segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Esquerda de há quarenta anos...é a mesmíssima de hoje. E só não vê quem não quer.

Em 12 de Outubro de 1973 a revista Observador publicou este texto de Raymond Aron, filósofo francês que então escrevia no Figaro, sobre os acontecimentos então recentes, no Chile.  A profecia de Aron não veio a concretizar-se completamente porque teve apenas umas semanas de vida. Em França, dali a cerca de dez anos Miterrand ganharia as eleições e tentaria fazer da França um país "socialista" como nós somos por decreto constitucional, desde 1976. Foi sol de pouca dura quando os franceses começaram a fugir do país com o dinheiro e o caos económico a ameaçar instalação duradoura. Miterrand, tal como Soares por cá, uns anos antes, meteu logo o socialismo na gaveta.

E no entanto, tudo já tinha sido dito por Aron, neste pequeno artigo que os portugueses de então poderiam ter lido. Claro está que quem passou  a mandar no país após o 25 de Abril de 1974 não leu coisa nenhuma e os militares do MFA só tinham como intelectual Melo Antunes, um génio entre os seus.
O que António Lopes Ribeiro escreve, na mesma página,  em coda ao seu artigo sobre a então  Checoslováquia e também sobre o Chile e o comunismo, era válido em 1973 como o era em 1975 e como o continua a ser agora, sem tirar ou pôr uma vírgula. Porque é que este discurso que é evidente e sem contestação séria não se faz publicamente, agora?
Os intelectuais tipo Pacheco Pereira e outros da pandilha do revisionismo histórico, só juravam então pela estupidez do maoismo ou do estalinismo mais puro e duro. Abandonaram a proclamação ideológica mas não abandonaram a estupidez de pensamento que a gerou.  Por isso mandam no panorama mediático actual, no nosso país e não permitem a mudança de discurso que ajudaram a elaborar

De resto, o que se seguiu  durante o prec foi a maior tragédia económica e política que nos atingiu como povo durante o século XX.  E já lá vai quase tanto tempo quanto Salazar esteve no poder.  A "longa noite fascista" transformou-se na " longa marcha" revisionista que não admite, censurando aberta e mediaticamente, a reflexão serena sobre o passado.



Para entender e contextualizar toda a dimensão da tragédia económica imputável totalmente à Esquerda portuguesa ( com a extrema-esquerda e o PS também) basta ler estas páginas do mesmo Observador de 1 de Outubro de 1973.
A figura de Champallimaud, um industrial que investiu milhões em Portugal e ficou sem eles durante mais de uma década e que foi indemnizado por uma fracção do que lhe tiraram, era em 1973 um dos indivíduos que poderiam fazer de Portugal um país a sério. Isto, hoje, parece uma verdade indiscutível.
Em 1974 os comunistas, esquerdistas e socialistas em geral correram com ele e com os demais capitalistas, monopolistas, fassistas e mais istas que a lista do politburo de então. Não queriam tais indivíduos a investir no país e a produzir riqueza para eles e para o povo em geral. Luminárias como um João Martins Pereira ou uma esquerda pandectística que abrangia os vítoresconstâncios sempre constantes,  eram  os  ideólogos de serviço à economia que se afundava ao ritmo da acelerada incompetência generalizada dos gestores públicos dessa esquerda.
A ideologia prevalecente, nessa altura, era a de encetar o caminho do socialismo e para tal ficou consignado na Constituição, por todos os partidos com assento parlamentar excepto o CDS que Portugal era "uma república soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes".  

Esta monstruosidade política e estupidez suprema da autoria do PCP e Esquerda em geral, ficou a vigorar durante mais de uma dúzia de anos. Depois disso mudou-se em nova posição ideológica: o preâmbulo  da actual Constituição de 2005 continua a garantir que Portugal era um país fascista que o deixou de ser por obra e graça de uma "transformação revolucionária" e continua a apostar em "abrir caminho para uma sociedade socialista".
Esta estupidez repetida outra e outra vez não há meio de ser alterada porque o PCP e a Esquerda em geral mandam no país, ideologicamente falando e os arménios e toda a troika de avoilas mais jerónimos em comandita com os silvas que não cortam bigode nem que a vaca tussa, paralisam o país sempre que entendem.

