Em entrevista à RTP, Fernando Pinto Monteiro disse que o processo foi
encerrado porque a directora do Departamento Central de Investigação e
Acção Penal não pediu mais tempo.
O Procurador-geral da
República (PGR) responsabilizou Cândida Almeida pelo fim das
investigações ao caso Freeport. Em entrevista à RTP1, ontem à noite,
Fernando Pinto Monteiro esclareceu que o processo foi encerrado, para
dedução de acusação, porque a actual directora do Departamento Central de
Investigação e Ação Penal (DCIAP), apontada como uma potencial candidata
à sua substituição, "não pediu mais tempo". O magistrado voltou a
reiterar que em Portugal as polícias fazem "escutas ilegais".
Inacreditável. Absolutamente inacreditável. Espera-se que desta vez a visada não releve como o fez da outra vez.
E sobre as escutas ilegais espera-se que " as polícias" lhe instaurem um processo crime por difamação a pessoa colectiva. É o mínimo que podem fazer.
E mais ainda e mais incrível:
Pinto Monteiro, por outro lado, considerou "insólito" que o posterior julgamento do caso Freeport, no tribunal do Barreiro, tivesse terminado com a extracção de uma certidão, a mando dos juízes, para que José Sócrates fosse investigado com o objectivo de se apurar se recebeu "luvas" para que a construção do centro comercial fosse autorizada. Para o PGR, o tribunal deveria ter-se cingido a julgar os arguidos referidos na acusação. "É a primeira vez que vejo uma situação destas", disse.
Pinto Monteiro andou seis anos a dirigir o MºPº sem perceber o mínimo de processo penal. Se percebesse não teria dito esta enormidade. Lamentável? Nem há palavras para classificar isto.De uma penada insultou o tribunal que ordenou a extracção da certidão e, mais incrível ainda, depois de lha ter enviado, o ainda actual PGR, em vez de a arquivar como deveria em conformidade com este entendimento inacreditável sobre as regras processuais penais, remeteu-a ao DCIAP. Mesmo que não acredite que seja passível de procedimento criminal...
O que dizer disto? O MºPº vai ficar calado? Os juízes vão aceitar isto sem tugir nem mugir ( é que Pinto Monteiro disse na entrevista que não comentava decisões judiciais, mas classificou esta como "insólita")?
Inacreditável. Absolutamente inacreditável. Espera-se que desta vez a visada não releve como o fez da outra vez.
E sobre as escutas ilegais espera-se que " as polícias" lhe instaurem um processo crime por difamação a pessoa colectiva. É o mínimo que podem fazer.
E mais ainda e mais incrível:
Pinto Monteiro, por outro lado, considerou "insólito" que o posterior julgamento do caso Freeport, no tribunal do Barreiro, tivesse terminado com a extracção de uma certidão, a mando dos juízes, para que José Sócrates fosse investigado com o objectivo de se apurar se recebeu "luvas" para que a construção do centro comercial fosse autorizada. Para o PGR, o tribunal deveria ter-se cingido a julgar os arguidos referidos na acusação. "É a primeira vez que vejo uma situação destas", disse.
Pinto Monteiro andou seis anos a dirigir o MºPº sem perceber o mínimo de processo penal. Se percebesse não teria dito esta enormidade. Lamentável? Nem há palavras para classificar isto.De uma penada insultou o tribunal que ordenou a extracção da certidão e, mais incrível ainda, depois de lha ter enviado, o ainda actual PGR, em vez de a arquivar como deveria em conformidade com este entendimento inacreditável sobre as regras processuais penais, remeteu-a ao DCIAP. Mesmo que não acredite que seja passível de procedimento criminal...
O que dizer disto? O MºPº vai ficar calado? Os juízes vão aceitar isto sem tugir nem mugir ( é que Pinto Monteiro disse na entrevista que não comentava decisões judiciais, mas classificou esta como "insólita")?