Páginas

terça-feira, 11 de julho de 2017

O espólio de Salazar

Salazar, na data da sua morte, em 27 de Julho de 1970, com 81 anos de idade e 36 de governante,  deixou um espólio material cujo valor e extensão não é muito conhecido.
Nos media, poucos estão interessados em dar a conhecer aquilo que Salazar deixou como herança de bens materiais à sua família, ou seja as irmãs. Em dinheiro pouco mais que o valor de um pequeno apartamento. Em bens materiais, alguns móveis e artefactos, alguns deles agora ao cuidado de um sobrinho-neto ( Rui Melo) e uma biblioteca para além de um acervo documental guardado na Torre do Tombo. Durante alguns anos, após a sua morte, esses bens estiveram ao cuidado de um guardador oficioso, sobrinho e afilhado de Salazar, o advogado António de Oliveira Pais de Sousa.

Estas casas e terreno ( quinta das Ladeiras) pertenciam a Salazar à data da sua morte. A de cor rosada, onde Salazar viveu quando se deslocava em férias ao Vimieiro, ainda lá está, , quase na mesma ( a foto tem cerca de dois anos e meio).



Estes objectos fotografados e que pertenceram a Salazar estão hoje à guarde de Rui Melo, na foto. Outros estarão à guarda da autarquia de Santa Comba Dão que os despreza também.

A história do legado material de Salazar é agora contada no O Diabo de hoje e vale a pena referir porque quem quiser saber algo concreto sobre essa herança de Salazar o máximo que consegue reunir como documento é a referência que lhe é feita no último volume da biografia de Salazar por Franco Nogueira, uma obra já de si também esquecida. Tudo o que lembre Salazar no seu melhor é esquecido e censurado nos media tradicionais, porque a "narrativa" vigente ainda é a que a Esquerda comunista e socialista implantou logo escassos dias depois do 25 de Abril de 1974, até hoje.


Lembro um postal escrito aqui em 5.12.2016:

O escritor comunista Saramago tem uma casa-museu. Salazar, a maior figura do século XX português tem nada. Nada de nada. Nem sequer os seus discursos coligidos em seis volumes estão reeditados.
[nota apócrifa: os discursos em obra completa foram agora publicados pela Almedina, digo Coimbra Editora.  Finalmente, mas são apenas adquiridos em modo quase sigiloso, online!]

Não há e não houve ninguém em Portugal nos últimos 40 anos que fosse capaz de organizar uma casa-museu dedicada a Salazar e ao estudo da sua obra e do seu tempo. Nada de nada.

Maior vergonha para Portugal não há, neste aspecto. Maior vergonha para aqueles que aproveitaram o regime de Salazar e mudaram de casaca também não haverá.

O presidente Marcelo Rebelo de Sousa, filho de um ministro de Salazar ( curiosamente o único que não foi preso depois de 25 de Abril de 1974, como refere Silva Cunha em memórias)  pode e deve prestar a homenagem devida a essa grande figura portuguesa e recuperar a sua memória válida para todos os portugueses. Se é um presidente de "afectos" que se lembre do pai...

Deixem os comunistas berrarem à vontade...e mostrem-lhes então as imagens do Gulag, os livros de Soljenitsine, o Livro Negro do Comunismo a história de Cândida Ventura e talvez ganhem vergonha e se calem.

Portugal teve um passado do Estado Novo que começou em 1926 e  durou dezenas de anos até 25 de Abril de 1974. As novas gerações não conhecem esse passado porque a Censura do actual regime assim o quis por imposição dos comunistas, principalmente.
É tempo de recuperar a memória desse passado e mostrar às novas gerações que o tempo de Salazar não foi o do fascismo e da tirania da ditadura fascista e outras balelas correntes.

É tempo de mostrar às gerações mais novas que Portugal tinha uma dignidade que entretanto perdeu e mostrar porquê: porque perdeu a sua independência real e alguma da sua identidade secular.
Portugal não é apenas o que resulta dos últimos 40 anos de democracia mas muito mais que isso. Há que o mostrar sem qualquer revivalismo serôdio mas apenas por uma questão de respeito à História que os comunistas Rosas, Flunser e Varela contam à sua maneira e já tiveram todo o tempo e espaço mediático para o fazerem. Se são democratas deixem que outros contem a sua versão dessa História e não se intrometam com os insultos usuais à inteligência comum.


191 comentários:

Unknown disse...

E a simplicidade da campa rasa onde descansa esse Grande Português...

João disse...

Só uma correcção, a reedição dos discursos é da Coimbra Editora. A Almedina vende, nem sei como porque a tendência do grupo Almedina em termos históricos é o esquerdismo. Basta ver o rumo que levaram as Edições 70.

muja disse...

É tudo o que o lembre no seu melhor e o resto também... porque não era assim tão mau! ahahahah!

Unknown disse...

Uma pequena precisão, José: o Estado Novo começa em 33, não em 26.

Miguel D

Floribundus disse...

antónio das mortes, um general e o m da d

parecia um velório

os sucateiros disseram que as armas desviadas do paiol eram para vender como sucata

'' o estado a que isto chegou''

josé disse...

É verdade que o Estado Novo começou formalmente em 33 com a Constituição. Mas na verdade começou logo que acabou a rebaldaria republicana e jacobina. E isso acabou em 1926, com o golpe de Gomes da Costa.

Portuga disse...

É uma vergonha deixarem morrer no Brasil um português ilustre, Marcelo Caetano, uma figura que merecia estar no seu país e em lugar de destaque como cidadão nacional. O que fizeram ao Homem não se faz e o que estão a fazer ainda pior. Lá está abandonado e humilhado em terras do Brasil e por cá estão a assobiar pro lado como se não fosse nada com eles. Falta de sensibilidade nacional e de patriotismo.
Outro grande homem, A.O.Salazar, esse teve a sorte de falecer antes de o despacharem para o Brasil ou de lhe darem um tiro à queima-roupa. Mesmo assim lá está desprezado em campa rasa como sendo um apátrida. Goste-se ou não da governação deles mas ao menos respeitavam a sua memória como portugueses. Em democracia também se respeitam os mortos...

Anjo disse...

José, já houve tentativas de criar uma casa-museu. Veja aqui:

https://ionline.sapo.pt/265511

muja disse...

Humilhado não estará propriamente. Podia estar pior. Por lá ao menos está sossegado e livre de patifarias.

Mas já era tempo de o tornar onde devia estar, sim senhor.

licas disse...

Vivi precisamente 40 anos (1934-1974)sob o jugo do Ditador. Por conseguinte tenho o direito
a relatar o que se passou. Fomos durante o Estado Novo submetidos a várias "delícias" como sejam:
_____existencia de um Partido Único. a União Nacional, UN
_____Polícia Política: PVDE, PIDE que encarcerava e torturava todos os presos de consciência
e fazia-o impunemente para gaudio dos funcionários com plena conhecimento do Salazar
_____Exibiam-se muito a espaço simulacros de Eleições (só para Presidentes da República porque
o PM era inamovível) em que a fraude incidia invariavelmente em prejuízo dos candidatos não UN.
_____Toda a literatura tanto jornais como livros antes de publicados tinham que ter o aval da Comissão de Censura
pelo que tentar publicar algo contra o Governo se tornava uma Utopia
_____E a caturrice máxima do Salazar: Sustentar (20000 mortos fora os estropiados muito mais numerosos)
uma Guerra nas Colónias mesmo perante a evidência de Países Europeus muito mais fortes optaram
humanamente em conceder independência às suas Colónias de África e Ásia.
Salazar é pois o assassino mais proeminente da nossa História . . . )salvo melhor opinião)

Vivendi disse...

A ler...

"Esta miserável prestação governativa dura há décadas. Uns melhores, outros piores, outros desgraçadamente péssimos, tornaram um país com contas equilibradas, sem dívidas, grandes reservas de ouro e com crescimento sustentado, num país pobre, muito pobre, endividado e pré-falido, depois de já ter conhecido 3 bancarrotas. TRÊS!! A política matou a democracia, matou a liberdade, destruiu a nação que agora vive de caridade externa que mete dó, penhorou um povo por tempo indeterminado que carregou e continua a carregar com impostos severos em troco de quase nada. Porque fazer política não é governar. Se fosse, com os recursos que temos, e quantidade infinita de políticos, estaríamos hoje acima da Suiça."


https://blasfemias.net/2017/07/10/precisamos-de-governantes-nao-de-politicos/

licas disse...

Vivendi repete: A política matou a democracia, matou a liberdade,

Apenas pergunto : A democracia e liberdade de 1975, ou as de antes de 25/4/1974
importa saber. . .

joserui disse...

O comuna que comenta, tem a distinta lata de dizer que os países europeus concederam humanamente a independência às suas colónias. Ou acertou na essência do que é ser humano (pode ser), ou tem as histórias trocadas. Também se esqueceu do que os comunas fizeram nos nossos territórios depois da independência e do que sempre quiseram fazer cá e continuam a querer… podes limpar as mãos à parede.

joserui disse...

O José falha sempre na tese que foram os comunistas que ditaram a história oficial. Ou melhor foram, mas nunca o teriam conseguido sem um país inteiro, da extrema-esquerda à direita que temos. Sem a ajuda da direita dos Tavares e de outros ao serviço dessa história, a farsa não teria sido tão fácil de instituir. Faz muito bem em falar do presidente dos "afectos", outro farsante insuportável. Fundações é só para saramagos e soares.
E faz muito bem em falar da apelidada sociedade civil, porque sempre houve dinheiro para tudo, menos para uma instituição que estudasse e preservasse o legado de Salazar. Esses também sempre estiveram mais preocupados em preservar-se a si próprios.

josé disse...

"O José falha sempre na tese que foram os comunistas que ditaram a história oficial. "

Porque foram os comunistas quem estabeleceu os parâmetros analíticos. Conseguiram que toda a gente que escreve designasse o regime anterior como sendo o "fascismo".

E isso é obra de vulto, rara e sem exemplo na Europa ocidental.

Os comunistas e socialistas sempre designaram o regime anterior como "o fascismo". Até os jornalistas do Le Nouvel Observateur, franceses e socialistas democráticos de pendor judaico ( o director Jean Daniel...)designaram assim o regime anterior a este.

Mas sendo tal uma falsidade histórica não foi possível e não houve peso político e mediático para repor a verdade.

O actual presidente da República, cujo pai foi fassista, nunca se incomodou com a falsificação história e colaborou nela, enquanto jornalista do Expresso

muja disse...

Qual comuna? Esse transgenro de arribação que aqui caiu?

muja disse...

Olha lá, ó transgenro, primeiro que tudo, mentes. Ou então estás a confundir Portugal com algum desses países que sofreu as delícias da libertação comunista - Cuba, a Hungria ou o Afeganistão, por exemplo. É que na guerra do Ultramar não morreram 20.000 homens, ó aldrabona:

A 1 de Maio de 1975 (portanto já com mortos da democracia), os números eram:

mortos em combate nos três teatros - 3.265
mortos por outros motivos (acidente e desaparecidos) - 3.075

soma: 6.340

soma de feridos em combate, acidente e doentes: 112.205

Escreve lá que te enganaste e "foi sem querer".

Mais, é curioso que vocês transgenros mentais nunca se lembrem de considerar:

a) civis mortos nos 13 anos da campanha de África. Só em 61 contam-se às dezenas de milhar...

b) soldados portugueses enviados pelos democratas republicanos a morrer à Flandres. 4.000 homens num dia só em La Lys

c) as dezenas, quiçá centenas, de milhar de mortos, pretos, resultantes das guerras civis que começaram ainda antes das datas oficiais das independências "humanamente" concedidas.

d) civis, brancos, portugueses, mortos nos atentados terroristas, a tiro e à bomba, ou nas revoltas, ou pela repressão partidária da 1ª República, incluindo os da da Carbonária, Formiga branca, Legião Vermelha, etc., que se podem colocar em vários milhares de pessoas.

Portanto, pondo na conta do Salazar os seis mil do Ultramar, à conta de republicanos, democratas, comunistas e outros tarados podemos bem colocar para cima de várias dezenas de milhar de mulheres e crianças mortos, sem distinção de raça ou credo. O maior assassino do século vinte? Só se for da vossa língua de pau e pouca-vergonha...

Apenas isto basta para arrumar um hipócrita fariseu como são todos vocês. Mas já que vieste dar um ar das tuas crinas e grandes orelhas sem que te convidassem, vamos então aproveitar a albarda posta para dar mais um voltinha ao terreiro.

muja disse...

Sempre, sem excepção, que vejo referência a presos "de consciência" ou "políticos" da polícia "política", nunca - nunca, repito - é feita referência ao motivo concreto pelo qual foram presos e do que foram, especificamente, acusados e condenados.

Quando se indaga, vemos que uns faziam parte da "Liga dos amigos da união soviética"; outros punham "umas bombitas" (coisa pouca); outros pirateavam navios e aviões; outros, ainda, distribuíam panfletos a incitar a práticas criminosas e à perturbação da ordem pública; outros dedicavam-se à sabotagem e à destruição de propriedade pública e privada; outros ainda desertavam, passavam informações a estrangeiros e outras traições.

De igual forma, apesar de várias eleições em que houve campanha eleitoral, com reuniões, congressos e comícios, documentadas em jornais e revistas da época, com fotografias, apesar da "terrível" censura, muitos aliás dirigidos por comunistas, democratas e outros tarados, nunca é substanciada a alegação de fraude - ou seja, nunca se diz, claramente, que fraudes existiriam e por que processos se obtiveram nem como a tal conclusão se chegou.

Ou seja, conclui-se que houve fraude porque... as perderam, às tais eleições. Só e apenas.

E isto quando se dignavam a apresentarem-se às urnas e não desistiam na véspera do escrutínio, depois de aproveitarem as campanhas eleitorais para agitar a opinião pública... Mas os tarados raciocinam assim: eu não concorri, mas houve fraude contra mim.

Hipócritas e fariseus.

muja disse...

