sábado, setembro 08, 2012

Passos Coelho potege os mais poderosos e não corta na despesa real do Estado

Jorge Miranda à R.R., sobre as novas medidas de austeridade anunciadas ontem pelo primeiro-ministro:

“Quanto aos rendimentos de capital e de riqueza apenas disse que iria fazer alguma coisa, mas não especificou”, diz o constitucionalista.

Passos Coelho não consegue desatar o nó que o aflige. Proteger sempre os capitais e bancos pode muito bem ser uma má solução, mas está-lhe na massa do percurso político e profissional.
Como disse ontem José Gomes Ferreira na Sic-N, continuamos na mesma quanto aos institutos, fundações etc. Os cortes na despesa do Estado fazem-se tardar e não são anunciados.
É este outro problema deste primeiro-ministro: está-lhe na massa do percurso político a protecção aos apaniguados do sistema.

Por este caminho pára perto. E o pior é que a alternativa é a desgraça completa.

Questuber! Mais um escândalo!