Lisboa, 21 Out (Lusa) - O procurador-geral da República (PGR) questionou hoje até que ponto a comunicação social influencia investigações judiciais e decisões dos tribunais, apelando aos magistrados para que não se deixem orientar por campanhas de opinião.
O actual PGR fala, fala, fala. Não há um dia que não tenha notícias faladas do PGR, sobre temas de Justiça. Está para se ver o resultado desta sobre-exposição mediática do PGR. É inegável a imagem de protagonismo que daí transparece com uma consequência que parece pouco positiva: a banalização do discurso do PGR sobre a Justiça. E o desinteresse que fatalmente provocará.
No site do sapo, onde se tirou esta notícia, há um comentário que perturba pela arrogância afirmativa de uma evidência escrita. Um comentador que assina ma, escreve assim:
"OH Pinto Monteiro quem influência a comunicação social são os magistrados com a sua avidêz de protagonismo, eles é que violam o segredo de justiça. "
Nesta intervenção, que reflecte o pensamento de muitos outros, aparece a convicção que são os magistrados quem viola o segredo de justiça, o que tem sido amplamente divulgado de modo gratuito e infundado. Uma ignomínia que se vai replicando sempre e em crescendo de quem afirma a verdade da mentira.
Nesta altura, encontram-se em julgamento cerca de 30 jornalistas, acusados de violação de segredo de justiça, no âmbito do processo Casa Pia.
Obviamente, a acusação baseia-se em factos que assentam na presunção de que os jornalistas foram veículos da violação originária desse segredo.
Sem contar com o resultado do julgamento, para o qual não se prognostica nada, antes do fim, seria útil e revelador que os jornalistas presentes em julgamento quebrassem o segredo da fonte e revelassem que lhe forneceu a cacha ou o artigo ou a informação para o escrito sobre o assunto.
Seria interessante que os mesmos, mesmo sem revelarem, ao menos dissessem quem lhes deu a informação, ou seja, se foram realmente magistrados ou outros.
Não seria grave essa revelação e habilitaria melhor certos comentadores, como o anónimo tipo ma, a falarem com melhor conhecimento de causa.
O actual PGR fala, fala, fala. Não há um dia que não tenha notícias faladas do PGR, sobre temas de Justiça. Está para se ver o resultado desta sobre-exposição mediática do PGR. É inegável a imagem de protagonismo que daí transparece com uma consequência que parece pouco positiva: a banalização do discurso do PGR sobre a Justiça. E o desinteresse que fatalmente provocará.
No site do sapo, onde se tirou esta notícia, há um comentário que perturba pela arrogância afirmativa de uma evidência escrita. Um comentador que assina ma, escreve assim:
"OH Pinto Monteiro quem influência a comunicação social são os magistrados com a sua avidêz de protagonismo, eles é que violam o segredo de justiça. "
Nesta intervenção, que reflecte o pensamento de muitos outros, aparece a convicção que são os magistrados quem viola o segredo de justiça, o que tem sido amplamente divulgado de modo gratuito e infundado. Uma ignomínia que se vai replicando sempre e em crescendo de quem afirma a verdade da mentira.
Nesta altura, encontram-se em julgamento cerca de 30 jornalistas, acusados de violação de segredo de justiça, no âmbito do processo Casa Pia.
Obviamente, a acusação baseia-se em factos que assentam na presunção de que os jornalistas foram veículos da violação originária desse segredo.
Sem contar com o resultado do julgamento, para o qual não se prognostica nada, antes do fim, seria útil e revelador que os jornalistas presentes em julgamento quebrassem o segredo da fonte e revelassem que lhe forneceu a cacha ou o artigo ou a informação para o escrito sobre o assunto.
Seria interessante que os mesmos, mesmo sem revelarem, ao menos dissessem quem lhes deu a informação, ou seja, se foram realmente magistrados ou outros.
Não seria grave essa revelação e habilitaria melhor certos comentadores, como o anónimo tipo ma, a falarem com melhor conhecimento de causa.