terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Contraponto à visão de Portugal pela esquerda

Há um pouco mais de 40 anos Portugal tem sido historiado pela Esquerda em geral. Necessariamente é uma História mal contada porque lhe falta o outro lado.

Aqui neste blog tenho feito por isso, ou seja, por mostrar o outro lado. E vai mais um contributo, desta vez de dois irmãos: António José Saraiva e José Hermano Saraiva. Ambos intelectuais.

O primeiro chegou a ser comunista mas deixou de o ser quando descobriu o que lá fora, particularmente em França se começou a saber o que era verdadeiramente o regime comunista: um totalitarismo monstruoso. 

Em 22 de Abril de 1989 quando o sistema comunista começou a ruir na Europa de Leste, AJS fez assim o elogio de Salazar. É neste artigo que se fala na "recta intenção" de Salazar.


Em 2007, aquando de uma votação nacional Salazar foi eleito como o maior português de sempre, para horror dos comunistas de todos os matizes. Na altura, José Hermano Saraiva deu uma entrevista ao O Diabo, de 1 de Maio de 2007 que concentra alguns aspectos que ainda hoje são de análise muito válida, particularmente na Educação, sendo certo que foi ministro de Salazar, dessa área.


Por outro lado, em 9. 10. 2009, o sobrinho José António Saraiva, director do Sol, entrevistou José Hermano Saraiva. Numa parte da entrevista JHS contava como foi escolhido para ministro da Educação e por que razão Adriano Moreira nunca foi "à bola" com ele...


54 comentários:

joserui disse...

O Hermano Saraiva era um ponto… gostava imenso dele, tinha sempre uma história para contar. É daqueles casos que não me importo muito se parte for mentira ou um pouco embelezada.

josé disse...

E converteu-se à democracia ao mesmo tempo que mantinha os valores antigos.

Aí está um bom exemplo do que pode ser um salazarismo moderno.

joserui disse...

"Salazarismo moderno" pode até ter arrepiado o Muja… :)

zazie disse...

":O))

Unknown disse...

Mas quem lá devia estar em 1º era o 2.º e a grande distância. A distância entre um homem de bem e um safardana...

João Pedro

joserui disse...

Se fosse para votar de braço no ar, estava. Homem de bem! Grande labrego.

Pedro disse...

No meio de todos estes rasgados elogios a este salazarista, ao menos podiam dar-se ao trabalho de ler as entrevistas.

Nelas o Saraiva afirma que desde o 25 de Abril o país está entregue a uma burguesia capitalista.

Perceberam ?

O país não está entregue á esquerda, nem é a esquerda que faz a história.

É a burguesia capitalista,

Partidos como o PS e o PSD têm tanto de esquerdista como a UN tinha de democrata.

São partidos ao serviço da burguesia capitalista, isto é, são partidos de direita.

Ao reconhecer a situação nacional o Hermano Saraiva provou que se pode ser salazarista sem ser burro.

Infelizmente andou muito só...

Manuel Pereira da Rosa disse...

Li numa entrevista do padre Feytor Pinto no Observador que numa reunião paroquial a filha do professor Marcelo Caetano falou num aluno do pai e frequentador da sua casa juntamentecom Freitas do Amaral e outros. Zita Seabra, presente nessa reunião paroquial disse que ele era o seu controleiro no PCP. Disse que numa dessas reuniões o pai entrou preocupado por precisar de um parecer um parecer jurídico urgente. Freitas do Amaral ofereceu-se para fazê-lo e pediu 100 contos. Todos consideraram um exagero (com trezentos contos comprava-se um andar de 3 assoalhadas). Marcelo Caetano disse que estava bem porque o rapaz ia casar em breve o que trazia sempre grandes encargos. Teve o parecer e pagou com erário público. Salazar não o teria feito. Teria ajuizado, feito analogias (coisa rara, sobretudo naquelas pessoas que sabem o que os outros são mas desconhecem na prática aquilo que eles próprios são) e teria, no mínimo regateado não pagando aquela importância. Essa era a grande diferença.
Uma grande qualidade de Salazar: nem salazarista era.

