Páginas

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A confraternização dos filhos da...madrugada.

De volta este recorte do Correio da Manhã de ontem:


Estes filhos da...madrugada contam com a falta de memória da generalidade das pessoas para poderem comemorar glórias passadas.

Na altura foram relatadas em profusão e podem ler-se, além do mais aqui:

A génese era explicada pela aburguesada Isabel do Carmo em 11.1.1981, Agora dá entrevistas avulsas a dizer que pouco teve a ver com aquilo tudo, do "e tudo era possível", típica atitude dos filhos da...madrugada.  As "brigadas revolucionárias" foram pioneiras na Europa e antecederam até as brigadas vermelhas italianas, ponto de honra da glória passada desta antifascista de gema que então defendia a conjugação efectiva entre a luta política e a luta armada. Agora anda por aí a dizer que foi tudo na brincadeira...

Em 16 de Maio de 1980, certamente por causa do regresso do fassismo da AD, dava-se notícia do início de uma luta clandestina à boa maneira do tempo do "e tudo era muito difícil", de Salazar que não deixava esta gente por o pé em ramo verde. E com toda a razão como a História lha deu.
Os piratas estavam de volta e com o sentimento do pioneirismo, deixaram descendência que agora até se senta no hemiciclo à espera que o fruto amadureça outra vez e tudo volte a ser o tempo do "e tudo era possível". Nada esqueceram e nada aprenderam de novo a não ser dissimular melhor para melhor enganar o povo.


Por causa dos assassínios, dos assaltos, dos atentados bombistas e da "luta revolucionária" que aquela santa Isabel defendia, foram apanhados e julgados. Condenados, escaparam porque nessa época tudo era possível, mesmo um Ministério Público dominado por gente da mesma laia que evidentemente acabou por lhes acaparar o jogo, no fim de tudo, porque tudo foi possível e quem o fez foi promovido na carreira. Et pour cause.
Tudo se passou em Julho de 1985.


Foram estes que agora comemoraram os feitos no almoço de confraternização assinalado pelo Correio da Manhã. Devem ter brindado...a quê? Às vítimas que assassinaram?

14 comentários:

Floribundus disse...

tive um 'equive-se'
pensei que FP-25 era filhos da puta

foca disse...

Uma justa homenagem a estes meliantes era fazer explodir uma granada no meio do repasto.
Ou então não, que tenho dúvidas que mereçam o valor da granada

muja disse...

À democracia que lhes faculta a liberdade?

zazie disse...

Não, não é à democracia, é ao capitalismo que lhes faculta a liberdade

":OP

joserui disse...

Nesse aspecto posso queixar-me de Salazar também: Sempre foi brando e tratou a escumalha bem demais. Até o santo Cunhal se escapava regularmente da prisão. E o paizinho da pátria, grande anti-fassista, passeava-se por onde queria à vontade. Diz que o Pacheco Pereira, outro grande combatente, se reunia clandestinamente numa base regular, com risco da própria vida! A única coisa que esses corajosos revolucionários temiam no Estado Novo era a tropa. Fugiam de tropa que se pelavam e foi dessa forma que nos livramos de muitos, desde o pateta alegre até ao mais recente director do DN, tal como previsto pelo 44. Infelizmente, regressaram todos para obrarem o progresso da nossa terra.

muja disse...

Também pode ser. Afinal de contas, nada nem ninguém fez mais para espalhar a ideologia deles pela terra fora do que o capitalismo.

Floribundus disse...

Blasfémias

Fáxistas! Rásssistas! É p’racabar est’resto a um eurinho
8 ABRIL, 2018
vitorcunha
Segundo a actriz que lidera – perdão: coordena – o manicómio a que se decidiu convencionar – porque até os bichinhos merecem respeito – a denominação de partido político, a prisão de Lula corresponde a “um golpe da direita reaccionária, racista, fascista”. Presumo que o citado golpe, além das enumeradas virtudes, também possua pontos passíveis de crítica: de outra forma, não se compreenderia o insulto aos portugueses que não andam aí na roubalheira evitando serem alvo dos decretos de “enriquecimento ilícito” defendidos por esta gente.

