sábado, 17 de fevereiro de 2018

Ainda sobre os ciganos

 Alberto Gonçalves, Observador, magistral no estilo e conteúdo:


Durante o Estado Novo, os jornais fintavam a censura mediante palavras ou expressões que diziam mais do que o explícito: ainda que tosco, o “código” permitia ler o que não estava escrito. Hoje, no Estado Novíssimo a que chegámos, pouco mudou. A censura e os “códigos” mantêm-se, simplesmente a primeira é obra dos próprios jornalistas e os segundos, sempre toscos, pretendem ocultar em vez de revelar.
De acordo com o “Jornal de Notícias”, “pelo menos quatro indivíduos agrediram dois enfermeiros, um auxiliar de enfermagem e um segurança, na triagem do serviço de Urgência do Hospital de São João, no Porto, terça-feira à noite”. Segundo a RTP, “profissionais de hospital do Porto [foram] agredidos por grupo que tentou atropelar polícia”. O “Sol” confirma que “grupo [tentou] atropelar polícia depois de agredir enfermeiros no Hospital S. João”. O “Público” esclarece que “cerca de dez pessoas estiveram envolvidas nos desacatos”. O “Expresso” volta a esclarecer: “um grupo de aproximadamente dez pessoas – familiares que acompanhavam um doente – agrediu com ‘socos e pontapés’ dois enfermeiros, um auxiliar e um segurança da unidade de saúde”. O “Diário de Notícias” avança com um motivo: “enfermeiros agredidos no Hospital de São João devido a demora no atendimento”. Aqui o Observador fala num “‘número indeterminado’ de pessoas” que “agrediram selvaticamente quatro profissionais do serviço de urgência”.
Quem será essa violenta e indeterminada gente? Neoliberais em protesto contra a função pública? Uma misteriosa associação de Lesados do Estado? Claques da bola? Uma delegação de homeopatas? Alcoólicos anónimos? Alcoólicos identificados? Cientologistas? Xintoístas? Os “media” não explicaram e, palpita-me, a polícia anda igualmente à nora. A menos, claro, que os responsáveis pela investigação olhem para as “caixas” de comentários nos sites dos “media” citados, onde os participantes em rodapé perceberam num ápice que “o grupo”, “os indivíduos” ou as “pessoas” eram uma festiva agremiação de ciganos.
Ciganos, vírgula, que essa é designação caída em desuso e punida pela moral. É preferível falar de indivíduos de etnia cigana. Porém, se não queremos parecer brutos, é melhor falar de membros do povo rom (“roma” é plural – isto é importantíssimo). Aliás, sobretudo se o assunto envolve delinquência ou crime, o ideal é nem falar de nada e de todo. Dá-se a notícia de forma vaga, com o tipo de hesitação cautelosa que por exemplo marca os atentados cometidos por camiões ou navalhas nas cidades europeias. O fundamental é evitar a discriminação.
Também não aprecio discriminações e, por princípio, não vejo grande utilidade em mencionar a “raça” dos causadores de uma baderna. A questão é que, excepto se se aceitar um conceito discutível, não interessa definir os ciganos enquanto “raça”, e sim enquanto cultura. Uma cultura coesa e ancestral, com valores tradicionais e uma série de comportamentos relativamente padronizados e reconhecíveis. Um comportamento típico, que 99% dos profissionais de saúde poderão certificar, consiste em invadir hospitais ao berro e abandoná-los ao pontapé.
Os ciganos possuem inúmeros comportamentos típicos, muitos deles com o curioso recurso ao berro e ao pontapé. Tudo decorre da peculiar maneira com que essa comunidade olha o mundo “exterior”: um território de privilégios infinitos e zero deveres. Em teoria, eu deveria achar certa graça à fúria com que os ciganos investem contra o Estado (por razões que não vêm ao caso, apetecia-me invadir a Direcção Geral de Energia com uma bazuca). Na prática, a graça perde-se no zelo com que reclamam os respectivos benefícios. Outras características fascinantes passam pela amabilidade que dispensam às mulheres, o empenho que devotam à educação e, descontados os carros, os televisores e demais pechisbeques, a abertura a qualquer avanço civilizacional posterior ao século VII.
Um estudioso da temática, que conheci em tempos, garantia-me que a cultura cigana é a do atraso de vida. Tamanha franqueza limitava-se ao consumo privado. Em público, a vigilância da linguagem e do pensamento obriga a que se repitam clichés gordurosos acerca da “identidade” e da “integração” como se os conceitos não fossem frequentemente incompatíveis. E como se a culpa pela evidente marginalidade dos ciganos fosse nossa.
Admita-se que a culpa é um bocadinho nossa (embora não seja minha). Permitir, sob determinados e absurdos critérios, que um conjunto de cidadãos saltite por aí à revelia da lei e dos hábitos não é exibir tolerância: é conceder impunidade. E – estrebuche-se à vontade – notar este desagradável facto não é “racismo”, “xenofobia”, “preconceito” ou “discriminação”. Discriminação é tratar alguém de modo diferente. E, através do cínico “respeito” pela “diferença”, condenar milhares de criaturas a uma existência quase primitiva, além de condenar as suas vítimas a tratamento médico.
Eu sei. Sei que generalizo. Sei que nem todos os ciganos gostam de demolir propriedade e costelas alheias. Nem todos utilizam a escola dos filhos para receber subsídios. Nem todos habitam a espécie de limbo em que o país os largou. Acontece apenas que, à semelhança dos chineses e o arroz, ou dos sindicalistas e o parasitismo, uma razoável quantidade de ciganos exerce, sem a sanção dos pares, as actividades que os celebrizaram. Até que os ciganos decentes evitem os restantes, evito-os eu – se puder. Os “media” podem.