Floribundus disse...

esqueceram o adriano e os gajos que foram para o ps entre eles um que foi min das corp

a este comunismo
prefiro
'a evolução permamente'

muja disse...

Para se ter convertido, teria que não ser democrata antes. Não sei se não seria...

Todavia, a existir conversão, parece-me mais ao contrário. Na entrevista de 2009:

«Muito coerente, [Salazar] não era democrata, não acreditava na democracia. Mas alguém acredita? Contam-se umas tretas, convence-se uma malta...»

muja disse...

Não sei onde vão buscar a ideia de que o salazarismo não foi, ou é, moderno. Parece-me que ao baú dos tesourinhos retórico-deprimentes da esquerda...

Qualquer das alternativas era, já na altura, bem mais antiquada.

muja disse...

Havia mentalidade antiquada, mas na sociedade.

Isso é ilustrado até aqui pelo próprio JHS, quando refere que Salazar o escolheu para fazer o plano para a Educação.

Duarte Pacheco é outro exemplo fulgurante.

Salazar procurava constantemente gente nova - desde que capaz - para pegar nas coisas. E practicamente sem filtro político.

Mas tinha de conciliar isso com os apoios de que necessitava para governar.

lusitânea disse...

E naquele tempo havia uma coisa que se chamava Instituto de Seguros de Portugal que com "técnicos" julgava, por reconstituição de acidente,um diferendo entre seguradoras.Agora neste maravilhoso Estado de Direito muito democrata há uma coisa chamada CIMPAS cheia de advogados reformados e pagos pelas seguradoras a decidir o mesmo, mas claro reconstituição nem é precisa.A rapaziada das leis tudo resolve a contento das seguradoras claro...e nada muda porque imaginem tem nomes de esquerda sonante...

josé disse...

O salazarismo não existe. Existiu Salazar, apenas. E o seu tempo, claro, porque Salazar era um homem do seu tempo que em relação a costumes e valores eu ainda aprecio no que tem de apreciável.


Nesse tempo as mulheres iam à missa de lenço na cabeça e postavam-se atrás, na igreja.

Tal evoluiu e não é isso que defendo, se é que me faço entender.

josé disse...

Julgo que há um equívoco quanto a Salazar e ao salazarismo.

Para o desfazer é preciso enunciar claramente o que se aprecia no tempo de Salazar e que possa ser transposto para a época actual.

Tenho pensado nisso é será pouco mas com muita importância.

josé disse...

A democracia não é teoricamente incompatível com o salazarismo, a meu ver.

Porém, na actualidade não me parece que a democracia tenha virtualidades para recuperar o que o salazarismo, se assim se possa chamar, tinha de melhor.

Isto está demasiado adulterado.

muja disse...

Mais vale começar por enunciar claramente o que se entende por democracia, porque o problema reside principalmente aí.

O salazarismo pode ser um tipo de democracia, dependendo do que por tal se entenda.

Mas é, a meu ver, tempo perdido, porque é conceito assente em pés de barro, daí que não preste bem a ser definido. Qualquer tentativa de definição leva inevitavelmente a uma contradição.

Se não é o maior embuste da história, anda lá perto.

muja disse...

Pergunta simples: qual é o principal objectivo, ou cuidado, de uma democracia?

josé disse...

A democracia não é verdadeiramente democracia nem sequer pelos parâmetros mínimos que seriam o de permitir que o povo em geral ao votar votasse nos mais capazes e melhores.

Tal não acontece por causa do sistema partidário que afunila a participação dos cidadãos a uns tantos apaniguados de uma associação cujos membros escolhem de acordo com o costume: os mais oportunistas e videirinhos têm sempre lugar garantido e só por acaso se econtra alguém com reais capacidades intelectuais e preparação técnica.

O caso Sócrates é exemplar do pior que pode acontecer a um partido e por desgraça não é único porque este que se lhe seguiu é apenas um pouco melhor.