Por fim, ó transgenro de arribação, falas muito, mas pagas como os outros quando te mandam.

Pagas, comes e calas a boquinha. E é se queres. Se não quiseres, levas com um processo de execução e levam-te quanto tenhas.

A diferença é que agora é para pagar a dívida a alemães e para vender a preço de saldo aos chineses.

Mas aqui andas tu, a relinchar direitos e protestos conta o fachismo. Bastou que te pintassem a albarda de vermelho, e já te sabe a camisa de linho...

Hipócritas, fariseus e estúpidos.

Anjo disse...

La Lys foi o maior desastre militar da história de Portugal depois de Alcácer-Quibir. Totalmente em vão e por causa da vontade de um ordinário (Afonso Costa) que sabia bem ao que ia.

Como é que esse transgenro troca-sexos e troca-história se atreve a dizer que Salazar é o assassino mais proeminente da nossa História?! Não se enxergam! Pensam que continuam a enganar todos o tempo todo!

É com estas e com outras ficções deletérias que têm levado a água aos bolsos, perdão moinhos deles e sugado uma Nação até ao tutano.

Também dava tudo para saber que parte do ouro deixado por Salazar haverá no Banco de Portugal... essa informação devia ser pública, tal como existe o direito de acesso aos documentos da Administração.

joserui disse...

José, mas isso não está em causa. A minha questão é como é que virtualmente um país inteiro foi atrás, tendo os comunistas nos tempos áureos 15% ou 20% do território.
Primeiro, como o José tem demonstrado, já vinham detrás. Estavam infiltrados em tudo que é lado, porque o fassismo era tramado e em vez de os desterrar dava-lhes empregos; segundo porque a chamada direita pactuou ou ajudou activamente, desde a constituição a caminho do socialismo aos jornais do Balsemão.
Tornou-se verdadeiramente ostracizante revelar a mais ténue simpatia pelo Estado Novo, ou Salazar.
E chegamos ao presente, com os Tavares da lição bem aprendida, que não conseguem criticar a extrema esquerda sem meter ao barulho imediatamente o fassismo odioso, a idade das trevas, o obscurantismo e sei lá que mais. Ainda este ano li não sei que idiota a explicar porque é que os empresários portugueses são como são — foi o fassismo evidentemente.

joserui disse...

E agora está tudo perpetuado, porque o sistema educativo, da pré-primária à faculdade está minado por essa gente. Em certas faculdades, as causas estão primeiro que o estudo. Tenho sérias dúvidas que um aluno que se manifeste avesso posso ter futuro.

josé disse...

"A minha questão é como é que virtualmente um país inteiro foi atrás, tendo os comunistas nos tempos áureos 15% ou 20% do território."

Mas essa é também a minha questão e uma das razões deste blog.

josé disse...

Tenho por aqui uma fotografia da minha terra no dia em que um dos párocos que passaram por cá, entraram pela primeira vez.

Um dia destes vou publicar, com legendas e um pequeno estudo do que era esse tempo: 1970. Só com as minhas memórias.

joserui disse...

Mas eu estou a responder à questão… e não respondia se não fosse este blogue: Foi a conivência. Se me disser — do PS, ok. Esses indivíduos já há décadas que provaram não ter qualquer réstea de hombridade; mas não, foi do PSD, de barões e baronesas e de todos os queriam um assento à mesa.
E mesmo assim, a esquerda que eu conheço, jura a pés juntos que a comunicação social está toda entregue "à direita". Porque o trabalho dessa esquerda nunca está pronto.

josé disse...

Parece-me um pouco mais complexo que isso uma vez que a mudança não foi apenas de palavras, mesmo que tal tenha sido essencial.

A mudança operou-se nas mentalidades e foi demasiado rápida para ser genuína. Alguma coisa aconteceu que provocou este tsunami social que foi a mudança de um povo que passou de um estado a outro, sem transição.

josé disse...

Estou a reler um livro de 1978: Os Russos, de Hedrick Smith que comprei na altura e foi a fonte de informação mais completa que jamais tive sobre a sociedade soviética.

Já lá estava tudo, na altura. Espanta-me como o que lá vem não se tornou claro para muitos que continuaram a acreditar em modelos fossilizados como o comunismo e só dali a dez anos deram conta do logro. E ainda assim, não totalmente.

muja disse...

Mas foi mesmo virtualmente todo atrás? Já vimos que não foi assim no Norte.

E nos outros sítios também não terá sido bem assim.

A questão aqui prender-se-á, por um lado, com a psicologia de massas e, por outro, com a tal conivência de que fala o JRF - psicologia de "éhlite" vá...

Eu resumiria que tem que ver com a força e a percepção desta.

O PCP era quem tinha mais força - ou parecia ter. E como, politicamente, o que parece é, ainda que a não tivesse passou a tê-la assim.

As massas seguem quem pareça ter mais força.

As éhlites não se limitam a seguir: emprestam-lhe a sua com vista à obtenção ou manutenção de privilégios ou, até, à mera sobrevivência.

muja disse...

No Norte a força do PCP encontrou outra que lhe fez frente.

Noutros sítios terá encontrado outras, mais dispersas, menos resolutas, menos experientes, desmoralizadas...

Noutros ainda não encontrou nenhumas, e impôs o que quis. Ainda impõe, em certa medida...

josé disse...

No Norte o PCP teve mais influência do que parece. Não ganhou autarquias e em alguns sítios teve poucos votos, comparativamente aos de maior expressão comunista.

Porém, a maior influência exerceu-se na cultura e na linguagem. E isso nota-se no Norte e no Sul, sem distinção.

O conjunto desses fenómenos, agregados, dá-nos uma mudança global.

muja disse...

Pois, mas isso explica-se facilmente pela mão que tinham e vieram a ter nos media. Nem é preciso mais.

Basta ver como já muito pouca gente fala português sem afectações e vícios na dicção e pronúncia - e contra mim falo, que os tenho também. Mas se tiver de ler alguma coisa em voz alta, faço um esforço para os evitar.

Basta comparar com os espanhóis. Se me vier um na rua falar é-me difícil perceber o que diz - na televisão e rádio percebo tudo. O mesmo vale para França, Inglaterra ou Itália que é o que entendo. Qualquer pessoa pode fazer a experiência.

Em Portugal fala-se na televisão como se fala na rua. É cada um pior que o outro.

E não falo de tiques, como dizer certas palavras ou frases. Falo da dicção. O som "ch" por exemplo, meteu-se em tudo ao ponto de se tornar insuportável ouvir certas pessoas.

Se os vícios de linguagem se transmitem assim facilmente, imagine-se os de pensamento...

licas disse...

Pois
comunistas, democratas e outros tarados
______

Como democrata agradeço penhorado a inclusão de tarado.

Tal como os milhões de Europeus adoptantes exactamente do mesmo Regime

muja disse...

Podes ficar com o penhor.

És um tarado, pois.

Tarado e mentiroso.

Agradece aos teus queridos democratas a albarda que levas, ó asno. Não contes é com o agradecimento dos alemães nem dos chineses.

E quando tiveres de pagar e não bufar, como todos, experimenta pagar em "25 de Abril sempres" ou "Fascismos nunca mais". Pode ser que te safes...

joserui disse...

Mas essa força no Norte, perdeu força. E era uma força por assim dizer instintiva, alimentada pela igreja católica (outro dos grandes alvos das novas mentalidades). Ao nível das tais elites é que foi uma desgraça e em certos meios cruciais: educação, informação e cultura. Os comunistas asseguraram lugares chave nestas áreas com a conivência de grande parte da sociedade.

muja disse...

Tarados otários como tu é o que há mais por aí.

Sabem bem quem os gama, mas preferem vir dar léria a quem não os chama.

Pudera, que até o burro mais burro sabe bem quem empunha o cajado.

Paga, democrata, que o Sócrates já deve precisar de um fato novo e o Costa está a ver...

licas disse...

Muja, és incuravelmente nhurro.

Vamos fazer uma experiència: promovam a criação de um partido político
pro-Salazarista, qualquer coisa como Nacionalista, Integracionista, sei lá.
E concorram a eleições legislativas.
Depois verão preto-no-branco qual o nível de popularidade da opção.
Ficareis cientes que quem repudiou e aderiu ao novo Sistema excede
em muito, muitíssimo, o do PCP+BE juntos. PORTANTO classificar de Comunista
o actual regime é uma aleivosia intolerável, digo eu.

muja disse...

Se calhar és médico, ó tarado, para saberes o que é incurável ou deixa de ser.

Estúpido, porém, és de certeza. É que "partido salazarista" faz tanto sentido como "democracia comunista".

Mas tarados sectários como tu não conseguem perceber porque são tarados. Há os tarados dos cus e há os tarados da democracia dos partidos.

Tal como os primeiros não concebem outras relações, os últimos também não conseguem conceber outra coisa.

A vida para eles é uma eleição constante, em que é preciso repetir os mesmos estribilhos sem parar.

O nível de popularidade desse hipotético partido não deveria andar longe do que tinham os partidos dos tarados durante o "fassismo", não?

Ah espera, mas durante o fachismo a popularidade era pouca porque perdiam as eleições, logo era fraude. Mas os tarados como tu é que iam fazer eleicinhas justas para deixarem eleger os fachistas, não era? Olaré!

Paga burro! Paga a democracia, anda! Falas, falas, mas evitas o assunto.

Pagas como os outros e não bufas. Pagas o apartamento do Sócrates, o mercedes, a gravata de milhar, o fato de 25 milhares, as férias do Costa, mas há mais...

Não te preocupes que a democracia tão cedo não vai a lado nenhum e democratas com falta de guito não faltam por aí.

E o que não puderes pagar não te preocupes que sobra para os teus filhos, sobrinhos e enteados. Eu se fosse a ti doava já os "25 de Abril sempres" e os "fachismos nunca mais" antes que o estribilho comece a pagar IMI. Diz-lhes que os ponham no banco a ver se rende...

muja disse...

E quando tiveres um dia mau, como tem o mulherio sofisticado, tens muito bom remédio também: vais para o Rato, fazes uma manifestação.

De cá atiras para S. Bento: - "25 de Abril sempre!"

E eles de lá: - "Fachismo nunca mais!".

Depois até podes rebentar a calçada e atirar umas pedras. Depois põem cimento, não te preocupes. É tudo democrático. Tu pagas e eles mandam arranjar.

Ao depois, quando estiveres aliviado, voltas para o curral. Eles lá de S. Bento metem-se nos mercedes e vão para os apartamentos porreiros que tu pagas.

Quem experimenta diz que é uma maravilha. Mal chegam ao curral têm logo vontade de abrir um partido novo e "mudar as coisas".

PS: eu sei que deves ter ficado apreensivo com uma coisa... Consigo ouvir daqui a ansiedade a latejar-te na cabeça; a pergunta a arder na mente... - mas como é que fazemos quando já não houver calçada!? Já está tudo previsto, nada a temer! O estado vai dar subsídios para o pessoal comprar picaretas!






Unknown disse...

Com a mentira quanto ao Estado Novo transformada em verdade, oficial e oficiosa, pela Prostituição Social (telelixo à cabeça), tornámo-nos num país de licas...

Portuga disse...

A propósito de eleições
No dia 28 de outubro de 1973, a Nacão Portuguesa, pela mão dos seus eleitores, foi às urnas para eleger aqueles que, escolhidos dentre todos, irão, na Assembleia Nacional, votar as leia que nos regem. Votava-se numa só lista em cada distrito, elegendo os deputados da Nação, porque a oposição se segara a ir às urnas.
O Processo era já conhecido: desde o congresso de Aveiro que a oposição, ao serviço do marxismo-leninismo internacional, e cumprindo as ordens dos seus chefes estrangeiros, mostrara propor-se semear a confusão – a confusão que gera revolução tão do agrado dos chefes desde Marx até Mao Tsé Tung e Luiu-Chao-Chi -, mas nunca concorrer até ao fim do acto eleitoral, onde sabia que perdia.

Portuga disse...

Realmente, dentro dos princípios do marxismo-leninismo, o que é preciso é atacar tudo e todos: governo, religião, pátria, família exército, porque tudo é autorizado pelo materialismo dialéctico desde que daí ressalte a revolução.
E vá de tentar semear a confusão nos espíritos ordeiros dos portugueses
E vá de aviltar o Governo legalmente constituído, apelidando de “farsa” e de “burla” o acto mais mais sublime que Portugueses podem praticar, para bem da sua Pátria.
E vá de afirmar que o povo não está politizado.

Portuga disse...

E vá... mas valerá a pena continuar a enumerar os desmandos, as calúnias vilmente prepardas, cientificamente estudadas para tentar, não fazer critica construtiva, mas somente pura demagogia, toda ela estruturada nos princípios da dialéctica marxista-leninista cuja finalidade, o próprio Marx o confessa, é chegar à fase revolucionária.
Felizmente a Nação compreendeu o que queriam esses arautos do sangue nas ruas, das bombas que traiçoeiramente colhem vidas e bens e correspondeu ao apelo do Chefe do Governo e foi às urnas, com percentagem esmagadora, que não deixa lugar a dúvidas, para lhe dizer que a Nação está com ele.
O resultado está à vista.
Marcelo Caetano governa com o acordo incontestado do povo,
Com Marcelo Caetano teremos Progresso em Paz.

Portuga disse...

Retificação: leia - leis; segara - negara.

licas disse...

Escusam de insistir: para vós quem não é pelo
Estado Novo ´é Comunista. É o que aconteceu em particular na Europa
durante todo a últimos 2 decénios e meio do século XX, foi assim:
E estava Portugal (com a África do Sul) muito quentinhos a matar os
pretos autócnes nos anos 60 quando a ONU clamou : parem com essa
coisata que os povos tem direito a serem governados por quem livremente
escolham e não por estrangeiros colonizadores.
Salazar não quis saber disso, armou touradas na ONU , A VERGONHA DA NAÇÃO,
e continuou com a maior desfaçatez a matar pretos oponentes.
ATÉ que a tropa finalmente tomou consciência do que estava a fazer e decidiu PARAR.