28 comentários:

Floribundus disse...

tenho mais receio dos
puliticos de isquerda,
ciganada com muito piores intenções

anda por aí um a
'balançar a pança'

zazie disse...

«Neoliberais em protesto contra a função pública? Uma misteriosa associação de Lesados do Estado? Claques da bola? Uma delegação de homeopatas? Alcoólicos anónimos? Alcoólicos identificados? Cientologistas? Xintoístas?»


AHAHAHBAHAH

O texto está uma maravilha.

Mas continuo na minha- não fazia mal nenhum que todos nós- não ciganos- em certos momentos chegássemos a roupa ao pelo à FP

E também ainda é uma grande mais-valia não termos totalmente atingido ao grau mais civilizado à Norte da Europa, onde família é coisa individual, no máximo só se quer acompanhar os filhos pequenos e o marido ou mulher, quando é preciso.

Há um lado tribalista que nada tem a ver com aquilo a que se passou a chamar "o cidadão". Em conta-peso e medida é uma boa reserva.

Que se lixe o dito machismo, porque uma sociedade que não seja patriarcal, é uma socieade capada e perdida.

zazie disse...

Mas ele diz outra coisa que é abolutamente verdadeira- identidade e integração são incompatíveis.

O problema é esse- esta maltosa multiculturalista nem entende a identidade e o mais que quer é "pintar os pretos de branco".

Eu defendo a identidade- tal como os judeus a exigem e todas as sociedades acatam sem se lembrarem da treta da necessidade de "integração" e acatar as regras e tradições do país onde vivem.

Só que a diferença está na Ordem. E está no preconceito. Ninguém tem medo de chamar um judeu de judeu porque isso é o respeito até por um "natural perseguido, por identidade". Uma vítima da exclusão, por ADN.

Já om o resto, por mais trampa que façam devem ter sempre a desculpa do problema que é nosso, por ainda não termos sabido "integrar" com mais apoios sociais e mais dinheiro- "para poderem manter a identidade".

zazie disse...

Mas ele escreve de uma forma deliciosa.

«Acontece apenas que, à semelhança dos chineses e o arroz, ou dos sindicalistas e o parasitismo, uma razoável quantidade de ciganos exerce, sem a sanção dos pares, as actividades que os celebrizaram.»

AHAHAHAHA

Eu dantes nem ia à bola com o "homem-a-dias" mas agora acompanho as crónicas e o humor e capacidade de elispe é absolutamente delicioso.

E sim, este aproveita o Observador para ainda tentar ser livre.

Pena que não haja muito mais e falte este estilo de escrita.

josé disse...

AA é o VPV para quem sente a falta de VPV.

Quanto ao estilo, a arte da elipse é digna de apreço e certo redondilhar também me agrada ler.

Mas em relação a VPV é previsível, o que vai dizer. Gosto mesmo assim do estilo.

josé disse...

