sábado, 29 de janeiro de 2011

Sousa Tavares, mais uma vez, claro.

O cronista do Expresso, Sousa Tavares que recebe certamente bom rédito por escrever inanidades destas todas as semanas, mais uma vez dá azo a comentário.

Desta vez, sobre as eleições e o discurso de Cavaco na hora da vitória. Escreve assim:

" Cavaco jamais perdoará o caso BPN e o caso da urbanização da Coelha. Irá certamente vingar-se, assim como Sócrates se vingou da "conspiração das escutas", montada por Belém e também em tempo de eleições. Ele convidou os "senhores jornalistas" a investigarem quem passou as informações sobre o BPN e sobre a vivenda Gaivota Azul cá para fora. Não há nada para investigar: a história da permuta das casas algarvias esclarece-se com uma simples consulta á Conservatória e notários locais como foi feito; e a história das acções do BPN, foi, obviamente, passada pelo Governo. O que se estranha é que, após mais de vinte anos na vida e intriga política activa, este "não-político" pareça não perceber que os jornalistas podem investigar tudo não apenas o que lhe convém."

Repare-se nesta lógica implacável de esperteza e inteligência: Os jornalistas podem investigar, mas já está tudo investigado, pela consulta pública e admissível aos registos das conservatórias e notários. Notável!
O caso do BPN, esse, foi "obviamente passada pelo Governo". Obviamente, um Governo destes, por causa disto, merecia que se demitisse. Ou não?

Este Sousa Tavares está cada vez mais esperto.

2 comentários:

joserui disse...

Já se for para investigar de onde vêem as ideias dos romances que escreve a coisa deixa de ser tão linear... ou investigar o amigo Sócrates... -- JRF

nuno disse...

O mim o que mais me repugna nos jornalistas é a sua atitude partidista. O que eu espero de um jornalista é que ele tenha uma motivaçao critica social e ética. Começo a nao ler artigos de opiniao. Metem-me nojo. Para mim está claro que vivemos num pais em que a corrupçao está estendida plenamente a todas a tribus de jornalistas e politicos de todos os quadrantes. Ser jornalista e alinhar com um partido politico tambem é indigno e como tal corrupto.