terça-feira, fevereiro 13, 2018

Como a Judiciária de Fernando Negrão estragou a investigação do caso Fátima Galante

O Observador conta aqui em alguns parágrafos o que foi o caso Fátima Galante, há cerca de vinte anos.
De realçar que no momento-chave do processo, aquele em que se poderia saber se a juíza Fátima Galante teve qualquer participação do acto de corrupção, a polícia Judiciária interveio, prendeu o solicitador e o encontro fatal não chegou a realizar-se. Ficou sem se saber ao certo se a juíza estava implicada, ou não. Um trabalho péssimo, da PJ.
Depois disso foi o reverso: a juíza a acusar quem a acusou e a accionar quem duvidou da sua probidade, numa sucessão de casos que revelam um sistema judiciário a funcionar mal. Muito mal.

Quem mandou actuar desse modo a PJ? O artigo do Observador não diz, tal como o não faz o Independente da época, com os artigos de outro cripto-delinquente, chamado Pedro Guerra ( por causa, agora, dos assuntos com o Benfica) .

Os articulistas do Observador- Miguel Santos Carrapatoso e Luís Rosa- poderiam ter inquirido as pessoas que então estavam na PJ e mesmo o director de então, o deputado Fernando Negrão que então era juiz em comissão de serviço na PJ e cuja actuação foi no mínimo polémica...seguindo-se outras actuações não menos polémicas, com o então PGR Cunha Rodrigues.  O tempo veio dar razão a quem a tinha e parece-me que Cunha Rodrigues continua a ser um senhor magistrado, como se deve ser ( apesar do caso do fax de Macau, todo entregue a  Rodrigues Maximiano, entretanto falecido e que foi marido de Cândida de Almeida, que anda a fazer uma fraquíssima figura no caso Fizz).

Então não se poderá saber como foi? Quem é que mandou a PJ actuar naquele dia, precisamente na véspera do encontro do solicitador com a juíza suspeita, assim terminando a recolha de prova fatal? Um amadorismo destes não se compreende...

Questuber! Mais um escândalo!