VPV tem aquela loucura que o aproxima do génio do komentário. Não é equivalente a genial. É apenas o génio desse mal...ahahaha.

josé disse...

Há um indivíduo na política que tem esse traço e que me agrada ouvir ( e por isso vou ao Porto...): Miguel Morgado.

josé disse...

Morgado é uma cuspideira para os adversários: atinge-os no ponto frágil e com uma contundência verbal de serpente.

Unknown disse...

Visão perfeita do VPV - o último "queirosiano"...

zazie disse...

Engraçado que penso o mesmo do Miguel Morgado.

Se pudesse também ia lá ouvir.

A sua explicação do VPV versus AA foi também genial. É isso mesmo.

Uma boa crónica não deve ser previsível. Ele sabe fechar a narrativa mas não tem o dom do golpe de rins e da reviravolta.

zazie disse...

Também penso que a previsibilidade do AA vem do facto de ter cartilha.

Por isso é que dantes nem ia à bola com ele. Dos tempos da blogo. Porque aquilo era demasiada cartilha e sempre os mesmos "protégés" e muito pencudismo.

Mas tem um enorme sentido de humor e sabe redigir.

zazie disse...

AG, digo.

josé disse...

AG, de facto. Tenho aqui o recorte do Sábado passado, do Expresso com um perfil do VPV feito pelo Henrique Raposo.

Estive para colocar e comentar, mas ainda não decidi. O JPP na Sábado arrasa do perfil apenas por causa de um pormenor: o Raposo não diz que VPV foi da extrema-esquerda...e hoje o Raposo responde.

josé disse...

Mas não é tarde nem cedo e por isso é para já.

Bic Laranja disse...

Há casos em que podem dizer cigano.

hajapachorra disse...

Haha, o AG, meu antigo aluno.

Maria disse...

"Há casos em que podem dizer cigano." (Bic Laranja)

Tem toda a razão. Nos casos citados e durante o Estado Novo "tenebroso", assim apelidado pelos 'grandes libertadores do povo', paradoxalmente podia-se e dizia-se sem pruridos nem constrangimentos de qualquer espécie nem receio de sermos estùpidamente apelidados de 'racistas'(!!!) --

e menos ainda de recorrer a algo então inexistente, isto é, de uma nova-linguagem polìticamente correcta importada dos Estados Unidos e extremamente ridícula, como o foram todas as normas que este regime seguidista e traidor tem vindo a adoptar desde a primeira hora, seja na política e na economia, como no modo de vida ou na importação das piores seitas e redes criminosas existentes no mundo, etc.,

normas essas ordenadas pelos comunistas-sionistas do outro lado do Atlântico e imediatamente aceites pelos mentores desta 'gloriosa democracia' e continuadas pelos seus fanáticos seguidores, os mesmos que depois de nos terem retalhado o País aos pedacinhos e mandado assassinar uma parte substancial do Povo, iniciaram de imediato a destruição da nossa maravilhosa língua, que, inserida num espaço geográfico determinado, deu origem à extraordinária Nação que somos -- tratamento que eles próprios tinham como o correcto por justamente designar a raça à qual tinham (e têm) orgulho de pertencer.

(Mas inacreditàvelmente, são os próprios, dada a lavagem cerebral a que têm sido sujeitos pelos 'democratas', que já aceitam qualquer designação substituta da que foi sempre a sua desde que existem como povo e raça...)

Como ademais alguns ciganos o afirmaram, já depois do 25/4, quando repararam que os farsantes que nos governam quiseram substituir o termo correcto utilizado desde há séculos por outro 'mais democrata'..., por aquele classificar o seu utilizador como 'racista' e o próprio termo ser sinónimo de "racismo"!!! Ao quererem mudar as normas lexicais estabelecidas há muito pelos nossos melhores linguístas, os mesmos que ao longo dos séculos as foram alterando no estritamente necessário tendo sempre em mente o seu aperfeiçoando e que perduraram até há pouco mais de quarenta anos, tem um único objectivo: irem abastardando a nossa língua até a uma altura em que já não tiver remissão.

É isso mesmo que desde há quatro décadas, além doutros males satânicos introduzidos no País, os falsos democratas têm afincadamente levado a cabo e pelo que se tem visto com bastante sucesso. Ou não tivessem eles como seu dono e senhor o próprio Diabo.

joserui disse...

Este texto está bom e ainda queria responder a uma comentadora que no outro post vem com uma conversa que não interessa a ninguém. Diz que ninguém sabe o que verdadeiramente aconteceu — os que apanharam na tromba devem saber! Aliás, os únicos que não sabem são os jornalistas que temos.
Há pelo menos 30 anos, devido a um "remédio" com que o meu avô protegeu as nabiças de toda a casta de praga e moléstia, tive de passar 24h na urgência do S. João, de Sábado para Domingo. Aquilo foi uma lição de vida completa. Numa maca, no corredor, sempre na primeira fila da atrocity exhibition. E entre outras coisas, que aconteceu, perguntam vocês: Que aconteceu? Uma cena de pancadaria de criar bicho. Entra por lá dentro um bando de ciganos, cansado de esperar, um mero eufemismo para acabaram de chegar e querem ser atendidos à frente de toda a gente. Vão médicos, enfermeiros, outros doentes, polícia, tudo pelo ar. Era para dar uns pontos num dos símios. Há mais de 30 anos minha senhora Aurea Costa! E ainda não se sabe o que aconteceu! Não mudou nada, é de certeza do fassismo.

joserui disse...

"O JPP na Sábado arrasa do perfil apenas por causa de um pormenor: o Raposo não diz que VPV foi da extrema-esquerda..."
O JPP está com medo de ficar órfão, mas julgo que não existirá esse perigo! Direita da extrema esquerda é a granel por esse país fora.

Maria disse...

Quero deixar um esclarecimento preliminar para não ser mal-interpretada. Não quero ofender quem vou citar, não é essa a minha intenção. Mais que não fosse pelo respeito que me merece quem representa a Monarquia em Portugal. E muito menos sou anti-monárquica, pelo contrário tenho honra em sê-lo, em parte, por influência de minha Mãe e de toda a sua Família que também o eram.

Desde há imenso tempo, na verdade desde o casamento do Senhor D. Duarte com Dª. Isabel, que sempre achei algo curioso senão mesmo estranho ter escolhido esta a Senhora para sua esposa. E aproveitando o tema "ciganos", que nem de propósito e em boa hora o José aqui trouxe, é mesmo sobre ele que me quero expressar.

A Srª. Dª. Isabel Herédia, Duquesa de Bragança, tem ascendência cigana, próxima ou afastada não sei, mas é um facto comprovado. Para atestá-lo e nem era preciso, aquando do seu casamento um grupo de ciganos foi dar mostras da sua alegria e prestar homenagem ao nóvel casal junto de sua casa em Sintra, dançando alguns minutos com Dª. Isabel a assistir, não notando porém que estivesse presente o Senhor D. Duarte.

Nessa mesma altura um cigano que fazia parte do grupo afirmou, denotando alegria no tom de voz, que o apelido "Herédia" era um nome cigano e que eles também o eram, dando a entender que havia parentesco entre ela e eles. Em Espanha, por exemplo, existem muitos ciganos e com o apelido "Herédia" há-os em número elevadíssimo. Diria, sem ter certezas, que os antepassados Herédia de Dona Isabel terão vindo de Espanha para Portugal algures pelos séc's. dezoito ou dezanove.

Mas não é só neste pormenor que se vê a origem genética de Dª Isabel. Ela até é engraçadinha e fisionòmicamente nota um pouco, mas mais na estatura, é muito pequaninha. Esta porém que não é uma característica desta raça, já que tanto os homens como as mulheres ciganas, salvo excepções, são pessoas de estatura elevada. É sim uma particularidade que caracteriza a raça judaica de que Dª. Isabel terá ascendência, atendendo não só ao seu aspecto físico mas também aos seus restantes apelidos.

Tendo muitas parecenças com a mãe e pràticamente nenhumas com o pai, cada um dos três filhos do casal herdaram essa caracerística menos na estatura e mais nas feições. Todos eles têm um defeito de visão. Não se trata de estrabismo mas de algo diferente que posiciona a pupila de um modo fixo e simétrico no canto dos olhos. Neste particular saiem à mãe e embora nela pouco se note nos filhos é por demais evidente. Sem ofensa, mas alguém com este defeito de visão, quando acentuado, como é o caso principalmente nos seus dois primeiros filhos, passa por ser uma pessoa ligeiramente anormal.

