sábado, 13 de outubro de 2012

Moody blues

 Never comes de day, dos Moody Blues...



Expresso:

"Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability ", publicado no "Project Syndicate".

Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.

Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".

"Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.

"A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode actuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."

E reforça: "O que advogo é uma ruptura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".

A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".

8 comentários:

Floribundus disse...

fede demasiado a encomenda americana anti-europeia.
os EUA estão muito mais falidos que a Europa do sul onde colocam a França holandesa da 'ménage à trois' ainda sem Troica.

lembro-me das duas visões europeias que li numa revista da Plon no início de 50
« na França primeiro casas e depois fábricas,
na Alemanha exactamente o contrário».

o dinheiro da China e dos países Árabes não vai ser suficiente para endireitar a economia americana, apesar da sua avançada tecnologia.

a Europa, sem colónias para explora as sua matérias-primas, vai, na melhor das hipóteses a ter crescimento de décimas.

a Europa parece economicamente saída de uma guerra

Mani Pulite disse...

ESTÁ NA HORA DOS PAÍSES DO SUL DA EUROPA DIZEREM NÃO À ALEMANHA MAS PARA ISSO TÊM AO MESMO TEMPO DE METER OS SEUS CORRUPTOS NA CADEIA.

José** disse...

Ver o Farage contando uma conversa com a Merkel sobre a Grécia e o projecto europeu (minuto 7:30).

http://youtu.be/9LsQY1OxoEY

Vivendi disse...

Da união à desunião

Potenciais focos separatistas na UE:

Escócia, País de Gales, Valónia, Flamengo, Norte de Itália, Veneza, Sardenha, Córsega, Catalunha, País Basco, Galiza, Norte de Portugal, Madeira, Baviera



Já tínhamos publicado esta entrevista mas com a evolução dos últimos acontecimentos separatistas na UE não é demais relembrar esta passagem da entrevista com Hans-Hermann Hoppe sobre seu novo livro:


Senhor Hoppe, o senhor escreveu em seu novo livro, Der Wettbewerb der Gauner ("A Competição dos Escroques"), que "Não precisamos de um superestado europeu, que é o que a União Europeia está querendo estabelecer... mas sim de uma Europa e de um mundo formado por centenas, até mesmo milhares, de pequenas Liechtensteins e Singapuras." Tal arranjo não parece muito factível no momento — muito pelo contrário, aliás. Será que as coisas terão de piorar ainda mais — política e economicamente — para que só então possam melhorar?

Infelizmente, receio que sim. Antes de chegarmos a este arranjo que defendo, provavelmente vivenciaremos várias derrocadas nacionais, começando por Portugal, Espanha, Itália e, no final, a Alemanha. Somente então, receio eu, tornar-se-á óbvio para todos aquilo de que muitos já sabem hoje: que a União Europeia nada mais é do que uma enorme máquina de redistribuição de renda e riqueza, da Alemanha e da Holanda para Grécia, Espanha, Portugal e outros.

Mas isso não é tudo. Também ficará claro que a mesma insanidade, a mesma bagunça, também existe dentro de cada país: na Alemanha, por exemplo, há redistribuição de renda e riqueza da Bavaria e de Baden-Württemberg para Bremen e Berlim, da Pequena Cidade A para o Pequeno Vilarejo B, de uma empresa para outra, de uma indústria para outra, de João para José e por aí vai. E sempre seguindo o mesmo e perverso padrão: redistribuição dos países, regiões, locais, empresas e indivíduos mais produtivos para aqueles menos produtivos ou nada produtivos. A quebradeira trará toda esta realidade à luz de uma maneira bastante dramática.

E talvez, só então, as pessoas irão finalmente entender que a democracia — em nome da qual todas estas safadezas e trapaças são feitas — nada mais é do que uma forma especialmente insidiosa de comunismo, e que os políticos que criaram esta demência moral e económica, e que enriqueceram enormemente neste processo (mas nunca, é claro, sendo responsáveis por nenhum dos estragos que causaram), nada mais são do que um desprezível bando de comunistas escroques.

http://vivendi-pt.blogspot.com/2012/10/da-uniao-desuniao-parte-ii.html´

Floribundus disse...

não estou interessado em voltar aos
« reinos de Taifas ».

« a união faz a força ».

1640 foi um erro histórico que nunca comemorei

zazie disse...

Nestas alturas só aparecem malucos

zazie disse...

Aquele é um ex-escardalho que deu em seguir o anarco-capitalismo do judeu Rothbard.

Faz sentido acentuar que era judeu porque estas pancadas só interessam aos apátridas.

Vivendi disse...

Os judeus estão em todas!

Mas o separatismo está aí a porta.