Expresso:
O gabinete de Pedro Passos Coelho recusa-se a comentar a existência de pelo menos cinco processos de execução fiscal sobre o contribuinte Pedro Passos Coelho, instruídos entre 2003 e 2007.
As alegações correm há algum tempo e até já estão detalhadas em blogues, mas São Bento argumenta, tal como Passos Coelho já tinha dito na terça-feira, que se trata da relação sigilosa entre um cidadão e a máquina fiscal.
Pelos vistos a "polémica" já foi ventilada em "blogs", mas o Expresso teve acesso a documentos que evidentemente se encontram em sigilo fiscal e já deu a conhecer publicamente "a polémica".
A polémica agora são cinco processos fiscais, há muito terminados e que em si mesmos significam nada de nada. Qualquer pessoa pode ter processos fiscais, mesmo execuções fiscais sem que tal deva ser notícia de vulto, mesmo que envolva um actual primeiro-ministro que ainda o não era quando foi alvo de tais processos.
Então porque é notícia neste caso e porque entra o Expresso na "polémica"? É preciso responder ou basta dizer quem são os dois directores do jornal?
O blog em causa existiu o tempo de lançar a "polémica" logo em 2011 e desapareceu como surgiu: do nada, agora repescado para a ribalta pelo Expresso. Para mostrar os "casos de Passos", a loca infecta justifica-se assim:
Todos os candidatos destas eleições viram a sua vida escrutinada ao mais
ínfimo pormenor. Sabemos tudo e conhecemos bem o passado de José
Sócrates, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. De Pedro
Passos Coelho nada. Funciona como uma espécie de apagão de “lápis azul”
na imprensa portuguesa o escrutínio sobre o passado profissional do
líder do PSD que se candidata a futuro Primeiro-ministro. E afinal que
passado.
O tempo veio demonstrar que era mesmo assim e que conhecíamos tudo do passado daqueles e nada do do Passos...