Curiosamente esta característica física não está patente na maioria dos ciganos, embora se possa verificar num ou noutro caso por motivos diversos. A sua origem genética é outra.
(cont.)

Maria disse...

(Há uma actriz, Inês Herédia, de que nunca tinha ouvido falar e que, pelo apelido, julgo ser da família de Isabel Herédia. Aconteceu vê-la ante-ontem durante alguns minutos num programa da SIC e fi-lo ùnicamente porque o apelido me chamou a atenção, ficando a observar as suas feições pelo mesmo motivo que exponho neste comentário.

Esta actriz tem todas as caracerísticas da raça cigana escarrapachadas no rosto: o formato dos olhos (também tem um defeito visual, tal como os Herédia), o tamanho e posição dos dentes, demasiado grandes para a dimensão do maxilar superior, etc. Ela também é de estatura baixíssima, o que caracteriza a ascendência supra-citada.)

Não tem grande mal Isabel Herédia ter ascendência cigana. O que já não é nada usual é uma Duquesa e mais ainda uma futura Raínha de Portugal (nunca se sabe...) possuí-la. E possìvelmente nem gostará que lho façam lembrar. Mas por outro lado tendo ela consciência desse facto, talvez até tenha orgulho nisso. Como aliás os ciganos o têm, não deixando de o demonstrar sempre que surja a oportunidade.

Nota: Mas nada de uniões ou casamentos aparentemente incompatíveis nos devem admirar. Estive ontem a ver uns vídeos sobre uma Exposição que está ou esteve a decorrer numa cidade inglesa (não deu para fixar o nome), em que é demonstrado, através de documentação e relatos fidedignos, que a Raínha Charlotte Sophie, casada com o Rei George III, tinha ascendência negra, mas também e igualmente antepassados alemães. Nos seus inúmeros retratos a óleo, reproduzidos e expostos, observando as suas feições constata-se essa realidade sem margem para qualquer dúvida.

A autora da Exposição frisou que alguns reis e raínhas portuguesas (e também espanhóis pelo casamento com portugueses/as) tinham no seu DNA sangue negro dada a ligação de Portugal a África e ao intercruzarem-se por casamento com a realeza europeia transmitiram esses mesmos genes à descendência. Esta Raínha deu o seu nome a Charlotteville, nos Estados Unidos.

A responsável pela Exposição lançou um livro sobre a vida desta Raínha, salientando que ela era extremamente culta e apoiante das Artes, além de dedicar muito do seu tempo à floricultura que adorava (tal como o actual príncipe Carlos...).

Isto para dizer que os britânicos não se devem espantar nem horrorizar (como parece que não poucos membros da família real já o expressaram, mas curiosamente não o povo!) pelo facto do príncipe Harry ir casar como uma ex-actriz, ex-divorciada e "a mixed girl" (como ela própria se define). Mãe neta de escravos e pai meio holandês meio alemão. Obteve uma educação primorosa num colégio católico e formou-se numa das melhores Universidades.

Afinal a tetra-avó de Isabel II e avó da Raínha Vitória, pelo lado materno era d'origem africana. Charlotte Sophie teve 17 filhos (dois morreram na infância), pelo que os quinze, através dos vários casamentos reais, se espalharam por todos os reinos da Europa disseminando os respectivos genes.

Nota final: mataram Diana com receio de que esta se fosse casar com um musulmano, como parece que queria. Não admitiam que os filhos de Diana tivessem um padrasto musulmano e menos ainda um destes na família Real. Talvez o casamento de Harry com Meghan, meio africana, seja castigo de Deus a recair sobre Carlos, sobre a Raínha e principalmente sobre o Duque de Edimburgo, que, segundo palavras do pai de Dodi Al Fayhed, foi quem arquitectou e mandou cometer o crime.

Desta vez, penitenciando-se, aqueles três não tiveram coragem de proibir o casamento de Harry com a rapariga que escolheu para sua esposa (quem sabe se para se vingar do que fizeram à mãe, há quem diga que sim, embora ele adore a rapariga), não fosse o tiro sair-lhes pela culatra.

Maria disse...

"novel" sem acento tónico, naturalmente.

joserui disse...

