terça-feira, 29 de março de 2011

Azares


Esta notícia do Público de hoje merece comentário pelo seguinte: segundo se depreende, a PLMJ, sociedade de advogados que compreende alguns nomes sonantes do foro judiciário, como por exemplo José Miguel Júdice ou José Luís da Cruz Vilaça, antes de 2002 deixou passar o prazo para a prática de um acto processual importante num tribunal administrativo, eventualmente o TCAS, em Lisboa. Esse acto, alegações de recurso num processo em que os clientes da PLMJ eram os herdeiros do dono da Celtejo, ( uma das empresas que viria a constituir a Portucel, por força das nacionalizações em 1975) ficou sem efeito e por isso os clientes da PLMJ instauraram uma acção em 2002 para se ressarcirem dos prejuízos inerentes. O Público diz que são dez milhões de euros e que há uma seguradora envolvida, a Tranquilidade.

A notícia não merecia muito mais comentários, a não ser o de ser lamentável que uma coisa desse género aconteça, mas efectivamente acontece e aos melhores. No melhor pano jurídico cai a nódoa. Provavelmente, a PLMJ tinha a trabalhar nesse processo, um "escravo", ou seja um advogado admitido como colaborador a recibo verde, mas com altas classificações académicas e no último dia do prazo, na última meia hora, tentou enviar o fax redentor, mas já não teve tempo. Quem contestou ou respondeu às alegações topou a intempestividade e excepcionou o facto .Acontece. Não é isso que está em causa, aqui. Além disso não é o primeiro azar do género, na PLMJ.

Quem ler a notícia do Público nota que a família do antigo dono da Celtejo contratou diversos juristas, onze, a quem pediu pareceres e pagou. Muito. Cerca de 191 mil euros o que dá uma média de 17 mil euros a cada um daqueles mercenários do direito.
Entre estes peritos, o jornal publica o nome de Pinto Monteiro com a indicação expressa de que se trata do actual PGR. Ora tal não pode ser e provavelmente há lapso e erro grave do jornalista.

Tal como os chapéus, Pintos Monteiro pode haver vários e há. Um deles, professor de direito em Coimbra, chama-se António e para quem não saiba, é irmão do actual PGR.

Dizem que se dá muito bem com este PS de José S. a quem tem ajudado também em pareceres. Dizem...

Além disso, o actual PGR nunca poderia ter dado qualquer parecer. Pago ou de borla. Para tal só os famosos processos administrativos...e que como toda a gente sabe são dever do ofício e pro bono.

4 comentários:

Karocha disse...

E Macau também,José!

Manel disse...

José,

Lembra-se do prgroma/concurso televisivo "Grandes Portugueses", que se destinava a eleger o português mais ilustre de sempre.

Aquele que deu grande celeuma e amargos de boca a muita gente pelo vencedor: António de Oliveira Salazar!

José Sócrates também era candidato, vá-se lá saber porquê.

E cada candidato tinha um mestre de cerimónias que o apresentava e fazia a apologia da importância dele.

Jaime Nogueira Pinto apresentou o vencedor.

Sabe quem foi o "mestre de cerimónias" de José Sócrates?

António Pinto Monteiro, o tal irmão do PGR.

É só beirões honestos...

josé disse...

Essa, não sabia. Mas a dos pareceres merecia investigação jornalística, ai isso merecia. Porque pode está aí uma explicação para uma série de coisas.

Manel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

Outra vez Porter em causa