(para grande desgosto dos fascistas que desejavam ,os tolos, chegar à vitória militar
custasse o que custasse, em vidas humanas e capital não importando puto que a totalidade
da África já estava, algumas há muitos anos. livres dos colonizadores.
Como político Salazar foi um autêntico "nabo".

Apache disse...

“A minha questão é como é que virtualmente um país inteiro foi atrás, tendo os comunistas nos tempos áureos 15% ou 20% do território.”

O PCP é que, nos tempos áureos, tinha 15% ou 20%. Aliás, ainda tem, se juntarmos CDU e BE. Mas, da mesma forma que há muitos (ex?)comunistas no PS e alguns no PSD, também há muita gente a votar nestes partidos sempre pronta a debitar a cassete dos camaradas. É por isso que digo que em Portugal não há direita; há extrema-esquerda, esquerda e centro-esquerda (a que a extrema-esquerda chama direita para dar um ar de democracia ao "totalitarismo").
Quando se domina toda a comunicação social (televisões, rádios, jornais) dispõem-se de uma infernal máquina de propaganda. A seguir vêm as empresas, a aproveitar o embalo publicitário e a trazer dinheiro para mais propaganda. Por fim, tomam-se as escolas, as universidades e as editoras; a propaganda torna-se facto: o professor diz e vem nos livros.
Sem bem do que falo, porque nestes vinte e tal anos de ensino das ciências tenho visto a forma como a propaganda ecologista (e não só) está a alterar a linguagem científica e a confundir e a manipular tudo e todos. E neste caso não é um país, é o mundo. São milhares de estudos martelados publicados ano após ano nas revistas “científicas”, São manuais escolares imprimidos aos milhões (mundo fora) com os mesmos dados falsos, com os mesmos erros científicos grosseiros. São milhares e milhares de empresas a aproveitarem as oportunidades de negócio que se criam. São milhares de “investigadores” a receberem muitos milhões, dos governos, pelos estudos martelados. E quem levanta a voz contra isto? Meia-dúzia de cientistas em fim de vida, sem nada a perder e mais meia-dúzia de “irredutíveis gauleses” para os quais a verdade não tem preço.

joserui disse...

Meu Deus que bronco…

joserui disse...

"Como político Salazar foi um autêntico "nabo".
Meu Deus, outro bronco.

muja disse...

Qual bronco... tarado.

São tarados.

Tarados que causaram directamente a morte de centenas de milhar de pretos, senão mesmo de milhões. E condenaram-nos à miséria e à anarquia, ou à tirania, sabe Deus até quando.

Mas era "Portugal" que estava a matar pretos.

Nem eram os portugueses, alguns portugueses, a maioria, o Estado, o Governo, o fachismo, a PIDE, a tropa ou o Salazar... Não. Era Portugal.

Portugal é que era o culpado. Portugal dos vivos, dos mortos e dos por nascer. Tudo o que fosse e viesse a ser. A língua, a cultura, a religião. Todos os os aspectos, mistérios, mitos que fazem Portugal. Era tudo isso que lá andava a matar pretos.

Não é isto de um tarado?

Adivinha-se bem a conclusão da premissa: era preciso mudar Portugal. E lá estamos no busílis da questão - mudar, fazer tábua rasa.

E veja-se como o tarado, como todos os tarados, aliás, é bem capaz de ter consciência da tara e evitar o que não lhe convém. Não toca na questão do cacau.

No que respeita ao real, de hoje, à realidade que todos temos de enfrentar, nem nada! É como o macaco que não vê, não ouve, não fala. Metaforicamente, claro.

Porque não deixa de ser o burro carregado com a albarda que se contenta que o deixem zurrar.



muja disse...

O José tem aqui outra explicação complementar para a sua demanda.

Se a mão dos comunistas nos media foi a causa eficiente da transformação verificada, esta taradice é a causa final que a toca.

Há dias dizíamos, e dizemos de vez em quando, que parece que para certas pessoas, Portugal começou em 1974.

Pois é mesmo assim. Para estes tarados, Portugal começou literalmente em 25 de Abril de 1974 e escapou por pouco a 25 de Novembro de 1975.

Eles empregam o mesmo nome, mas isso é matreirice da tara ou de quem a dirige em proveito próprio ou alheio - é só o nome. O país consideram-no diferente. Fundamentalmente diferente. Literalmente outro país. E era isso que queriam.

O que não é de espantar dadas certas teorias de homens novos a que alguns também aderem.

São tarados anti-portugueses, no caso. É chaga que todo o país tem.

Mais uma vez, a questão o ultramar é da maior actualidade porque expõe estes tarados às contradições do seu ser e da sua conduta, como se viu com este que aqui caiu.

É o meio mais eficaz de os levar a admitirem espontaneamente que são, na verdade, contra Portugal propriamente dito. Não são pela independência alheia, pela emancipação dos pretos, das mulheres, do animais; não são pelos direitos humanos, pela maior justiça social, ou por qualquer outra coisa senão na exacta medida em que concorra para a sua tara: mudar o país que está e substituí-lo por outro. Que é dizer - aniquilá-lo.

licas disse...

Mania da Perseguição, é o que eu vejo aqui. defendendo o indefensável,
vivem num mundo de faz de conta
_____Salazar, além de mitómano, nunca compreendeu o mundo moderno, nem a realidade.
e construiu um paranóico mundo dele recheado de "heróis", santos e peregrinos
A PRAÇA DO IMPÉRIO tal como a Mocidade Portuguesa DROGOU gerações e gerações.
ALÉM de se julgar (e impor-se) único e insubstituível, a paranóia dos ditadores:
aprés moi le déluge.
Muito mau gestor económico, brutalidade q.b. sobre os adversários políticos e autista
caracteriza-o.
Vós, os adoradores da Besta, constitui-vos em Partido Político com base teórica na
Constituição de 1939 e depois terão a possibilidade de avaliar quão populares sois.
AVANTE!

zazie disse...

Este é velho mas o Floribundos é ainda mais velho que ele e é capaz de o deixar de rastos e mostrar como fala o ressabiamento pessoal que agora transformou em política.

O Licas é demente e teve problema pessoal para falar assim. O tipo nem é defensor da Esquerda.

Tem um trauma com o Salazar e está senil.
O Floribundos não está senil e não é estúpido como ele.

zazie disse...

Mas o Licas serve também de exemplo de coisas que o José coloca em questão.

Gente que se lembra do Estado Novo em 1934 e ainda tem um estranho trauma por comparação ao "estrangeiro" onde supostamente nunca viveram sequer.

A cena do "colonialismo"; da falta de democracia" e depois exageram a censura.

Como se colonialismo tivesse sido um fenómeno exclusivamente português e até o mais vergonhoso.
Deviam adorar os pergaminhos do colonialismo à "alemã e à "britânica" ou "à francesa" que, esses sim, foram excelentes exemplos de humanismo.

zazie disse...

O "bronco" do José Rui era para outra coisa e imagino qual seja.

É questão acerca da qual tenho grandes dúvidas.

Ou seja, acredito plenamente que o gramscismo reinante tenha deitado a pata à antiga ecologia (que já nem se chama assim- agora é tudo ambiente e sencientes) e seja pretexto para mais marxismo de causa e voto.

O que não quer dizer que passe a defender os porcalhões-bling-bling por reactiva.
Mas é difícil aguentar-se esta totalitarismo ideológico com um mega poder mundial.

joserui disse...

Zazie eu tento distinguir as "causas" da realidade. A realidade está indesmentível. Quem tem dúvidas que vá à praia e olhe para a areia e veja o que é areia e o que não é. Para mim bastaria isso. Depois há uma infinidade de ciência que nada tem a ver com causas e que é como é.
E há duas vertentes: Há a direita bronca que mesmo sendo a mais neiliberal imaginável acha o "negócio" vagamente ligado ao ambiente como uma conspiração mundial — soilar, eólicas, carros eléctricos são uma ameaça, o petróleo não é nem nunca foi (só isto já bastaria também); e a esquerda finória, que acha que consegue uns votos (não muitos na verdade) se defender algumas bandeiras, algumas de senso comum.
Se a Zazie tem dúvidas, o trabalho está a ser bem feito. É o mesmo que se discute sobre Salazar, que é como é possível as coisas acontecerem à frente dos nossos olhos, serem vividas, e mesmo assim, o que passa é uma mensagem mirabolante de conspirações, dúvida, vendilhões e negociatas.

joserui disse...

Mas Zazie, mesmo se pensar em termos históricos recentes, nunca ninguém ganhou votos a prometer menos. A dizer que é preciso menos, reduzir, decrescer. Ganha-se votos é com o crescimento para sempre num planeta finito. É o Costa all over again, mas neste caso ninguém vê mal em ser enganado.
Quem tem filhos e netos e olhos, sabe que as coisas vão ser duras. E os cães ladram e a caravana passa e tem passado todos os dias de uma forma que eu que sou pessimista, nunca julguei sequer possível.

muja disse...

Não é a questão de trabalho bem feito, JRF.

Há uma conspiração mundial, é evidente que há. Mas é a mesma do costume.

Estamos de acordo quanto ao crescimento.

Mas isso é, em si, prova da conspiração. Ninguém fala em reduzir o consumo, reduzir o desperdício. Qualquer porcaria que se compre tem de se deitar fora à mínima avaria porque os fabricantes não incluem esquemas.

Há um continente de plástico a flutuar no oceano Pacífico e a grande preocupação é a emissão de carbono - qual é a solução? Fazer-nos pagar uma taxa para que os chineses possam continuar a produzir e nós a comprar.

Os artistas a dirigir o circo na França parece que querem que a partir de 2030, ou lá quando é, que se deixe de vender carros com motores a combustível. Naturalmente, os fabricantes aproveitarão para nos vender menos por mais. E a energia eléctrica para abastecer todos os carros é produzida como?

Não querem o nuclear e depois andam a fazer barragens para não serem forçados a dar a energia produzida fora de horas. Mas depois pagamo-la ao mesmo preço ou mais...

Também foram as petrolíferas que andaram a pagar os lobis dos hipis nos anos 60 e 70. As mesmas petrolíferas conhecidas por "as sete irmãs" que há muito tempo cartelizaram o preço do petróleo, pelo menos até surgir a OPEP.

Mas, por outro lado, também depois dizem que se invadiu o Iraque por causa do petróleo quando não há um único artigo de nenhum dirigente dessas companhias a advogar tal coisa. Já neo-conas e sionistas é só escolher a data...

muja disse...

Uma coisa é a ecologia, e penso que estamos de pleno acordo quanto a isso.

Outra coisa é o mercadejar do ambiente, seja para dinheiro, votos ou taradices. E para esse peditório já não dou.

E também há outro aspecto que é o cientóinismo. A ecologia sofreu o que também a economia sofreu. Não faltam por aí expertos a dizer tudo e mais alguma coisa.

Juram e descabelam-se que o carbono é que é a grande ameaça como os expertos economistas juravam e se descabelavam de que sabiam calcular o risco da exposição dos bancos e que era tudo muito seguro...

"Pegada" de carbono? Tenham paciência...

muja disse...

E há ainda mais um aspecto da conspiração.

Os que arrancam os cabelos à conta do carbono e querem o governo mundial já amanhã para impôr taxas e regulamentos, são depois os mesmos que entram em histerias contra os "autoritarismos", os governos fortes e o fachismo das soberanias que são a forma mais eficaz, senão mesmo a única, que se conhece para fazer frente a esses problemas - cada um começar por resolver os seus em sua própria casa e, a partir daí, colaborar e arranjar entendimentos com os outros...

Aliás, tem aí um exemplo nesse tarado do licas. Pergunte-lhe o que ele acha do assunto e verá...

muja disse...

E depois há muitas perguntas que ninguém faz.

Os carros eléctricos já têm pelo menos 20 ou 30 anos. Muitos fabricantes europeus tinham protótipos e até chegaram a vender - a Renault, se não me engano, tinha uma 4L ou um 5 eléctrico.

Mas as baterias não permitiam o alcance dos outros carros. Hoje a tecnologia de baterias é melhor e já permite a maior utilidade desses veículos.

Mas ainda está longe do alcance dos outros carros, porque os motores a combustível também melhoraram em eficiência.

A minha pergunta é: mediante o tempo de vida de uma bateria dessas (ou do conjunto que alimenta o carro) e o custo ecológico de as fabricar - em metais raros que têm de ser minados no 3º mundo, mais em produtos tóxicos do processamento dos metais e do fabrico - como se compara isso ao fabrico de um carro normal?

Porque segundo creio, o fabrico de baterias, sofisticadas ou não, está longe de ser inócuo e tem uns sub-produtos delicados do ponto de vista ecológico.

Compensará a poluição dos motores a combustível?

licas disse...

Não é de maneira nenhuma honesto, zazie, justificar o Colonialismo Português porque ______os outros países europeus também o praticaram. Quanto aos epítetos q eu me foram dirigidos quem os faz leva o labéu correspondente ao nível de educação mostrado.
É essencial indagar-se como o fizeram e acima de tudo quando concederam a independencia. Ora à data de 1961 (para Angola imediatamente e em força, Salazar) já estavam independentes 11 em 50 em 1960. Em 1974 restavam 4. O “Amado Chefe” morreu em 1970 e mesmo assim o seu “pupilo” Marcello Caetano continuou a que foi a mais criminosa guerra que o país promoveu.

zazie disse...

Sim, uma coisa é a ecologia e estamos de acordo quanto a isso, outra as causas de passerelle.

E as causas vendem mais que a ecologia porque anda tudo a toque de caixa e a política passou a ser mesmo isso- uma palhaçada de palpitações para desocupados.

Depois há a tremenda questão das necessidades da população mundial terem aumentado, por melhoria das condições de vida e ninguém querer regressar á pré-história.

Ora sem malthusianismo ou regresso à pré-história o mundo ideal ecológico é inviável.

Mas pode ser mais razoável ou menos razoável e isso é claro que depende sempre de medidas políticas mais amplas.