Ricciardi disse...

Fugir à tropa como quem diz - à guerra- era uma cena onde se pode atestar o estado de corrupção reinante no regime. Com o conhecimento certo e a massa certa o pessoal ficava inapto.
.
Com a Polícia era coisa semelhante. Não tão descradamente como na angola actual, mas toda a gente metia uma notinha no meio da carta de condução e o senhor Polícia devolvia a carta sem a nota.
.
Também a chusma de agentes do estado, ligados ao fisco ou inspeccoes de varias naturezas que se faziam verdadeiros sócios de empresas a quem perdoavam tributo . Era uma alegria. Pareciam agentes da máfia siciliana a visitar empresários para colher as "renda".
.
Este tipo de corrupção estava democratizada.
.
O cunhal. O punhal foi importante ate ao 25 de abril. Uma pedra no sapato da ditadura.
.
Teve o seu papel na historia, tendo o povo português o bom senso de não permitir que tomasse o poder. Se tomasse o poder o cunhal seria uma versão de esquerda do Salazar. Com uma agravante séria: trazia o comunismo soviético atrelado.
.
Soares foi maior e evitou esse mal. Desde então o pcp nunca passou de ser um partido menor. Um resíduo com pouca expressão eleitoral.
.
Rb

José Domingos disse...

Não me parece que sejam filhos da madrugada. Devem ser filhos da outra e não esquecer as procuradoras, as tais do livro do mao na mesinha de cabeceira, que ilibaram estes assassinos.
E continuamos a não ter corrupção em Portugal.

Floribundus disse...

O Insurgente

Aberração paritária (2)
ON ABRIL 9,
No seguimento de
– Aberração paritária
– O sexo e as quotas

Agora que a Geringonça se prepara para mergulhar o país de cabeça na fossa séptica dos identity politics (“Parlamento quer medidas de acção afirmativa para afrodescendentes), será de esperar que tal abordagem política seja liberalmente reproduzida.

Estas novas causas progressistas, que dividem para reinar, são sim boas para criar circo quando falta pão. A promoção é praticamente gratuita. Basta convencer um punhado de óbvi@s representantes das “minorias” oprimidas que existem sinistras conspirações tácitas – e nebulosas barreiras sistémicas – ao seu progresso social, económico, ou mesmo humano. E logo se criam pequenas milícias de Che Guevaras de gente muito “resolvida”, resolvida a marchar pela revolução social.

Obviamente não há nada de razoável, correcto, sensato, moral ou justo em querer que o Estado imponha discriminações positivas para este ou aquele grupo, à laia de engenharia social de inspiração egalitária. Mas o marxismo cultural vive disso.

No que diz respeito às novas leis das quotas, é confrangedora a falta de princípios liberais dos nossos representantes, e de louvar quem, na política (not you Cristas), não se deixa levar em esganiçadas cantigas.

Agora que muito se fala de novos partidos liberais, e com pena minha que a Iniciativa Liberal pareça estar rendida ao politicamente correcto, é de louvar quem se atreve a dizer que a actual lei é uma aberração sob vários pontos de vista. O mais flagrante é impor uma discriminação positiva em detrimento do mérito profissional, levando ao extremo a condição de Estado paternalista.

Floribundus disse...

ESQUECIDOS

« margens de um terceiro rio, o La Lys, no norte de França, que lembra os confrontos de 9 de Abril de 1918, assinalados como tragédia na História de Portugal.»

recordo os meus Primos
Francisco, tenente de infantaria
devido ao cloro lançado por ordem de Erich Ludendorff passou à reforma como capitão
José Maria, capitão farmacêutico

Ricciardi disse...

A geringonca é um fenômeno interessante. Porque?

