domingo, setembro 09, 2012

O embuste das festas do Avante

Este artigo de VPV no Público de hoje, sobre a polémica entre Rui Ramos e um tal Loff ( que aliás VPV nem nomeia, et pour cause) é a lápide no tombo dos fósseis do comunismo.
Mas falta ainda um epitáfio mais elaborado para se rematar condignamente a sem-cerimónia.

Os comunistas portugueses sempre se pautaram por usar palavras como armas, modificando e adulterando-lhes o uso. São mixordeiros de palavras, os comunistas portugueses. Democracia não tem o mesmo significado para um comunista ou para um social-democrata, mas o equívoco sempre os compensou.
Liberdade, palavra mágica, também não, evidentemente. Igualdade, muito menos, mas usam-na como um emblema.
  A mais mortífera que conseguiram obter vinha dos anos quarenta e prolongou a sua utilidade até agora, tal como os mísseis Sam que erravam o alvo mas contribuíam para um equilíbrio de terror: fascismo.
A palavra composta anti-fascismo é o abre-te sésamo da Esquerda portuguesa ortodoxa. Ninguém passa por lá sem a usar. E por isso a utilidade do míssil errático, conceptual, para arrasar veleidades críticas é inquestionável.
É neste contexto que o escrito do tal Loff se insere: ma mistificação e na mentira descarada, atributos que se colam ao comunismo como uma segunda pele, desde sempre.

Por cá, os media em geral não situam o comunismo nessa terra de ninguém sério, após a queda de um muro da vergonha. Continuam a apoiar os combatentes da liberdade e da igualdade, contra os privilégios, os ricos e o capital. A mistificação continua a imperar e a vencer na paisagem mediática.

Porém, as verdades cruéis dos países inspiradores do comunismo, na altura em que o mesmo se praticava do modo que sempre foi característico, são conhecidas há décadas.

Por mim nem precisei de ler historiadores ou propaganda ocidental tipo " O livro negro do Comunismo" para ficar a conhecer a textura e o sabor do colossal embuste comunista que ainda perdura entre nós. Na festa do Avante ainda se tratam todos por "camaradas"...

Em 1978, para ficar muito bem elucidado,  bastou-me ler um livro publicado por um jornalista norte-americano que passou uns tempos na antiga União Soviética e retratou em livro os frescos da sociedade moscovita e soviética. Os Russos, de Hedrick Smith ( prémio Pulitzer) foi  publicado pela Europa-América e era então um dos poucos livros que denunciavam a impostura que se podia ler lado a lado nos escaparates das livrarias da época.
Aqui ficam quatro páginas exemplares dessa mentira continuada a que os russos puseram termo no final dos anos oitenta  mas os comunistas portugueses teimam em propagandear, como acontece com o tal que não é citado por VPV.


Questuber! Mais um escândalo!