quinta-feira, setembro 27, 2012

A última do "beirão honesto".



Em entrevista à RTP, Fernando Pinto Monteiro disse que o processo foi encerrado porque a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal não pediu mais tempo.

O Procurador-geral da República (PGR) responsabilizou Cândida Almeida pelo fim das investigações ao caso Freeport. Em entrevista à RTP1, ontem à noite, Fernando Pinto Monteiro esclareceu que o processo foi encerrado, para dedução de acusação, porque a actual directora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), apontada como uma potencial candidata à sua substituição, "não pediu mais tempo". O magistrado voltou a reiterar que em Portugal as polícias fazem "escutas ilegais". 

Inacreditável. Absolutamente inacreditável. Espera-se que desta vez a visada não releve como o fez da outra vez. 
E sobre as escutas ilegais espera-se que " as polícias" lhe instaurem um processo crime por difamação a pessoa colectiva. É o mínimo que podem fazer.

E mais ainda e mais incrível:

 Pinto Monteiro, por outro lado, considerou "insólito" que o posterior julgamento do caso Freeport, no tribunal do Barreiro, tivesse terminado com a extracção de uma certidão, a mando dos juízes, para que José Sócrates fosse investigado com o objectivo de se apurar se recebeu "luvas" para que a construção do centro comercial fosse autorizada. Para o PGR, o tribunal deveria ter-se cingido a julgar os arguidos referidos na acusação. "É a primeira vez que vejo uma situação destas", disse.

Pinto Monteiro andou seis anos a dirigir o MºPº sem perceber o mínimo de processo penal. Se percebesse não teria dito esta enormidade. Lamentável? Nem há palavras para classificar isto.De uma penada insultou o tribunal que ordenou a extracção da certidão e, mais incrível ainda, depois de lha ter enviado, o ainda actual PGR, em vez de a arquivar como deveria em conformidade com este entendimento inacreditável sobre as regras processuais penais, remeteu-a ao DCIAP.  Mesmo que não acredite que seja passível de procedimento criminal...
O que dizer disto? O MºPº vai ficar calado? Os juízes vão aceitar isto sem tugir nem mugir ( é que Pinto Monteiro disse na entrevista que não comentava decisões judiciais, mas classificou esta como "insólita")?

Questuber! Mais um escândalo!