quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Alemanha: de Lutero a Mengele, passando por Marcuse

Um dos fenómenos inquietantes do ano que passou foi a completa ostracização a que foi votada em Portugal a lembrança da Reforma Protestante expressa nas 95 teses publicadas há 500 anos por Lutero, em Wittenburgo, na Alemanha.

Em França, não passou despercebida. E muito menos na Alemanha...


Qual a razão de se dar tão pouco relevo em Portugal a um acontecimento de tamanha importância?

Não sei. O Protestantismo, em Portugal nunca foi popular e a Igreja Católica, durante muitos e muitos anos hostilizou em sermões essa deriva religiosa do cristianismo. Influenciado por isso, quando tinha 13 anos risquei de uma lista do almanaque do Século duas publicações protestantes.  Heréticas, certamente...
Não me lembro de nenhum artigo de jornal ou revista que fossem publicados sobre o assunto durante estes anos todos em que me conheço leitor de imprensa e que fosse digno de relevo. Verdade seja dita que o mesmo se pode dizer de outras religiões e credos. Dá a impressão que não precisamos de mais informação sobre tais assuntos.

 Sobre a Alemanha, país de origem da Reforma, também não sabemos muito mais. A História contemporânea que aparece em artigos de divulgação mediática é ainda mais pobre relativamente a esse tema do que ao de Salazar e ao fassismo tratados à maneira de Rosas&Flunser mais os vários pachecos pereiras avulsos.

Nem sempre foi assim. Em 26.4.1968 a revista Vida Mundial publicou este número exemplar a vários títulos.
O tema da capa era Wernher von Braun, o cientista físico alemão que nasceu na Silésia e casou na Baviera e desenvolveu experiências com foguetões, temática estudada por outro físico alemão, Hermann Oberth, romeno de nascimento. Foram eles quem desenvolveu o projecto V-2 que poderia ter alterado o curso da II Guerra Mundial, caso o tivessem realizado a tempo, porque trabalharam ambos para os nazis de Hitler. Em 1943, data da apresentação do projecto, era demasiado tarde.
Von Braun entregou-se aos americanos em 1945, juntamente com os seus colaboradores e foram logo aproveitados por estes para integrarem o projecto Saturno que viria a culminar com a alunagem em Junho de 1969.
Na época da publicação desta revista tal ainda era uma esperança. Porém, a leitura do artigo mostra como a Alemanha estava na vanguarda do progresso científico para fins militares, nos anos 40 do século passado:


No mesmo número da revista dá-se conta ainda de outro fenómeno, na Alemanha: a ascensão do radicalismo da extrema-esquerda que desembocou nos atentados terroristas do Baader-Meinhof.
No artigo conta-se a pequena história de Rudi Dutschke, "antigo membro de um grupo evangélico" ( et pour cause...) que descobriu Herbert Marcuse como o ideólogo das soluções que propunha para a sociedade alemã...


Como a notícia dá conta, Rudi foi atacado por outro extremista, neste caso da extrema oposta, nazi confesso e tal suscitou uma onda de protestos estudantis, ( antes de Maio de 1968 em França) que pretendiam uma coisa simples: que o "magnate da imprensa Axel Springer" largasse mão do seu império mediático e o entregasse ao Estado local, ao burgomestre de Berlim. Portanto, a ideia seria nacionalizar a imprensa de Springer, uma espécie de Paulo Fernandes da Cofina.
Resultado? Confrontos de jovens com a polícia. Ingredientes? Estão lá todos: evangélicos pacifistas que pretendem impor as ideias de Marcuse, Che , Mao e tutti quanti, contra a burguesia. O que queriam os "estudantes" francesa de Maio de 1968? A mesmíssima coisa com os mesmíssimos ideólogos.

E por cá?  Bem, por cá demorou um pouco mais, mas também chegou a onda que se desenrolou até Abril de 1974 e muito tempo depois, até agora, ao actual Bloco de Esquerda.

Há 50 anos, como andam por aí a propalar os arautos do antifassismo primitivo, os estudantes portugueses de Lisboa descobriram a miséria do país, após as cheias nessa região. Porém, a rebeldia protestante já vinha de trás, de 1962 e das greves estudantis.  Nessa altura o Marcuse não contava, mas Marx, sim. E o comunismo soviético também. Depois, a rebeldia mudou de agulha, talvez por causa dos acontecimentos de Praga, que perfazem 50 anos o ano que vem, mas aposto que poucos irão falar nisso.

Em Abril de 1969 houve uma manifestação mais séria, em Coimbra, dos novos rebeldes do socialismo democrático.

