sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mais uma dos jornais

Do Sol:

A Directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, num oficio enviado ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, defende o trabalho dos magistrados que investigaram o caso Freeport e os dos submarinos – e lembra que o seu lugar como directora e o destes magistrados estão sempre à disposição do PGR, avança a edição do SOL esta sexta-feira.

Será que uma notícia destas autoriza um título de estrondo como o que passa no Sapo: "Cândida de Almeira põe o lugar à disposição"?

Não autoriza por uma simples razão: o lugar que Cândida de Almeida poderia colocar à disposição, mas efectivamente não pôs, o que falseia a notícia, depende de quem? Do PGR? Não pode ser, porque tal competência pertence ao CSMP.
Poderia o PGR colocar a questão ao CSMP? Isso poderia, mas como diz a publicidade, não seria a mesma coisa...

Mas se é assim, porque é que os jornais não informam devidamente? Custa assim tanto?

6 comentários:

JC disse...

A maior parte das vezes porque não sabem; outras, porque lhes convém a eles ou a alguém que a notícia seja dada dessa forma.

Outra questão era saber de onde chega essa informação aos jornais.

Tratando-se de um ofício do DCIAP para a PGR, ou saiu do DCIAP ou da PGR.

Karocha disse...

Elementar caro JC

Floribundus disse...

dizia Celestino da Costa, prof de medicina
«desista! desista!
vá para jornalista»

floribundus

Miguel M. Ferreira disse...

Em jeito de provocação....o josé está a subscrever as palavras de Carlos Cruz...quando este (numa das inúmeras press conference) diz que faz falta um «jornalismo judiciário».

A verdade é que a qualidade do jornalismo que temos é equivalente à qualidade dos restantes sectores (justiça, educação, saúde, etc...). Há os bons...há os maus...

Evitemos generalizações....

josé disse...

Floribundus:

Tenho melhor que essa e que me contaram há pouco. Na década de setenta, antes do 25 de Abril, numa Escola Comercial e Industrial algures no Norte, um "mestre", professor qualificado como dantes estas escolas tinham e que originaram o sucedâneo das actuais escolas de formação profissional dizia assim aos alunos incapazes:

Pázinho! Vai dizer ao teu pai que isto não te puxa...e vai para França!

Unknown disse...

Finalmente estamos de acordo, José. O jornalismo português é de uma pobreza franciscana.

Este título do "Sol" rivaliza com os programas de Mário Crespo e da sua congére de saias, FCF.

Já agora, já repararam que o inenarrável Mário Crespo é testemunha de defesa de Carlos Queirós, dito Prof.?

Só podia. Estão bem uma para o outro. Ah! Já percebi, são ambos moçambicanos, serviram sob as ordens de Kaúlza de Arriaga!

ER