Fora isso, sempre tive um grande pé atrás em relação a todas as organizações que se diziam ecológicas. Hoje em dia tenho dois pés atrás em relação a todos os "ambientalistas".

Nem sei bem quem são, tirando o facto que os académicos são todos mega patranha que têm os lugares assegurados à conta de tolinhos que vão atrás e fazem aquelas graduações em "ursos polares" e coisas afins para terminarem em caixas de super-mercado.

zazie disse...

E sim, os manuais escolares tornaram-se catálogo de todo o gramscismo- a dita ecologia é PAN e PAN é coisa para idiotas.

Mas pronto, anda tudo vegan-sem-gluten e os homens-soja também são bons feministas.

zazie disse...

laricas:

Não sejas besta nem venhas com merdas de "criminosos" e paleio de velha com afrontamentos que não tenho pachorra para moralismos.

O nosso colonialismo foi produto da História e não há local do mundo que não tenha sido colonizado em qualquer momento civilizacional.

Quanto a isto, ponto final.

Quanto a entrega- se não fosses besta, percebias que eu e o José defendemos a ideia que se devia ter feito como os ingleses.

E isso nada tem de humanismo ou menos crimes- tem de oportunismo atempado para nossa (de Portugal de D. Afonso Henriques) defesa e para se evitar a merda do 25 de Abril.

muja disse...

O que não é honesto é vires para aqui com essa retórica inflamada de tarado e dizeres que os argumentos dos outros não são honestos.

Já se discutiu muito aqui esse assunto, e nunca se negou discussão a ninguém.

Mas os tarados como tu fazem o mesmo que faziam nas eleições de outrora: largam a retórica fedorenta e depois negam-se à discussão a sério.

Desde logo porque perdem o pé e são confrontados com um assunto que desconhecem, já não digo em profundidade, mas sequer na mais mínima superficialidade.

Mas vá, por caridade, a primeira pergunta que faço é:

Considera que os territórios a que chama são efectivamente independentes em qualquer acepção não trivial da palavra - ou seja, em algo mais que nome? Concretamente, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, a Guiné, Timor, Goa, Angola e Moçambique são independentes?

A segunda é: os regimes políticos que vigoram aludidos territórios podem considerar-se democracias, ou alguma vez puderam?

zazie disse...

O facto de se achar, hoje em dia, que a entrega atempada teria sido útil, em nada altera o facto de Salazar ter sido um gigantesco governante e Marcello Caetano idem.

E tudo o que veio a seguir é o que està vista.

Portanto, o mito do 25 de Abril e das trevas medivais anteriores, é mito posto a correr pelos comunas que defendiam ditaduras a sério e poelos compagnos de route que se atrelaram.

E esta patranha é lei e nenhum povo pode ter coluna vertebral se recusar o seu passado, em nome de adulterações históricas de vencedores atracados ao Poder.

zazie disse...

Não vale a pena perder tempo com o laricas.

Os velhos são assim- não mudam. Eu para lá caminho e já notei que se refina nas manias que se tinha.

Por uma lado, ainda bem, já que é a única forma do conservadorismo não ir também para o lixo.

Só que há-os que não mudam por terem sido sempre estúpidos e os outros por motivos inversos.

zazie disse...

Por acaso, também tenho reparado que até mudei em muita coisa mais recente e admirei-me com isso, pois dantes era impossível isso acontecer com tanta facilidade.

Mas eu gosto de entender as coisas e não tenho causas nem me estou a ver envolver-me em qualquer treta de acção.

Que se lixe. Cordão sanitário caseiro.

zazie disse...

Mas cada vez tenho menos pachorra para o histerismo dos moralistas hipócritas.

Acho que nunca suportei moralistas ainda que a moral nas escolhas me diga pessolmente muito.

Mas não suporto chantagens emocionais nem padrecas de dedo esticado sempre prontos a apontarem mazelas na alminha dos outros.

Assim a deles fica a salvo do mesmo.

Sempre a salvo- os sacanas dos moralistas.

zazie disse...

É uma tara dos fracos, como dizia o Nietzshe e a esquerda alimenta-se dessa moral dos fracos.

zazie disse...

Sempre do lado do insalubre e da desonra em nome dos "outros".

Que grande tara. Quem não tem noção do que é seu não é digno de respeito sequer pelos outros.

muja disse...

A terceira: porque motivo não foram as respectivas populações consultadas quanto ao seu desejo de independência? Isto é, porque lhes não facultado o direito efectivo à auto-determinação, de que tanto se acusou a 2ª República - ou Portugal, segundo Vossa Taradência - de não facultar?

Quarta: se Portugal enfrentava uma situação de revolta, subversão, e desejo e emancipação geral, como se explica ter podido policiar, já não digo durante séculos, mas durante décadas, um território no seu conjunto pouco mais pequeno que a Europa ocidental? Como se explica que os movimentos terroristas ditos de libertação ou nacionalistas, não tenham podido obter o mínimo resultado significativo, apesar de todos os apoios internacionais com que contavam - ao contrário de países como Cuba, Vietname e outros?

Quinta: Desde quando, especificamente, se podem considerar as populações das ex-províncias ultramarinas de Angola e Moçambique, nações em qualquer outra acepção da palavra que não a de viverem em território demarcado por fronteiras arbitrárias?

Sexta: Que diferença fundamental há entre os territórios ultramarinos franceses da Reunião, Guiana e Martinica e as ex-províncias ultramarinas portuguesas?

muja disse...

Eu não perco tempo. Quem o perde é ele, chagado pela sua tara.

Eu gosto de pensar nestas coisas. Ahahaha!

zazie disse...

eheheheh

Dá para notar
":OP

Unknown disse...

"Laricas"! :-)))

Miguel D

zazie disse...

É o Estica Laricas de perna alçada, comeu uma galinha a semana passada. Se mais houvesse mais comia, adeus senhor padre até outro dia

":OP

O palerma é jacobino mija-nos-finados e depois tem este paleio de padreca que mete dó.

licas disse...

Apreciem o manicómio que foi o Salazarismo (quanto à toda poderosa Comissão de Censura Prévia)

Uma ordem da Direcção dos Serviços de Censura considerava, no que diz respeito à literatura infanto-juvenil, que "parece desejável que as crianças portuguesas sejam cultivadas, não como cidadãos do Mundo, em preparação, mas como crianças portuguesas que mais tarde já não serão crianças, mas continuarão a ser portugueses".


sublinho " CRIANÇAS QUE MAIS TARDE NÃO SERÃO CRIANÇAS "

Se isto não é, alem de uma patetice pegada uma norma de anestesia/isolacionismo
afim de criar as crianças em "galinheiro" para quando "deixarem de ser crianças" . . .
saírem uns mostrengos à medida do "Grande Líder" digam de vossa justiça.

zazie disse...

Agora levam logo aulas de escolha de género alternativo na pré-primária e preparação para o choco gay e é só progressismo internacionalista.

zazie disse...

Todos diferentes, todos iguais, como o reclame.

Ainda agora li lá no das fuças uma prof universitária a criticar outra por ter referido o maldito "exotismo" e "orientalismo" a propósito do Japão por onde anda.

Até os pontos cardeais já são crime racista e os étimos gregos estão sujeitos à Comissão de Censura dos Direitos do Homem.

joserui disse...

Muja, tudo é conspiração… mas se compara — apesar da mesma etimologia — economia e ecologia, está tudo dito.
Mas estamos de acordo no mercado… mas mesmo aí, não se entende como para um bronco é bom vender um carro a gasóleo, mas conspirativo e de esquerda, vender um carro eléctrico. É uma conversa que de tão pobre não merece comentário.
O que ninguém fala é em vender menos carros, isso é que me preocupa.
Quanto ao carbono, claro que é uma preocupação enorme, só não é se já engoliu a cartilha dos Trump deste mundo. Mas isso é a ignorância como ideologia, o que não me parece admissível. Agora, se não é só o carbono? Ai pode ter a certeza que não. Ainda esta semana andou na imprensa mainstream a questão de extinção biológica em massa. Só quem não tem coração pode ver os animais a ser massacrados como estão a ser e dizer que não é nada. E esses são os visíveis, mas vai até ao plâncton, passando pelas abelhas. É algo nunca visto e em bom rigor demorou cerca de 40 anos, foi na minha geração.
E enquanto quem tem poder se entretem a sonhar com Marte, o planeta continua a definhar de forma proporcional ao sucesso humano.

joserui disse...

"Mas ainda está longe do alcance dos outros carros, porque os motores a combustível também melhoraram em eficiência."
Está nada longe, está a um par de anos. O resto é pertinente, é o problema das fraldas descartáveis mas muito mais complexo… feitas as contas todas, são preferíveis às de pano.
Inócuo não há nada. Basta nascer.
O que não me parece perdoável é sabendo o que se sabe e tirando a ignorância ao nível dos deploráveis nos EUA da qual há vastos exemplos cá, escolher o prejudicial por pseudo-ideologia. Tipo esses nut jobs a açambarcarem lâmpadas de incandescência porque as que gastam pouco são de esquerda.

joserui disse...

A Zazie enferma de um erro comum (que me admira) nos meios neo-liberais e quejandos: Que a alternativa a este estado de coisas é a pré-história. Isso é mais uma treta que tem resultado.
Mas não deixa de ser verdade que ninguém quer reduzir nada de nada. O mais trivial, diga que é para reduzir a ver se ganha votos. É por isso que essa da conspiração ecológica para tomar o poder é treta. Quem ganha são os Trump, não são os ecologistas, nem nunca foram.
Li há pouco que estamos a chegar a 500.000 milhões de garrafas de plástico por ano. Só a Coca-Cola são 100.000 milhões. São números ao nível da astronomia, o ser humano não tem cérebro que entenda… No tempo que demorei a escrever este comentário foram fabricadas e consequentemente deitadas fora 4.800.000 garrafas de plástico (em 4 minutos). Eu em minha casa tento não ter garrafas plástico, não consigo. Uma pequena redução e é tudo. A maior parte vai para ao mar, o micro-plástico já entrou na cadeia alimentar via plâncton, não há sal marinho sem plástico, há quem diga que é tudo uma conspiração da esquerda.

zazie disse...

Não, não. Eu não disse que a alternativa é a pré-istória. Disse que colocando as coisas em termos absolutamente ideais é a pré-história.

Eu sempre disse que a alternativa não era bling-bling. A alternativa é requinte. É o sentido de luxo mais do que de riqueza e o resto não se traduz em mercado nem em budismo mas pode ter a noção católica de Criação como referência.

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

Como é que o jrf faz com a água?
Usa filtros ou bebe a da torneira. Eu não bebo a da torneira e não vou na conversa de ser toda boa porque depende da própria canalização da casa. A minha é antiga- canos de chumbo.

joserui disse...

Mas a alternativa não é o regresso à pré-historia. Há uma eficiência que não existia no início da revolução industrial. Mas também há algo que não funciona.
Por exemplo, o meu carro soma as horas totais que lá estou dentro e são anos de vida. Alguém acha isso desejável? Porque não se conseguiu uma organização social mais eficaz?
Mas mesmo que se passe o mesmo tempo num carro eléctrico, parado não polui. É por isso que tenho uma motoserra eléctrica além da a gasolina. Quando é para cortar lenha pequena sozinho, só gasto quando efectivamente corto. Quem pode ser contra isso?

joserui disse...

Uso filtros da brita… mais uma despesa. Até aos 18 anos sempre bebi da água do poço e toda a gente. Depois ficou insalubre cheia de nitratos e pior. É mais uma que vi acontecer. Quem pode ser contra água limpa?

zazie disse...

Li que esses filtros não servem para nada. Foi teste da Deco.

Mas tenho o problema da canalização de chumbo. Não me atrevo a beber água da torneira.

Penso que a questão energética é de tal modo incontornável que o resto são migalhas.
E a ecologia já foi mais pragmática. Depois deu-lhes para a metafísica dos "esquentamentos globais" e agora já vão no malthusianismo dos sencientes para não se ter filhos.

zazie disse...

Há coisas que observo na prática e por isso digo que há limitações incontornáveis.

Por exemplo- os fungicidas. Eu sou obrigada a usar se quero ter roseiras floridas.
Já os pesticidas para ervas daninhas é outra coisa que se pode tratar de forma mais natural.

E as necessidades energéticas da população mundial são de tal modo gigantescas que por aí, sim, digo que só regressando à Pré-História e que não tem a ver com "falta de cuidados de reciclagem".

muja disse...

A questão não a ponho em termos de saber se vender carro a gasóleo é melhor que vender carro eléctrico. Ponho-a em saber se o custo ecológico de fabricar um carro eléctrico - as baterias, especificamente - compensa o se poupa em poluição do carro a gasóleo. E isso ainda não vi respondido.

A extinção em massa é evidente que é um problema gravíssimo. É mais um aspecto esquecido da hipocrisia reinante. E de como o problema ultramarino continua a ter actualidade. Ou alguém duvida que após as "independências" disparou a caça furtiva? E isso já na altura se sabia. No Africa Addio vem lá uma parte, no Quénia, sobre isso: dezenas e dezenas de pretos a caçarem tudo o que mexa, com azagaias e lanças, por um lado, e por outro brancos de heli e espingarda e outros com dois jipes e corda entre os dois a varrer zebras. Isto num parque onde meses antes, sob administração britânica, nem se podia entrar de carro...

Isto reflecte bem esse problema da hipocrisia.

Ecologismo, ecologismo, mas só no que não vá contra a ideologia dominante.

É o mesmo que querer um barco hidrodinâmico quando se abrem rombos no casco de dentro...

muja disse...

Por outro lado, a sua afirmação de que o alcance dos carros eléctricos está a um par de anos e outras que se fazem do mesmo teor, noutras áreas, também é coisa que não compreendo.

Eu trabalho, pode dizer-se, numa área de tecnologia de ponta. Não é a mesma, mas é semelhante no sentido em que se procura comercializar os últimos desenvolvimentos tecnológicos no campo.