Em 22 de Janeiro de 1971 a revista Vida Mundial dava ao leitor português a ideia das ideias de Marcuse: libertarianismo com um copo de whisky à mistura  em capas de revistas...
Marcuse foi aluno de Heidegger e nasceu em Berlim, na Alemanha onde estudou e se formou. Durante a guerra foi para os EUA e naturalizou-se americano. Tal como Von Braun, com a diferença de que este foi apenas no fim da guerra.







 Quem era Marcuse? A revista o diz: "leitor de Hegel, com a sua dialética, de Nietzsche, com o seu biologismo, de Marx, com o seu pensamento revolucionário, de Freud, com a importância dada ao sexo, e também de Jean-Jacques Rousseau, com o seu optimismo pelo "homo naturalis"...

Juntem-lhe Rosa Luxemburgo ou Trotski e poucos mais e têm aqui as ideias do Bloco de Esquerda, em 1968 e 1971, propagandeadas pela revista Vida Mundial que era uma revista...de esquerda, naturalmente. Quem assina o artigo? A. Ferreira Marques.

E também é certo que a revista foi "visada pela Comissão de Censura"...e o que seria se não fosse?

Conclusão? A Alemanha deveria ser melhor estudada. Por isso é que ando a ler este magnífico livrinho ( 237 pgs) publicado em França, sobre Josef Mengele. Um romance realista, "verídico" cuja existência me foi dada a conhecer num artigo do Público de 1 de Dezembro passado. O autor já ganhou um prémio literário e merece-o porque o livro está muito bem escrito. E é sobre a Alemanha.
Para quem não souber, Josef Mengele foi um médico que como militar foi destacado para Auschwitz e lá fez experiências biológicas com seres humanos, judeus na maior parte. Era encarregado de separar à entrada do campo, os indivíduos que lhe interessavam para tais experiências e responsável por isso, das barbaridades aí cometidas.
No fim da guerra logrou escapar para a Argentina, passando ao Paraguai e chegando ao Brasil onde viveu até 1979, altura em que se afogou, eventualmente devido a ataque cardíaco.
O tema do livro é a história dessa fuga sem regresso.
Comparando com Von Braun, este (e muitos outros cientistas), potencialmente ( e realmente porque ajudou a conceber as V-2 que fizeram muitos estragos em Londres) tinha maior poder de extermínio que o médico de Auschwitz, mas foi poupado, recuperado e reciclado pelos americanos. Von Braun foi um colaborador directo de Hitler, cujas experiências e inventos poderiam ter conduzido à bomba definitiva para acabar com a guerra. Mengele foi perseguido pelos israelitas, mas ao contrário de Eichmann nunca chegou a ser encontrado, na América do Sul onde se refugiou. Não tinha valor de uso nem de troca...


Para melhor compreensão do conteúdo do livro e até agradecimento pela oportunidade de tomar conhecimento do mesmo ( a primeira edição é de Agosto de 2017 e esta já é a segunda, de Novembro) aqui fica o artigo do Público ( Ipsilon) de 1 de Dezembro de 2017:


26 comentários:

Floribundus disse...

muito óptimo
von Braun

muito péssimo
lutero
marcusse

Anónimo disse...

José,

Não entendo; Um romance realista, "verídico"? Mas um romance não tem sempre uma característica de ficção?
Não é antes um ensaio sobre...
É uma monografia?
Certo mas como diz se está bem escrito e tem factos verdadeiros no enredo.

josé disse...

Ok. Vou publicar então o artigo do Público, para se perceber.

É um romnce do género de A sangue frio do Truman Capote. Com factos reais constrói trama romanesca.

Anónimo disse...

José,

Agradeço a explicitação.
Romance com enredo (trama) construída com factos reais.
O habitual é ser tudo ficcionado a partir de "realidades".

Zephyrus disse...

O meu contacto com a Alemanha e este. As alemas tem queda para mim mas nao sao de confianca, gostam hoje de um, amanha de outro. E achei isto muito curioso pois o Aquilino Ribeiro disse exactamente o mesmo delas ha cerca de cem anos. Tem boa cerveja e fraco pelos homens do Sul da Europa e da Turquia.

Zephyrus disse...

Agora a serio, creio que para perceber a Alemanha temos que em parte olhar para a questao da ascensao judaica no seculo XIX. O Marx, por exemplo, era de familia judaica... Li um livrinho espanhol ha cerca de um ano sobre isto, Los Judios.