A estupidez colectiva dura há décadas e há três bancarrotas iminentes. Portugal é o país mais atrasado da Europa e tem o partido comunista mais activo e resistente, subsidiário de um estalinismo fora do tempo e criminoso.Toda a gente mediática acha que o PCP é um partido "democrático" que preza a liberdade. Não é e isso é uma evidência. Porque não se proclama tal coisa?
 Não há meio de   pôr cobro a isto?



3 comentários:

lusitânea disse...

Agora o enriquecimento segundo a propaganda internacionalista-maçónica virá da nacionalização dos pobres africanos uma vez que decretaram que as escolas não são SEF.Um império agora do "bem" com pretos, ciganos e judeus será o céu na terra...mas por conta do indigenato!

Floriano Mongo disse...

A História ainda não acertou contas com o seu passado comunista. Ao assumir-se simpatizante do nazismo um indivíduo torna-se automaticamente um cúmplice intelectual e moral do genocídio. E um comunista? Todos sabemos que Isso não acontece, o nazismo levou com tudo o que de horror se fez no século 20, e os “humanistas”, mataram incomparavelmente mais.

Ainda o holocausto era um brilho no olhar de Hitler, já os comunistas matavam em escala industrial. Hitler não era sequer nascido, já Marx usava a palavra Holocausto para defender o morticínio do que chamava “povos inferiores”. “As classes e raças demasiado fracas para dominar as novas condições de vida devem entregar-se” (sic…) “Elas devem perecer no holocausto revolucionário”.

Engels também se referiu ao “volkerabfalle” (povo descartável).

O nazismo e o comunismo são ambos regimes revolucionários, ambos socialistas. Hitler assumia-se como o “verdadeiro construtor do marxismo”e Stalin considerava o nazismo como o “navio quebra-gelo da revolução”.

Idênticos em tudo não só na iconografia totalitária que partilhava a mesma estética, bandeiras em riste, proletários de punhos cerrados marchando em direcção ao futuro.

Mas algo muito mais sinistro geminava esses dois totalitarismos: o genocídio.

Os comunas vendem a ideia que sempre combateram o nazifascismo. Nada mais falso. Quando Hitler tomou o poder, a Alemanha estava falida, proibida de ter um arsenal depois da I guerra mundial. De onde veio todo aquele poderio para fazer o que fez? Com a abertura dos arquivos de Moscovo comprovou-se o que já se sabia. Muito antes da assinatura do tratado Ribbentrop-Molotov, a Alemanha recebeu apoio maciço da URSS.

Os nazis só tiveram um exército capaz de intimidar o mundo, porque a URSS lhes cedeu em segredo, armas, alimentos, dinheiro etc. Tudo! Ou seja, o nazismo como força histórica de dimensões mundiais, jamais teria existido sem o apoio comunista.

Aqui fica o excelente trabalho do letão Edvins Snore. Um trabalho fundamental para ver e horrorizar-se.

Parte 1 de 9

http://www.youtube.com/watch?v=SZHhrSo2yJo&list=PL3191212CB36B7BBF&index=1

Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=E-92UQqWOOs&list=PL3191212CB36B7BBF

Parte 3

http://www.youtube.com/watch?v=h1BY1VvS7bo&list=PL3191212CB36B7BBF

Parte 4

http://www.youtube.com/watch?v=CdpdMBn2eHw&list=PL3191212CB36B7BBF

Parte 5

http://www.youtube.com/watch?v=PzS5Nl_vdtk&list=PL3191212CB36B7BBF

Parte 6

http://www.youtube.com/watch?v=eOGUpYqmP7U&list=PL3191212CB36B7BBF

Parte 7

http://www.youtube.com/watch?v=PKaRn8SDX4I&list=PL3191212CB36B7BBF


Parte 8

http://www.youtube.com/watch?v=xp3E7DdqyLA&list=PL3191212CB36B7BBF

Parte 9

http://www.youtube.com/watch?v=pzdyEXrJowg&list=PL3191212CB36B7BBF

Floriano Mongo disse...

Onde se lê

"A História ainda não acertou contas com o seu passado comunista".

Deveria ler-se

"A Europa ainda não acertou contas com o seu passado comunista".