Unknown disse...

"A democracia não é teoricamente incompatível com o salazarismo, a meu ver. "

Teoricamente não. Mas é muito difícil de compatibilizar com a democracia partidária. Uma democracia organizada de modo a que os partidos tenham peso reduzido (através de listas eleitoriais que se organizam para concorrer a eleições mas se dissolvem de seguida) já seria diferente.

Miguel D

josé disse...

A democracia a funcionar como o enuncia José Hermano Saraiva, agrada-me.

Mas parece-me um tanto utópica no Portugal que temos agora.

Em 1974 era possível se o PCP e a extrema-esquerda não viessem estragar tudo, literalmente.

josé disse...

Há uma ideologia totalmente incompatível com a democracia: o marxismo-leninismo do PCP. Devia ser proibida pelos mesmos critérios que proibem o fascismo que nem sequer definem.

josé disse...

Apesar de tudo não me agradaria o salazarismo enquanto sistema que existia. Estava esgotado, quando a mim.

joserui disse...

José, Salazar era um homem do seu tempo, mas estes meliantes também o são. Muitas coisas que nos queixamos por aqui são transversais à Europa pelo menos; e nos EUA continua a chegar "pogresso para a nossa terra" que nunca mais acaba. Está demasiado adulterado indeed.
Muja, digo-lhe já uma vantagem das democracias na Europa: Permitiram um período de paz e prosperidade assinalável. Quanto ao resto, de acordo.
E ia dizer isso do PCP… uma democracia que tem no seu âmago um partido anti-democrata, que não contente em ter um ainda se desdobra em dois fraudulentamente (Verdes)… mais o BE, que também é só democracia… A democracia está dividida em 15-20% de anti-democratas, 79-84% de burguesia de esquerda inútil e oportunista e 1% de cidadãos comuns, como eu (e mais uns poucos neste blogue).

zazie disse...

Qual é o país da Europa que tem mais de 60% da população dependente do Estado?

muja disse...

O que permitiu paz e prosperidade foram os poderios, respectivamente, militar e económico norte-americanos.

Além do mais, o Congresso de Viena permitiu paz e prosperidade durante 100 anos, sem norte-americanos nem "democracia".

muja disse...

José,

só se se esgotou pelo tanto que fez, porque, senão, não vejo bem como é que este que dura há tanto tempo quanto esse, e não fez nem um décimo, ainda se não esgotou...

muja disse...

"Esgotado" é outro termo que carece de definição precisa, neste contexto...

Zephyrus disse...

Portugal nao tem um Partido como o Partido Conservador ingles e isso e uma desgraca. Pessoas como o Professor Jose Hermano Saraiva poderiam integrar-se num partido com tal orientacao ideologica. O professor e pela iniciativa privada, pela producao, euroceptico (mas nao eurofobico), conservador nos costumes. Outro homem de Direita que ainda resiste e o Prof. Gentil Martins. Sobre o caracter de Adriano Moreira esta tudo dito. A filha tornou-se grande promotora dos "direitos LGBT" e sera recordada como tal. Como se ve o Regime ja estava todo minado. O PSD na pratica nunca foi Liberal no plano economico, e o CDS? Freitas tornou-se socialista, Portas faz jogo duplo com o sistema e Manuel Monteiro e bem intencionado mas nao percebeu ainda que os PALOP e o Brasil sao uma enorme ilusao e que neste momento nao temos alternativa a Europa, Reino Unido e EUA. Alem do mais o CDS ja pos os valores cristaos na gaveta ha muito tempo. Que personalidades de Direita temos em Portugal? Liberais no plano economico, conservadoras nos costumes, tradicionalistas? Rui Ramos, Gentil Martins, quem mais?

Zephyrus disse...