Essas previsões raramente acontecem como se prevê. Pura e simplesmente não há maneira de prever o que não se sabe. Pode ser nos próximos dois anos ou daqui a vinte estar pouco mais avançada. É da própria natureza da investigação tecnológica. E a investigação também não é o último obstáculo - é depois preciso entrar a engenharia para resolver o processo industrial e, resolvido esse problema, tem que se ter um produto comercialmente viável. Ora isto está longe de ser um processo trivial.

Nos anos 70 previa-se que no ano 2000 houvesse carros voadores... Na minha área, mais ou menos pela mesma altura, faziam-se previsões semelhantes. Acontece que esbarram em dificuldades e a área estagnou até há menos de dez anos quando voltou a ser relevante por outros desenvolvimentos tecnológicos adaptados de outros fins. Estagnou vinte anos... E agora andam a fazer as mesmas previsões...

joserui disse...

A brita não fazer nada não percebo. Aqui a água fica sem sabor. Mudo o filtro quando o sabor regressa.
O aquecimento global, ou esquentamento ou o que quiser chamar é real e está a acontecer neste momento. Mas ninguém vai fazer nada, portanto não há perigo de estragar o negócio.

joserui disse...

Eu entendi a questão do custo ecológico Muja e é pertinente. Quanto ao raio de acção, não é assim tão difícil prever. Um Opel Ampera anuncia cerca de 500 km hoje. Tal como na energia solar estagnada desde o inicio do programa espacial, os avanços serão galopantes com correspondente descida de preço. Mas não discutamos, daqui a dois anos falamos.

muja disse...

Porque não se conseguiu uma organização social mais eficaz?

Este problema é fundamentalmente político. O Mestre - a "Besta", como lhe chama o tarado - fartou-se de falar nisso. Não se pode entregar simplesmente a economia ao liberalismo - ou neo-liberalismo, que é a mesmíssima coisa.

É necessário e inevitável que os governos tenham mão na economia e a orientem. Isso já era assim em meados do século passado e o problema só se agravou. Só os governos dispõem da visão de conjunto necessária para orientarem uma economia à escala moderna, e mesmo assim com dificuldade.

Isto não é a mesma coisa que abafar ou matar a iniciativa privada. Mas é submetê-la a certos critérios de utilidade comum e desenvolvimento harmonioso.

Os governos não podem limitar-se ao papel de reguladores que, mesmo esse, cumprem mal. Têm de fazer mais. Mas isso só um governo forte, apoiado por serviços altamente técnicos, o pode fazer.

As democracias parlamentares são um sistema obsoleto, sem capacidade para fazer face aos problemas modernos. É um facto. Já o era há 70 anos.

Só sobreviveram porque se desperdiçaram e desperdiçam somas colossais para manter as economias a funcionar. Mas isso tem um preço que é terrível e cujo custo se esconde, em parte domesticamente, mas a maior parte nos países ditos "em desenvolvimento". Assim temos iPhones e coisas assim fabricados por gente que recebe 2 ou 3 dólares. É trabalho escravo ou quase. É nesses pés de barro que assentam as nossas gigantescas economias. E isso também se transformou em 40 anos...

E mesmo assim não conseguiram impedir uma deriva para um consumismo desenfreado a tal ponto que é hoje o único padrão com que se afere a economia que é cada vez mais indistinguível de um esquema em pirâmide.

E este problema anda de mãos dadas com o problema ecológico. Não se resolve este sem resolver aquele, por mais carros eléctricos ou menos garrafas de plástico que se produzam.

A verdade é que em política, que para fazer face aos problemas e às escalas em que se colocam, tem cada vez mais necessidade da técnica, não se avançou um centímetro desde há quase cem anos.

Continua a teimar-se em processos que já demonstraram à saciedade a sua incapacidade, e empregam-se estribilhos gastos e sem substância para o justificar. Aquele que atribuem ao Churchill é exemplo paradigmático - fala nos que se tentaram, mas é usado para justificar que não se tente mais nenhum.




joserui disse...

Zazie eu tenho roseiras floridas sem fungicidas, de certeza que haverá melhor solução. Tenho de investigar. As minhas roseiras podiam estar imaculadas, estão um pouco roídas … mas prefiro assim a empestar o meu terreno. As plantas têm é de ser fortes. Eu faço como dizem os ingleses: trata do solo que as plantas tratam de si próprias.

joserui disse...

E Muja, o último comentário concordo totalmente.

joserui disse...

Quanto às necessidades energéticas é em parte um falso problema. Nos EUA os colegas da minha prima admiravam-se de ela apagar as luzes de casa. Nas series de tv tenho reparado em frigoríficos com portas maiores que a minha porta de entrada. Nós que não estamos na idade da pedra conseguimos viver com menos de metade da energia dos americanos e mesmo assim desperdiçamos imenso. Está tudo feito para se gastar. Alimentação idem, nos EUA, metade dos alimentos vão para o lixo. E é esse modelo que está a ser impantado por todo o mundo.

Adelino Ferreira disse...

eheheh o licas comunista?! eheheh

A zazie farta de saber que não é verdade, ainda ensaia um desmentido. Percebendo que ficaria com mais uma medalha na loja, ensaia com um laricas, e assim preenche uma sonho húmido.
Pobre criatura, armada em revolucionária nas netes e no seu círculo de amigos (há-des ter muitos) é mais flores e bolos, não vão os ditos perceber o seu ideário ao serviço "do bom povo português"

licas, aparece mais vezes

Apache disse...

“O aquecimento global, ou esquentamento ou o que quiser chamar é real e está a acontecer neste momento” [joserui]
Tens prova? Então apresenta-a, palerma! Ou então pensa duas vezes antes de repetires a cassete.
Nem sei porque é que perco tempo com idiotas.

PS – Se a prova forem os gráficos com as temperaturas homogeneizadas ou simulações de computador podes usá-la para limpares o eco-coiso. Só aceito dados reais e crus.

licas disse...

Veja, A.F. , aos riscos a que uma pessoa se expõe
devido aos tais "erros de percepção mútua"~
Muito obrigado pelo incenentivo. . .

Apache disse...

“O "bronco" do José Rui era para outra coisa e imagino qual seja.” [Zazie]
Era para mim, Zazie. O artista é incapaz de argumentar sem repetir a cassete (além de em matéria de Química ser analfabeto) mas o bronco sou eu. Lol.

Apache disse...

“Estamos de acordo quanto ao crescimento.” [Muja]
Está o muja, eu não. Por crescimento entendo melhoria da qualidade de vida. Vivemos melhor que os nossos pais (temos melhores casas, roupas leves e quentinhas, medicamentos para várias maleitas, etc) e estes viveram melhor que os nossos avós e assim sucessivamente. Isto não vai parar, está na nossa natureza; somos racionais (apesar de alguns se esforçarem em sentido contrário).

“Há um continente de plástico a flutuar no oceano Pacífico” [Muja]
Outro com a cassete. Que porra, pá. Onde é que ele está, que só dois ou três palermas é que o “viram”. O “gajo” não aparece nos satélites e até já se fez uma expedição oceanográfica para o procurar e nada.

“e a grande preocupação é a emissão de carbono - qual é a solução?” [Muja]
Felizmente não há solução. Mesmo que o Homem desaparecesse da face da Terra, os oceanos continuariam a regular (com base na temperatura que o Sol define) a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera para permitir a existência de vida vegetal.

Apache disse...

“Os carros eléctricos já têm pelo menos 20 ou 30 anos.” [Muja]
Têm mais de 100. Está-se a esquecer dos empilhadores, dos Eléctricos de Lisboa e de Coimbra…

“Porque segundo creio, o fabrico de baterias, sofisticadas ou não, está longe de ser inócuo e tem uns sub-produtos delicados do ponto de vista ecológico.” [Muja]
As baterias são do mais poluente que o desenvolvimento tecnológico trouxe. Já foram milhares de pequenas pilhas para as lixeiras, nas últimas décadas, mas hoje em dia, a reciclagem já é viável. As baterias dos carros têm de ser recicladas, é impensável amontoá-las numa lixeira.

“Mas pronto, anda tudo vegan-sem-gluten e os homens-soja também são bons feministas.” [Zazie]
E os chineses, maiores produtores mundiais de soja (e já agora, maiores poluidores do mundo) agradecem a publicidade.

Apache disse...

“Eu não bebo a da torneira e não vou na conversa de ser toda boa porque depende da própria canalização da casa” [Zazie]
Bem sei que a conversa não é comigo mas a opinião (por aqui) ainda é livre. Colocar filtros nas torneiras é gastar dinheiro mal gasto. Ou o filtro é demasiado poroso e o chumbo passa através dele ou é eficaz e além de reter o chumbo retém também os sais minerais (úteis) e isso é desaconselhável. Se desconfia dos teores (ínfimos) de chumbo ou não gosta do sabor a cloro quando a água é desinfectada, ou tem alguma teoria estranha por causa do flúor, então compre água engarrafada, mas não beba (continuadamente) água desmineralizada.

joserui disse...

Meu Deus… Muja, entretenha-se, tarados é para todos os gostos e feitios e este é um caso psiquiátrico. Deste calibre, só na "américa profunda".

joserui disse...

"Era para mim, Zazie."
Não! A sério que achaste isso? A Zazie não sabia!…

muja disse...

Bom primeiro vou responder aos jarretas, já que se associaram.

Eu não chamei comunista a ninguém. Chamei tarado. Chamei, e chamo. E, para além de tarado, mentiroso e cobarde.

Mentiroso porque não rectificou um número objectivamente falso, e cobarde porque não responde a perguntas sérias que lhe foram postas apesar de vir com pretensões à objectividade e à propalação dos valores chamados "democráticos". Por tudo isto, é também hipócrita. Resumindo, um fariseu.

A gente como ele, que se diz velho, pergunto o que atingiram na vida. A mim parece-me que pouco ou nada, forçosamente. Pois homens bem sucedidos, material ou moralmente, não perdem tempo com acusações que, para além de falsas, não têm já nenhuma relevância quatro décadas ou mais após o facto. Já passou mais tempo em chamada democracia do que durou o Estado Novo.

Um homem genuinamente preocupado poria as questões ao regime que vigorou nas últimas quatro décadas, não ao que o precedeu.

Um homem genuinamente preocupado começaria por observar o país moribundo, de alma esfarrapada, cada vez mais ténue, cada vez mais gangrenado pelo paradoxo da miséria crescente e do consumismo galopante. Observaria o colonialismo pelo capital especulativo estrangeiro.

Um homem genuinamente preocupado, ainda que dado às esquerdas, observaria que nem mesmo se pode já colocar a questão da relação dos meios de produção com o capital e da apropriação daqueles, porque já não há sequer meios de produção!

Observaria o deslize da esquerda social, da defesa do direito e condições de trabalho, para o societal da politização da esfera pessoal que é usado para impôr o liberalismo absoluto nas relações e na natureza do trabalho sob a noção de "neo-liberalismo".

Um homem genuinamente preocupado colocaria as questões sérias do presente em vez de repetir os estribilhos do passado.

Um tarado, porém, vive exclusivamente para a sua tara. O seu próprio ser lhe é secundário. Um tarado por cus vive para o cu, tudo lhe submete. Um tarado da democracia vive para o fetiche e a fantasia da eleição, e tudo lhe submete.

Não é gente com quem se possa conversar, ou tenha interesse ouvir, desde logo porque nada dizem - como se verifica.

Portanto, ó jarreta falhado tarado, porque não te passas ao diabo, que já deve estar à tua espera, e desamparas a loja?

muja disse...

Quanto a ambientes, entendamo-nos primeiro acerca de uma coisa.

Não vale a pena formar já partidos sobre esta ou aquela questão particular, e destruir a unidade periclitante que ainda é possível conservar.

Pessoalmente, não tenho interesse nenhum pela questão ecológica se é para servir de pretexto à destruição do meu país. Não tenho interesse em salvar o mundo se para isso tenho de sacrificar o pequeno pedaço dele que me toca, que não aquece nem arrefece no conjunto geral do mundo.

Preocupemo-nos primeiro com a nossa casa, e uma vez posta esta em ordem, poderemos então considerar que possibilidades de colaboração internacional se nos oferecem.

Porque, se nem a nossa casa sabemos ou conseguimos ordenar, de que nos vale zangarmo-nos por coisas cujo âmbito ultrapassa largamente a nossa pequena escala? Que vantagem retiramos disso, para nós ou para os outros? Nenhuma, claro está.

muja disse...

Apache,

a questão do crescimento não é essa. É a do consumismo ou da sociedade de consumo. Por outras palavras, a das consequências ecológicas da elevação do liberalismo, enquanto doutrina política e económica, a religião.

Ou ainda, se quiser, a da confusão entre qualidade de vida e conforto material. Uma e outro não são a mesma coisa e confundi-los é que não é racional e já os gregos antigos punham o problema.

Se somos racionais, devemos fazer uso da razão, isto é, da inteligência. E a inteligência diz-nos que os limites da acção humana não podem ser apenas os das possibilidades técnicas, nem a busca do conforto material o objectivo derradeiro da existência humana.

muja disse...

Quanto à poluição, exprimi-me mal. É certo que não há uma ilha, propriamente dita, a flutuar literalmente no oceano.

Mas é inegável, e tal verifica à vista desarmada por quem quer, que as águas estão cada vez mais poluídas e que o plástico oferece as maiores dificuldades dessa poluição pela sua lenta decomposição por um lado e, por outro, pela sua erosão fácil em partículas cada vez mais pequenas.

muja disse...

No que respeita ao carbono - ou ao efeito de estufa, que é o problema propriamente dito - francamente, não é assunto para o qual tenha capacidade técnica para ajuizar.

Mas há outros motivos que me causam as maiores reservas.

Primeiro, a inquinação política do problema. Sabemos, por outras questões, que há hoje em dia muito poucos organismos isentos quando as questões em causa têm repercussões políticas e de todos as universidades, que são, por variadas circunstâncias, ambientes fechadíssimos e de grande conformismo, ao contrário do que apregoam e tentam fazer crer. É facto e todos o sabemos. Quem nelas trabalha ou trabalhou, pelo menos, sabe bem que assim é.

