas. -- JRF

António Queirós disse...

peço desculpa, mas popularucho foi o governo ao fazer ovos sem casca. estes institutos na maior parte dos casos são redundantes, fundam-se uns e eliminem-se outros e se calhar até temos mais poupança do que imaginamos.

já agora sempre que se fala em cortar, aparecem sempre vozes a dizer que temos que pensar onde fazer os cortes,,, e prontos lá se vaia a vontade de cortar.

numa coisa somos mesmo bons e é a pensar.

joserui disse...

Olhe que não. As cabeças pensantes estão fartas de saber onde os cortes podem ser feitos, mas não os fazem porque mexe com a clientela. E cortar é extinguir. Junte não sei quantas fundaçoes ao estilo Vara e tem muito onde cortar. O que eu digo é que pegar numa lista de institutos e cortar 20% é fácil. Mas isso nem chega a ser gerir, quanto mais governar. -- JRF

zazie disse...

Mas isto não é nenhuma proposta para cortar 20% nestes institutos.

É uma lista dos institutos, com o exemplo do efeito que seria um mero corte no que o Estado gasta com eles.

Um exemplo aritmético.

lusitânea disse...

Cá por mim estou esperançado nos resultados do último instituto(IEFP).A solução virá donde menos se espera.Em Barrancos uma antiga ceifeira frequentava um curso de reparação de computadores...

joserui disse...

Se é um exemplo aritmético, ficar por aqui a que propósito? 20% em todo o Estado é mais de acordo com a realidade. E em face do já assumido, déficit crónico acumulado e crescimento para baixo, até duvido que chegue.
Para isto não é preciso professores universitários e economistas no Canadá. Ele que estude as empresas municipais, uma criação com o único objectivo de colocar os boys fora dos escalões e progressão da função pública. E que diga quanto se pode poupar aí e quantos boys vão para o olho da rua.
Claro que isso despoleta batalhas legais (entre outras), como foi o caso da Culturporto no Porto.
Cada dia que passa com as empresas públicas a mamar, institutos da treta, fundações, empresas fictícias e municipais é mais um prego no caixão.
Fui agora à Pordata e um contador dizia: dívida pública hoje (a contar) 265 milhões de euros; receita fiscal 65 milhões de euros (com os contribuintes a tinir). Alguém tem noção do que isto é?
Quero lá saber dos 20% do professor do Canadá. Isso é mais treta a juntar a tanta outra. -- JRF

Colmeal disse...

Já que por cá os jornalistas são todos mansos, isto visto de Espanha tem outro "salero" :


Un antipático contra todos

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