Porque a dita cuja conseguiu provar uma coisa que não me passava pela cabeça. É que coisa é essa?

Que a nossa esquerda radical é moderadissima.

Não têm o poder, é certo. A geringonca funciona porque a esquerda dita radical fica moderada pelo ps. Estrebucha para manter o seu eleitorado mas, na pratica, na verdade, a sua acção não justifica a perseguição que a direita portuguesa lhes faz.

Ate me parece que a direita ainda não percebeu a figura quixotesca que tem vindo a fazer.

No tempo de Salazar tinham um motivo serio. Tinham a apontar o comunismo soviético que despontaria se o pcp tomasse o poder. Porem, nos dias que correm, nem há esse perigo de suporte de potencia comunista estrageirs, nem a pratica da geringonca causa qualquer indício ou preocupação.

Seria, pois, muito bom que a direita repenssasee a estratégia. Com esta não vamos lá.

Eu sei sei, a direita portuguesa esta á radicalizar-se e criar batalhas que antes não criava. Cenas de ciganos, pretos etc. Cenas raciais, enfim.
.
O povo português, porem, não é racista. É até o oposto e não embarca nessas demandas.

Recentemente, para além das questões racicas, alguns gurus da direita (agora quase extremada) começam a desenhar o perfil dos putativos candidatos de direita.

Dizem eles que o putativo deve ser católico e crente em Deus nosso senhor.

Ora bem. Ser católico e crente em Deus é um um exagero. Bastaria ser catolico, digo eu. A menos que se entenda que pode haver católicos não crentes. Espantoso.

Mais espantoso é a permissa, porem. Católico e crente para um potencial governste.

Eu sempre tive a ideia de que eram premissas para candidato a Papa. Agora fico a saber que também é para givernstes.

No irão também funciona assim. Em vez de católico o givernste tem de xiita. Em vez de crer em Jeová, devem crer no Ala.


Portanto, o candidato deve ser católico e crente em Deus. Condição primeira. Devem ser nacionalistas qb. Quer dizer, descendentes de lusoafricanos devem ser expulsos ou retirada cidadania. Condição subsequente.

Ora, em face da última sondagem efectuada em Portugal, 40% das pessoas consideraram-se agnósticos, nao religiosas. Outros 40% dizem ser batizadas catoicas mas não praticantes. São aqueles a quem o catolismo é apenas uma expressa cultural e de tradição. Batismo, casório, festas populares, etc. São aqueles que não rezam, não vai à missa, enfim. É depois há uma pequeníssima minoria de pessoas realmente católicas. As que vai à missa.

O padre que substituiu o padre falecido da minha paróquia abandonou recentemente o sacerdocio. Tive pena porwue se tratava dum padre bastante culto. Rapaz novo e altamente instruído. Apaixonou-se por uma italiana quando fazia umanformacao no Vaticano. É vai casar com ela. Abandonou a paroquia e já não há quem o substitua. Vem um velhadas dar a missa por empréstimo doutra paróquia. O povo que vai à missa não vai à bola com ele. Quer o que vai casar.
.
Os católicos também estão a mudar. Ainda bem. Pode ser que se se atualizarem o pessoal mais novo passe a ser católico.

Porque, por este caminho, o catolismo pode levar uma.machadada muito grande nos adeptos seguintes à minha geração.

Perguntei à minha filha que esta á acabar engenharia se os colegas iam à missa e tal. Disse ela. Pai, dah, ninguém vai à missa. Eu devo ser a única.
Rb



lusitânea disse...

A rapaziada das inimputabilidades para amigos revolucionários vão "limpar-se" agora com os comandos.Nos outros não gostam mesmo nada de masculinidades tardias...

Policarpo Caminha disse...

Pelo menos vocês não pagam, como nós brasileiros pagamos, indenizações, salários vitalícios livres de impostos e tratamentos psicológicos para essa gente desalmada.