O prof. diz uma coisa muito interessante. A pequena burguesia tinha poder, agora nao. Isto merecia profunda reflexao e se a Direita alguma vez quiser voltar ao poder tera de olhar para a pequena burguesia. Para os farmaceuticos, que andam falidos. Para os profissionais liberais, que pagam impostos exorbitantes. Para os pequenos comerciantes, que nao aguentam a concorrencia das grandes superficies. Para os trabalhadores do privado, que nao tem os dieitos e as regalias do funcionalismo. Para os tecnicos, que nao sao tidos nem achados nas decisoes. Para os industriais, que nao aguentam estas leis do trabalho e esta carga fiscal, nem estas regulamentacoes barrocas. Para os jovens que emigram porque nao tem emprego, mas que vem gente com cunha a entrar no funcionalismo ou no Estado paralelo. E aqui que estao os votos. E ainda existe um poder adormecido para ser usado. A Igreja.

Nao vejo nem Rui Rio nem Santana Lopes com mundividencia para isto.

Zephyrus disse...

Esgotado Muja porque era impossivel manter o Ultramar naquelas condicoes. O pais estava isolado politicamente, os brancos eram uma minoria, havia a questao da raca que e muito forte nestas coisas, o apelo tribal e do sangue... restava fazer uma transicao lenta que garantisse os direitos dos brancos e os interesses economicos portugueses. Ficariam independentes, mas com alguma presenca militar para "assegurar a paz" (na realidade seria para proteger os nossos interesses economicos) e como a economia controlada por nos e pelos nossos aliados europeus e EUA (nao tinhamos capacidade para explorar tudo...). Foi mais ou menos isto que a Franca e o Reino Unido fizeram em algumas ex-colonias...

Zephyrus disse...

O colonialismo foi feito fora do tempo e o que se pretendia so teria sido possivel no seculo XIX. Ora nesse seculo fomos invadidos, perdemos o Brasil, destruimos o pais com uma guerra civil, o Estado aventaleiro foi montado, e depois criamos divida ate falirmos em 1892. Tudo isto sem industrializar e sem comecar a resolver o problema da instrucao. Onde esta o Diabo? Ora pensem...

Zephyrus disse...

"Qual é o país da Europa que tem mais de 60% da população dependente do Estado?"

Pois isto e ainda pior que no passado, que no seculo XVII com cerca de 50% da populacao sem produzir nada, encerrada em conventos, ou como criados de elites, muitos a mamar da corte...

E pior que na Idade Media, em que se pagava a quarta ao senhor... em Tomar era 25% de imposto para os Templarios. E agora? Muito pior, um jovem a recibos verdes entre Seg. Social, IRS e IVA perde 50%, e quando vai as compras paga 23% de IVA...

Zephyrus disse...

Parte do nosso sector privado e ainda dependente do Estado, presta servicos... e este monstro explodiu muito por ideia do PSD, embora o PS o tenha alimentado a pao-de-lo. Uma das faces deste desastre sao as IPSSs. Agora uma deu escandalo... outra sao as Fundacoes. As cantinas escolares tambem tem dado escandalo... ha ainda os escritorios de que tem falado o Jose. E mais, muito mais.

Zephyrus disse...

O rei vai nu e somos muito mais pobres do que pensamos. O nosso nivel real neste momento e o de uma Polonia, e abaixo de uma Rep. Checa...

Pedro disse...

Caro muja.

Lamento interromper, até porque sei que vocês me ostracizaram e isso, por não estar sempre de acordo com a linha do partido…

Mas é que estou aqui aflito.

É que para além de elogiar o Mussolini a sua camarada Maria disse isto:

"O povo judeu. Ele é o mais racista do mundo, mas também o mais mentiroso e o mais vingativo, ao qual pertencem por ideologia e raça (ou genèticamente, já que não gosta que lhe chame raça, o que vistas bem as coisas vem a dar ao mesmo"


Bem, eu sei que pelo vosso código politicamente correcto da direita não posso dizer que um apoiante do Mussolini é fascista nem que um racista antisemita é racista ou nazi. Porque isso seria o famoso grau zero da discussão e isso.

Por isso preciso urgentemente da sua/vossa ajuda, para me dizerem quais são os termos politicamente correctos que se usam na direita para designar um apoiante de Mussolini e um racista antisemita, que é para eu não ofender ninguém.