Segundo, a complexidade do sistema considerado. Não percebo muito de química ou meteorologia, mas percebo alguma coisa de sistemas. Ora os sistemas complexos adaptativos, como é o clima e o são os sistemas retro-alimentados no geral, como as economias ou os ecosistemas, são extremamente difíceis de compreender quando não são da maior simplicidade.

Basta considerar a dificuldade das previsões meteorológicas que falham frequentemente por se basearem em simulações numéricas devido à complexidade dos cálculos que se teriam de fazer e que ultrapassam a capacidade humana e técnica, para se apreciar a dificuldade de sentenciar de forma generalizada e definitiva sobre todo o sistema... Tenho muitas reservas acerca de conclusões definitivas em problemas desses.

Terceiro, a veemência com que é apresentado o problema e a agressividade com que nos querem colocar diante de factos consumados causa as maiores suspeitas quanto aos motivos por detrás da campanha. Desde logo porque não existe em relação a outros problemas ecológicos de gravidade igual ou maior e que não oferecem dificuldades nenhumas de verificação a ninguém, como o da poluição ou o das extinções. Ou alguém duvida que as extinções ponham em causa o equilíbrio geral da natureza e que isso só pode ter as mais graves consequências? Ou que a poluição tem causado gravíssimos problemas de saúde pública?

Por outro lado, se estamos na iminência da catástrofe e se o problema é de tão transcendente dificuldade que requer a alteração fundamental das relações entre os povos e as nações - por outras palavras, a instituição de um governo mundial - como sabemos então que não é já tarde de mais para o evitar e em que se fundamenta a esperança de o não ser? Não devíamos, nesse caso, tomar antes providências que nos preparem para as consequências dele em vez de medidas necessariamente inconsequentes pela alegada fatalidade do problema?
É muito mais fácil, e seguro, calcular a exposição ao risco do que o risco em si. É muito mais fácil calcular em que medida estamos preparados para as consequências de uma catástrofe do que a probabilidade da catástrofe. Não deveríamos, então, fazer de forma a minimizar os possíveis efeitos das alterações climáticas que, aliás, ocorrem naturalmente do que gastar tempo e recursos a tentar evitar o que se desconhece e nem se sabe pode ser evitado?

zazie disse...

JRF:

Quanto a roseiras só tenho das antigas inglesas compradas ao David Austin. Ele próprio aconselha fungicidas e usa-os, pois nestas roseiras é impensável que sobrevivam de outra forma.
Uso fungicidas que dizem que são naturais e o mínimo possível pois, ao ar livre e com sol e boa terra, elas próprias ganham defesas.
------------------------------------------------------------
Apache:

É precisamente por saber que os filtros apenas escoam mas não matam bactérias nem o efeito do chumbo e por ter canalizações de chumbo que não sei como resolver o problema.

Pois também me incomoda (por todos os motivos, incluindo carregar lixo) comprar água engarrafada para beber.

zazie disse...

Quanto à questão ecológica deve ser a única, juntamente com o património, em que sou internacionalista.

É uma questão de "olfato". É uma questão estética.
Gosto de preservar, não gosto de ver estragar e sujar.

Como figura de estilo do que disse, posso ilustrar que o meu ódio de estimação número 1 é a porcaria dos riscos nas paredes a que chamam graffiti.

E acerca disso as pessoas também se dividem- há as que ficam profundamente incomodadas e consideram poluição e não aguentam pacíficamente ver aquilo e há as que nem ligam ou pior, as que até gostam.


É como a comida e com a política- há quem comoa toda a merda e há quem não a coma. Aí acima estão dois exemplares jarretas que adoram comer merda às colheres. Sabe-lhes bem e ainda insultam quem não tem esses gostos coporfónicos.

Unknown disse...

Quanto a qualidade de vida, aí está um conceito muito prostituído.
Com excepção da medicina, não se avançou um milímetro desde S. Tomás de Aquino. Pelo contrário, avançamos entusiasmados no sentido do abismo.
Quanto a poluição, não tenho dados para argumentar se há aquecimento global, se é provocado pelo Homem, etc..
Mas isto eu, conservador, salazarista e reaccionário, sei: é prudente conservar a nossa paisagem, o culto da terra, a pureza da água e do ar, o viver a uma escala humana.

Miguel D

zazie disse...

A principal poluição não é o aquecimento global.

Mudaram para aí e esquecem o resto, acerca do qual há formas de evitar.

E sim, não se viver na miséria também não implica tanta dondoquice com carros e outras tretas que, na maior parte dos casos em que são usadas, são perfeitamente inúteis.

Eu não uso aquecimento no inverno. Já apanhei com uma labreguita que ficou cá a dormir para tomar conta da minha tia, a queixar-se por causa do "frio". Frio com 14 graus que apanhei à chegada do avião e com bons edredons, boas mantas, boas janelas de madeira antiga e paredes grossíssimas como se fazia dantes.

Isto é que não entendo. É dondoquice aparvalhada, tal como deixarem as luzes todas ligadas em toda a parte por onde passam

zazie disse...

A propósito de carros a gasóleo, ou gasolina e eléctricos. Para a cidade, o que eu defendia era quase extremo- eléctricos para os velhotes que não podem andar em transportes públicos e eléctricos públicos para os restantes.

Quem não gostasse que andasse a pé.

o meu pimpolho não tem carro e não deixa de viajar por isso. Em Londres até os yuppies que restam andam de metro.
Por cá temos vícos à "amaricana rica". É só celindragem potente como se vivessem na América e até as donas se metem no jipe para irem ao cabeleireiro do outro lado da rua.

Esquecia-me de dizer que depois dos graffitis o meu ódio de estimação nº 2 é às cavalgaduras do asfalto e aos ciclopes dos passeios.
Como se não bastassem os primeiros agora temos estes espécimes de duas rodas, disparados nos passeios, a atropleram crianças e quem lhes aparecer ao virar da esquina.

E este problema com os ciclopes dos passeios ou do sentido contrário em qualquer rua é mais um exemplo de que não bastam modas "ecológicas" para dar educação ao povão.

zazie disse...

Ecológicas, não. Outra palavra tirada do léxico.
Agora tem de se dizer "ambientalistas".

é como os remédios- passaram a "medicação".

Não faço ideia porquê mas toda a gente fez upgrade. Eu não faço para chatear.

zazie disse...

Errata para o "coprofónico" antes do jarreta que escreve "ha-des" vir aqui chagar pelo erro.

zazie disse...

Muja:

Por que motivo associa "consumismo" a liberalismo?

Eu acho que ambos são chavões. Também se pode consumir "cultura" e isso não é socialismo.

A malta da machamba é que ainda fala assim para justificarem aquele mundo em que vivem.

Há coisas naturais- uma delas é o capitalismo e a natural tendência para se ter uma vida melhor.

Agora se me falar em mundos das apps e cenas inúteis que ultrapassam a criatividade útil científica, isso sim, é outra coisa.

muja disse...

Porque me parece que a consequência do liberalismo é o consumismo, o mercadejar de tudo e mais alguma coisa incluindo o ser humano.

Se não pomos limites à actividade económica, no sentido de a orientar para o interesse geral, e deixamos entregue a si própria, o natural é que não considere mais nada senão a procura do lucro, por quaisquer meios.

É para isso que tende o liberalismo enquanto doutrina económica e política que, aliás, não podem separar-se.

Por exemplo, a questão do aborto. Não se constituiu já todo um mercado à volta disso? Desde os que o promovem a troco de subsídio estatal aos que o praticam literalmente por encomenda de partes de fetos, como recentemente foi exposto na América?

A iniciativa privada e capitalismo são naturais, não há nisso controvérsia nenhuma.

Mas só porque uma coisa é natural, não significa que não deva ter limites extra-naturais ou não deva ser orientada, como é fácil de entender para outros instintos e actividades humanas não menos naturais que essas.

zazie disse...

Sim, de acordo. O neotontismo é uma ideologia bling-bling.

Mas, repare, na questão ecológica, para haver esse controle, ele tem de ser supra-nacional.

A Natureza e o Património levantam questões mais amplas, precisamente por dizerem respeito a toda a humanidade sem precisarem de serem reivindicadas por voto ou pessoa a pessoa.

zazie disse...

A ecologia e o património não são democráticos e carecem de elites

ehehehe
A escardalhada nem topa que só agarra causas que nem pode cumprir, a menos que ainda sonhem com Pai dos Povos

muja disse...

Não creio que tenha de ser supra-nacional a não ser que haja equívoco sobre o significado da palavra.

Uma coisa é a cooperação internacional, em que os países se comprometem e colaboram de comum acordo e vontade própria em coisas que estão dentro das suas possibilidades fazerem.

Outra é haver um organismo jurídico do género da ONU que depois não tem meios para impôr as suas deliberações.

Se os EUA, ou a China ou a Rússia recusarem uma deliberação desse controle supra-nacional, que se faz? Quem lho impõe?

Não me parece solução que resulte nalguma coisa. E aquela história do Trump sair daquele acordo da treta pareceu-me bem uma expressão de realismo político da parte dele. Acordos da treta não servem para nada senão para atirar areia para os olhos e desprestigiar as possibilidades de soluções sérias.

Isto tem de ir sendo resolvido por partes, entre países que se entendem, não há outra forma. Se os países da Europa, ou de partes dela, se entenderem nalgumas coisas, já é um passo importante. Se os gringos do lado de lá fizerem alguma coisa, também é.

À medida que se forem encontrando fórmulas que funcionem, pode ir-se alargando o âmbito.

Agora começar com grandiosos planos de todo o mundo, isso é só para laricas verem, mais nada...

muja disse...

Veja como a ONU não serve para rigorosamente nada. Passa resoluções atrás de resoluções que ninguém cumpre.

Esses expedientes são sempre falhanços a prazo. Servem ou para desprestigiar os grandes por não cumprirem o que mais ninguém cumpre ou para dar pretexto a interferirem com os pequenos pela mesma razão.

joserui disse...

"Quanto à poluição, exprimi-me mal. É certo que não há uma ilha, propriamente dita, a flutuar literalmente no oceano."
Está bem dito, é uma metáfora como outra qualquer, mas parece que o tarado o assustou. E não é uma, são duas, uma no pacífico, outra no atlântico. De resto, não é preciso ser oceanógrafo, basta ir à praia e ver o lixo a dar à costa todos os dias.
Quanto ao clima, outro erro em falar de meteorologia, porque não "basta" não, porque não há qualquer relação. Isso é conversa do tarado, que não sabe o que diz.
Zazie, também me incomoda inacreditavelmente o sujidade nas paredes. E os taradinhos dos carros e motas. Quanto a elites para a ecologia, estamos bem entregues :) .

muja disse...

A União Europeia é a mesma coisa. Penaliza países como Portugal ou a Grécia por coisas em que a França ou a Itália fazem igual. Por outro lado, que podem fazer ao Reino Unido agora que este decidiu sair? Nada. Nada, pelo menos, que os não prejudique também.

Foi eficaz enquanto foi organismo de cooperação inter-nacional de âmbito restrito. Deixou de o ser quando cedeu à tendência supra-nacional e começou a ir no caminho da união política.



joserui disse...

Muja, esperar que o Trump tenha saído do acordo de Paris porque é realista e quer prestigiar uma solução séria, consegue ser a coisa mais mirabolante que aqui li… e não sei se é desde sempre. Porque é verdadeiramente inacreditável vindo de quem vem.

muja disse...

Ó JRF, aí é que V. me confundiu.

Como é que não relação entre o clima e a meteorologia?!

joserui disse...

E estamos muito legal de de "começar"… houve o Rio, houve Quioto, entre outros os EUA sempre minaram e chegamos até aqui. Mas não nos cansemos, ninguém vai fazer nada, o negócio continua assegurado.

muja disse...

Não é nada inacreditável.

O JRF fica cego nesta questão.

É evidente que aquilo iria servir de pretexto para o atacarem por aquilo que nenhum dos outros ia fazer também.

muja disse...

Minaram os EUA e minam os outros.

Mas V. acha que esses "acordos" alguma vez foi outra coisa que não fogo de vista? Que os chineses ou os indianos - que cagam na rua - alguma vez iam fazer alguma coisa ou têm sequer condições políticas internas para isso?

Esses "acordos" são como os acordos para destruir o ISIS ou contra o armamento das partes na guerra civil de Espanha - os mesmos que acordam são os que o fazem e continuam a fazer...

joserui disse...

Não vou explicar agora, mas isso é a conversa de apaches e dos sites onde eles vão adquirir o basto conhecimento que não têm vergonha de exibir. "Eh pá, não conseguem huh prever o tempo para amanhã huh, vão prever o clima (nem dizem clima) para daqui a 20 anos pá huh huh… isso é treta huh são uns huh vendidos huh, estão ao serviço dos ecologistas huh esquerda, huh, o nosso bom presidente Trump huhu é que sabe huhu huh ".

joserui disse...

(Foda-se), um tarado como este que aqui aparece diz as maiores barbaridades não é cego, sou eu. Continue a ver assim bem, falamos daqui a dois anos junto com o raio de acção dos carros.
Eu também fico cego com o estado novo e com o anormal do Rb, a diferença é que aí concordamos. Na abominação que é esse Trump não. Mas já lhe disse, basta olhar para ele. Não vê que quer que lhe faça? Eu para cego, vejo bem 10/10, podia ter sido sniper, foi um talento desperdiçado. :D

muja disse...

Quem referiu a questão do clima até acho que fui eu, e o meu argumento não foi bem esse.

É difícil prever o tempo porque os cálculos são demasiado complexos para se fazerem simbolicamente. Então recorrem a programas de simulação numérica, que funcionam por aproximação, como qualquer método numérico.

É difícil por isso tirar conclusões definitivas.

Não vejo que o clima considerado no seu todo para o efeito de calcular o efeito de estufa no planeta inteiro seja muito menos complexo.
Não quer dizer que não se possa prever, mas é diferente de tirar daí conclusões definitivas.

muja disse...

