sábado, 26 de março de 2011

A ilusão da realidade

Segundo o Expresso de hoje, Vale e Azevedo, em Londres, declarou: "Não ando a fugir à justiça".

Muitos, ao ler esta singela declaração acreditam piamente. Se Vale e Azevedo tivesse logrado alcançar o lugar de líder de partido e primeiro-ministro que diria perante a crise que atravessamos?
O mesmo que vemos dizer ao primeiro-ministro que temos: a crise é culpa do ar e do vento internacional. Nunca ouviu falar do caso TVI na altura do escândalo. Nunca aldrabou no percurso académico na Independente e quem tal diz é ignominioso e vil. Nunca assinou projectos de câmara que não fossem da sua autoria e nunca pediu favores a outros por tal. Nunca soube nada do Freeport quanto a dinheiros que pudessem circular por fora para olear a máquina burocrática e decisória.

Vale e Azevedo não iria muito mais longe, porque nem precisaria. Tal chegaria muito bem para convencer os apaniguados que apenas desejam ardentemente acreditar em algo que lhes segure o posto e a prebenda.

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Dura lex, sed latex