terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A acção política em Portugal há 40 anos não era como nos contam.





Como é reconhecido, até em dissertações de mestrado, Portugal só se constituiu verdadeiramente em democracia, a partir de 1982, com a estabilização de um Estado de partidos. Até então o semi-arbítrio de um Conselho da Revolução que teve um Copcon que pouco ficou a dever à DGS que fora PIDE, em matéria de abuso de direitos humanos, tendo ultrapassado pela esquerda, o princípio de uma legalidade inexistente, impedia a designação de Portugal como país democrático.

Antes de 25 de Abril de 1974 o país também não era democrático no sentido de ser um Estado de partidos como actualmente é, seja isso democracia ou partidocracia pura.

Antes de 25 de Abril de 1974 Portugal era o que foi e que não nos contam como foi. A revista Observador de 19 de Outubro de 1973 permite-nos ver um pouco mais além da versão histórica revisionista dos Rosas&Pereira do costume.  Segundo os mesmos, estes factos nunca ocorreram e estas fotografias serão foto-montagens duma época em que ainda não existiam processadores digitais de imagem.
Noi entanto, permitem-nos ver que havia oposição e forças de esquerda que se manifestavam de algum modo, embora contido e com proibições que assentavam numa ideia simples: a de subversão. Não era permitido subverter o Estado de então, designadamente para o transformar num estado totalitário do tipo daqueles que existiam no Leste europeu e que os comunistas de então do PCP e da extrema-esquerda pretendiam implantar em Portugal. Tal tornou-se evidente e indiscutível a partir das primeiras semanas após o 25 de Abril de 1974 e ninguém quer proclamar esta verdade com o mesmo peso que atribuem ao "fassismo" que segundo os mesmos era o regime anterior.
Por isso estas reposições factuais de ocorrências históricas parece-me fazer hoje em dia todo o sentido. O comunismo combate-se com ideias e factos. Assim:








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