"segundo palavras do pai de Dodi Al Fayhed, foi quem arquitectou e mandou cometer o crime"
Jesus Cristo e neste, caso, Maria. Quem é o Dodi Al Fayhed? É o novo Sherlock Holmes?
Maria, mas não haverá nada neste Mundo que não tenha uma conspiração por detrás? Eu volto a repetir: Na minha vida tenho observado que as explicações mais simples são habitualmente as mais verdadeiras. Há quem pense o inverso.
Ainda esta semana li que a Rainha Isabel II é descendente de Maomé (The Observer) lá se foi a causa do assassinato, mas será isso extraordinário? Toda a população mundial descende de pouquíssimos indivíduos. Consta-me que toda a Europa foi colonizada por 12; 300 milhões de chineses descendem apenas de três homens; 16 milhões de homens descendem de Gengis Khan; etc. Até eu descendo de um desses figurões (o mais certo é ser do Einstein, a Maria até me acha meio-judeu).

Maria disse...

joserui, ahahahah!

Maria disse...

A propósito da fisionomia dos ciganos ou dos seus descendentes ser fàcilmente detectável, com as excepções que confirmam a regra, há uma jornalista da SIC que esteve hoje à tarde a ler as notícias, como noutras tardes e por vezes à noite também o faz cujo nome não consigo recordar

(os nomes delas e deles passam depressa demais para os conseguirmos anotar e menos ainda fixar), com cabelos meio amarelados meio encarniçados, umas vezes escorridos pelos ombros como hoje e outras vezes ondulados, que tem estampadas nas feições todas as características da raça cigana.

Ela até nem é feia, mas na testa curta, nos olhos pouco distanciados entre si e na enorme distância que vai dos molares ao queixo, estes são traços genéticos evidentes que a identificam como pertencendo à raça cigana, próxima ou afastada só ela saberá.

Esta jornalista fisionòmicamente é igualzinha a uma cantora sevilhana, Rosa, que há uns anos ganhou um concurso de canções lá do sítio. Esta Rosa é cigana, mas parece levar uma vida fora do ambiente e modo de vida dos seus irmãos de raça. Ela também é mais ou menos perfeita de feições e até não tem feições irregulares como tem a jornalista portuguesa, mas podia ser sua irmã gémea dadas as enormes parecenças entre ambas.

Os ciganos ou seus descendentes são tratados e aceites na sociedade espanhola de um modo bastante mais natural do que noutro país europeu incluíndo Portugal, talvez devido ao facto de serem imensos em número. Há-os em todas as profissões, cantores/as então são aos molhos, aparecendo frequentemente em progamas de televisão e levando uma vida, muitos deles já fora do seu ambiente natural, como outro espanhol qualquer.

A filha de um dos maiores toureiros espanhóis de sempre, Ordoñez (grande amigo de Orson Welles), Carmen, casou com um descendente de ciganos, Paquirri, um homem fìsicamente interessante e com lindos olhos verdes, tendo o casal tido dois filhos também bonitos e com muito bom aspecto, um deles com os olhos verdes herdados do pai, ambos sem traços fisionómicos ciganos.

O mais velho dos dois filhos, Francisco, veio a casar (imagine-se com quem?) com a única filha - os restantes cinco são todos rapazes - da Duquesa de Alba!, Eugénia, tendo o casal tido uma filha muito bonitinha, de feições perfeitas e sem traços ciganos. Ou seja, um neto de ciganos casou com a filha da aristocrata com mais títulos nobiliárquicos de toda a Espanha, mesmo mais do que a própria família Bourbon. É assim em Espanha.
(cont.)

Maria disse...

Este toureiro Paquirri, depois de divorciado de Carmen, veio a casar com Isabel Pantoja, cantora, meio cigana, com feições mais ou menos perfeitas, mas possuíndo algumas características da raça (operou o nariz que as denunciava d'algum modo, melhorando bastante as feições) sobretudo fìsicamente é o seu protótipo, tem um tronco muito curto e quase nenhum peito - há judias que o têm enorme, são as excepções - estando ele em qualquer dos casos muito próximo do pescoço, este já de si curto ou quase inexistente e todas elas com uma ausência total de ancas - género corpo de homem - pelo menos estas duas características físicas são as mesmas encontradas na maioria das mulheres judias -

