sábado, dezembro 16, 2017

Jornalismo de lixo

O Público de hoje tem esta pequena  nota, sobre um julgamento que decorreu num tribunal e cuja decisão foi conhecida esta semana:


O autor deste apontamento, no "espaço público" do jornal  que assina como D.Q.A será certamente o director adjunto Diogo Queirós de Andrade.

Não sei onde aprendeu jornalismo, talvez numa das madrassas da capital que se dedicam à "comunicação social".
O que lhe ensinaram por lá já foi suficiente para poder figurar no cabeçalho do jornal e este escrito é uma prova da sua incompetência profissional e da sua ignorância pessoal.
Incompetência profissional porque se afoita em área de profissão que não domina e por isso se estende ao comprido naquela que julga dominar. Ignorância porque  o atrevimento e a burriquice derivam sempre desta circunstância

O tal Carrilho foi absolvido do crime de violência doméstica por decisão de um tribunal de primeira instância, ainda não transitada em julgado.
O recurso, já anunciado,  permitirá ao tribunal superior sindicar as razões e fundamentação da decisão. O que sabemos para já é que a juiza que presidiu ao julgamento entendeu que a prova produzida em audiência não foi suficiente para a condenação e escreveu porquê.
Pode ter decidido bem ou mal e isso será apreciado pelo tribunal superior.

Não obstante, um jornal não é um tribunal e os jornalistas não deveriam fazer de juízes botando sentenças e escrevendo opiniões avulsas a eito quando o que se lhes pede é que noticiem factos e se emitirem opinião que a fundamentem melhor, pelo menos.
O que não se admite é que alvitrem sentenças sem contraditório e apenas baseadas em impressões subjectivas. Relativamente a esses factos o jornalista em questão dá por assente o que o tribunal não considerou como tal.
Mesmo que seja essa a convicção do jornalista este deveria evitar a opinião assim expressa porque ninguém lha pediu e poderá estar errada, além do mais.


Para além disso o mesmo jornalista tece considerações no escrito a propósito de preferências idiossincráticas  da juíza do caso concreto para melhor sustentar a sua opinião contrária.

Já não bastava o jornalismo travestido de propaganda político-ideológica que abunda no Público, ainda sobra um jornalismo opinativo digno da lixeira mediática.
Se quiser escrever baboseiras, este jornalista tem muito para onde ir: facebook ou blogs.Ninguém lhe ligará nenhuma e assim é que estará bem.

Questuber! Mais um escândalo!