Outra questao a ter em conta. Creio que apos a Segunda Guerra Mundial a maioria da populacao era catolica. Mesmo na Holanda na decada de 60 havia maioria catolica. Mas parece-me que o catolicismo deles ou dos italianos sempre foi algo diferente do nosso. O que tivemos em Portugal talvez mais proximo disso foram talvez os Jesuitas, corridos pelo tiranete Pombal. Nos temos um enorme problema com o dinheiro, com o lucro, com o livre comercio e com o trabalho ha varios seculos, e em parte talvez haja culpas a atribuir a nossa Igreja. Mas, os franceses, italianos, austriacos ou alemaes nao sao assim. E la tambem ha e houve Igreja Catolica. Entao o Antero de Quental tem de estar parcialmente errado.

Nunca vi um artigo em Portugal sobre isto. As diferencas entre a nossa Igreja e a Igreja catolica dos nossos vizinhos.

Outro artigo por escrever. A enorme producao cientifica e humanistica dos jesuitas portugueses e o seu papel na defesa do livre comercio e indirectamente, do capitalismo...

Outro ainda. Como surge a Inquisicao... contra a vontade do Papa, pois no Vaticano dizia-se que o Rei D. Joao III queria roubar os cristaos-novos.

A Sabado e a Visao nao tem gente com categoria para isto e por isso vendem cada vez menos, preferindo dizer mentiras e disparates sobre o Estado Novo.

carlos disse...

No Portugal de hoje, tudo aquilo que obrigar ao trabalho de mais que dois neurónios "é muito complicado". É também uma das razões do sucesso das ideias dos bloquistas que, embora totalmente erradas, parecem simples e são de facto fáceis de aplicar a tudo. Falar de Lutero? Falar de Marcuse? Falar de Friedman? Toca a fugir que temos uma cartilha que dá para tudo. E, na realidade, um dos responsáveis disto tudo é o Marcuse, ao fundir Marx e Freud e dar origem a toda a confusão ideológica de 68 e que deu, entre nós, a desgraça do Boaventura. E os basbaques a escorrer saliva perante tanta sapiência.

zazie disse...

Estya síntese do José é espantosa e teve o feeling certeiro acerca do evangelismo da revolta aliado aos cientóinos iluminados.

josé disse...

"Nos temos um enorme problema com o dinheiro, com o lucro, com o livre comercio e com o trabalho ha varios seculos, e em parte talvez haja culpas a atribuir a nossa Igreja. "

A Igreja não tem culpa disso. Quem tem culpa é a Inveja, como já escreveu Luís de Camões.
Que aliás é um pecado capital.

Adelino Ferreira disse...

Reduzam tudo à roda dos 7 pecados do Bosch e a miséria, a ignorância, a saúde,a casa de habitação e até a paz, fica já ali ao virar da esquina.....
Os alquimistas do século XXI agradecem.

Floribundus disse...

o judeu marcusse defendia uma sociedade tipo paraíso

sem o pernil de porco do jamé

o iluminismo destruiu muitos valores humanos

e atribuiu a culpa à IC portuguesa

a UC foi totalmente capada e arrastou-se penosamente mais de um século saeculorum

Floribundus disse...

"Carmen morreu como queria, em sua casa e na sua cama. Faleceu na sua residência de Madrid", afirmou a biógrafa Nieves Herrero, num texto publicado no jornal El Mundo.

Carmen Franco, mãe de sete filhos, anunciou este ano que sofria um cancro em fase terminal.

Carmen permanecia como presidente de honra da fundação Francisco Franco, criada para elogiar a figura do general, que morreu em 1975, depois de 36 anos no poder.

Nas longas conversas com Nieves Herrero para uma biografia autorizada, Carmen Franco recusou-se a julgar o pai e afirmou que deixava essa missão para a História.

"Quando me dizem que foi um ditador, não nego, mas tampouco gosto disso porque costumam dizê-lo como um insulto. No entanto, não me parece tão mau", disse.

Com muita discrição, Carmen Franco, a quem o rei Juan Carlos I concedeu o título de "duquesa de Franco", sempre defendeu o pai.

A sua família é acusada frequentemente de beneficiar-se da fortuna do ditador, que inclui bens imobiliários que os meios de comunicação social calculam em centenas de milhões de euros.

INVEJA

Pedro disse...

Ainda não percebi porque fica a direita tão chateada por se considerar o Salazar fascista.

Eu também não o considero e acho bem que emendem o erro.

Mas não fiquem tão ofendidos, porque a culpa é só do Salazar.