Será "focinho" ou "torrão de açúcar" não sei mas tem de ser um termo doce e delicado para não ofender o pessoal que insulta selvaticamente os outros povos. Porque é pessoal muiiiiiiito delicadinho que s ofende com tudo e mais alguma coisa.

E depois ostraciza as pessoas.

O que é terrível.

Vá lá. Interrompam a vossa ostracização só um bocadinho.

Pedro disse...

Queria dizer fofinho !

Foi uma gralha que pôs focinho.

Credo que ainda me ostracizam ainda mais !!!

Claro que alguém, que diz que povo judeu é o mais mentiroso e vingativo por causa dos seus genes (péssimos) só pode ser alguém fofinho ! Livre-me eu de lhe chamar racista ou nazi !

É fofíssimo e nada ofensivo dizer que os judeus não prestam por razões genéticas !

Valha-me deus chamar fascista ou nazi a alguém só por causa de um pormenor insignificante como este !

Mea culpa ! Mea grande culpa !

Então ? Estou perdoado ?

zazie disse...

Deixem o onanista fartar-se de vir aqui espreitar se tem resposta que, em não tendo, vai batê-las aos grilos.

muja disse...

Zephyrus,

está a confundir causa e efeito. Não poderíamos ter feito o que fizeram os ingleses ou franceses.

Mesmo esses, creio que sobrestimaram a sua capacidade. Penso que contavam exercer muito mais influência nas ex-colónias do que a que realmente exercem.

De uma forma geral, estão longe do poderio que possuíam na altura e não ponderaram bem as consequências da globalização nos capitais - que era o principal vector de influência, quebrado o vínculo político.

Para além disso - e como seria de esperar - deixaram perder toda a experiência colonial que acumularam e não creio sejam já capazes de levar a cabo qualquer política coerente em África. O caso da Líbia é flagrante.

Neste momento, o país mais influente em África deve ser já a China.

Nós, mesmo na altura, não tínhamos meios para tal coisa. No momento que saíssemos tiravam-nos tudo o que lá ficasse. Americanos e russos haviam de inundar de dinheiro quem quer lá ficasse a governar em menos de um fósforo, e nós ficávamos com os restos, se alguma coisa.

Politicamente, também era uma aventura e não creio que algum governo sobrevivesse a isso, por melhor que fizesse. A rendição dos territórios fez-se em ambiente de histeria revolucionária em que as pessoas estavam atordoadas e ultrapassadas pelos acontecimentos. Quando houve serenidade para reflectir, já era tarde de mais. De outra forma não conseguiriam tê-lo feito sem reacção.


muja disse...

E a ideia subjacente de que a rendição evitaria o 25, é ingénua, a meu ver. A entrega dos territórios era tão bom pretexto para uma revolução como a recusa da entrega. É trivial congeminar um pretexto para essas circunstância.

Por exemplo, os comunistas acusariam imediatamente o Governo de entregar os territórios aos neo-colonialistas e imperialistas americanos, e explorariam o descontentamento que tal política inevitavelmente havia de gerar, na opinião pública, sem a cobertura do choque revolucionário.

Nas Forças Armadas então, a situação ficaria delicadíssima. A facção a favor da defesa ficaria agitada e isso, por si só, forneceria o pretexto interno para a outra facção agir - para prevenir um golpe fascista, por exemplo.

Analisadas as coisas friamente, continuar a defesa era a melhor solução, para não dizer a única que permitia alguma mão nos acontecimentos. Qualquer outra opção era altamente arriscada para duvidoso benefício.


Adelino Ferreira disse...

A experiência da História é de que nunca um povo teve a possibilidade de se libertar sem que fosse de alguma forma uma resposta de baixo à violência de cima. Pode ter sido com guerrilha, com guerra, com insurreição, com greves gerais, mas nunca foi amavelmente. Nunca o poder disse “tomem, já me dei conta que é injusto”. A essência do capitalismo é ser como é: fazer trabalhar os demais (países ou povos) e acumular riqueza.

