O programa da RTP Prós & Contras, de ontem, mostrou a quem precisava de ver e ouvir, o que são os nossos directores de informação, pública e privada. Tudo a mesma igualha, mesmo que gradativamente distinta de outra que dá pelo nome de João Marcelino.
Para marcar a diferença, o director do Expresso mencionou em tonalidade depreciativa, a pertença de Marcelino ao jornalismo desportivo. Tal menoscabo suscitou a intervenção do provedor da tv, o sociólogo Paquete de Oliveira que há vinte anos fazia exames de admissão ao CEJ, sobre temas de sociologia preparados na Revista de Ciências Sociais.
O panorama do jornalismo de informação que nos foi apresentado por esses representantes da fina flor dos media portugueses é pouco brilhante e a basura da discussão sobre as fontes, a sua credibilidade, importância e respeito deontológico que lhes é emprestado, mostrou que há clivagens importantes entre os jornalistas tradicionais e os arrivistas vindos do fast food informativo dos golos, transferências, competições em catadupa e campeonatos de várias ligas.
No entanto, um pormenor, entre vários, escapou e assume relevo de tomo: quanto ganham os jornalistas e que é feito do estatuto socio-profissional dos mesmos?
Todos os que ali estavam ganhavam seguramente mais do que o presidente da República, pelo cargo que exerce e alguns, incluindo até as reformas todas.
Portanto, que leque salarial terão esses órgãos informativos? Quanto ganham aqueles oito jornalistas que José Manuel Fernandes mencionou e que estão na sua redacção do Público, comparativamente ao director e adjuntos da publicação?
Quanto ganham os jornalistas da TVI e da SIC e da TSF e da Antena Um e do Diário de Notícias e do Correio da Manhã e do Expresso e do Sol que fazem o produto final que se vende nas bancas ou se consome virtualmente? Quanto ganham em relação a quem dirige?
Pouca gente sabe, porque tal é segredo. Na RTP vai-se sabendo que jornalistas do gabarito intelectual de um José Alberto Carvalho, Judite de Sousa, ou José Rodrigues dos Santos, ganham pouco, nem sequer 3 mil euros por mês, segundo consta. Mas levam para casa no fim do mês, mais do triplo e em alguns casos seis vezes mais...pagos pela entidade pública e fatalmente com as compensações do Orçamento de Estado.
Isto vale o quê e para quê?
O que justifica que Judite de Sousa ou José Alberto Carvalho ganhem várias vezes o salário base, em pagamentos tipo bónus, para fugir à regulamentação?
Será para lhes pagarem o serviço que prestam à estação pública de tv? Para lhes conferir independência, ou pelo contrário, para os cativar na dependência atávica ao poder do momento?
Em Maio deste ano, o blog Um Homem das Cidades, dava conta de uma entrevista de Mário S. acerca deste tema. Dizia assim, a velha raposa aquando de um outro programa Prós & Contras, de 27.4.2009:
Para marcar a diferença, o director do Expresso mencionou em tonalidade depreciativa, a pertença de Marcelino ao jornalismo desportivo. Tal menoscabo suscitou a intervenção do provedor da tv, o sociólogo Paquete de Oliveira que há vinte anos fazia exames de admissão ao CEJ, sobre temas de sociologia preparados na Revista de Ciências Sociais.
O panorama do jornalismo de informação que nos foi apresentado por esses representantes da fina flor dos media portugueses é pouco brilhante e a basura da discussão sobre as fontes, a sua credibilidade, importância e respeito deontológico que lhes é emprestado, mostrou que há clivagens importantes entre os jornalistas tradicionais e os arrivistas vindos do fast food informativo dos golos, transferências, competições em catadupa e campeonatos de várias ligas.
No entanto, um pormenor, entre vários, escapou e assume relevo de tomo: quanto ganham os jornalistas e que é feito do estatuto socio-profissional dos mesmos?
Todos os que ali estavam ganhavam seguramente mais do que o presidente da República, pelo cargo que exerce e alguns, incluindo até as reformas todas.
Portanto, que leque salarial terão esses órgãos informativos? Quanto ganham aqueles oito jornalistas que José Manuel Fernandes mencionou e que estão na sua redacção do Público, comparativamente ao director e adjuntos da publicação?
Quanto ganham os jornalistas da TVI e da SIC e da TSF e da Antena Um e do Diário de Notícias e do Correio da Manhã e do Expresso e do Sol que fazem o produto final que se vende nas bancas ou se consome virtualmente? Quanto ganham em relação a quem dirige?
Pouca gente sabe, porque tal é segredo. Na RTP vai-se sabendo que jornalistas do gabarito intelectual de um José Alberto Carvalho, Judite de Sousa, ou José Rodrigues dos Santos, ganham pouco, nem sequer 3 mil euros por mês, segundo consta. Mas levam para casa no fim do mês, mais do triplo e em alguns casos seis vezes mais...pagos pela entidade pública e fatalmente com as compensações do Orçamento de Estado.
Isto vale o quê e para quê?
O que justifica que Judite de Sousa ou José Alberto Carvalho ganhem várias vezes o salário base, em pagamentos tipo bónus, para fugir à regulamentação?
Será para lhes pagarem o serviço que prestam à estação pública de tv? Para lhes conferir independência, ou pelo contrário, para os cativar na dependência atávica ao poder do momento?
Em Maio deste ano, o blog Um Homem das Cidades, dava conta de uma entrevista de Mário S. acerca deste tema. Dizia assim, a velha raposa aquando de um outro programa Prós & Contras, de 27.4.2009: