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sábado, 15 de julho de 2017

O incêndio de Pedrógão continua a arder nas chamas da perplexidade

O Público de hoje, com três jornalistas ( um para o texto e dois para a "infografia") trata o assunto do incêndio de há um mês, em Pedrógão, recorrendo a "linhas de tempo"  e outros artifícios gráficos que ainda não esclarecem o essencial sobre os 47 mortos na EN-236-1 e adjacentes.
Nem sequer conseguiu saber com precisão a que hora terão ocorrido as primeiras mortes que segundo se julga se concentraram em poucos minutos em algumas centenas de metros naquela estrada.



Mas existe  informação no sentido de o incêndio ter atingido a EN236-1 às 20:10 e ter deixado tal via cerca das 20:20 ( ambas informações são do IPMA) .
Às 18:50, a GNR tinha cortado o IC8 e as alternativas para quem aí seguia eram a "estrada da morte" e o mesmo IC8 em sentido inverso.
Às 20:10 o CADIS Pedro Nunes, em missão de reconhecimento ( tinha aparecido no local, no "teatro das operações", apenas alguns minutos antes, às 19:58 ) , solicitou o corte da EN350, de Pedrógão Grande, ou seja na mesma altura em que o incêndio atingiu a EN236-1.

Pergunta-se quem o informou para proceder a tal corte e porque não se fez o mesmo corte, na EN236-1?
Mais: às 20:00 a análise da pluma do incêndio feita pelo IPMA colocava-o em cima da localidade de Vila Facaia, num dos seus picos de intensidade máxima.  A direcção era, naturalmente no sentido da EN236-1...
Então quem é que não fez o que deveria ter feito, se tivesse condições para o fazer?

Basta ver o Google Maps para se entender a perplexidade...

O fogo prossegue para oeste de Vila Facaia...e a EN350 que fica a sul é cortada. A EN236-1 não é...porquê? Às 20:40 o fogo já estava para lá da EN236-1.

Como é que se compreende esta falta de informação e acção dos responsáveis? Às 15:10 o responsável era o comandante dos bombeiros de Pedrógão, Augusto Arnaut. Até às 19:58 hora da chegada do CADIS Pedro Nunes, se calhar foi o único comandante local...porque o Cerol, o advogado do CODIS de Leiria só partiu para o local às 17:08, vindo não se sabe bem de onde e quanto tempo demorou a chegar.

Então outra pergunta: quem mandava efectivamente, no "teatro de operações",  entre as 15:10 e as 20:40, de Sábado, dia 17 de Junho em que morreram 64 pessoas naquele local ? E, última pergunta, porque não foram socorridas a tempo e horas por quem tinha a estrita obrigação de o fazer?



3 comentários:

Floribundus disse...

a celulose de qualquer árvore provoca temperatura da ordem dos 650ºC

agora querem colocar cabos subterrâneos para se derreterem

a onda de choque tipo TNT
devia ocorrer para a banda de São Bento

proponho florestas de bonsais

Floribundus disse...

como não querem a via satélite

proponho o velho cabo submarino

burrice
rima com Altice

Apache disse...

“a celulose de qualquer árvore provoca temperatura da ordem dos 650ºC”
A céu aberto não, Floribundus. Nem perto disso. Temperaturas dessas só em fornos e não são todos. Numa lareira as temperaturas não ultrapassam os 300ºC. Num recuperador de calor não vão além dos 450ºC.