Claro que fica. Até perde as estribeiras como não acontece para outras questões.

Mesmo que o Trump seja uma abominação, como V. diz, que é que isso tem que ver com o realismo político que ele possa ter ou não?

muja disse...

Diga-me uma coisa, quais foram os resultados concretos que se obtiveram desses acordos todos que referiu?

Não é as metas que acordaram. É o que cada país fez concretamente e que diferença fez no conjunto?

joserui disse...

É? Diga-me uma coisa… essa abominação já fez alguma coisa que lhe tenha desagradado? Em caso afirmativo, pode-se saber qual ou quais?

joserui disse...

Realismo político é andar a defender a indústria do carvão… Enfim.
Resultados concretos sem os EUA é difícil. Mas o Bush filho, outro, não sei se se lembra como foi… A China não ratificou etc, etc. Mas a China não passa de um outsourcing de poluição para EUA (principalmente) e Europa. Ou seja, se calhar voltamos à conspiração do costume.
Dito isto, é bastante bom ver a Europa na frente das renováveis e nas leis ambientais por exemplo. Claro que sou contra importações de país sem as mesmas leis… Também não disse que ia mudar o Mundo, aliás disse é que o negócio está assegurado.

zazie disse...

É supra-nacional porque se umas ruínas sumérias são decretadas património mundial, não se vai pedir o voto ao Estado Islâmico para dar ou não dar autorização ao facto.

Se os rios nascem em Espanha, também há questões que não podemos decidir por eles.

e assim por diante.

Não estou a pensar no "aquecimento global" porque essa é a moda que leva às tais reuniões e afins com voto.

Estou a pensar no básico- na sujidade e na protecção às espécies em vias de extinção. E no património histórico, para além das religiões adoptadas posterirmente nos locais onde esse património existe.

Claro que é difícil porque o local pode estragar, por muito que elites façam mundialmente pagar preservações.

muja disse...

Pode pois. Refiro-lhe duas, pelo menos:

Continua a interferência na Síria, com aquele ataque de mísseis à base aérea sob pretexto de um fantástico ataque com armas químicas que a Síria não possuiu nem teria interesse em utilizar se as tivesse. E recentemente abateram pelo menos um avião sírio no sul do país.
E foi lá conluiar sabe-se lá o quê à Arábia Saudita que já teve repercussões com a Turquia a enviar tropas para o Bahrein.

Prepara-se para deixar os operadores interferir e discriminar o tráfego na Internet.

Deve ter havido mais, mas estas são as que me ocorrem assim de repente.

zazie disse...

Mas, mesmo em relação ao dito aquecimento global e outras coisas que os cientóinos desvalorizam por "não estarem provadas", o que penso que se deve fazer é evitar.

Porque é estúpido querer provar algo para além do nosso tempo de vida e do de gerações vindouras e só preservar depois, quando já nada há a fazer.

A ideia de que vivemos no melhor dos mundos e vai ser sempre a subir é outra ideia de quem desconhece a História e o nascimento e morte de Civilizações.

E isso, sim- é novo-riquismo bling-bling. é o tal "pugresso à velocidade máxima" e na direcção do hedonismo em moda.

joserui disse...

Ninguém falou em conclusões definitivas ou na explosão do planeta. O sistema é adaptativo como disse, o que não quer dizer que os componentes do sistema o sejam. Hoje, a humanidade tem capacidade para destruir tantos componentes, que é necessária uma fé enorme para acreditar que tudo ficará na mesma. Mas, S. Tomé acreditou vendo e tocando, hoje caiu em desgraça, nem vendo, tocando, cheirando e comendo… É a vida.
Eu há mais de 10 anos passei imenso tempo a discutir com o João Miranda do Blasfémias estes assuntos. Era um palerma, mas sabia discutir embora com uma técnica que me apercebi que utilizava para tudo e servia qualquer assunto. Infelizmente também ia buscar o conhecimento aos sites de desinformação do Steve Milloy e outros. Mas a incerteza era o grande (único) argumento. E consequentemente os modelos. Os modelos, erraram todos por serem demasiado optimistas, mas gostava de ver um desse tempo a reconhecer isso. A reconhecer que ficou tudo pior de uma forma inimaginável. Que os modelos erraram de facto, mas ao contrário do que eles diziam.

muja disse...

Mas estamos de acordo que está tudo pior.

Mas se está tudo pior, porque é que esse problema é mais grave ou urgente que os outros?

Não vejo bem onde quer chegar. Nem respondeu aos argumentos que exprimi acima...

joserui disse...

Mas esse argumento tinha ficado rouco de o repetir Zazie se tivesse sido a falar. Que era o princípio de cautela. Qual cautela? Esses tipos do blasfémias só entendiam se fosse da casa da sorte… Havia um MDF ou lá que era, que andava todo contentinho porque estávamos a tirar os chinesinhos dos campos :D …

zazie disse...

Não tenho lido jornais dessa cena internacional.

E quem fez os ataques?

Aquela porcaria islâmica não é de fiar e eu própria andei enganada em relação à sua perigosidade.

Claro que há danos colaterais mas aí nada a fazer ou inventam formas mais de ficção científica para neutralizar.

Também dizem mal dos drones mas esses até fazem menores danos.

Os da Coreia do Norte também andam com fosquinhas e como é? não sei. Não sei se o Trump não tem uma macacoa e lhes responde.

Este melhor dos mundos possíveis anda pereclitante.

A cena islâmica travava-se do modo que nenhum governante Ocidental tem coragem para o fazer.

Pura e simplesmente recusar todo o refugiado.

Cordão sanitário, e eles que se amanhassem lá longe.

zazie disse...

Exacto, jrf.

O princípio da cautela é o único inteligente.

Todos os outros são cientóinice das fezadas das provas e cenas prot imbecis.

Bastava aplicarem a Bíblia. Até o Vaticano entende mais de clima e de ecologia que os neotontos ou militantes ambientalistas-vegan.

muja disse...

Zazie,

deu um bom exemplo de mais um falhanço.

Que é que esse decreto de Património Mundial conseguiu fazer pelas ruínas sumérias, ou romanas ou medievais da Síria? Nada! Os tipos chegaram lá e rebentaram com tudo a seu bel prazer.

Teria sido mais ou menos grave sem decreto?

Em última análise essas coisas estão à guarda de quem as tem, e não há decretos ou organizações supra-nacionais que o possam evitar.

O mais grave é se pode assacar a responsabilidade dessas destruições aos países do Ocidente que vão para lá chocar essa barbárie e dotá-la de meios, para depois andarem por aí a chorar lágrimas de crocodilo.

Não contentes, ainda fazem tudo ao seu alcance para a importar para cá, e incitar a que já cá está a fazer o mesmo...

zazie disse...

Os neotontos são uns palermas igualitários. São uma variante da panca do homo economicus.

Isto dos sistemas políticos modernos baseou-se tudo no mesmo- a base económica e a "super-estrutura ideológica".

Uns deram marxismo; outros deram internacionalismo materialista umbiguista idêntico.

E as leis. A puta das leis- a Academia de Laputa do Swift que percebeu tudo em cima do acontecimento

zazie disse...

Teria sido mais grave sem decreto porque já tinha ido há mais tempo. Devia-se ter sacado mais para os museus

":OP

O Napoleão é que sabia.

muja disse...

O pretexto foi um alegado ataque com armas químicas que o "regime Assad" - isto é, o Governo sírio - terá feito aos seus civis.

Em resposta, os EUA bombardearam uma base da força aérea síria.

Há dias, a marinha americana abateu um avião sírio porque diz que era ameaça às forças democráticas que eles apoiam lá - isto é, os jihadistas bons.

Olhe, essa da Coreia do Norte é outra que me esqueci de referir ao JRF. Os EUA têm três grupos de porta-aviões na zona. Cada grupo de porta-aviões tem pelo menos mais dez barcos e, eventualmente, submarinos.

Um só desses grupos tem poder de fogo suficiente para destruir Portugal inteiro e reduzir os espanhóis à guerrilha.

Dizem que é pelos norte-coreanos andarem a testar mísseis... Que eu saiba ainda não acertaram em ninguém, mas pronto. Os brutos são brutos e necessitam sempre de alguém para brutalizar...

muja disse...

Se a zazie acredita nisso é ingénua.

Não foi há mais tempo porque a Síria era dos países mais civilizados que ali havia. Apesar de ser de maioria muçulmana, é uma república laica e os alauitas que a dirigem são uma minoria islâmica moderada - até têm um conceito de Santíssima Trindade semelhante ao cristão. Aliás, os cristão viviam lá tranquilamente.

joserui disse...

Mas há uma diferença fundamental Zazie: O património destruído na Síria não afectou o nosso património. Ora, no tal sistema que falou o Muja, não é bem assim. Podemos fazer o outsourcing para a China que o ar demora menos de 24h a dar a volta ao planeta. E é o mesmo ar. Podemos fabricar meio trilião de garrafas por ano e pode ir tudo parar ao mar, mas é o mesmo mar. Por isso é que as nossas praias estão como estão.

joserui disse...

Eu quanto à Síria estou completamente do lado do Assad. Sou cristão e se lá estivesse teria que fazer pela minha vida e da minha família. Não há questão aí.
Quanto à Coreia do Norte, tenho esperança que o Trump faça uma única coisa que me agrade, que é acabar radicalmente com aquele regime que anda a brutificar e violar aquele povo há décadas. Aquela espécie de monarquia do inferno.
Muja, agora confundi-me… devia ter perguntado o que é que a abominação já fez bem… além de brutalizar a CNN. :D

muja disse...

Mas sim, concordo com o que diz dos museus. Até ver, porque com o caminho que isto leva qualquer dia nem deste lado estão safos.

Olhe, fui há tempos a uma exposição de Boticelli no Fine Arts Museum que apanhei quando me encontrava em Boston por razões profissionais.

Fiquei surpreendido com a facilidade com qualquer pessoa ali podia entrar e vandalizar os quadros.

Estavam lá todos os mais conhecidos.

Pois olhe que poucos tinham um vidro sequer que os protegesse. Se eu quisesse, sacava de uma chave e rasgava dois ou três antes que alguém me agarrasse.

E quadros que estavam emprestados pelos italianos e outros.

Qualquer tarado ali entrava com a maior facilidade e os rasgava, lhes chegava o fogo ou pintava com um spray qualquer...

Aliás, há poucos anos gamaram-nos as jóias da coroa mais valiosas que tinham ido para a Holanda emprestadas para uma exposição. Deve saber perfeitamente.

Fiquei chocado com o valor do seguro... Seis meros milhões de euros, quando só o castão da bengala de D. José devia valer bem o quádruplo ou quíntuplo disso.

Quando foi das comemorações do descobrimento do Brasil, penso que dos 450 anos, a Arquidiocese de Braga enviou a cruz de ferro que teria ido com Pedro Álvares Cabral, e foi um monge com ela com instruções rigorosas para não se separar dela sob qualquer pretexto. Dormia com ela e tudo.

É como lhe digo, as coisas dependem de quem as guarda e o resto são cantigas...

muja disse...

Brutalizar a CNN não posso negar que me tenha agradado ahahaha! Se bem que, em larga parte, brutalizam-se a eles próprios.

Olhe, não concordo nem posso concordar que eles se metam com a Coreia do Norte. O que está feito está feito, e não têm legitimidade nenhuma para lá irem interferir.

Eu também não concordo com o regime, mas isso não é justificação nenhuma para irem devastar aquilo.

Além do mais, foram eles que criou aquela situação. Permitiram que aquilo acontecesse quando apoiaram os comunistas na China. E agora querem lá ir brutalizar os tristes que já têm de gramar com o regime que lá têm.

joserui disse...

De certeza que sabem onde o rato chino lil' Kim anda o tempo todo… um drone pelo cu acima e estava feito!
Não sei é se a China deixa… podem retaliar fabricando bandeiras americanas, bonés do Trump e chicken mcnuggets com materiais de segunda e eventualmente mais caros. E os foguetes do 4 de Julho.

muja disse...

Tenho as maiores dúvidas que saibam.

A China é imperscrutável... Capazes de usarem os norte-coreanos como pretexto para afrontar e engodar os americanos são eles...

Têm-se armado a um ritmo louco. Fazem navios, tanques e aviões como se não houvesse amanhã...

Devem já possuir superioridade regional. Os americanos estão a correr atrás do prejuízo.

Adelino Ferreira disse...

Para ti ameba, limpa-te a este guardanapo.

Aqui não há erro ortográfico,troca de tecla nem utilização incorrecta do corrector ortográfico.

Se quiseres tenho muito mais....

Aqui resume o retrato de um ser desprezível que até os amigos mais próximos engana de uma
forma calculista

zazie20 de setembro de 2013 às 10:53
Mas fala assim em meios como trabalho?

Eu não.

Nunca abri a boca. Ninguém sabe rigorosamente nada de mim.

AHHAHAHA

Nem sei porque sou assim, mas sou. No trabalho só tenho conversas de brincadeiras para rir ou de jardinagem

":O))))

Tudo o que é teórico é de porta-aberta mas não entra absolutamente nada de política na coisa. É regra de ouro.

Nem permito comício por parte de outros.

zazie disse...

Muja:

Está a repetir o que eu disse.

Os mais civilizados entendem a noção de património e até têm todo o interesse turístico que esteja catalogado mundialmente porque só atrai turismo.

zazie disse...

eheheh

A boca do Doutor-Engenheiro-Campónio foi em cheio. Até podáimos vender ampolas de ar como o Duchamp.

Claro que estas coisas nunca se podem ficar por nacionalismos.
Por isso é que eu disse que existe a noção de Criação que é católica e através dela, sim, entende-se a necessidade de proteger e preservar e até se entende que o "valor" nunca poderá ser aferido pelo "mercado".
Coisa que nem marxistas nem neotontos ateuzinhos materialistas alcançam.

zazie disse...

O Trump não acaba com Coreia do Norte alguma porque até a Coreia do Sul deixou de estar virada para esse lado e está mais amiga daquilo.

