sábado, setembro 05, 2015

Diga 33: a defesa patusca no bairro dos actores.

Observador:

"Numa conferência de imprensa na manhã deste sábado, os dois advogados de Sócrates, João Araújo e Pedro Delille, voltaram a atacar toda a investigação, não poupando críticas ao Ministério Público e ao juiz de instrução. “O Ministério Público continua sem apresentar os factos, as provas e a acusação. Isso acontece porque não tem factos, não tem provas e não pode deduzir acusação."
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 “Não conhecemos nada, o processo continua escondido, não é guardado, é escondido. E é isso que se quer manter”, disse Araújo. “Há os prazos da leis e os prazos da decência. E os da decência foram completamente ultrapassados. Em nenhum país decente isto aconteceria. Isto é de um país que está doente”, sublinhou o advogado, dizendo-se “envergonhado” e acrescentando que “é um risco para todos os portugueses manter alguém preso nove meses, sem factos sem provas. Não é aceitável que se mantenha a restrição à liberdade do cidadão sem razões”.

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Já Pedro Delille levou o tema para o enquadramento político e judicial. “Nove meses depois, o mundo da Justiça teve no ex-primeiro-ministro um troféu, sem ninguém perceber porque está preso. Não se sabe se por razões políticas, se não gostavam dele como primeiro-ministro, não se sabe. Por questões de direito criminal não foi certamente, nenhum facto relevante foi apresentado. O que seria hoje a vida pública portuguesa se este processo não tivesse sido iniciado?”, questionou.


A dupla de causídicos do ex-recluso 44, actual detido no 33 do bairro dos actores,  Araújo & Delille,  mai-los associados mediáticos da gamela do costume, continua a manipular a opinião pública sobre o caso de que se fala. Têm levado sopa em todos os recursos que interpuseram das decisões do JIC. Todos. Em todos os tribunais superiores, incluindo o Constitucional. Porém, não têm qualquer pejo ou vergonha em continuar a batalhar contra o senso comum mais comezinho e as evidências mais chãs que qualquer almeida de rua  aceita como verdade insofismável e de experiência comum.

Esta dupla dá-se ao desplante de convocar uma conferência de imprensa para vilipendiar as instãncias judiciárias, deslegitimá-las e fazer das mesmas gato-sapato da chico-espertice que ostentam como argumento recorrente.
Usam a lógica processual penal como instrumento de agressão aos magistrados do processo e por antonomásia, à magistratura, permanentemente e têm a lata de dizer agora que afinal  “Não conhecemos nada, o processo continua escondido, não é guardado, é escondido. E é isso que se quer manter”, reafirmando uma justiça que é só deles e que nenhum dos magistrados dos tribunais superiores sufragou até agora. Nem a contradição os incomoda nem a inconsistência os cala.

Esta dupla  de funâmbulos do direito que usa as habilidades processuais esticadas até ao limite da interpretação que lhes convêm, vão continuar a levar sopa nos recursos mas não desistem, porque a vergonha profissional não mora com eles e julgam-se nesse direito de defesa à outrance de toda e qualquer versão de factos que lhes convenha para ludibriar o senso comum. Enquanto o advogado Araújo olha para a sua própria sombra na parede e a nega enquanto tal, o advogado Delille desafia a provarem que a sombra é mesmo dele, enquanto procura a todo o transe atenuar a luz que a projecta...

Infelizmente para eles, o tempo das habilidades funiculares com o direito formal está a esvair-se com uma tomada de consciência da magistratura acerca do que significa a prova real em direito penal.
Até há pouco tempo as aparências formais chegavam e sobravam para iludir  o julgador e evitar condenações de culpados excelentíssimos, com denegações de justiça que bradavam aos céus.

Ou muito me engano ou esse tempo passou e a dupla de funâmbulos do direito vai estatelar-se  no solo, de vez.
O artifício já não pega...

Questuber! Mais um escândalo!