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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Comunistas e socialistas nunca se deram bem...

Este artigo no Público de Ontem explica o que devia ser um partido comunista na sociedade actual: um mero partido de tribunos da plebe porque não tem espaço político para mais.

Em França foi assim até determinada altura. Em 1972 o PS, o PCF e os radicais de esquerda assinaram um acordo de "Esquerda Unida"...e o que sucedeu foi isto:


Em 1981 o PS e Miterrand ganharam os votos dos franceses e o PCF entrou no governo, com quatro ministros ou governantes. Durou três anos, a experiência  porque a "austeridade" acabou com as veleidades. Até hoje...

Em 1986 apareceu em França uma revista de esquerda moderada em que participava a escritora Margeritte Duras ( muito apreciada por Eduardo Prado Coelho...).

Nos primeiros números publicaram uma entrevista extensa de Miterrand com a dita escritora e um dos temas foi precisamente o de saber o que acontecera ao PCF.

Miterrand explicava assim, no número 3 de 12 de Março de 1986:


E no nº2 explicava outra coisa ainda mais interessante sobre os emigrantes portugueses em França:



No início dos anos setenta numa das grandes metrópoles portuguesas de emigrantes, em Yvelines, construiram habitação social que destinaram a esses emigrantes juntamente com os autóctones franceses.
Os portugueses começaram a cozinhar bacalhau empestando os prédios com o cheiro que os franceses nesses apartamentos não suportavam. Gerou-se conflito e que acabou com os portugueses e franceses a abandonarem a tal habitação social e a regressarem aqueles aos antigos bidonvilles onde eram mais felizes por poderem comer bacalhau mais em conta e à vontade...quando aos apartamentos, foram demolidos.

Moral da história? As boas intenções nem sempre conduzem aos melhores resultados...


5 comentários:

Zephyrus disse...

Em Espanha falam assim de nós:

http://www.elconfidencial.com/mundo/2015-11-05/autopistas-ruinosas-por-que-portugal-quiere-cobrar-las-multas-a-los-conductores-espanoles_1072224/

Este balanço deveria ser agora feito na comunicação social. Pelos comentadores, pelas Anas Lourenço e Judites da vida. Este modelo de desenvolvimento baseado em obras públicas foi defendido durante décadas pelo PS, PCP e mais tarde pelo BE. Quando o país faliu há 5 anos, a Esquerda lançou um manifesto a pedir mais obra pública. Ricardo Salgado, o PCP, o BE e o PS socrático defenderam com unhas e dentes um plano de auto-estradas entretanto abandonado, a construção de linhas de alta velocidade, um novo aeroporto em Lisboa, uma ponte sobre o Tejo e uma vaga reabilitação urbana que passará provavelmente por mais Polis e «novas centralidades», ou seja, mais especulação de secretaria sobre solos para enriquecer os mesmo de sempre.

Tudo isto deveria ser discutido pois é esta a causa maior da dívida externa portuguesa: construção civil e obras públicas.

A Frente de Esquerda que se prepara para assaltar o poder defende e defendeu este modelo que não trouxe qualquer crescimento sustentável e endividou o país para níveis estratosféricos, talvez nunca atingidos em mais de 8 séculos de História. Com Passos o país cresceu sem notório endividamento com outro modelo alternativo, baseado nas exportações e num turismo voltado não para o mercado interno mas para a captação de clientela estrangeira. Modelo turístico esse odiado pela Esquerda que se prepara já para matá-lo com taxas e regulamentações. Esta discussão não está a ser feita e importa perceber porquê.

álvaro silva disse...

Eu sugeria ao sr, presidente da república deste jardim á beira mar plantado nomeasse com os poderes constitucionais que lhe competem que escolhesse o camarada Girómino por 3 razões absolutas. A primeira porque o homem é um decano e também tem direito a tacho enxundioso. Além disso o homem está com mau ar, o fato que veste já não parece dele, dança-lhe no lombo e ressaltam-lhe muito as cruzetas, reluzem-lhe os dentes e só a trunfa reluz.
2ª razão Saber se é tão facil governar como dar bitaites, quero vê-lo a aumentar o emprego o PIB e a natalidade agora que as camponesas deixaram de fazer e de parir filhos (com os abortos de borla e com direito a licença paga dum mês para preparar o próximo desmancho) e os operários estão a dar em pannascas,
3ª E esta é que me daria gozo que era ver os saltos de corça do enxofrado monhé quando tivesse que pedir abébias ao camarada Girónimo

Zephyrus disse...

No Norte quem vota PS costuma rejeitar o comunismo. Naqueles bairros do Porto e nas zonas industriais pobres os socialistas têm muitos votos. Mas também ainda há muito povo católico que vota PS e que rejeita o BE e o PCP. Que dirão disto?

Floribundus disse...

departamento 78 perto de Versalhes

aqui se falou de brioche

morei em Massy (les loups se sont arrêté a Massy), departamento 71, próximo,
onde havia um bidonville
com bacalhau

só mudam as moscas

havia muito pouca solidariedade entre portugueses

joserui disse...

A diferença é que o bacalhau do Costa já fede muito antes de ser cozinhado e naquele bando não existe uma única boa intenção para Portugal e os portugueses. -- JRF