E depois existe a China e jogos estratégicos e a geografia tem muito que se lhe diga na política.

zazie disse...

O que é que a avantesma do "hades" escreveu para ali?

O raio do homem deve-se vir para me perseguir o tempo todo.

Agora não falar em política no trabalho é "trair amigos"

Parece parvo, o estupor do velho.

zazie disse...

Se calhar julga que eu tenho trabalho como eles têm- por comandita partidária.

Esses sim, até reuiniões partidárias hão-de fazer em serviço porque nunca na vida souberam o que é ser-se independente.

Quero lá eu saber de política para trabalhar ou para ter relações cordiais com colegas.

Nada. Sou educada e não sou iletrada para ter de me pendurar na bengala política quando lido com questões teóricas.
Acho mesmo uma grande ordinarice quem passa a vida a atirar bocarras partidárias e políticas em locais inapropriados.

O meu trabalho não é de tertúlias e as amizades nada têm a ver com a porcaria da política.

muja disse...

Zazie,

então não percebi o que disse...

Mas se as coisas dependem apenas de quem as guarda, qual é a vantagem das cenisses supra-nacionais?

Se é para atrair turismo, pois está bem. Mais que isso é que não compreendo...

zazie disse...

O valor é atribuído, por categorias, internacionalmente.

Nacionalmente também existem categorias diferentes- de interesse público a património nacional.

Isto permite formas de preservar com intervenientes científicos em vez de deixar ao acaso, à boa ou má vontade local.

Na questão do património o problema que se pode colocar é mesmo o do laicismo.

Por exemplo- por cá o Estado sacou (e ainda saca) muita coisas às igrejas em nome da preservação dos museus.

Vivi isso de perto nas Ilhas. Como por lá são verdadeiramente católicos, uma estátua de santo ou algo no género não é apenas um "objecto artístico".

Nesses casos tenho grandes dúvidas e penso que deve haver prioridade religiosa e local à retirada para museus.
Mas, mesmo assim, os roubos existem e é a própria Igreja que se vê obrigada a fazer reproduções.

Estas coisas de preservar são complexas, não se podem fazer com amadorismo, nem devem estar sujeitas a lobbies de capelinhas

zazie disse...

Penso que o património é mesmo uma das formas mais inteligentes das pessoas superarem as pequenas ou grandes diferenças culturais e religiosas.

E a isso é que considero "ser-se mais evoluído".

zazie disse...

Um bronco nunca entenderá isso. Os mongos do EI são broncos e destruíram por serem infra-humanos.
O fanatismo é sempre uma prova de bestialidade.

josé disse...

"Teria sido mais grave sem decreto porque já tinha ido há mais tempo. Devia-se ter sacado mais para os museus

":OP

O Napoleão é que sabia."

Por acaso está a dar um programa na RTP2 sobre o Louvre: a história das pilhagens de Napoleão...em todos os países europeus. Até ao Papa fora, roubar.

zazie disse...

ehehe

Foi um saque tremendo. Os museus foram criados por pilhagens. E por cá, os seguidores, espatifaram mais que roubaram.

Adelino Ferreira disse...

Zazie, o melhor filme que o gordo realizou foi "Vertigo"; A Janela Indiscreta é mais poesia...

Apache disse...

“Ou ainda, se quiser, a da confusão entre qualidade de vida e conforto material. Uma e outro não são a mesma coisa e confundi-los é que não é racional e já os gregos antigos punham o problema.”
Eu compreendo que a qualidade de vida vai muito além do conforto material, mas inclui esse conforto material, que me parece que ganha maior importância (nessa qualidade de vida) quanto menor esse conforto material dos antepassados diretos.

“nem a busca do conforto material o objectivo derradeiro da existência humana.”
Obviamente. Nem eu escrevi isso. Disse que é da nossa natureza tentar fazer sempre melhor.
“É certo que não há uma ilha, propriamente dita, a flutuar literalmente no oceano.”
É que muita gente pensa que há. Chegou a escrever-se e a falar-se na comunicação social que era do tamanho do Texas. Talvez tenha reagido intempestivamente porque me surpreendeu que alguém como o Muja acreditasse num disparate destes.

“Mas é inegável, e tal verifica à vista desarmada por quem quer, que as águas estão cada vez mais poluídas”
As balelas globalistas (como o aquecimento global, o buraco do ozono, o desmatamento, a escassez de água, etc) acabam por ocupar muito espaço mediático que poderia ser preenchido com a educação dos porcalhões (particulares, empresas, autarquias, etc) que atiram lixo para todo o lado.

Apache disse...

“Com excepção da medicina, não se avançou um milímetro desde S. Tomás de Aquino.” [Miguel D]
Compreendo o quer dizer mas, interpretado à letra, exagera.

Apache disse...

“Mas, mesmo em relação ao dito aquecimento global e outras coisas que os cientóinos desvalorizam por "não estarem provadas", o que penso que se deve fazer é evitar.” [Zazie]

Sim, alguns desvalorizam por não estarem provadas. Como se pode valorizar algo que, com muita probabilidade, não deve existir?
O método científico tem 4 passos, de sequência obrigatória: observação, hipótese, experimentação e tese. A Teoria do Aquecimento Global Antropogénico é uma hipótese sem observação, porque o que se observa é que nalguns locais as temperaturas têm subido nos últimos anos e noutros tem descido. A média das temperaturas, que os alarmistas usam, não tem valor científico. Em resumo, a Teoria tenta explicar algo que não é observável, um aquecimento global do planeta. Depois, a teoria, em sim, é ridícula porque inventa conceitos irreais, viola leis científicas, etc.
Mas isso é muito técnico e irrelevante para o que quis dizer com o meu comentário inicial, que é a forma como se inventa uma realidade alternativa. Por isso comparei as mentiras que se ensinam sobre Salazar e o Estado Novo com as mentiras que se ensinam em ciências.

Apache disse...

“O princípio da cautela é o único inteligente.” [Zazie]

O principio da gerra preventiva. Não sei se um dia serás mau e poderoso, por isso mato-te agora que és inofensivo. Mais vale prevenir.

A indústria farmacêutica tem feito muitos milhões assim. Não sabemos se esta doença existe, mas à cautela tomem este remédio.

Apache disse...

“Bastava aplicarem a Bíblia. Até o Vaticano entende mais de clima e de ecologia que os neotontos ou militantes ambientalistas-vegan.” [Zazie]

Não posso estar mais em desacordo. Bíblia e ecologia não combinam. A ecologia teve origem no culto à deusa Gaia.

O Vaticano tem uma academia de ciências, chamada Pontifícia Academia das Ciências, em tempos muito prestigiada (entre outros, trabalhou lá Galileu Galilei). Hoje tem membros de reputação muito duvidosa, como o corrupto (o mexicano Mário Molina) que inventou a teoria sobre o buraco do ozono, para que a empresa para onde trabalhava (a DuPont, que ia perder a patente dos CFC’s) pudesse manter o monopólio dos gases de refrigeração, proibindo (através do Protocolo de Quioto) o uso dos CFC’s (que perdendo a patente tinham fabrico generalizado e ficavam muito mais baratos) e trocando-os por HFC’s.
O Vaticano está minado de maçons e globalistas.

Apache disse...

“Podemos fazer o outsourcing para a China que o ar demora menos de 24h a dar a volta ao planeta.”

Ah, ah, ah que ventania. Vento sempre na mesma direcção e sentido a mais de 1 600 km/h.
Claro que 24 horas é uma metáfora. Seriam dois ou três meses, se a direcção e o sentido do deslocamento não fossem também metafóricos.

zazie disse...

Cautela é isto:

Sabe-se que n coisas provocam o efeito x e esse efeito x é muito negativo ainda que as suas consequências só possam ser detectadas daqui a várias gerações.

O raio do método científico tem apenas de saber se esse efeito é ou não é negativo.

Não tem de provar as consequências observáveis daqui a várias gerações.

Acho que devia ser fácil de se entender isto. Dizer que é lá com a Natureza e que o ser Humano nem tem nada a ver com a coisa, ainda que se saiba que n coisas ficam estragadas, é cientóinice idiota auto-indulgente e irresponsável.

Quanto a educar os porcalhões, perfeitamente de acordo.

zazie disse...

O seu exemplo dos remédios é o absoluto disparate oposto à cautela para não se estragar a Natureza.

O que se deve fazer não é inventar mais coisas artificiais para tratar, é não estragar e tentar diminuir intervenções artificiais.

zazie disse...

A Bíblia tem uma noção diferente de Natureza porque admite que o ser humano a use em seu proveito, assim como os animais.

E é por ter essa noção que até se aproxima mais do que v. defende do que o budismo e cenas assim em que o culto exagera e depois o ser humano é que está a mais e vá de se inventarem malthusianismos.

O qeu me incomoda neste "ambientalismo" moderno é a panca do histerismo e a treta do mundo às avessas feito para bichos e não para gente.

zazie disse...

Estou-me nas tintas par o raio do Vaticano. Sou pré-tentista.

Mas basta ler a Bíblia e até o que o Bento XVI escreveu sobre o assunto para se perceber e nisso não entram maçons para nada.

zazie disse...

O seu exemplo dos remédios é, em última instância, o que podem defender os que se opõe à cautela e a diabolizam.

Daqui a umas gerações inventa-se remédios para consertar o planeta que se anda a estragar.

josé disse...

Ontem, à porta de um supermercado qualquer, no Sul, foi noticiado que um indivíduo deixou dois cães, dentro da carrinha da empresa onde trabalhava.

Os cães, morreram aparentemente por "golpe de calor". Houve quem os visse a tentar sair do carro fechado, mas nada fez a não ser denunciar o dono do carro a quem de direito que tomou conta da ocorrência.

Para além do desgosto, fruto da inconsciência, vai haver processo crime...pela morte negligente dos dois cães.

A notícia foi redigida como se de seres humanos se tratasse e esse é que é o ponto...

josé disse...

Ah! O patrão do indivíduo já disse que o mesmo estava "dispensado" por causa do que se passou e ainda porque usou a carrinha sem consentimento do patrão...

josé disse...

Ou seja, perdeu o emprego por causa de algo que dantes nem era notícia. Já bastava a pena do indivíduo em ver morrer dois animais domésticos por falta de cuidado.

joserui disse...

Pois não concordo e não lamento nada: Não sei porque fala em desgosto — ficou muito desgostoso o dono? Eu nunca deixaria os meus cães fechados num carro — mas naturalmente será necessário dinheiro público para educar a populaça. E é óbvio que pelo menos neste país que é o que eu conheço melhor, são necessárias leis de protecção dos animais e que se vejam. Não é preciso vir nada nas notícias (que o CM também é especialista), basta a vizinhança, a falta de civismo, a falta de evolução mínima.
Quem viu e nada fez ainda é pior que o dono dos cães.
E quanto ao patrão, qual é a relação de causa e efeito? Ter pegado na carrinha, ter morto os cães, ou ter morto os cães e por esse motivo descoberto que pegou na carrinha? Eu gosto muito pouco que peguem nas minhas coisas sem pelo menos me pedir. Se calhar esse indivíduo além de não ter consciência, não tem educação e julga que faz o que quer no emprego, porque também manda. Isto sou eu a especular, como o José. Tenho pena dos cães que foram sujeitos a uma morte horrível, não tenho pena nenhuma do dono.

zazie disse...

Os imbecis que estiveram a assistir à morte dos bichos são os únicos que deviam ser multados.

De resto, se o tipo não era caçador- e não eram cães de raça, é apenas mais um idiota que colecciona cães em apartamento.

Depois aparecem os dos "bigodes fofos" que são outros tarados que faz favor...

Em França contaram-me que já há legislação para retirar crianças a pais que têm animais em número marado.

Deixam-nos ficar com os bichos e os filhos é que vão para adopção.
Está tudo louco.

zazie disse...

Cães de caça, queria dizer. Um pastor alemão e um labrador em apartamento em Odivelas.
Mais o filho de 12 anos.

Tarados.

zazie disse...

Chama-se "mau trato a animais" a coisas que são taras e bom trato aos que "adoptam" bichos a granel para terem fechados e obesos em apartamentos e ainda reproduzem em excesso para depois dizerem que há muitos cães abandonados.

Como se não fossem estes idiotas os responsáveis por isso. Não há cães nem gatos de rua a reproduzerem-se. Há tarados a fazerem-nos reproduzir por ser moda.

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
joserui disse...

Eu concordo com isso dos apartamentos e também não gosto de cães e gatos a comer à mesa ou a dormir na cama. Uma coisa não implica a outra mais uma vez.
Só não entendi "Não há cães nem gatos de rua a reproduzerem-se." Como assim? Ainda ontem nasceram mais três gatos na casa onde estou a fazer obras… tenho lá uma quantidade de gatos apreciável, que vou ter de esterilizar com ajuda de uma associação (pagando, bem entendido). Mas não me importo de a partir daí tratar deles.

zazie disse...

Será uma percentagem rarísisma e não acontece na cidade.

Os gatos não sobrevivem na rua porque deixou de haver caixotes abertos. E cães também não se vê.

A maioria dos cães que existem (porque a moda é mais cão que gato) são reproduzidos pelos "tutores" como lhes chamam

Apache disse...

“Sabe-se que n coisas provocam o efeito x e esse efeito x é muito negativo ainda que as suas consequências só possam ser detectadas daqui a várias gerações.”
Se se soubesse uma coisa tinha um determinado efeito negativo, concordo. Mas não é o caso. Como escrevi, muitas vezes não sabemos sequer se a coisa existe (o aquecimento global, por exemplo) mas desconfiamos que não e que se existisse, os benefícios superariam os prejuízos. Vale a pena gastar milhões a preveni-la?

“O seu exemplo dos remédios é o absoluto disparate oposto à cautela para não se estragar a Natureza.”
Não percebeu. O meu exemplo dos remédios é factual. Temos alguns medicamentos no mercado para “curar” doenças que temos muitas dúvidas que existam.