Maria disse...

José, permita-me que lhe sugira um tema, se é que já não o tem em manga, como soe dizer-se. O "caso Santana Lopes".

Este foi pressionado por Costa (secretamente, pois ele precisa desesperadamente e desde há largo tempo dos 250 milhões que vai sacar à Santa Casa, tudo isto há muito congeminado com Santana, para serem transferidos para o Montepio, metade dos quais para o seu partido).

Para isto acontecer, Santana, que inicialmente parece não ter concordado (e não concordaria de verdade?) com esse descarado e criminoso saque, teria que abandonar a presidência da Santa Casa. E foi isso exactamente o que veio a aconteceu, com algumas indecisões da sua parte para disfarçar. A sua candidatura à presidência do PSD foi uma desculpa esfarrapada, fingindo tratar-se de um convite irrecusável, para atirar areia prós olhos do povo em geral e dos PSD's em particular.

Incialmente, quando lhe propuseram ser a Santa Casa a entrar com capital no Montepio (que está quase falido, como todos os outros bancos, a maioria já está há muito) ele recusou. Passados meses disse que ía pensar no assunto. Finalmente decidiu candidatar-se à presidência do PSD a instâncias e pressionadíssimo por Costa, tendo para isso naturalmente que deixar a Santa Casa e foi o que fez.

A partir daí a aposta de Costa estava ganha e as centenas de milhões por ele gulosamente ansiadas dentro do papo.

Há nesta tramoia, entre as duas personagens, muita coisa grave escondida dos portugueses. Várias hipóteses podem-se pôr: uma, Santana querer deixar a Santa Casa e uma das razões poderia ser estar metido numa alhada por ter ligações perigosas com a Raríssimas (e a Iurd?) e não querer que se saiba;

outra e não menos importante, por ter recebido ordens maçónicas (de cá e lá de longe) para o fazer - ele participou há anos nas reuniões do clube Bilderberg e a partir daí ficou ligado aos mundialistas para sempre e obrigado a cumprir à risca todas as ordens recebidas -

sendo esta a altura certa por haver o problema da falência iminente do Montepio a resolver e ele, Santana, dado o cargo que desempenha na mais importante e mais lucrativa IPSS do país, ser a pessoa ideal a quem recorrer por ter poder ao estar à frente duma instituição independente(?) do Estado e muito rica.

Sendo de facto a única Instituição (e a derradeira) a que o PS podia deitar a mão com urgência, pois as outras onde Costa podia ir sacar os milhões extremamente necessitados, fundos de Bancos incluídos, uns e umas já faliram, outras estão em pré-falência e as restantes já desapareceram há muito).

josé disse...

Sobre isso sei pouco. Politiquice, mas talvez se venha a saber se assim foi.

Adelino Ferreira disse...

Maria, receba desde já os meus cumprimentos pela forma inteligente e corajosa de tão meticulosa análise ao caso montepio/santanalopes/scml

Maria disse...

(conclusão)

Disseram-me e eu acredito - sou insuspeita, sempre gostei de Santana e sempre o defendi das atoardas que lhe eram lançadas, mais que não fosse por acreditar ser ele um segundo Sá Carneio em integridade e lealdade à Pátria, por ter sido seu braço direito e fiel amigo, mas deixei de nele acreditar a partir do dia em que tomei conhecimento que ele tinha participado um ou dois anos antes numa reunião dos Bilderbergs

(daí ele ter sido escolhido(?) e eleito primeiro ministro algum tempo depois da tal reunião - como acontece a todos os futuros primeiro-ministros da nossa 'democracia' e de todas as outras, passando depois a presidentes da República, salvo excepções, que tenham participado nessas reuniões -

embora tendo sido p.m. por pouco tempo, numa manobra de bastidores vergonhosa com ele combinada nas ante-câmaras do poder, por isso Santana nem replicou à pergunta de Sampaio quando em 2004 este demitiu a Ass. da República e o seu governo maioritário "então não diz nada?", resposta "o que é que queria que eu dissesse?)..., a partir desse dia Santana Lopes morreu pra mim - que há algo de muito grave na sua ligação à Raríssimas

(terá sido a saída autorizada pela Santa Casa de várias crianças para serem entregues à Iurd, com o consentimento do seu presidente e dos vários governos que se sucederam ao longo dos anos e silenciado por todos estes, em virtude dos preciosos milhões que entrariam mensalmente ou anualmente no partido enviados pela seita?), o que será muito grave e a morte política do artista.