O tipo criou milícias de tipo fascista, fazia-se fotografar e filmar a fazer a saudação fascista e durante uns tempos teve uma fotografia emoldurada enorme do Mussolini na secretária.

Se as pessoas andam enganadas e culpa é só dele.

A Mim Me Parece disse...

Até que enfim que este Petrus debita um comentário onde não transparece ódio. Faço votos que siga nessa senda em 2918.

Maria disse...

José, excelentes páginas de jornais com artigos deveras interessantes que publicou. Vale a pena lê-los por quem por eles se interessar, como é natural. Igualmente interessante e actual é o tema principal desenvolvido e as respectivas contradições (e não só aparentes) como aliás o José refere e salienta.

Floribundus, por mim agradeço-lhe as notas que aqui trouxe sobre a filha de Franco. Conheço muitos espanhóis que apreciam imenso esta família e recordam sobretudo Franco com grande carinho pelo que ele fez pelo país.

Pedro disse...

Caro parece.

É porque o clubismo cega o pessoal.

Eu não pertenço 100% a nenhuma ideologia e sou muito critico do salazarismo como sou se calhar até mais critico de outras ideologas.

Mas em certos aspectos até reconheço que o Salazar foi uma das grandes figuras da nossa história.


Onde acho que falhou foi no excesso de conservadorismo cultural e social. Estar a proibir livros num país já culturalmente atrasado, que passou pela inquisição e tinha elevadas taxas de analfabetismo. Colar-se á moral conservadora da igreja mas não desenvolver a sério a doutrina social da igreja e o corporativismo.

Hitler e Péron criaram políticas sociais muito mais sólidas que tiraram o tapete á esquerda enquanto o Salazar só lhes deu munições.

Pedro disse...

Caro parece.

Aliás Hitler e Péron não se limitaram a tirar o tapete á esquerda, "canibalizaram" a esquerda, absorvendo-a. Não havia reivindicação popular que não estivessem dispostos a fazer tudo para cumprir em vez de se encostarem exclusivamente aos sectores conservadores.

E isso é que é um verdadeiro governo de união nacional.

Um 25 de Abril, com o povo a festejar a queda do regime seria impossível no nazismo ou no peronismo.

No nazismo grande parte do povo lutou até ao ultimo cartucho.

No peronismo derrubado pelos militares o povo fazia manifestações mas era de APOIO AO REGIME DERRUBADO por vezes debaixo de fogo das armas dos militares.

Isto devia fazer pensar os salazaristas em vez de condenarem todas as lutas sociais dos trabalhadores.

Maria disse...

O anúncio "TAP - Um modo de viajar" foi realizado pela agência onde trabalhava o pai do Costa. Vê-se em cima à direita o seu nome "Marca". Era um comunista a fingir-se de direita para conseguir trabalhar para os mais ricos de Portugal. O filho herdou dele todos os seus defeitos.

Este Costa é um pseudo-socialista, na verdade é um comunista encapotado, que só quer estatuto, poder e muito dinheiro, grande parte deste roubado aos portugueses, como se tem visto.

Também não admira, todos os comunistas, socialistas e agora também bloquistas, têm a mesma ambição fruto de uma inveja doentia de quem os possui. Eles ambicionam estatuto, poder e dinheiro e só os conseguem à custa do derrube de regimes estáveis para usurpar o poder e se locupletar com os bens dos países e da gente rica que lá exista. Os que introduziram este regime em Portugal também quiseram a mesma coisa e sabiam que só o conseguiriam derrubando o regime anterior e assumindo o poder. E foi o que fizeram.

Com o poder nas mãos foi-lhes fácil em simultâneo deitar os gadanhos ao tesouro fabuloso depositado no Banco de Portugal, que eles sabiam lá se encontrar e sendo cobiçado desde há longas décadas. Foi com uma parte substancial do mesmo que adquiriram inúmeras propriedades e outras tantas obras e arte, viajaram por todo o mundo, foram recebidos com honras de monarcas, viveram uma vida de luxo e prazer e morreram de velhos. Valeu ou não a pena terem roubado tanto dinheiro ao povo e cometido tantos crimes sem nunca terem sido punidos pelos mesmos? Para eles claro que valeu e de que maneira.

A inveja do estatuto que Portugal possuía perante o mundo e a cobiça exacerbada pelas toneladas de ouro depositadas no Banco de Portugal mal os deixava dormir e só descansaram quando lhe deitaram as manápulas. A partir desse dia foi viverem literalmente à grande e à francesa. Se dúvidas houvesse bastava atentar na vida de autênticos monarcas reinantes que levavam, fruto de traficâncias mil e de burlas gigantescas que quase todos têm vindo a praticar desde Abril até ao dia em que nos encontramos e aquelas dissipar-se-íam numa fracção de segundo.

muja disse...

