sábado, fevereiro 17, 2018

Perfil de Vasco Pulido Valente em estilo Raposeira meio-doce.

No Sábado passado, no Expresso, Henrique Raposo traçou um perfil de Vasco Pulido Valente em várias páginas da revista, cometendo  proeza de falar em alguém que não escreve uma linha pública de há mais de seis meses a esta parte, sem dizer o que lhe está a acontecer.

O perfil mostra um VPV vindo da burguesia urbana de Lisboa e assenta em vários equívocos, o maior deles sobre o salazarismo.
Raposo que escreve às vezes com este tema como mote, desta vez esmera-se e excede-se  na estultícia: " a pobreza material e  moral do salazarismo era abjecta", propõe ao leitor como se fosse verdade acabadinha de sair do forno das ideias chochas.

Depois disto ler só por desfastio apetece ler o resto e por isso aqui fica uma apanhada do artigo.  O Raposo pode ter saído do anti-salazarismo primário mas este nunca saiu dele e por isso confunde o tempo de Salazar com Salazar, equivocando-se na figura de estilo. Entre sinédoques, hipálages metonímias e antonomásias venha o diabo e escolha entre estas asneiras escritas a propósito de Salazar.

Não há volta a dar, para estes intelectuais, Salazar conferiu pobreza material e moral a Portugal, em vez de ter feito precisamente o contrário: tirar Portugal da pobreza material e moral em que se encontrava por obra e graça jacobina, republicana e laica.
Nos últimos séculos, o Salazarismo garantiu a Portugal uma experiência de independência e honra nacional que só nos deveria cativar. Porém, é o contrário que acontece. A História ao contrário, portanto.




 Raposo no entanto esqueceu um pormenor na biografia do visado: omitiu que fizera parte de uma organização tenebrosa de extrema-esquerda radical, o MAR que veio a desembocar no socialismo futuro dos MES e outros infantilismos políticos.
Pacheco, sempre atento, afinfou-lhe a omissão atribuindo-lhe intenção maldosa de compor o retrato com tintas favoráveis.
 

 Raposo não gostou da alusão e defende-se como pode, no Expresso de hoje. Mal. Estão bem um para o outro...e julgo que a explicação aparece no texto ao lado, do fossilizado Manuel Rodrigues, director de um jornal que não devia existir por se tratar de um compêndio de mentiras e fantasias, o Avante do PCP. Preparemo-nos contudo para o que aí vem anunciado: a comemoração dos 200 anos do profeta desta desgraça do século XX que infestou como praga aquela intelectualidade em geral.



Questuber! Mais um escândalo!