Veremos no que isto irá dar.

A propósito da Iurd e de outras seitas religiosas. Quem foram os políticos que propalaram, com a desvergonha e a maldade que lhes são características, que iria haver liberdade de religião uma vez instaurada a 'democracia' em Portugal? Mário Soares e os seus compinchas, claro está. E com que fins?

Quem é que autorizou a Iurd e outras seitas similares a virem para Portugal e lhes deram carta branca e campo livre de actuação em todas as áreas sociais, incluíndo a venda secreta de crianças para o estrangeiro sem autorização das mães, mas em conivência total com os juízes do tribunal de menores

(que assinaram os documentos de cruz), da Segurança Social e dos vários governos havidos ao longo de vinte ou mais anos, que fecharam propositadamente os olhos a tão graves crimes à espera dos brutos dividendos que daí adviessem?

Claro que foram os partidos da esquerda unida com o PS à cabeça. Mas o silêncio dos restantes partidos do sistema, face ao terrível complot, são culpados por omissão ao terem feito orelhas moucas durante décadas aos mesmíssimos crimes.

Pedro disse...

Ó zasie, o seu salazarismo de bordel é bem elucidativo do que vocês são.

Pedro disse...

O que defende é a brejeirice da zazie ?

Adelino Ferreira disse...

Maria, aquela cena no Zeca Mendonça ter ido trabalhar com o sr presidente Marcelo, deve fazer parte do filme que nos querem impor da scml/santanalopes/montepio e o costa
O Zeca conhece como ninguém o ppd/psd.... vai fazer jeito ao senhor presidente para ajudar o santana

Como é possível que aquela seita da iurd tenha "exportado" crianças cujos interesses são supostamente representados e protegidos pelo Estado?
Temos que aguardar que o mistério público consiga investigar, mas com aquela seita parece que ninguém se mete e os que tentam perdem sempre. Ele põe o exército a trabalhar e a tvi tem processos em todos os tribunais do país.

Maria disse...

Obrigada Adelino pelas suas gentís palavras.

josé disse...

quem quiser aceder ao livro de Rui Mateus sobre o PS Desconhecido, pode fazê-lo através deste link:


https://aventadores.files.wordpress.com/2010/12/livro_contos_proibidos.pdf

Maria disse...

É preciso deixar explícito que a ligação da Santa Casa à Raríssimas poderá estar nas contribuições materiais feitas àquela Instituição sem registo oficial. Ou seja, financiamentos que entraram pela porta do cavalo, para usar uma expressão popular que se lhe adapta ao caso às mil maravilhas por não ter sido o único.

A eventual ligação da S.C. à Iurd poderá estar - se de facto estiver - no envio secreto de crianças (poucas? muitas?) para esta seita com o intuito de serem vendidas a casais estrangeiros sem filhos e ganhar milhões com o negócio sujo e criminoso.

Mas para se provar se há veracidade em todas as suspeitas, tem que haver uma investigação rigorosa levada a cabo pelo M.P. e ordenada pela PGR.

Sabe-se que desde o início deste regime houve (há?) uma rede de pedofilia de Estado que aqui se instalou e se prolongou por décadas, com políticos no activo e fora dele nela implicados, sendo o actual presidente da Ass. da República Ferro Rodrigues(!!!)

