Jorge Miranda à R.R., sobre as novas medidas de austeridade anunciadas ontem pelo primeiro-ministro:
“Quanto aos rendimentos de capital e de riqueza apenas disse que iria fazer alguma coisa, mas não especificou”, diz o constitucionalista.
Passos Coelho não consegue desatar o nó que o aflige. Proteger sempre os capitais e bancos pode muito bem ser uma má solução, mas está-lhe na massa do percurso político e profissional.
Como disse ontem José Gomes Ferreira na Sic-N, continuamos na mesma quanto aos institutos, fundações etc. Os cortes na despesa do Estado fazem-se tardar e não são anunciados.
É este outro problema deste primeiro-ministro: está-lhe na massa do percurso político a protecção aos apaniguados do sistema.
Por este caminho pára perto. E o pior é que a alternativa é a desgraça completa.