Ler aqui, o artigo da juíza Eliana Almeida Pinto, juíza de direito no TAF de Aveiro:
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Todavia, apesar destes últimos recrutamentos, tudo permanece com semelhantes constrangimentos na 1.ª instância, pela razão simples de que eles serviram apenas para fazer face às jubilações, por um lado, e, por outro, para tapar os buracos deixados com as promoções dos juízes mais antigos a desembargadores, também para fazer face às pendências que, obviamente, se foram acumulando nos Tribunais Centrais (2.ª instância), onde a pendência média por juiz desembargador quase triplica o que as instituições internacionais recomendam ser aceitável para um Tribunal de recurso, em ordem a permitir aos seus magistrados ter mais tempo para estudar o direito, pois que, em muitos casos, tratar-se-á da última decisão jurisdicional admissível. Relembramos que, sempre que se aumenta o número de juízes, logo a produção, na 1.ª instância, a curtíssimo prazo tal situação impacto na 2.ª instância.
Questiona-se,
assim, o que tem falhado para encontrarmos os níveis de eficiência desejados?
Parece-me fácil a resposta: as condições humanas e materiais que nunca foram
dadas pelos decisores políticos para que ela fosse eficaz. E esta é, também, uma
das conclusões do Observatório Permanente da Justiça.
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