(imagine-se a desvergonha como os políticos desta 'democracia/sistema a manobram a seu bel-prazer, oferecendo os cargos mais importantes do regime a gente reles sem escrúpulos cívicos nem morais)

o mais proeminente e assíduo frequentador dos locais onde as crianças eram abusadas sexualmente, sendo ele quem desavergonhadamente tutelava o organismo estatal onde elas estavam institucionalizadas!!! -

veja-se até que ponto chegou a podridão cívica e moral deste regime e de quem o representa e da abjecta e escandalosa impunidade de quem a introduziu no nosso País e dela usufruiu em completa liberdade - mas também gente da sociedade ligada ao sistema. Rede/s que actuava/m com o perfeito conhecimento dos ' grandes democratas' do PS, da igualmente 'muito democrática' extrema esquerda e da restante pandilha com eles comunada.

Só se espera e deseja que as algumas das crianças que a Iurd roubou às suas famílias para as vender (a pretexto de adopção) a estrangeiros com o retorno de milhões, não tenham tido o mesmo triste e infeliz destino dos muitos orfãos e desvalidos da Casa Pia à guarda do Estado, que foram parar às redes internacionais de pedofilia com a criminosa e imperdoável autorização do Estado 'democrático' português!!!

Adelino Ferreira disse...

Maria, o pessoal "hoje" está mais preocupado é com o que vai acontecer na Catalunha. Podemos vir a assistir a uma situação política igual à vivida por cá; a garina do Cidadãos(o corrector não deixa fica assim)ganha as eleições e não governa; tal e qual o que aconteceu ao dr passos coelho. A confirmarem-se as notícias o rajoy ainda manda os tanques para impor o ordem.
Maria, o assunto abordado por si é de indesmentível actualidade. O que será feito do carlos cruz?

Vivendi disse...

"Se a democracia consiste no nivelamento pela base e na recusa de admitir as desigualdades naturais; se a democracia consiste em acreditar que o Poder encontra a sua origem na massa e que o Governo deve ser obra da massa e não do escol, então, efectivamente, eu considero a democracia uma ficção."


António de Oliveira Salazar in «Citações de Salazar

Maria disse...

Adelino, o Cruz é mais um do sistema e tem sido por ele protegido desde que existe democracia. O que ele ganhou por fazer parte da rede de pedofilia de Estado foi o suficiente para não necessitar de trabalhar mais até morrer.

A estranha agência de publicidade de crianças que ele tinha em sociedade com uma tal Napoleão e uma tal Margarida Martins (crianças que eram enviadas para Espanha, a pretexto de irem passar modelos, mas crê-se que também para outros fins), a primeira estava ligada à Câmara de Lisboa e a última, que li ter tido os seus inícios como porteira de uma discoteca..., é desde há anos presidente da Junta de Freguesia de Arroios... Estes estão bem uns prós outros.

A Martins foi colocada na Junta d'Arroios pelo Costa, claro!, seu amiguinho do peito e protector e está farta de sacar centenas de milhares à Câmara e por extensão aos portugueses. O Cruz ganhou milhões com a vida paralela que levava, a conhecida como funcionário da RTP e a subterrânea como pedófilo compulsivo e frequentador assíduo da Casa Pia que foi.

Então com os milhões que ele também sacou ao Estado com a organização do Euro 2004 nem é bom falar. (Durante a Expo 98, no Rio próximo da margem encontrava-se um Paquete norte-americano (vinha nas notícias que o Paquete tinha a autorização para estar junto à Expo por a tripulação ter sido convidada pela dita Expo, esta tendo como organizador principal um tal Mega Ferreira..., este também era/é fresco, é como o Torres Couto que foi da UGT, roubam milhões ao Estado e depois andam sumidos uns tempos para as burlas que cometem serem esquecidas...,

claro que têm o apoio dos governos que também beneficiam dos roubos praticados) que recebia crianças dos orfanatos e da Casa Pia, para se 'divertirem' durante umas horas... Pois. Dizia-se na altura que o Cruz também andava metido neste lucrativo 'negócio'. Este homem é um falso, um oportunista, um interesseirão, um cínico, um vingativo. É repugnante. Mete nojo.

O verdadeiro super-juiz