Bom, não tenho vagar para ler nem sequer os comentários, mas “Mengele devorou-se a si próprio”?

É impressionante o poder mediático que desabou sobre esses nazis.

Daqui a trezentos anos ainda hão-de inventar patranhas se, entretanto, não surgirem uns capazes de fazer na realidade toda a ficção que atribuem aos nazis.

Espero que não tenha pesadelos José! Ahahahah!

Feliz Ano Novo a todos!

hajapachorra disse...

Quer ganda mixórdia. Perdi-me mal começou a destrambelhar sobre Marcuse. Não era a posta sobre Lutero? Pois sim, houve congressos (ou conferências como agora se diz em portinglês), revistas, actas, livros vários.

josé disse...

A "posta" foi arrotada com Marcuse à mistura. Está no título...

muja disse...

Sobre Mengele, sem ficção "real":


Poor Josef Mengele!
Man portrayed by Hollywood as Nazi kingpin lived in poverty and illness
https://codoh.com/library/document/4211/?lang=en


Josef Mengele – the Creation of a Myth
https://codoh.com/library/document/4609/?lang=en

josé disse...

Diz no livro que Eichmann admitiu os 6k...

muja disse...

Eichmann:

An Enduring Symbol of Holocaust Evil or Holocaust Falsehood?
Christopher Browning and the Testimony of Adolf Eichmann – a Review
https://codoh.com/library/document/147/?lang=en


«Even Browning’s colleagues, the mainstream historians of the Final Solution, are very skeptical about Eichmann’s testimonials, for he admitted: "When I [Browning] have suggested to my colleagues that we must take seriously Eichmann's repeated testimony to the effect that he learned from Heydrich in the fall of 1941 of Hitler's order for the physical destruction of the Jews, I have met with either embarrassed silence or open skepticism. How can I be so gullible? Don't I know that Eichmann's testimony is a useless conglomeration of faulty memories on the one hand and calculated lies for legal defense and self-justification on the other? From it we can learn nothing of value about what actually happened during the war, only about Eichmann's state of mind after the war. These are documents that reveal how Eichmann wished to be remembered, not what he did [pp. 4-5]."

In 2003, Browning concluded: “Clearly, anyone who wants to dismiss Eichmann’s testimonies on the grounds of their demonstrated unreliability and shameless self-serving lies can easily do so, and many of my colleagues have done precisely this [p. 11].»



Eichmann Interrogated
A Review
https://codoh.com/library/document/2128/?lang=en

Maria disse...

Obrigada Muja pelos linques.

José, não acredite em tudo quanto lê sobre Mengele, Hitler e o nazismo. A lavagem cerebral às populações do mundo deste o fim da Guerra, sobretudo a partir dos anos cinquenta, é a nível global e paga com centenas de milhões anuais à comunicação social falada e escrita e aos governos de todas democracias (é para isso que estas existem), que por sua vez pagam aos intelectuais e outros profissionais com influência bastante na sociedade para fazer o resto.

Lembre-se de que há judeus, os que viveram nos campos e os descendentes destes, por enquanto são poucos mas vão aumentando com o passar das décadas, que confessam que metiram sobre as supostas atrocidades e crimes cometidos pelos oficiais alemães e guardas dos campos, durante os anos de guerra. Quando lhes perguntam qual razão de terem mentido respondem, a sorrir, que não sabem... (claro que sabem e bem)

Houve uma judia interrogada há uns meses, num documentário que passou numa televisão sobre os ex-detidos em Auchewitz, que não teve qualquer pejo em elogiar Mengele como médico e inclusive salientou o seu bom aspecto físico (que era bonito), acrescentando que Mengele era atencioso com os judeus que tinham problemas de saúde, assim como estes também eram bem tratados pelo pessoal d'enfermagem e por outros médicos.

Aí tem.

Maria disse...

Marcuse pode ter dito muitos disparates e disse (ou não fosse de esquerda) mas pelo menos disse duas verdades "A bárbarie civilizada" (título de parte de uma entrevista e creio que fará parte de um livro em que ele desenvolve este tema, dentre outros) e "Liberdades sem liberdade".

O mundo ocidental vive submetido a estas duas realidades qual teia venenosa que se vai apertando mais e mais sem que os povos tenham a mínima hipótese de lhe escapar.

Corrigan, o Agente Secreto X-9