- ex.: Teresa Guilherme; Júlia Pinheiro, esta mais no temperamento e nas expressões do que fìsicamente; a mãe do Paulo Portas; a jornalista Susana Pinto da TVI; as actrizes Bette Midler; Dolly Parton; Melissa Gilbert; Barbara Walters; Barbra Streisand; May West; Simonne Signoret; Rommy Scheinder; Bette Davis; Joan Crawford; Barbara Stanwick; aquela cantora inglesa com penteados estranhos, que morreu há cerca de um ano ainda nova e que fisionòmicamente era parecidíssima com a jornalista portuguesa Beatriz Jallon ou vice-versa; Madonna; Lady Gaga; Catherine Deneuve; Charlotte Rampling; Charlotte Gainsbourg, etc.),

estranhamente ou talvez não, o seu único filho biológico, Kiko/Fancisco, bom rapazinho mas bastante feiínho e fisionòmicamente muito, mas mesmo muito, cigano. Ele herdou os genes da família materna e possìvelmente os mesmos genes do lado paterno. Este rapaz também operou o nariz (a conselho da mãe, é de crer) e ficou com melhor aspecto. Fìsicamente ele é o exacto oposto dos seus dois meio-irmãos, filhos de Carmen. Os três nem parecem filhos do mesmo pai de tão diferentes que são.

Uma curiosidade: o extraordinário e talentosíssimo actor/realizador que foi Orson Welles (Marlene Dietrich chegou a dizer que quem pronunciasse o seu nome devia fazer primeiro uma vénia, tal a imensa admiração que lhe professava) e que, segundo Agustina Bessa-Luíz era d'origem africana e, isso sei eu, também irlandesa, era um apaixonado por touradas. De tal modo o foi que, admirador incondicional e grande amigo de Antonio Ordoñez, quis que as suas cinzas fossem depositadas num poço existente numa das herdades desta família e assim aconteceu.

Eis a história familiar d'alguns ciganos espanhóis... e d'alguns outros seus descendentes.

Maria disse...

Olhem, a jornalista de feições iguaizinhas às da cantora sevilhana e cigana Rosa, está agorinha mesmo, às 15.18, a dizer as notícias na SIC. Descubra o nome dela quem puder, já que eu não consigo.

Os responsáveis que dirigem os telejornais, têm o vício inadmissível de não colocar em sub-título os nomes dos jornalistas que trasmitem as notícias (ou se o fazem deixam-nos no écran menos de uma fracção de segundo, não dando tempo para ninguém os ver/ler) e repetí-los duas ou três vezes durante o tempo da emissão, se esta se prolongar mais do que o habitual, como fazem as televisões britânicas e norte-americanas.

Maria disse...

Mais alguns nomes de pessoas muito conhecidas, de que me esqueci na altura, com características judaicas indesmentíveis, as mesmas que morfològicamente se podem encontrar na raça cigana e também nos índios norte-americanos e brasileiros:

a actriz inglesa Joan Collins, as norte-americanas já falecidas Lauren Bacall e Jane Russel, as escritoras Inês Pedrosa e Alice Vieira, a apresentadora Fátima Lopes da TVI, uma jornalista que está agora mesmo (às 20.30) na RTP3 a falar de futebol, de cabelo preto escorrido e que ora aparece com/ora aparece sem lentes de contacto azuis..., com uma cabeça grande demais para o corpo franzino e que justamente por estas características específicas podia ser uma índia norte-americana

e, claro, a baixíssima Paula Moura Pinheiro cuja origem judaica tanto fisionòmicamente como morfològicamente está patente nos esgares esquisitos que não consegue evitar (o nariz operado há anos, amenizou-os), no permanente abanar da cabeça, nos olhos esbugalhados (ùltimamente menos) o revirá-los para o vácuo quando faz perguntas, todos estes tiques são característicos da raça e não deixam mentir

e ainda uma apresentadora que faz pequenas participações nalguns programas da SIC-N e na SIC-Radical e à qual só prestei alguma atenção (raramente vejo o primeiro destes canais e nunca o último, excepto por segundos quando passo de um canal para outro) por nas feições e no modo histriónico de se exprimir ser tal e qual a Júlia Pinheiro, podia ser sua irmã gémea, etc.

Vilar de Mouros, 1971